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25/03/2012

RUI EDUARDO PAES

Com 28 anos  de actividade, desde 1984, repartida entre o jornalismo cultural, a crítica de música Rui Eduardo Paes é autor de vários livros sobre as músicas criativas, cobrindo o leque de tendências que vai do avant-jazz à música experimental, passando pelo rock alternativo, a música contemporânea, a new music, a música improvisada e a electrónica.

 É o editor da revista jazz.pt, , tendo passado pelos mais diversos jornais e revistas, entre os quais «Diário de Lisboa», «Diário de Notícias», «O Independente», «Expresso», «Blitz», «Revue & Corrigée» (França) e «Margen» (Espanha).

 Produziu o único CD lançado pelo duo de "avant-pop" Duplex Longa e co-produziu dois discos de Carlos Zíngaro, «Musiques de Scène» (AnAnAnAnA) e «Release From Tension» (audEo). Organizou ainda os dois volumes da colectânea «Way Out - New Music From Portugal» (AnAnAnAnA), destinada a divulgar a música experimental portuguesa além-fronteiras.

 Vem colaborando com instituições como Fundação de Serralves, Fundação Calouste Gulbenkian, Culturgest e Casa da Música na elaboração de textos de apoio e folhas de sala.

Bibliografia
 Ruínas : A Música de Arte no final do Século (Hugin, 1996);
 A Orelha Perdida de Van Gogh (Hugin, 1998);
Cyber-Parker (Hugin, 1999), 
Phonomaton : as novas músicas do início do Séc. XXI (Hugin, 2001),
 Stravinsky morreu : devoções e utopias da música (Hugin, 2003)
 Bestiário Ilustríssimo (Chili Com Carne + Thisco; no prelo

22/03/2012

RUI EDUARDO PAES

Um musicólogo reconhecido entre alguns músicos portugueses e virtualmente desconhecido do grande público.Bestiário Ilustríssimo é uma nova colectânea de textos sobre música de Rui Eduardo Paes. No próximo dia 17 de Abril será publicado o novo livro de Rui Eduardo Paes.

Chama-se Bestiário ilustríssimo e terá apresenta apresentação pública inserida no Festival Rescaldo e que incluirá uma actuação musical com Maria radich, João Camões e Carlos Santos em que será dito e cantado um texto do autor. “O livro funciona para mim como o fechar de uma elipse. Fui buscar o mesmo título de uma série de textos que publiquei no então jornal Blitz, se não erro entre finais da década de 1980 e inícios da de 90, e que tinham um pendor enciclopédico.

Se são outros agora os conteúdos, o espírito é o mesmo: trata-se de prosas sobre músicos que considero importantes. Deste modo, como que dou ao meu percurso de quase 30 anos de escrita sobre música um sentido de work-in-progress. O que tenho feito está sempre em continuidade. Trata-se de adaptações de 50 textos que escrevi na última dúzia de anos, talvez mais num ou noutro caso, para várias finalidades, entre folhas de sala de concertos e festivais, liner notes de discos, guiões de conferências, artigos de revista e até uma ou outra recuperação de prosas por mim publicadas anteriormente em livro – isso porque, no seguimento da falência da minha antiga editora, a Hugin, os livros que tinha em circulação desapareceram das lojas, hoje só sendo encontráveis em feiras do livro e leilões da Internet.

Há dois deles, como descobri recentemente, que foram digitalizados na íntegra e colocados na Rede. Os meus parabéns pela paciência de quem o fez, scaneando-os página a página... Ganharam uma nova vida quando os julgava mortos, o que me parece positivo apesar da “piratagem”. Peço é que não façam isso com este novo livro, para a editora poder recuperar o seu investimento. Afinal, estive nove anos sem ter um novo título publicado, pois nenhuma editora quis arriscar...

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