13/10/2010

BANKSY + SIMPSONS

Misterioso artista britânico fez uma versão polémica do genérico de abertura da série de animação norte-americana.

Banksy, artista e criador de graffiti britânico, está a dar que falar com a sua mais recente criação: o misterioso artista, cuja identidade permanece segredo, deu o seu cunho pessoal ao genérico de abertura da série de animação norte-americana Os Simpsons.

Conhecido pela sua veia crítica, Banksy resolveu manifestar a sua revolta contra os métodos de trabalho do grupo televisivo FOX, mostrando imagens animadas de trabalhadores asiáticos que trabalham duro no merchandising da família Simpson.

Esta foi a primeira vez que os criadores da série deixaram alguém que não pertence à equipa desenhar uma sequência completa. O produtor executivo d' Os Simpsons já reagiu, em declarações ao jornal The Independent: "Estaria a mentir se dissesse que não pensei no assunto durante um tempo. Ainda não fui despedido, o que é um bom sinal", disse Al Jean.

http://video.portalcab.com/?play=simpsons_banksy

FROM THE BASEMENT - colectanea

Primeiro lançamento em DVD deste programa de base musical do Reino.From The Basement é uma nova série, que tem uma premissa simples: "colocar a música em primeiro lugar".É raro poder assistir a actuações ao vivo que são despojadas de tudo, excepto os artistas e a música. From The Basement, a nova série da IFC fêz exactamente isso. Sem qualquer conversa ou platéia ao vivo, apenas a energia da música.

Não há apresentador, nem grande produção, nem tretas. Os actores vão para o estúdio, tocar na frente das câmaras. A mistura de artistas é ecléctica, mas com um comum factor determinante - sabem como realizar uma performance. Este DVD reúne algumas das melhores performances da série até agora, e reflecte a amplitude de talentos e estilos que marcaram o estúdio Basement.

1. Radiohead: Weird Fishes / Arpeggi
2. Radiohead: Reckoner
3. White Stripes: Blue Orchid / Party ...
4. White Stripes: Red Rain
5. Beck: Motorcade
6. Beck: Cell Phone's Dead
7. Jamie Liddel: In The City
8. The Shins: Turn On Me
9. The Shins: Phantom Limb
10. Jarvis Cocker: Fat Children
11. Neil Hannon: A Lady Of A Certain Ag...
12. Laura Marling: Your Only Doll (Dora...
13. Sonic Youth: The Sprawl
14. Sonic Youth: Pink Stream
15. Eels: Millicent Don't Blame Yoursel...
16. Eels: It's A Motherfucker
17. Albert Hammond Jr: Everyone Gets A ...
18. Albert Hammond Jr: Postal Blowfish
19. P.J. Harvey: The Piano
20. P.J.Harvey: The Devil
21. Super Furry Animals: Let The Wolves...
22. Super Furry Animals: The Gift That ...
23. Damien Rice: Delicate
24. Damien Rice: Blower's Daughter
25. Autolux: Let It Be Broken
26. Jose Gonzalez: Abraham
27. Jose Gonzalez: High Low
28. Thom Yorke: Down Is The New Up
29. Thom Yorke: Videotape

THE ORB featuring DAVID GILMOUR – Metallic Spheres


Apesar de toda a atenção que David Gilmour recebeu este ano devido ao seu reencontro com Roger Waters, isso não significa que não há outros projectos a caminho. O guitarrista dos Pink Floyd, deu um passo em direcção à esta queda pela electrónica quando se juntou aos The Orb no álbum, Metálic Spheres, de 2010.

Composto por Alex Paterson e o produtor Youth, o 10º álbum da dupla irá exigir atenção redobrada por razões mais do que apenas de um actor famoso convidado. O registo está previsto para ser lançado, não apenas pelos meios habituais, mas também como um "CD duplo", que apresenta algo como um "mix 3D60", que permite som 3D.

Nenhum indício desde que isso signifique não ser preciso usar aqueles malditos óculos.

11/10/2010

Lady Jaye Breyer P-orridge

Jacqueline Breyer (Lady Jaye Breyer P-Orridge), teclista, enfermeira e cantora, nascido em 1969, casada em 1993 com Genesis P-Orridge, morreu em Nova Iorque a 9 de Outubro de 2007.
O auto-proclamado "engenheiro cultural" e artista conceptual Genesis P-Orridge vem criando controvérsia desde meados os anos setenta, primeiro com Throbbing Gristle, pioneiros da música industrial, e depois com o psicadélico colectivo Psychic TV .
Em 1993, P-Orridge conheceu e casou com Jacqueline Breyer. Ela adoptou o nome Lady Jaye Breyer P-Orridge e posteriormente o casal começou a tornar-se a imagem de espelho um do outro ou, mais precisamente, através do uso repetido de cirurgia plástica, transformando-se num único ser a que chamaram de "Breyer P-Orridge".

"Como um casal, queremos nos tornar mais e mais", disse Genesis P-Orridge em 2004:
Acho que estou dedicado a quebrar todos os moldes herdados que puder da minha vida privada, e eu sou abençoado por trabalhar com um parceiro que esteja preparado para se envolver nesse processo também. Nós dois temos implantes mamários, feitos no mesmo dia, no nosso 10 º aniversário, acordei no hospital, segurando as mãos. Por acaso, temos os sapatos do mesmo tamanho, mas agora podemos também compartilhar lingerie tambem!

Ele cunhou o termo "Pandrogyny" termo para definir essa experiência extrema, e trouxe ao casal maior notoriedade nos círculos da arte contemporânea, muitas vezes sentiu como uma demasiado rotação da arte-performance de Gilbert e George. As fotografias tiradas durante as operações sucessivas do casal, forneceu material para várias exposições da média mista, incluindo um intitulado "Painful But Fabulous", que percorreu as capitais europeias e as instituições de arte mais liberais americanas.

Eles viviam em Brooklyn, Nova York, com seus dois gatos, e pareciam totalmente à vontade com o seu estilo de vida escolhido. "As pessoas muitas vezes querem nos perguntar sobre nossas vidas sexuais, especialmente desde que Genesis ficou com os seus peitos", disse Lady Jaye. "E eu sempre digo a eles que nós temos a vida de um casal normal."

Nascida em 1969, Jacqueline Breyer freqüentou uma escola católica e estava interessada em imagens de iconografia religiosa desde tenra idade. Ela tornou-se uma enfermeira, cuidando de crianças com doenças terminais ou deficiências incuráveis, e também fez trabalho voluntário para instituições de caridade animal em Nova York. Quando ela conheceu Genesis P-Orridge, ela não tinha ouvido falar de Psychic TV, embora ela estivesse familiarizado com Throbbing Gristle o tema "Hamburger Lady" e colocar o grupo no esquema grandiloqüente Grand Guignol da música industrial.

Em 1995, um par de anos após a reunião Breyer, Genesis P-Orridge sofreu ferimentos terríveis e quase perdeu o braço esquerdo ao escapar de um incêndio na casa de Los Angeles, do produtor Rick Rubin. Ele usou o dinheiro obtido num processo de US $ 1,5 milhões contra o produtor em 1998 para financiar as suas experiências em colagem, fotografia e escultura, bem como música e cirurgia cosmética. Lady Jaye alterou o seu nariz e queixo para parecer mais com seu marido enquanto ele tinha implantes de rosto para combinar com seu distintivo contorno facial, mas o casal queria qualquer coisa mais drástica do que os seus implantes de mama combinados. "Eu realmente prefiro não termos nada a perder", disse Lady Jaye.

Se eu pudesse ter um pênis em anexo, gostaria de fazê-lo amanhã, mas para ele perder qualquer parte do corpo que possa dar prazer, que não é a idéia. Nós tomamos a decisão de não tentar ir atrás de uma idéia convencional de beleza. Ambos mudaramo rosto para ter um olhar como uma espécie de ideal, mas queriam ver como o outro. Nós estamos tentando encontrar no meio.

Com a ajuda de Lady Jaye, Genesis P-Orridge apreciou algo de um renascimento criativo e reavaliação crítica da sua obra. Em 1999, realizou performances como Thee Majesty o seu projecto de spoken-word, e Psychic TV no Royal Festival Hall em Londres, depois voltou com os seus antigos colegas na reforma Throbbing Gristle em 2004. Lady Jaye também se apresentou em Nova York, com o baterista Edward O'Dowd (aka Morrison Edley), que se reuniram em volta do casal uma nova linha de Psychic TV no PTV3.

Eles realizaram uma turné européia e norte-americana para promover Heaven Is Her, e, o álbum de estúdio, o primeiro em 12 anos, lançado em 2006, contou com contribuições de membros dos Yeah Yeah Yeahs e Butthole Surfers, bem como Lady Jaye nos teclados, samples e vocais.

"We view Breyer P-Orridge as a separate person who is both of us," Lady Jaye explained. "Neither of us take credit for the work, the work is a melding of both of our ideas which we would not have had singly. Both of us are in all of our art. That third being, Breyer P-Orridge, is always present."

THE SCIENTISTS



Os Australianos The Scientists passaram por muitas encarnações na sua história de 9 anos, mas são lembrados principalmente pela formação que existiu de 1981 a 1985. Kim
Salmon, Tony Thewlis, Boris Sujdovic e Brett Rixon, juntos, tinham a
química peculiar que produziu os clássicos, Pantanal, Happy Hour, e este genialmini LP, de 1983, Blood Red River.

10/10/2010

THE BEVIS FROND - NICK SALOMAN

THE BEVIS FROND "Miasma". The Bevis Frond foi uma banda saída da cena neo-psicadélica inglesa dos anos 80. Cena underground onde se destacam grupos como Ozric Tentacles, Sundial, Porcupine Tree, que resgatam a sonoridade do acid-rock da cena San Francisco 1967 para os dias de hoje.

Influenciado por Jimi Hendrix e os grupos psicadélicos dos anos 60, Nick formou o The Bevis Frond Museum em 1967 junto com o futuro director de cinema Julian Temple. O grupo durou pouco e Nick envolve-se numa uma série de grupos que não deixaram legado significativo.

Após a experiência num par de bandas Post Punk, Psychedelic, a carreira musical de Nick começou de verdade quando em 1982 sofre um acidente de moto bastante sério. Com o dinheiro da indemnização comprou uma série de equipamentos em segunda mão como um gravador porta-estúdio, teclados, bateria. O resultado, lançado em 1987, foi Miasma, limitada de 500 cópias. Até hoje este disco é reconhecido como um dos melhores lançados por Nick. A genialidade deste lançamento de estreia foi logo esgotado, e teve que correr aos masters para gerar mais cópias para a crescente legião de fãs. O que define Nick além dos seus pares é a sua compreensão da condição humana, o seu génio compositor, e o seu saber, que um bom solo de guitarra ácida muito do estilo Blue Cheer e Cream, é melhor do que qualquer outra droga disponível.

Nick Saloman, nascido em Londres em 1953, escreve todo o material do grupo e dentro do estúdio é basicamente um projecto a solo. Em disco toca todos os instrumentos, vozes, produz, edita, desenha, vende e tudo mais. Ao vivo, toca guitarra e canta, enquanto o baixo é tocado por Ade Shaw e a bateria por Andy Ward.

O último disco do grupo foi Hit Squad, lançado em 2004, e mostra a banda dentro do seu velho território.

QUICKSPACE

Logo após o rompimento do seu grupo indie pop, the Faith Healers no final de 1994, o guitarrista com sede em Londres e vocalista Tom Cullinan forma os Quickspace Supersport com Sean Newsham (baixo), Wendy Harper (vocal / guitarra), Max Corradi (bateria), e Barry Stillwell (teclados). Enquanto a banda Cullinan reteve um pouco da tensão droning, e a mesma sensibilidade pop fuzzy, o som dos Quickspace Supersport provou ser mais maleável, com letras mais optimistas.

No verão de 1996, a banda retornou com mais de metade da sua formação substituída e o seu nome removido. Somente Cullinan e Newsham restaram do grupo original, e os novos membros Nina Pascale (guitarra / vocal), Paul Shilton (teclados) e Chin (bateria) reemergiram o som.

Com o nome actual simplesmente Quickspace, lançaram em 1997 o auto-intitulado álbum de estreia. Canções como "Swisher" e "Quasi-Pfaff" mostram a banda alegre, e as dimensões folk experimental.

JESSAMINE

Drone-rockers Jessamine formado na cidade universitária de Galion, Ohio antes de se mudar para Seattle, em 1994 gravaram "Your Head Is So Small... " um single na Sub Pop. Após assinar com a Kranky, o vocalista / guitarrista Rex Ritter, o baixista / vocalista Dawn Smithson, o teclista Andy Brown e o baterista Michael Faeth - lançam o auto-intitulado album de estreia em 1995. A Pox on You, a colaboração com os Spectrum, e após o lançamento de Living Sound, em 1999, um arquivo gravado ao vivo em Seattle com os Experimental Audio Research, do líder Pete Kember aka Sonic Boom, os Jessamine dissolvem-se.

R. I. P . SOLOMON BURKE

O cantor soul Solomon Burke faleceu hoje, domingo no aeroporto de Amesterdão, na Holanda. Lenda do soul, morreu aos 70 anos de idade de acordo com a UPI e outras fontes. Burke morreu de causas ainda indeterminadas, após um voo de Los Angeles.

Um porta-voz do aeroporto de Schipol confirmou a morte, mas não soube dizer à AFP se o «rei do rock and soul» faleceu a bordo do avião onde viajava desde Los Angeles ou já no aeroporto.

Solomon Burke foi um dos grandes nomes do soul juntamente com Otis Redding e Wilson Pickett.

Solomon Burke tinha 70 anos e ficou famoso com as suas músicas para os popularíssimos filmes «The Blues Brothers» e «Dirty Dancing». Ia dar um concerto em Amesterdão na próxima terça-feira.

Em 1960, ele assinou com a Atlantic Records de Ahmet Ertegun - a casa de Ray Charles. A sua primeira gravação foi uma cover de música country Just Out Of Reach.Burke foi introduzido no no Rock And Roll Hall of Fame em 2001, mesmo ano do fundador da Island Records, Chris Blackwell.

Em 1962, teve outro hit com o single Cry To Me, famosa por ter sido utilizada 25 anos depois no filme Dirty Dancing.

Dois anos depois, em 1964, Burke escreveu e gravou sem dúvida a sua mais influente canção, o seu maior êxito, Everybody Needs Somebody to Love, passou a ser uma cover de artistas como Rolling Stones e Wilson Pickett.

Também teve uma performance com Dan Ackroyd e John Belushi no filme The Blues Brothers 1980.

No início deste ano, actuou em Gateshead, Exeter e London Jazz Cafe, actuou em todos os shows sentado no seu trono, feito especialmente para ele.

Nascido em Filadélfia, Burke com a sua voz suave, relaxantede de saudade doce, e profundo desejo, ajudou a definir o som dos anos 60, graças a hits soul como "Everybody Needs Somebody To Love", "Cry To Me" (um hit por duas vezes, graças à sua inclusão em Dirty Dancing), "Home In Your Heart", "Down In The Valley", "Get Out Of My Life Woman", e outros. Nos últimos anos, Burke tinha beneficiado de um retorno, que começou com o álbum de 2002, Don't Give Up On Me, que contou com a interpretação de novas canções escritas por artistas como Bob Dylan, Brian Wilson e Van Morrison, e Tom Waits.

Burke teve 21 filhos, 90 netos e 19 bisnetos. No início de sua carreira, auto-proclamou-se “King Of Rock ‘N’ Soul”. Ele era uma estrela absoluta - perguntando ao público o que queriam ouvir e entregando uma rosa a cada mulher da plateia num show. Era para dizer no mínimo, uma figura colorida. Um pregador, antes de ser cantor, que usou muitos chapéus ao longo dos anos.

Na sua gestão incluía uma empresa funerária e uma drugstore, de acordo com a Roctober Magazine— cujo farmácia exigia de Burke, ia de bicicleta a outra loja para aviar as receitas. Burke também teve o seu espírito empreendedor na estrada, vendendo sanduíches de frango e de porco.

MARINA ABRAMOVIC

Lisson Gallery, anunciou uma nova exposição de Marina Abramovic, a primeira mostra do trabalho de Abramovic na Galeria Lisson. Composta por duas obras novas e antigas, esta grande exposição irá explorar a saída corporal e cerebral do seu trabalho como uma artista performática.

Desde o início de sua carreira, em Belgrado, durante o início dos anos 1970,que Marina Abramovic tem liderado o caminho da performance como uma forma de arte visual. Descrito como "uma das artistas que define a performance radical", ela transcendeu origens provocativas do formulário e criou algumas das mais importantes obras do género.

Desafiando, intransigente e, muitas vezes chocantes, a prática duracional Abramovic continuamente experimentação e explora os limites de, tanto sua resistência física e mental e de seu público. Com o seu corpo como sujeito, ela testa a relação entre artista e o público, resistindo a exaustão, dor e perigo alterando a sua busca pelo emocional, libertador e consciente da transformação.

As performances de Marina Abramovic ((Belgrado, 1946) sempre estiveram no limiar da situação-limite: houve alturas em que teve uma arma apontada à cabeça, outras em que se manteve em silêncio 700 horas seguidas, outras ainda em que pegou fogo ao seu próprio corpo (e também já se apunhalou, já se deitou nua numa cruz de gelo, já tatuou uma estrela comunista na barriga com lâminas de barbear, já se chicoteou). Na próxima edição do Festival Internacional de Manchester, que decorre de 30 de Junho a 17 de Julho de 2011, Marina Abramovic vai morrer: os bilhetes para os cinco funerais da performer montenegrina (dias 9, 11, 13, 15 e 16 de Julho) já estão à venda no "site" do festival.

Em conexão com seu show na Galeria Lisson Marina Abramovic irá falar na Tate Modern como parte da série Talking Art, em colaboração com Art Monthly, a 16 de Outubro de 2010. Ela também estará participando na Serpentine Gallery's Map Marathon: Maps for the 21st Century, 16-17 de Outubro de 2010, um evento multi-dimensional com curadoria da Galeria Serpentine e Co-diretor Hans Ulrich Obrist.

DON ELLIS

Um trompetista talentoso com uma imaginação musical vívida e a vontade de experimentar coisas novas, Don Ellis liderou algumas grandes bandas no período 1965-1975. Depois de se formar pela Universidade de Boston, Ellis tocou nas big bands de Ray McKinley, Charlie Barnet, e Maynard Ferguson (tocou em "Three More Foxes"), gravou com Charles Mingus, e tocou com o sexteto de George Russell (em ao mesmo tempo, com Eric Dolphy).

Ellis liderou quatro sessões no quarteto e trio durante 1960-1962 para a Cândid New Jazz, e Pacífic Jazz, misturando bop, free jazz, e interesse pela música clássica moderna. No entanto, foi em 1965 quando montou a sua primeira orquestra que ele realmente começou a deixar uma impressão no jazz. As big bands de Ellis foram distinguidas pela sua invulgar instrumentação (que em seus primeiros dias tiveram até três baixistas e três bateristas, incluindo Ellis ), o desejo do líder para investigar as mudanças de tempo invulgar (incluindo 7/8, 9/8, e 15/16),), seu humor às vezes maluco (destacado por um excesso de falsas terminações), e uma abertura para a utilização de ritmos rock e (em anos posteriores)a electrónica.

Ellis inventou o trompete de quatro válvulas e utilizou um ring modulator e todos os tipos de dispositivos electrónicos selvagens pelo final dos anos 60. Em 1971, a banda consistia de uma secção de metais de oito peças (incluindo trompa e tuba), uma secção de quarteto de sopros, um quarteto de cordas e um de dois tambores na secção rítmica. Uma edição posterior unrecorded acrescenta ainda um quarteto vocal.

Entre sidemen Don Ellis estava Glenn Ferris, Tom Scott, John Klemmer, Sam Falzone, Frank Strozier, Dave MacKay, e o pianista brilhante (da Bulgária) Milcho Leviev. As memoráveis gravações da orquestra foram Autumn, Live at the Fillmore, e Tears of Joy (all for Columbia).

Depois de sofrer um ataque cardíaco em meados dos anos 70, Ellis voltou para as apresentações ao vivo, tocando "superbone" e uma edição mais recente de sua banda grande destaque Art Pepper. A última gravação foi em 1977 no Montreux Jazz Festival, um ano antes do seu coração deixar de bater.

GIRLS AGAINST BOYS

Girls Against Boys produzem um energico e às vezes ruidoso som, que provavelmente irrita os ouvintes, não fosse para a banda de Baltimore as suas canções uma grande influencia dos Fugazi. O álbum de estréia de 1989, Tropic of Scorpio, figura na label Adult Swim, seguido de um salto até há major indie, Touch & Go, importante para Venus Luxure No. 1 Baby. Os álbuns que se seguiram - 1995 Cruise Yourself e 1996 House of GVSB - traçou o destino crescente dos Girls Against Boys, no seu salto para a Geffen. Em 1998 * Freak on ica *, foi o pior álbum da sua carreira.

Após um longo hiato, a banda voltou para o underground com um contrato na Jade Tree e um album, You Can't Fight What You Can't See, em 2002. Girls Against Boys terminaram no ano seguinte, mas posteriormente reuniram-se para uma turné pela Europa ( agora com o baixista John Schmersal dos Enon) em Fevereiro de 2005. O grupo também agendou uma visita à República Checa, Polónia e Rússia em Fevereiro de 2009.

ENON

Enon é a ideia do ex-guitarrista John Schemersal dos Brainiac. Após a morte prematura do principal compositor e teclista Tim Taylor, Schemersal entrou em reclusão, vivendo num templo maçónico em Kentucky durante vários meses e grava um álbum acústico de quatro pistas com o nome de John Stuart Mill. Então decidiu que odiava Kentucky, mudou-se para New York City, e recrutou os Skeleton Key, Rick Lee e Steve Calhoon. E assim os Enon (em homenagem a uma cidade perto da sua cidade natal de Dayton, Ohio) nasceram.

Como os seus membros anteriores, Enon exibe uma valorização para o junk noise e estruturas de canções que faz com que cada música seja imprevisível. Tal como os Olivia Tremor Control e outras bandas da Elephant 6, Enon são fascinados por melodias pop com ruídos estranhos e processamento de som. Mas, ao contrário das E6 bandas, cuja sensibilidade melódica tendem a ser moldado pelo pop dos anos 60 e 70 de bandas como os Beach Boys, Big Star, Enon tem pistas de New Wave dos anos 80 e indie rock dos anos 90,e construoem o seu noise sobre esta fundação. A este respeito, as suas desconstruções rock tem semelhanças com The Flaming Lips.

BRAINIAC

Brainiac é uma das histórias mais trágicas do rock independente. Depois da morte da new wave, os Brainiac, (1992 - 1997), com o seu som sintetizou perfeitamente a tensão do início do movimento dos anos 80, bem como o seu sentido distorcido, e distribuição electrónica. A banda de rock pós-punk new wave, surgiu em Dayton, OH, inicialmente das experiencias underground do vocalista / teclista Tim Taylor e pelo baixista Juan Monasterio.

Depois de recrutar o guitarrista Michelle Bodine e o baterista Tyler Trent, Brainiac começou a tocar em todo o Centro-Oeste e ligados com a Limited Potential Records, que lançou o single "Super Duper Seven" em Setembro de 1992. Depois de mais um single, um split Bratmobile na editora 12X12 de Dayton, assinam com a Grass Records. O álbum de estréia do grupo Smack Bunny Baby, produzido pelo Girls Against Boys 'Eli Janney, surgiu em meados de 1993. Jim O’Rourke produziu em 1997, o EP, Electroshock for President, e continua a transição entre a electrónica e o rock.

Ao longo de 1996-1997, o seu perfil tinha crescido, e havia rumores de que grandes editoras como a DreamWorks estavam interessadas em inscrever-los após novo álbum estar concluído. O grupo estava gravando durante o verão, e Tim Taylor morre tragicamente num acidente de carro, quando dirigia para casa após ter saído do estúdio.

O guitarrista John Schmersal passou a formar os Enon.

No último show de Jeff Buckley no Barrister, num pequeno buraco na parede do bar de Memphis, a 26 de Maio, as suas primeiras palavras no palco eram "Dead, dead, dead, dead, dead, he's fucking dead, the guy from Brainiac is fucking dead. I want this to mean something to every fucking one of you ".

Buckley começou a tocar "Câncer Terminal", uma música que inclui a linha " O mundo tem cancro eterno " , "Eu acho que é como o o tipo dos Brainiac sentiu", continuou de seguida com "Aleluia" um réquiem para Tim Taylor, o lider dos Brainiac.

E continuou com o resto do seu set que incluiu "Corpus Christi Carol", uma canção que não tocava ao vivo há mais de dois anos, "É assim que você gosta dos seus ídolos de rock? - Morto" , perguntou ele.

THE BRAINIAC AKA EL BARON del TERROR

1661: No México, um homem é acusado de bruxaria e outros vários crimes anti-religião, é condenado a ser queimado na fogueira. Mas ele identifica cada um dos seus acusadores com capuz, e jura se vingar nos seus descendentes, 300 anos no futuro, quando o cometa intermitente sobre a sua cabeça nesse momento é programado para fazer a sua viagem de volta perto da Terra na sua órbita elíptica.

1961: O retorno previsto do 'amaldiçoado' cometa é testemunhado por um par de improváveis astrónomos, um jovem num belo fato, e sua igualmente namorada vestida para o sucesso. O cometa de repente, desaparece de vista, mas os dois decidem ir dar uma olhada lá fora. O cometa realmente não cai na Terra ( não é um meteoro)sob a forma de um cristal de rocha enorme, uma cena presenciada por um homem escondido entre os arbustos locais, o cristal transforma-se num monstro - que logo mata o homem e suga o seu cérebro.

Enquanto isso o Barão de Terror, um barão misterioso mas encantador e muito rico acaba de se mudar para a cidade, e emociona todos. Mas logo a policia percebe que alguns dos convidados do Barão do partido estão a aparecer mortos, com misteriosos buracos nos seus pescoços e os seus cérebros sugados para fora ...

The Brainiac, também conhecido como El Baron del Terror, do director, Chano Urueta, é um filme mexicano de 1962 sobre monstros, que é tanto encantador, como popular mas que afinal tem um pouco de decepção, considerado pela apreciação dos aficionados do terror, em vários comentários na Internet.

09/10/2010

ANIVERSARIO DA MORTE DE JOHN LENNON

John Lennon era um músico, intérprete brilhante, e activista, uma voz a favor da paz mundial. Se estivesse vivo, completaria hoje 70 anos.

Foi a sua mãe que o iniciou na música, ao comprar-lhe uma guitarra aos 17 anos. John Lennon tomou-lhe o gosto e disse que um dia ia ser famoso. A mãe duvidava e a escola também: entre «um caso sem esperança», «desperdício de tempo» e «um palhaço», houve de tudo um pouco no seu boletim escolar. Também não acabou a faculdade e quase foi expulso da mesma.

Foi quando se juntou a Paul McCartney e George Harrison que se terá sentido, pela primeira vez, totalmente integrado. Tinha apenas 19 anos, quando partiu para Alemanha com os (já) Beatles, onde actuou durante 48 noites seguidas. As drogas já eram frequentes na altura, principalmente as anfetaminas, que o ajudavam a manter-se acordado.

Os Beatles começaram a crescer, a bater recordes, a esgotar salas... Era a Beatlemania em pleno, que motivou uma das frases mais célebres de sempre: «o cristianismo vai desaparecer... Nós, os Beatles, somos maiores que Jesus».

44 anos depois de John Lennon ter proclamado que os Beatles eram "maiores que Jesus", o Vaticano fez saber, na sua publicação oficial, que a beleza das canções dos Fab Four se sobrepõe ao seu modo de vida.

"É verdade que eles tomavam drogas, deixaram-se levar pelo sucesso e viviam vidas disso lutas e desinibidas. Até disseram que eram mais famosos que Jesus. Mas, ouvindo as suas canções, tudo isto parece distante e insignificante".

"As suas belas melodias, que mudaram a música pop e ainda nos comunicam tantas emoções, vivem até hoje como jóias preciosas", pode ler-se no artigo do L'Osservatore Romano, que considera os Beatles "o fenómeno mais duradouro, consistente e representativo da história da música pop".

Curiosamente, ainda há poucos meses o mesmo jornal oficial do Vaticano havia incluído Revolver , dos Beatles, entre os melhores álbuns de sempre.

O novo apreço do Vaticano pela música contemporânea encontra curioso paralelo na nomeação do Papa Bento XVI para um Brit Award.

Na altura a banda deixava as digressões e John Lennon começou a consumir LSD e a virar-se para o espiritualismo de influências orientais. A sua escrita muda drasticamente e começa a incorporar elementos carregados de surrealismo: ouça-se 'I Am The Walrus', por exemplo.

Durante as escavações efectuadas por uma equipa de construção numa das antigas residências de John Lennon (em Weymouth, sul de Inglaterra), em 1967, foi descoberta uma bolsa de couro contendo vários frascos com LSD que, alegadamente, pertenceriam ao cantor.

Os primeiros fãs de Lennon a ter oportunidade de comentar o achado, remetem para a viagem dos Beatles à Índia, em 1967, momento em que a banda renunciou publicamente ao uso de drogas. Antes da partida, Lennon terá então escondido o LSD no quintal de sua casa.

É mais ou menos nesta altura que conhece Yoko Ono, tantas vezes apontada como a principal causa de cisão dos Fab Four. Virando costas às críticas dos companheiros e à fama inerente aos Beatles - e talvez com a ajuda das drogas que o tornavam cada vez mais introspectivo -, John Lennon inicia uma carreira a solo com Ono. Estávamos em 1969 e Lennon precisou de um ano para editar o primeiro álbum a solo: "John Lennon/Plastic Ono Band", com hinos como 'Mother' ou 'Working Class Hero'.

Mais do que a viúva de John Lennon, Yoko Ono tem sido uma reconhecida artista plástica e uma experimentalista do rock. O álbum "Season of Glass", gravado "a quente" após o assassínio do ex-Beatle, é um dos seus discos seminais.

"Lamento não ter nascido norte-americano, lamento não ter nascido em Greenwich Village", dizia John Lennon nos anos 70, os seus anos em Nova Iorque, um período marcado pela campanha contra a guerra do Vietname, pelo movimento pacifista e pela luta para não ser deportado. As cartas de apoio da cantora Joan Baez e do então presidente da câmara de Nova Iorque, John Lindsay, ao departamento de imigraçãoe foram entre as peças mostradas pela primeira vez, na exposição em Manhattan, revive a paixão de John Lennon pela cidade. "Se eu tivesse vivido na época do Império Romano, teria vivido em Roma. Onde mais? Nova Iorque é Roma. Nova Iorque é o centro da Terra", dizia ele.Os protestos de Lennon incomodavam Nixon. Hoje sabe-se que o FBI o investigava.

O ano de 1971 traz um Lennon plenamente consciente do seu poder como activista. Em Nova Iorque, vira-se contra o governo norte-americano e a sua política bélica e às custas do tema 'Happy Xmas (War is Over)' ia acabando deportado. Na América, chegou a número um de vendas, colaborou com John Lennon e David Bowie, mas nunca deixou de escrever a solo. Embora se tenha separado durante 18 meses de Yoko Ono, os dois nunca deixariam de ser um casal. Lennon via nela o aliado ideal, quer musical, quer socialmente.

Mas seria a mesma América que lhe granjeou fama, paz de espírito e notoriedade activista, que lhe tirou a vida. A 8 de Dezembro de 1980, Mark David Chapman avistou-o a entrar em casa e disparou quatro vezes sobre as costas de Lennon. Ainda foi levado para o hospital, mas acabou por ser declarado morto ao chegar ao local. John Lennon foi cremado em Nova Iorque e as suas cinzas foram espalhadas no Central Park, onde está localizado o memorial Strawberry Fields.

JOHN LENNON E O GOOGLE

Como já devem ter reparado no site do Google amanheceu na sexta-feira com uma homenagem a John Lennon, que completa hoje 70 anos, dia 9 de Outubro. Quem acessa o site http://www.google.com/ vê o logo do Google com uma silhueta de Lennon e os óculos redondos no lugar das letras "o", além de um símbolo de "play" substituindo o "e", e ficará no ar até sábado.

Se fizermos um clique no logo, activa uma animação que toca o clássico pacifista "Imagine", de 1971. Ao final do vídeo, surge uma lista de links referentes a Lennon, como se o internauta tivesse feito uma busca pelo artista.

O Google tem o costume de usar o logo da sua página de busca, baptizado de Doodle, para homenagear datas comemorativas em geral. Os motivos vão desde a independência de países, até os 50 anos dos Flintstones , para citar dois casos mais recentes. Uma colectânea com todos os logos pode ser conferida http://www.google.com/logos/ .

MARVIN GAYE

Marvin Gaye tornou-se num dos maiores nomes da Motown Records, conhecida como "Motor Town", (o nome Motown, contração de “Motor Town”, cidade dos motores é uma homenagem à cidade-natal devido às fabricas de automóveis ali instaladas) que além dele reuniu gente como The Temptations, Stevie Wonder, Diana Ross, The Jackson Five e Smokey Robinson & The Miracles.

2009 marcou os 50 anos em que o produtor e empresário norte-americano Barry Gordy, a partir de uma empréstimo de U$ 800, fundou em Detroit a Tamla – que em Dezembro daquele ano viraria a Motown.

Apesar de terem existido músicos negros norte-americanos de grande sucesso antes dos anos 60, incluindo Louis Armstrong, Ella Fitzgerald, Nat King Cole, ou Chuck Berry, a Motown, foi a mais importante editora a lançar artistas negros, desde o seu surgimento até o chamado "hip hop".Foi também a criadora dos chamados 'girl groups', como Martha & the Vandellas e The Supremes.

Um talentoso, visionário e duradouro lançado em órbita pela máquina hit da Motown, Marvin Gaye abriu caminho para a contínua evolução da música negra popular. Mudando da poderosa R & B ao Soul elegante e sofisticado, para finalmente chegar a uma forma intensamente pessoal e política de auto-expressão artística, redefiniu a música da Soul como uma força criativa, mas também expandiu o seu impacto como um agente de mudança social.

Nasce numa família religiosa em 1939, a sua vida foi interrompida abruptamente um dia antes de fazer 45 anos, em 1984, quando foi assassinado pelo seu próprio pai com a arma que ele mesmo lhe presenteara.

Marvin Pentz Gay, Jr. (ao estilo do seu herói Sam Cooke, acrescentou o "e" ao seu sobrenome em adulto) nasceu 02 de abril de 1939, em Washington, DC. Segundo dos três filhos do reverendo Marvin Gay, Sr., um ministro ordenado na Casa de Deus - uma seita cristã conservadora que funde elementos do judaísmo ortodoxo e pentecostes, impõe rigorosos códigos de conduta- começou a cantar na igreja aos três anos, transformando-se rapidamente um solista no coro. Gaye mais tarde assumiu o piano, bateria e a música tornou-se na sua fuga da realidade do pesadelo da sua vida em casa - toda a sua infância, o pai bateu-lhe quase diáriamente.

Após abandonar a Cardozo High School, Gaye alistou-se na Força Aérea dos Estados Unidos.
Após o fingimento de uma doença mental, foi dispensado por ter se recusado a seguir ordens.

Após abandonar as Forças Aéreas em 1957, Gaye começou sua carreira musical em vários grupos doo wop, fixando-se num popular grupo de Washington DC, chamado The Marquees.

Com Bo Diddley, os Marquees lançaram o single "Wyatt Earp" em 1957 pela Okeh e foram então contratados por Harvey Fuqua para o grupo The Moonglows. "Mama Loocie", lançada em 1959 pela Chess, foi o primeiro e único single de Gaye com os Moonglows.

Quando vendia milhares de discos “I Heard it Through The Grapevine“, sofre os primeiros contratempos.

Em 1963, grava “The Stubborn Kinda Fella” com Tammi Terrel. Filha do político Thomas Montgomery e da actriz Jennie Montgomery, o sucesso com Tammi foi tragicamente interrompido em 1967 quando, durante uma apresentação num concerto na Virgínia, Terrell desmaiou nos braços de Gaye no palco, a primeira evidência de um tumor cerebral que terminou abruptamente sua carreira. Tammi morre em decorrência de cancro a 16 de Março de 1970. Foi diagnosticado um tumor cerebral, que a levou há morte aos 24 anos.

Ao mesmo tempo, Gaye foi forçado a lidar com uma série de outros problemas pessoais, não menos do que foi o seu casamento ruir com Anna, irmã de Berry Gordy (dono da Motown)acabou em divórcio.

Como resultado de um acordo judicial em 1976, Gaye foi ordenado a fazer pagamentos de pensão alimentícia, grava um novo álbum, com a intenção de que todos os royalties obtidos com as suas vendas, então, ser atribuído há sua ex-esposa. O disco de 1978, um LP duplo, ironicamente intitulado "Here, My Dear, amargamente explorado o relacionamento do casal em detalhes íntimos de tal forma que Anna Gordy brevemente pensa em processar Gaye por invasão de privacidade.

Passou a maior parte de 1970 em isolamento, ressurgindo no início do ano seguinte.Dá a volta por cima com um dos melhores albums de sempre, um dos álbuns de referência na história da Pop. O auto-produzido “What’s Going On“, um “Sgt. Peppers” soul/rhythm blues, anunciando uma mudança drástica no conteúdo e estilo que alterou para sempre a face da música negra. Uma obra de arte conceptual que trouxe profundamente as crenças espirituais para o primeiro plano explora as questões que vão desde a pobreza, a discriminação no ambiente, abuso de drogas, corrupção política, letras sobre a Guerra do Vietname, e estruturadas canções ao redor do ponto de vista do seu irmão Frankie, ele próprio um soldado que regressado recentemente do combate.

Em 1973, edita “Let’s Get it On” e “You Are Everything“, com Diana Ross.O erotismo longo chiando implícita muito do trabalho de Gaye chegou ao ponto de ebulição, com Let's Get It On, um dos álbuns mais sexualmente registados, uma obra de desejo intenso e saudade, tornou-se o maior sucesso comercial da sua carreira e a faixa-título tornou-se no seu segundo hit a chegar a número um.

Dos problemas com a Motown e num momento difícil na carreira, surpreende com “Sexual Healing“, de 1982, canção com a qual ganhou dois Grammys: melhor vocalista de R&B e melhor performance instrumental de R&B. No total, teve cerca de 39 Top,40 singles pela Motown.


Casou novamente e começou a trabalhar em outro álbum, Lover Man, mas desistiu do projecto quando o single "Ego Tripping Out" - um comentário dizendo pessoais apresentado como um dueto entre o espiritual e a metade da sua identidade sexual, num comentario o biógrafo David Ritz mais tarde apelida de "alma dividida" do cantor-falhou. Com os seus problemas de droga aumentarem e o seu casamento com Janis a nova esposa, também começou a falhar, muda-se para o Havaí na tentativa de resolver assuntos pessoais.

Em 1981, as dificuldades fiscais de longo prazo e pressões renovadas do IRS Gaye é forçado a fugir para a Europa.

Em 1983 fez as pazes com Berry Gordy, aparecendo na televisão, um especial que comemora as bodas de prata da Motown. Nesse mesmo ano, também cantou uma versão soul de "The Star-Spangled Banner" no All-Star Game da NBA, instantaneamente tornou-se uma das interpretações mais controversas e lendárias do hino nacional já realizado. E foi a sua última aparição pública.

O ressurgimento da carreira de Gaye trouxe consigo um aumento na dependência da cocaína e, finalmente, os seus demónios pessoais obrigaram-no de volta aos EUA, para onde se muda com os pais numa tentativa de recuperar o controle da sua vida.

Tragicamente, o retorno para casa apenas exacerbou a sua espiral depressão, ele e o pai discutiam com amargura, e Gaye ameaçou o suicídio em algumas ocasiões.

Em 1984, deprimido e viciado em cocaína, é assassinado pelo pai, com quem tinha um difícil relacionamento. Apesar de ser um dia de brincadeiras, e mentiras, as notícias chocaram por serem verdadeiras no dia 1º de Abril. Um dia antes do seu aniversário, 45 anos - Gaye foi baleado e morto pelo Sr. Marvin, na sequência de uma discussão familiar acalorada.

Mr. BUNGLE - THE RAGING WRATH OF THE EASTER BUNNY

MR Bungle - The Raging Wrath Of The Easter Bunny,1986.Antes de Mike Patton entrar nos Faith No More, ainda antes de se envolver com a multidão artística e Norah Jones, formou em 1985, os Mr Bungle, em Eureka, Califórnia, com o guitarrista Trey Spruance, o baixista Trevor Dunn e o baterista Jed Watts. A banda tem o nome de um curta-metragem de 1959 Lunchroom Manners, que estava em episódios anteriores de Pee Wee Herman Show. O filme era sobre um palhaço anti-higiênico, que demonstrava a estudantes do ensino médio como se comportar. Só mais tarde o nome de "Mr. Bungle " do filme porno Sharon’s Sex Party.


The Raging Wrath Of The Easter Bunnyum, cassete lançado pela Ladd-Firth Productions e mixado por Trey Spruance durante a Páscoa de 1986. Hoje é um item raro de coleccionador.

Neste registo pode ouvir as raízes originais dos Mr. Bungle, bem como uma banda de death metal, mas o álbum já mostra pedaços do futuro estilo do grupo.

O disco de estréia da banda conhecido como Mr. Bungle saiu em 1991, produzido pelo genial John Zorn, e apresentava uma mistura de funky-Rappy noise alternando com melodias ocasionais, capturando a criatividade da banda em plena forma.

The Raging Wrath Of The Easter Bunny, álbuns poucas vezes são seguidos de renúncias, nunca foram lançados em LP ou CD, é impossível de conseguir por todos os meios legais, porque têm pouco valor que não seja puramente histórico.

Mr. Bungle o álbum de estreia foi lançado em 1986, e não 1991, foi chamado de The Raging Wrath Of The Easter Bunny - "coelhinho da Páscoa" significa que eles gravaram durante a Páscoa. Raging Wrath significa que é um DEATH METAL ÁLBUM!. Este álbum não é sobre experiências com todos os tipos de géneros, e não tão imprevisível - é sobre ser um clone Slayer / Sepultura.

* 1986: The Raging Wrath of the Easter Bunny
* 1987: Bowel of Chiley
* 1988: Goddammit I Love America
* 1989: OU818
* 1991: Mr. Bungle
* 1995: Disco Volante
* 1999: California


Ches Smith, Trevor Dunn, Mike Patton, William Winant, Trey Spruance, Danny Heifetz, Theobald Brooks Lengyel, Bar McKinnon.


1) Grizzly Adams;
2) Anarchy Up Your Anus;
3) Spreading The Thighs Of Death;
4) Hypocrites;
5) Bungle Grind;
6) Raping Your Mind;
7) Evil Satan;
8) Sudden Death.

MARIO VARGAS LlOSA

O escritor peruano Mario Vargas Llosa foi distinguido aos 74 anos com o Prémio Nobel da Literatura. O prémio literário, que no ano passado foi atribuído à alemã de origem romena Herta Müller, tem um valor monetário de cerca de um milhão de euros.

«A escrita que faz a cartografia das estruturas do poder e uma obra que revela imagens mordazes da resistência, revolta e dos fracassos do indivíduo», foram as razões apontadas pela Academia Sueca para a escolha.

Da longa bibliografia destacam-se "A Casa Verde" (1967), "Conversa na Catedral" (1969), "Pantaleão e as Visitadoras" (1973), "A Tia Júlia e o Escrevedor" (1977) e "A Guerra do Fim do Mundo" (1981), "História de Mayta" (1984), "Quem Matou Palomino Molero?" (1986), "O Falador" (1987), "Elogio da Madrasta" (1988).

A partir da década de 1990 escreveu, entre outros, "Como Peixe na Água" (1993), "Os Cadernos de Dom Rigoberto" (1997), "Cartas a Um Jovem Romancista" (1997), "A Festa do Chibo" (2000), o "Paraíso na Outra Esquina" (2003), "Travessuras da menina má" (2006), e "Diário do Iraque" (2007), o mais recente.

Percurso

Nascido em Arequipa, no Peru, a 28 de Março de 1936, Jorge Mario Vargas Llosa, já era reconhecido com um dos maiores escritores em língua espanhola, com uma carreira também dedicada ao jornalismo, ao ensaísmo e ao activismo político.

Filho único nascido numa família de classe média, estudou no Colégio Militar Leôncio Prado, em La Perla, como aluno interno, experiência que servirá de tema do seu primeiro livro, “La ciudad y los perros” ("A cidade e os cães") (1963).

Estudou Letras e Direito na Universidad Nacional Mayor de San Marcos, em Lima, e nos anos 1950 recebe uma bolsa de estudos para estudar em Espanha, na Universidade de Madrid, onde obtém um doutorado em Filosofia e Letras.

Como intelectual e escritor foi fortemente influenciado pelo existencialismo do filósofo francês Jean Paul Sartre e também pela obra do norte-americano William Faulkner.

Na área política, presidiu, em 1983, a uma comissão que investigou a morte de oito jornalistas, no final dessa década lançou um movimento liberal contra a desestatização da economia, e em 1990 concorreu à presidência do país com a Frente Democrata (FREDEMO), partido de centro-direita, mas foi Alberto Fujimori que acabou por ganhar as eleições.

Na sequência dessa derrota, retomou a actividade literária em Londres, cidade que mais tarde apreciaria pelo anonimato e a calma que lhe proporcionava para poder escrever, mas também dividiu residência por Paris, Barcelona e Madrid.

Vários prémios

Foi galardoado, entre outros, com o Prémio Rómulo Gallegos (1967), o Prémio Cervantes (1994), o Prémio Nacional de Novela do Peru (1967), o Prémio Príncipe das Astúrias de Letras Espanha (1986) e o Prémio da Paz de Autores da Alemanha, concedido na Feira do Livro de Frankfurt (1997).

Em 1985 foi condecorado pelo governo francês com a Medalha de Honra.

Depois da contestação ao governo do DITADOR, Fujimori, (uma das personagens a quem eu tenho um ódio de estimação) em 1993 pediu a nacionalidade espanhola, mantendo também a peruana.

Aos 74 anos, Mário Vargas Llosa, membro da Real Academia Espanhola da Língua, mantém-se ainda em intensa actividade como romancista, crítico literário, colunista na imprensa, ensaísta, dramaturgo e professor universitário.

HERBIE HANCOCK + WOVEN HAND

No ano em que completa 70 anos, Herbie Hancock apresenta em Portugal o seu The Imagine Project, em Dezembro.

O projecto trata-se de um conceito musical abrangente em torno da ideia de tolerância, que reuniu nomes de diferentes quadrantes (Tinariwen, Céu, Konono Nº 1, Chieftains, Pink ou Chaka Khan), tendo sido gravado em sete países.

Herbie Hancock faz-se acompanhar pelos músicos Vinnie Colaiuta (bateria), Pino Palladino (baixo), Lionel Loueke (guitarra), Greg Phillinganes (teclas) e Kristina Train (voz). Os bilhetes já se encontram à venda, com preços entre os 22 e 68 euros (Lisboa) e 48 e 58 euros (Porto).

Os Woven Hand vão regressar a Portugal para dois concertos 5, e 7, de Dezembro.
O colectivo liderado por David Eugene Edwards vem apresentar «The Threshingfloor», disco deste ano. É o MySpace da banda que avança estas informações - e até situa Lisboa como uma localidade espanhola.

Os Wovenhand são liderados pelo carismático David Eugene Edwards, o mentor dos extintos 16 Horsepower.

Um ano e meio depois, e cinco anos após a estreia em Portugal com uma actuação vespertina no Festival Paredes de Coura, e um concerto no Festival para Gente Sentada, em Santa Maria da Feira, o grupo volta a pisar palcos nacionais.

FAUST EM LISBOA 2010

Os alemães que prenunciaram o punk, o pós-punk e a electrónica experimental regressaram a Portugal, Lisboa. Os actuais Faust estão reduzidos a dois membros fundadores são liderados pelo carismático Jean-Hervé Péron e pelo baterista Werner «Zappi» Diermaier. Em palco juntam-se o casal James Johnston (Gallon Drunk, ex-Bad Seeds de Nick Cave) e a multifacetada Geraldine Swayne (pintora, realizadora de filmes independentes) continuam a despertar atenções como se viu pela enchente no Teatro Maria Matos. Quem viu não mais esquece a fantástica e caótica noite que os Faust proporcionam.

As actuações ao vivo, são experiências violentas e surpreendentes com tanto de "happening" quanto de concerto, são míticas.

Quem arriscou ganhou, e eu posso confirmar. Faust / Dälek, Casa da Música, Porto, 14 Abr 2006. Quando os vi neste dia senti o mesmo. Já vi mais de 200 e muitos concertos (não bandas), e os Faust foram um dos melhores de sempre. Há frente só os The Residents, Frank Zappa, ou The Red Krayola. Numa altura em que se celebrava o primeiro ano de existência da Casa da Música , o concerto de Faust no Porto(foi uma das poucas cidades europeias a receber a banda alemã) celebrava igualmente outro acontecimento: os 35 anos de existência da banda, e não mais me esquecerei da fantástica e caótica noite que Hans-Joachim Irmler (teclados), Steven Wray Lobdell (guitarra), Michael Stoll (baixo e flauta), Lars Paukstat (percussão e vozes), Jan Fride-Wolbrandt (bateria) e John Silk (som)os Faust, nos presentearam.

O jovem e alienado Lars Paukstat foi responsável pela percussão mais peculiar e pelos utensílios bizarros (ferros contra ferros numa banca que não passava despercebida a ninguém e até uma enorme chapa metálica onde chegou a bater com umas correntes e com um enorme martelo, produzindo um barulho imaginável). A certa altura, Lars Paukstat chegou-se à frente onde estava uma enorme viga de ferro e, com uma rebarbadora, provocou uma verdadeira explosão de faíscas (que atingiu o corajoso público instalado nas primeiras filas) que durou alguns minutos e que produziu um efeito sonoro e visual impressionante. Pouco depois o mesmo Lars Paukstat pegou noutra rebarbadora para fazer o mesmo junto da grande chapa de ferro que se encontrava junto de um dos lados do palco.

Na primeira parte do concerto estiveram os Dälek, duo formado por Will Brooks (na voz) e Oktopus (nas máquinas) que gravaram em tempos Faust vs Dälek com os Faust. Mas era obviamente Absence o principal motivo da noite; batidas fortes e agressivas a que se juntam guitarras de características iguais abastecidas por letras inteligentes e, muitas vezes, sarcásticas.

Esta semana, dia 6, Outubro, em Lisboa o publico também foi surpreendido com um arranque insólito. Segundo o Diario Digital, em frente das cortinas ainda fechadas, dois rudimentares kits de bateria esperavam os músicos enquanto uma voz introduzia a banda mas em vez de ouvirmos os habituais pedidos para desligar os telemóveis e proibir gravações há um apelo à liberdade de gravar e tirar fotos à vontade do público convidando ainda os fãs a conhecerem a banda no fim sugerindo que levassem comida e perfumes!

Depois Jean-Hervé Péron e Werner «Zappi» Diermaier sobem da plateia para o palco e tomam conta das baterias em pé, um de cada lado quase sincronizados a que se junta uma voz a declamar um texto em bom português. Sem perder o ritmo o narrador é revelado quando se abrem as cortinas e a banda toma os lugares à volta do «nosso» Tiago Gomes! Estava dado o mote para uma noite diferente em que os inesperados recursos industriais fundiam-se na perfeição com o ruído de feedback e as batidas certeiras de Werner «Zappi» Diermaier.

Os Faust em 2010 ao vivo são uma máquina feroz alimentada pela loucura de Jean-Hervé Péron que tanto pode estar em versão calma de baixo na mão como pode andar possuído pelo palco a espalhar gravilha de um balde das obras ou a gritar a agarrado a uma betoneira (sim, houve uma betoneira em palco) que tanto pode girar espalhando mais gravilha em cima do microfone como pode ser perfurada a berbequim!- com Jean-Hervé Péron de berbequim na mão. Tudo serve para fazer barulho, até faíscas de ferro derretido que Péron espalhava pelo chão.

Um espectáculo completamente imprevísivel que nunca perdeu de vista a sonoridade rock que serviu também de banda sonora para Geraldine Swayne improvisar uma pintura numa grande tela que ficou a decorar o canto direito do palco.

Um verdadeiro caos instalado e espalhado pelo palco do Maria Matos que nunca terá vivido nada assim.

Em 1973, Uwe Nettelbeck, o ideólogo dos Faust, dizia ao extinto semanário "Melody Maker" que o que queria fazer com aquela banda seminal do rock experimental alemão era "música popular": "Não quero vê-los no mesmo saco que Stockhauusen ou [John] Cage, aquilo a que chamam músculo experimental. Somos 'avant-garde' não por estilo, mas por acidente".

A começar pelo ponto onde isto começou, Hamburgo, 1969, nasciam os Faust, que é o termo alemão para "punho", e também a lenda alemã do homem que vende a alma ao diabo para garantir sabedoria e delícias terrenas. Curiosamente, tudo começou com "rock'n'roll e coca-cola", escreveu Gunther Wüsthoff num texto incluído na reedição de "So Far", o segundo álbum da banda.

Uwe Nettelbeck, crítico de cinema, jornalista, produtor musical e activista de esquerda com ligação intermitente às Baader-Meinhoff, reuniu os músicos Werner "Zappi" Diermaier, Hans-Joachim Irmler, Jean-Hervé Peron, Rudolf Sosna e Gunther Wüsthoff. Alguns deles estavam ligados à cena experimental alemã, os outros compunham uma banda chamada Campylognatus Citelli.

O punk deve-lhes algum do seu confronto, o experimentalismo multidisciplinar e dadaísta do pós-punk deve-lhes mais ainda, a electrónica aventureira terá de passar por eles. Sex Pistols, Einstürzende Neubauten, This Heat, Stereolab, To Rococo Rot, em todos se nota o toque dos Faust, que estavam à frente do seu tempo na atitude estética.
Porque não aceitavam as suas regras, porque queriam transformar, arriscar, mudar.

A Inglaterra chamou-lhe krautrock, um saco onde às tantas já cabiam bandas tão distintas quanto Can, Neu!, Amon Düul, Electric Sandwich, Kraftwerk ou Tangerine Dream. "Nós chamávamos-lhe música experimental, mas acabou por vencer aquele nome estranho que os ingleses criaram, com um sentido de humor discutível", diz Peron.

Os Faust, sublinha, queriam "mais energia do que a que havia no rock'n'roll, outro tipo de energia": "Queríamos uma nova música. Queríamos mais!".

Dos Velvet Underground retiraram a repetição, o minimalismo. De Frank Zappa, "as harmonias exteriores ao rock'n'roll e os textos socialmente críticos". Dos dadaístas e do movimento Fluxus, a ideia de performance e a utilização do absurdo como arma. E ainda foram buscar as planagens cósmicas aos Pink Floyd, versão buraco negro, o minimalismo a compositores como LaMonte Young ou Tony Conrad (já o vi ao vivo por duas vezes, com quem gravaram, em 1973, "Outside The Dream Syndicate"), e saxofones e trompetes soprados a Miles Davis.

"Não existe grupo mais mítico do que os Faust", escreveu Julian Cope em "Krautrock Sample", o livro que documentou e divulgou à escala mundial o rock experimental alemão da década de 70.

As primeiras actuações ao vivo, no palco escurecido, destacava-se a luz de ecrãs de televisão que seriam destruídos com martelos e serras eléctricas, via-se uma mesa de pinball em que os músicos jogavam quando bem entendessem e os sofás em que os Faust se sentavam para olhar os espectadores, que não sabiam como reagir a tudo aquilo. "Se queríamos exprimir que o poder da televisão era perigoso para todos, haveria melhor forma do que pegar num marrão e destruir 20 aparelhos de televisão em palco?", pergunta Peron. "Aqueles que nos compreendiam ficavam esmagados. Não percebiam o que se estava a passar, mas percebiam que também nós não sabíamos exactamente o que estava a acontecer."


O desmembramento da banda, foi em 1975: "A Polydor tentou e foi uma catástrofe. A Virgin [os Faust foram das primeiras bandas assinadas pela editora do então jovem Richard Branson] tentou também e foi outra catástrofe. Claro que os discos não o são, mas o que acontecia depois de os editarmos era-o certamente".

Os dois primeiros álbuns dos Faust, o homónimo de estreia (1971) e "So Far" (1971), foram gravados numa antiga escola transformada em estúdio, na zona rural do rio Wümme. Isolados, sem contacto com ninguém exterior à banda, trabalharam como que "em meditação num mosteiro".

O casulo foi quebrado quando, numa manhã, acordaram rodeados de cães-polícia e metralhadoras, confundidos com terroristas das Baader-Meinhoff - "Andava tudo histérico com o terrorismo e nós, com as nossas barbas, o nosso cabelo comprido e as nossas roupas, tínhamos obviamente de parecer terroristas". Mas o pior, diz, veio depois.

Com as fracas vendas de discos, com os Faust a serem nada mais do que banda de culto em Inglaterra - ainda assim, bem melhor sucedidos do que no seu país -, a Polydor percebeu finalmente que os Faust não seriam uns novos Beatles. "Estavam distantes estes tempos de 'do it yourself', em que qualquer um pode ter um estúdio no computador", aponta Peron. Desalojados, roubaram o seu próprio equipamento, reclamado pela editora, e vaguearam. "Wümme foi um final difícil. Sem dinheiro, sem trabalho. Acabámos a comer comida de cão".

Pouco depois, nova oportunidade com a Virgin. Nettlebeck, antecipando a estratégia Radiohead, deu a Richard Branson a colagem, extraída dos extensos arquivos da banda, que resultaria no álbum "Faust Tapes". Com uma condição: o álbum teria de ser vendido ao preço de um single. 100 mil cópias foram vendidas em 1973 - 90 por cento dos compradores, diz-se, detestaram a pechincha, os restantes empregariam aquela explosão criativa anos depois, quando o punk se fez ouvir.

No ano seguinte, "Faust IV" foi um fracasso comercial e "Faust V", o álbum seguinte, não chegou a sair. Tal como tinham aparecido, os Faust desapareciam na paisagem alemã: "Transformámo-nos num mistério".

Até que, em 1992, Hans-Joachim Irmler, Werner Diermaier e Jean-Hervé Péron se reuniram para alguns concertos, reactivando uma história bruscamente interrompida - Rudolf Sosna morreu em 1996, Gunther Wüsthoff recusou-se a participar na reunião. Daí para cá, gravaram novo material, colaboraram com Chris Cutler, com os americanos Dälek, experimentalistas do hip hop, ou com Jim O'Rourke e To Rococo Rot.

Em 2010, três anos depois da morte de Uwe Nettelbeck, Jean-Hervé Peron e o baterista Werner "Zappi" Diermaier, acompanhados por Geraldine Swayne e James Johnston estreiam-se em Portugal para um concerto no Maria Matos. Sobre ele, Peron não diz mais do que isto: "A primeira regra dos Faust é não existirem regras.

A segunda é nunca revelar o que faremos em palco no próximo concerto". O objectivo continua a ser "provocar, abanar, obrigar a questionar". O baixista quer que o público saia dos concertos "com um grande sorriso, mas também com par de pontos de interrogação nos olhos": "Estrelas e pontos de interrogação, é isso que queremos atingir hoje com a nossa música".

Os novos Faust reagruparam-se a partir de 1992, mas são apenas uma parte da banda original. Os Faust que tocaram no Maria Matos têm na formação apenas dois dos fundadores. Existem hoje dois Faust no mundo - estes que veremos em Lisboa, e uns outros, liderados por Hans-Joachim Irmler.

A cisão não foi pacífica. "É um assunto muito privado" que Peron prefere não comentar. Mas, depois de uma breve pausa, termina com aquilo que tanto pode ser manifestação de humor quanto declaração de vitória: "Finalmente é verdade. Os Faust são mais. Não são menos. São mais".

08/10/2010

LARRY CLARK - EXPOSIÇÃO POLÉMICA

A exposição do fotógrafo e cineasta americano Larry Clark, nascido em Tulsa, Oklahoma, em 1943, e director dos filmes, 1995- Kids 1995, 1998 - Another Day in Paradise, 2001 - Bully, 2002 - Teenage Caveman, 2002 - Ken Park, 2006 - Wassup Rockers, e 2007 - Destricted, no Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris abriu ao público, mostra a retrospectiva Kiss The Past Hello, e está proibida a maiores de 18 anos, e a autarquia proibiu a entrada aos mais jovens.

Segundo a imprensa internacional, a proibição está a causar polémica. Arte ou delito?
As imagens mostram adolescentes a ter relações sexuais, a consumir droga e a usar armas de fogo. Um quarto com colchão no chão e, atirada sobre ele, de pernas abertas, uma rapariga que se deixa penetrar por um rapaz enquanto outro observa e se vai masturbando; uma janela e, junto a ela, uma grávida calmamente sentada, uma quase pintura flamenga, não fosse a seringa espetada na veia do seu braço direito; aqui um rapaz em roupa interior que enfia um revólver na boca como que prestes a disparar; ali um sexo feminino a abrir-se para nós, os dedos de dois rapazes a enfiar-se entre a carne das coxas e os pêlos pretos da púbis, a desaparecer por ali adentro

«Não sou um puritano, mas muitos que lançaram a polémica não viram a exposição. Enviei para os jornais seis fotos que causam problemas e nenhum ousou publicá-las. Nós também não podemos mostrá-las aos menores de idade», afirma Christophe Girard, secretário municipal da Cultura, citado pela BBC.

Tulsa, a primeira grande série fotográfica de Larry Clark, foi publicada em livro em 1971, causando escândalo, mas afirmando-o também como autor. Tantos anos e muitas séries fotográficas volvidas, conhecidas e intercaladas com obras cinematográficas, é visto como um dos mais influentes fotógrafos da sua geração, uma inspiração para nomes como Nan Goldin e Wolfgang Tillmans, uma presença regular nos mais importantes museus e colecções do mundo.

BRET EASTON ELLIS

Do autor de Menos que Zero, Lunar Park, As Regras da Atracção, ou Glamorama, saiu um dos romances mais violentos da história da literatura, o Psicopata Americano.O escritor norte-americano anda a promover o seu mais recente romance, Quartos Imperiais (ed. Teorema), que retoma as personagens do seu primeiro livro, Menos que Zero.Como forma de promoção de Imperial Bedrooms, a Picador lançou uma aplicação tão polémica como os livros do escritor. A ideia é conhecer o diabo que mora em nós. Para isso temos à nossa mercê uma candidata a actriz.

Na Feira do Livro de Frankfurt ao ser entrevistado por Christoph Amend comentou "As digressões para promover livros são uma coisa muito estranha". "No início, de alguma maneira, sentimo-nos um homem muito forte. Temos na cabeça as respostas e sabemos quais foram os nossos objectivos. Depois, à medida que o tempo vai passando, sentimos-nos um bebé. Não sei explicar muito bem isto: vamos ficando cada vez mais fracos. A digressão força-nos a ser mais autênticos, a sermos mais reais, e a máscara que tínhamos no início das viagens para apresentarmos o livro e nos apresentarmos a nós mesmos cai e desaparece. As entrevistas mais recentes, comparadas com as que dei em Maio, são completamente diferentes."

O jornalista aproveitou para lhe perguntar se lembrava dos anos 80 e citou o músico e pop star Falco, que disse uma vez que se nos lembramos do que se passou nos anos 80 é porque não os vivemos. "Para mim, os anos 90 foram mais loucos do que os anos 80. Os anos 80 que eu recordo, passei-os no liceu e na faculdade. A década de 90 é aquela de que me lembro melhor, mas percebo o que Falco quer dizer. Nos anos 80, toda a gente andava apaixonada pela cocaína e a desperdiçar dinheiro."

Já abandonou as drogas, falou disso há uns anos. "Sim, deixei de consumir drogas, mais ao menos..., há cerca de cinco anos. Mas nunca fui um drogado do tipo de precisar de entrar em recuperação. Para mim, foi sempre uma coisa social, era divertido, nunca perdi uma relação de amizade ou um trabalho por causa de drogas. Nunca interferiu com a minha saúde. Se tivesse sido mais tempo, talvez interferisse. Quanto mais velhos ficamos, mais aborrecido se torna. Não sei por que é que estou a contar isto. Na semana passada, em Berlim - que dia é hoje? Quarta... -, sábado à noite, em Berlim, foi mesmo... Mas foi a primeira vez desde há muito tempo."


Na maior feira do livro do mundo, conta que a casa onde cresceu estava cheia de livros. Os seus pais sempre leram muito e ele foi leitor desde muito novo. Também por causa do ambiente que se vivia em sua casa, a relação entre os seus pais era difícil. "O meu pai era uma pessoa problemática, não era fácil viver com ele, de modo que desaparecer dentro de um livro era para mim uma coisa que eu gostava muito de fazer. Gostava tanto que comecei a escrever. Um dia li "O Sol Nasce Sempre (Fiesta)", de Hemingway, e tudo mudou. Percebi que queria escrever um romance. Decidi que seria sobre o incrível e interessante Verão dos meus 14 anos. E quando terminei esse romance percebi que tinha sido um Verão incrivelmente desinteressante. Pensei que da próxima vez iria tentar escrever alguma coisa completamente diferente. Por isso o projecto do Menos que Zero [que o lançou para a fama] começou quando eu tinha 16 anos. Sempre gostei de ler, por isso não me parecia algo completamente disparatado querer expressar-me através da escrita. O que me fazia sentir um extraterrestre é que mais ninguém estava a fazê-lo. Sentia-me, a esse nível, muito distante dos meus amigos de 16, 17 anos." Apesar de sair, de ir a festas, de se ter divertido enquanto era adolescente, tinha essa espécie de depressão vinda do sentimento de ser alguém que estava fora do baralho.

Aos 20 anos, em 1985, o seu primeiro romance tinha acabado de ser publicado e toda a gente olhava para ele e dizia que era doido, afundado no sucesso e sempre em festas. Andy Warhol foi a uma das suas festas à qual Madonna esteve para ir mas à última hora não foi. "Ela não foi convidada. [risos] Está a descrever o primeiro ano, quando ainda era divertido. E parecia uma boa ideia. Mas depois deixou de ser. É muito bom ter sucesso numa coisa que nos dá prazer fazer, mas ser muito conhecido não é assim tão bom. Torna-se um problema", afirma. A minha vida não se parece nada com o que se passa nos meus livros de ficção. Se isso acontecesse, eu não poderia ser um escritor. Não conseguiria escrever".

in Publico.

ARTHUR PENN

O realizador e produtor norte-americano Arthur Penn, que rodou o filme "Bonnie & Clyde" (1967),(um dos filmes meu top ten), morreu na terça-feira, um dia depois de ter completado 88 anos, noticiou hoje o jornal New York Times.

Arthur Penn era considerado um realizador pioneiro por ter desenvolvido, nos anos 1950 e 1960, um método de trabalho na direção de atores focado na espontaneidade e na emotividade, escreve o jornal.

O realizador dirigiu peças para televisão, encenou na Broadway, mas foi no cinema que se destacou, por exemplo, com "The miracle worker" (1962), que deu a Anne Bancroft o Óscar de melhor atriz, e "Bonnie & Clyde" (1967), um dos filmes de culto do cinema americano, protagonizado por Warren Beatty e Faye Dunaway.

"Arthur Penn trouxe [para o cinema americano] a sensibilidade dos filmes artísticos europeus dos anos 1960. Abriu caminho para uma nova geração de realizadores que acabavam de sair das escolas de cinema", disse o realizador e argumentista Paul Schrader, citado pelo New York Times.

"Bonnie & Clyde" é um retrato sobre um casal de criminosos, onde não falta sexo, violência e algum humor, não esquecendo que rompeu barreiras quando estreou nos anos 1960 e serviu de referência para toda uma geração de realizadores independentes.

"Ele abriu caminho para a geração dos diretores americanos dos anos 70", como Martin Scorsese ou Francis Ford Coppola, considerou ao New York Times o argumentista Paul Schrader de "Taxi Driver".

Arthur Penn, irmão do fotógrafo Irving Penn, nasceu em Filadélfia a 27 de setembro de 1922, desde cedo se interessou por teatro e enquanto fez o serviço militar criou um grupo teatral com outros militares.

Estudou na Europa, passou pelo Actors Studio, onde se praticava o método de representação de Stanislavski, produziu séries televisivas, filmou peças de teatro em direto na televisão e chegou a ser conselheiro do então senador John F. Kennedy nos debates televisivos.

Marlon Brando, Robert Redford, Robert Duvall, Dustin Hoffman, Gene Hackman foram alguns dos actores com quem Arthur Penn trabalhou ao longo da carreira, que ainda assim teve altos e baixos na militância do cinema independente face às grandes produções de Hollywood.

“O Pequeno Grande Homem” (1970), com Dustin Hoffman; “Duelo de Gigantes” (1976), com Marlon Brando e Jack Nickolson, são dois westerns realizados a seguir e que reflectiram sobre o fim deste género que marcara o cinema clássico americano.

O western "Um de nós morrerá",1958, onde Paul Newman interpreta o famoso pistoleiro Billy the Kid.O segundo filme, "O milagre de Anne Sullivan", conta a história de uma jovem surda, cega e muda que tenta comunicar com as pessoas á sua volta, obteve dois Oscars em 1962 para a atriz principal e coadjuvante, Ann Bancroft e Patty Duke, respectivamente. "Vício de matar" e "O alvo" são outros títulos das três dezenas de filmes que deixa.

O cineasta, cujas obras apresentavam o individuo marginalizado face à ordem social numa América moderna que ele achava doente, abordou ainda a imigração jugoslava nos Estados Unidos em "Georgia" (1981), ou a África do Sul pós-apartheid com o seu último filme, "Inside" (1996).

No virar do século ainda produziu vários episódios da série televisiva "Lei & Ordem", e a peça de teatro "Fortune´s Fool", com Alan Bates e Frank Langella.

JANIS JOPLIN

Foi há 40 anos, a 4 de Outubro de 1970, que a cantora blues Janis Joplin cantou pela última vez.A morte chamou a texana em Los Angeles, após ter consumido uma excessiva dose de um dos seus múltiplos vícios, a heroína. Tinha 27 anos.

À época, Janis passou a integrar o “Club 27”, grupo póstumo de músicos lendários que morreram aos 27 anos sob circunstâncias misteriosas.

Este clube fora 'criado' em 1969 após a morte do fundador dos Rolling Stones Brian Jones e, quando a autora de 'Cry Baby' morreu, já incluía Jimmy Hendrix há duas semanas - Jim Morrison ou Kurt Cobain foram outras figuras que entretanto se lhe juntaram.

05/10/2010

thebrotheregg

thebrotheregg Aortica Mor

GUAPO

DANIELL O'SULLIVAN:
Rhodes, Piano, Baixo, Guitarra, Harmonium, sintetizadores modulares, Voz Autoharp, Electronicas.

DAVID J.SMITH:
Bateria, Percussão.

"Black Oni" (Ipecac Records), depois de "Five Suns"( (Cuneiform Records). O álbum "Elixirs" finalmente e, assim, conclui o tríptico que os Guapo proposeram realizar. Todos em novos tons musicais e oferecendo idéias e perspectivas diferentes. No entanto uma reviravolta no line-up, que nos últimos anos tem se ancorado pelo trio de Daniel O'Sullivan, Matthew Thompson e David Smith, desencadeou uma mudança de rumo quando Thompson deixou a banda pouco antes do lançamento de Black Oni em 2005.

O'Sullivan e Smith foram activos numa abundância de outros projectos. Ambos pertenceram á antiga banda de prog-Miasma & the Carousel of Headless Horses. O'Sullivan trabalhou com Aethenor (VHF Records), Mothlite (Southern Records), Gumbling Fur (Aurora Borealis Records), bem como clandestino line-up ao vivo dos Sunn O))). Smith criou em larga escala a instalação multimédia intitulada "The Other Side of the Island" para o qual ele fez uma banda sonora com O'Sullivan e Uusimaki Antti sob o nome de The Stargazers Assistant (as gravações foram lançadas pela Aurora Borealis).

Smith também tocou com os membros dos Coil, Cyclobe e Shockheaded Peters in the Amal Gamal Ensemble. Apesar destas distracções, Guapo foi mantido como um foco primário.

Guapo dão voz a este reino, onde as filosofias místicas de Huysmans, Kircher, Conan Doyle, Hyltn-Cavallius e muitos outros são utilizados como facilitadores e de facto, responsáveis pela música concebida em "Elixirs".

Como resultado, Elixirs transcende qualquer antecedente musical dos Guapo que foram reconhecidos no passado. Em vez disso, a música aqui explora as regiões mais externas da composição psicadélica. Lampejos de Popol Vuh, This Heat, Magma, Third Ear Band, Moondog, e no principio dos anos 70 de Miles Davis.

Desde a saída de Thompson, O'Sullivan e Smith acrescentaram dois dos melhores musicos de Londres, James Sedwards (da avant-rock banda Nought) e Kavus Torabi (The Cardiacs). O line-up visitou os EUA em 2006.

GRAILS

Grails é uma banda mais facilmente descrito como "agitada". Eles teimosamente empurram os clichês da música instrumental para novas fronteiras sonoras, criando álbuns pesadamente texturados, com música épica, e instrumentos exóticos. Grails realizar ecos de bandas clássicas de vários géneros, mas combinam os vários estilos num único registo, sob um guarda-chuva de liberdade musical. Eles são famosos no seu estilo de gravar a cena underground, e capaz de cruzar o seu património musical( The Ventures a 'Tibetan Crime-Jazz'Crime ), na construção de novas linguagens e géneros que nunca tiveram a intenção de estarem juntos.

A primeira encarnação dos Grails surgiu em 2003, na Neurot Recordings com "The Burden of Hope" e "Redlight", em 2004. The "Interpretations..." EP, gravado a meio da turnê no final de 2004, na Southern Records. A série" Latitudes ", revelou as dependências psych internacionais e marcou uma mudança radical no estilo da banda. Após a saída de Timothy Horner, a banda lançou Black Tar Prophecies, vol,1,2 e 3, na Important Records em 2006.

"Burning Off Impurities" 07, o primeiro na Temporary Residence, enquanto mais dois álbuns seguiram-se em 2008, "Take Refuge In Clean Living" (Important Records),e "Doomsdayer's Holiday".

O primeiro DVD, "Acid Rain", foi lançado em Abril de 2009, através da combinação de imagens ao vivo e os trabalhos de colagem de vídeo do membro Emil Amos, que, em 2008, também se juntou à banda OM.

MASTER MUSICIANS OF BUKKAKE

Master Musicians of Bukkake,é um projecto experimental de sete pessoas. Dois deles são membros dos Earth e os outros membros / colaboradores dos Sun City Girls, Sunn O))), Secret Chiefs 3, Boris e Grails, e Burning Witch. O nome lembra práticas e hábitos sexuais extremos. Bukkake é uma prática que tem a ver com a ejaculação e beber!. A sua música é uma viagem experimental, descrita por muitos como avant-garde, world music, música cerimonial colectiva, de excursões ritualísticas eléctricas nos alcances exteriores e interiores, apoiando-se mais sobre a energia das guitarras, sintetizador analógico, cânticos e percussões exóticas.

Master Musicians of Bukkake começaram na fértil cena musical do Noroeste do Pacífico em 2003. Originalmente fundada como um colectivo de músicos da comunidade de Seattle, em 2005 “Visible Sign Of the Invisible Order” uma gravação ritualística improvisada gravada em sessões no Aleph Studios, e lançado na Abduction, editora dos Sun City Girls, contou com a participação, como convidado de honra de Alan Bishop e Gocher Charlie dos SCGirls.

Totem One (Conspiracy Records 2009),o mais novo álbum é parte de uma trilogia.

MASTER MUSICIANS OF BUKKAKE :
Milky
Don McGreevy
Randall Dunn
Jim Davis
Brad Mowen
Dave Abramson
Bill Horist

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