Bruce Springsteen, Elvis Costello, Dave Grohl and Little Steven Van Zandt – London Calling....London Calling entrou no mundo em Dezembro de 1979, mas não fez a sua estreia por um mês. Isso fez que em 2010 se comemorasse o 30º aniversário do álbum.
E envelheceu bem. Enquanto muitos álbuns clássicos soam no seu tempo - o que não quer dizer datado - London Calling soa como algo que poderia ter sido feito ontem.
The Brian Setzer Orchestra – Brand New Cadillac (Vince Taylor)
Skarabazoo – Jimmy Jazz
No Doubt – Hateful
The Cocktail Preachers – Rudie Can’t Fail
Brady Harris – Spanish Bombs
Southern Arts Society – The Right Profile
Petty Booka – Lost in the Supermarket
The National – Clampdown
Calexico – The Guns of Brixton
Buck-O-Nine – Wrong ‘Em Boyo (The Rulers)
Social Distortion – Death or Glory
La Furia – Koka Kola
James Dean Bradfield – The Card Cheat
Mauri – Lover’s Rock
Creation Rockers – Four Horsemen
Thea Gilmore – I’m Not Down
Los Fabulosos Cadillacs – Revolution Rock (Jackie Edwards & Danny Ray)
Dwight Yoakam – Train in Vain
A internet é hoje em dia o reflexo daquilo que somos para o bem e para o mal. Eu criei este blogue com o objectivo de falar sobre a cultura pop - musica, cinema, livros, fotografia, dança... porque gosto de partilhar a minha paixão, o meu conhecimento a todos. O meu amor pela música é intenso, bem como a minha curiosidade pelo novo. Como não sou um expert em nada, sei um pouco de tudo, e um pouco de nada, o gosto ultrapassa as minhas dificuldades. Todos morremos sem saber para que nascemos.
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22/01/2011
16/01/2010
THE CLASH - LONDON CALLING
Nas listas de efemérides do rock, há sempre um facto para se comemorar. Este ano, por exemplo, são vários: as cinco décadas do "Kind of blue" de Miles Davis, os 15 aniversários do "Definitely maybe", dos Oasis.
Enquanto o punk americano sabia quem eram seus ancestrais (os punks Ramones amavam surf music e bubblegum, os Talking Heads eram art-school punk, os Blondie um grupo do inicio do movimento punk/new wave, os Feelies recitavam Beatles, Modern Lovers e Velvet Underground, os Television urbanizavam a guitarra psicadélica), a versão britânica do surto de rebeldia juvenil que tomou o planeta de assalto nos anos 70 faziam questão de mostrar o quanto diferente eles eram de tudo que havia vindo antes. A primeira onda de punk da Inglaterra é grotesca, mal tocada, primitiva: Sham 69, X-Ray Specs, Damned, 999.
Os Sex Pistols vendiam-se como perigosos anarquistas que cuspiam no sistema. Os Clash, surgiram na esteira do barulho provocado pela banda de Johnny Rotten e Steve Jones, e queriam muito mais-sonhavam derrubar o sistema inteiro com as guitarras "proletárias" de Mick Jones e Joe Strummer.
Como um quinteto, eles entraram na primeira tourné dos Sex Pistols pela Inglaterra em 1976, a lendária Anarchy in the UK Tour.
O título do disco deixava clara as intenções incendiárias da banda: "London calling" era o nome de um programa de rádio que a BBC londrina transmitia durante a resistência britânica na Segunda Guerra Mundial. Tudo a ver com os Clash, uma atitude de de fora-da-lei e diziam fazer música de guerrilha (discos posteriores, "Sandinista" e "Combat rock", foram ainda mais explícitos).
Falavam de problemas mundiais, de crises internacionais e dos oprimidos em geral. Musicalmente, o reggae libertava-os dos padrões estéticos tradicionais do punk. Por um lado, a influência latina e africana deixava-os confortáveis com as variantes do ritmo. Por outro, inspiravam-se na soul e nos blues que os do reggae surrupiaram dos EUA para transformar o ska em rock steady. E finalmente o dub mostrou que não há limites se o assunto é experimentação em estúdio.
Tinham fama de intratáveis e irascíveis, embora alguns fãs levantassem dúvidas sobre a autenticidade da revolta de Strummer, não era suficiente pobre para ser punk,(como se os punks tivessem que ser pobres ou ricos!!) e até mesmo sobre o sotaque de Jones. Para domá-los no estúdio, foi convocado o velho arruaceiro Guy Stevens, conhecido por ter "descoberto" os The Who nos anos 60, dos Mott the Hopple, e pelo estranho hábito de destruir propriedades.
Stevens incentivou a banda a procurar mais "honestidade" do que apuro técnico na execução das 19 faixas de "London calling", que foi lançado como álbum duplo a 14 de Dezembro de 1979 - pelo preço de um disco, como convinha aos seus ideais "revolucionários"
Fêz 30 anos sobre a publicação original de "London calling". A reedição London Calling: 30th Anniversary Legacy Edition, inclui um DVD com um documentário The Last Testament; The Making of London Calling, filmagens caseiras da gravação do álbum e três vídeos "London Calling", "Train In Vain" e "Clampdown".
O quarteto inglês realizoua a sua maior virtude: capacidade de construir em canções de três minutos, melodia, letras assertivas, e soluções rítmicas imbatíveis.
Na faixa-título “London Calling” Strummer berra no início da música “Londres chama as cidades distantes/ Agora que a guerra começou e a batalha vem aí”, Joe canta sobre uma Londres decadente, mas de outro ponto de vista. Se antes gritava London’s Burning como se comemorasse o caos que é o inferno, agora assiste a tudo friamente, sem emoção: “A era glacial está vindo/ O sol se aproxima/ Máquinas parando, o trigo cresce magro/ Um erro nuclear, mas eu não tenho medo/ Porque Londres afunda e eu vivo à margem”. A mensagem é simples, mas descrita de forma apocalíptica e fatal.
No disco há canções inesqueciveis, "Hateful", "Rudie can't fail", "The right profile", "Lost in the supermarket", "The guns of Brixton", "The card cheat" ou "I'm not down", e “Spanish Bombs” nos leva à Guerra Civil espanhola, numa das melhores músicas do disco, com vocal de Joe Strummer, a faixa descreve um cenário em que as forças militares do governo espanhol (que deram um golpe liderado pelo General Franco em 1936) aniquilavam os rebeldes anarquistas em fuzilamentos na praça pública. Canta sobre os “buracos de bala nas paredes do cemitério”, “o exército esfarrapado consertando baionetas para lutar em outro front” e “os carros pretos da Guardia Civil”, Mick Jones declara-se apaixonado pela revolução que persegue: “Yo te quiero y finito/ yo te querda, oh, mi corazón!”.
O disco termina com “Revolution Rock”, um reggae de celebração ao punk rock. “Todo mundo destrua as cadeiras e dance neste ritmo novo/ Esta música aqui abala nações/ Esta música aqui causa sensação/ Diga à sua mãe, diga ao seu pai/ Tudo vai ficar bem/ Você sente? Não o ignore/ Vai ficar bem”.
Com o auxílio do teclista Mickey Gallagher(tocava nos Blockheads, com Ian Dury) e de uma equipa de metais, o disco é um manifesto de inquietação e exemplo de rock, pop, jazz, rockabilly, reggae e ska.
Não falta a inspiração da capa, nem a versão "Brand new Cadillac", tema intemporal de Vince Taylor.
A capa entrou para a história - cita graficamente o disco de estreia de Elvis Presley. No lugar de um galã, porém, o que se vê é uma foto desfocada de Simonon um segundo antes de despedaçar seu baixo num show em Nova York, em 1979.
Os Clash gravaram mais um bom LP- "Sandinista!" e os sofriveis "Combat rock" - e ("Cut the crap"), com o qual encerraram actividades. “Police & Thieves”, de Junior Murvin, foi um dos seus primeiros singles, e “Complete Control” foi produzido por Lee “Scratch” Perry.
Enquanto o punk americano sabia quem eram seus ancestrais (os punks Ramones amavam surf music e bubblegum, os Talking Heads eram art-school punk, os Blondie um grupo do inicio do movimento punk/new wave, os Feelies recitavam Beatles, Modern Lovers e Velvet Underground, os Television urbanizavam a guitarra psicadélica), a versão britânica do surto de rebeldia juvenil que tomou o planeta de assalto nos anos 70 faziam questão de mostrar o quanto diferente eles eram de tudo que havia vindo antes. A primeira onda de punk da Inglaterra é grotesca, mal tocada, primitiva: Sham 69, X-Ray Specs, Damned, 999.
Os Sex Pistols vendiam-se como perigosos anarquistas que cuspiam no sistema. Os Clash, surgiram na esteira do barulho provocado pela banda de Johnny Rotten e Steve Jones, e queriam muito mais-sonhavam derrubar o sistema inteiro com as guitarras "proletárias" de Mick Jones e Joe Strummer.
Como um quinteto, eles entraram na primeira tourné dos Sex Pistols pela Inglaterra em 1976, a lendária Anarchy in the UK Tour.
O título do disco deixava clara as intenções incendiárias da banda: "London calling" era o nome de um programa de rádio que a BBC londrina transmitia durante a resistência britânica na Segunda Guerra Mundial. Tudo a ver com os Clash, uma atitude de de fora-da-lei e diziam fazer música de guerrilha (discos posteriores, "Sandinista" e "Combat rock", foram ainda mais explícitos).
Falavam de problemas mundiais, de crises internacionais e dos oprimidos em geral. Musicalmente, o reggae libertava-os dos padrões estéticos tradicionais do punk. Por um lado, a influência latina e africana deixava-os confortáveis com as variantes do ritmo. Por outro, inspiravam-se na soul e nos blues que os do reggae surrupiaram dos EUA para transformar o ska em rock steady. E finalmente o dub mostrou que não há limites se o assunto é experimentação em estúdio.
Tinham fama de intratáveis e irascíveis, embora alguns fãs levantassem dúvidas sobre a autenticidade da revolta de Strummer, não era suficiente pobre para ser punk,(como se os punks tivessem que ser pobres ou ricos!!) e até mesmo sobre o sotaque de Jones. Para domá-los no estúdio, foi convocado o velho arruaceiro Guy Stevens, conhecido por ter "descoberto" os The Who nos anos 60, dos Mott the Hopple, e pelo estranho hábito de destruir propriedades.
Stevens incentivou a banda a procurar mais "honestidade" do que apuro técnico na execução das 19 faixas de "London calling", que foi lançado como álbum duplo a 14 de Dezembro de 1979 - pelo preço de um disco, como convinha aos seus ideais "revolucionários"
Fêz 30 anos sobre a publicação original de "London calling". A reedição London Calling: 30th Anniversary Legacy Edition, inclui um DVD com um documentário The Last Testament; The Making of London Calling, filmagens caseiras da gravação do álbum e três vídeos "London Calling", "Train In Vain" e "Clampdown".
O quarteto inglês realizoua a sua maior virtude: capacidade de construir em canções de três minutos, melodia, letras assertivas, e soluções rítmicas imbatíveis.
Na faixa-título “London Calling” Strummer berra no início da música “Londres chama as cidades distantes/ Agora que a guerra começou e a batalha vem aí”, Joe canta sobre uma Londres decadente, mas de outro ponto de vista. Se antes gritava London’s Burning como se comemorasse o caos que é o inferno, agora assiste a tudo friamente, sem emoção: “A era glacial está vindo/ O sol se aproxima/ Máquinas parando, o trigo cresce magro/ Um erro nuclear, mas eu não tenho medo/ Porque Londres afunda e eu vivo à margem”. A mensagem é simples, mas descrita de forma apocalíptica e fatal.
No disco há canções inesqueciveis, "Hateful", "Rudie can't fail", "The right profile", "Lost in the supermarket", "The guns of Brixton", "The card cheat" ou "I'm not down", e “Spanish Bombs” nos leva à Guerra Civil espanhola, numa das melhores músicas do disco, com vocal de Joe Strummer, a faixa descreve um cenário em que as forças militares do governo espanhol (que deram um golpe liderado pelo General Franco em 1936) aniquilavam os rebeldes anarquistas em fuzilamentos na praça pública. Canta sobre os “buracos de bala nas paredes do cemitério”, “o exército esfarrapado consertando baionetas para lutar em outro front” e “os carros pretos da Guardia Civil”, Mick Jones declara-se apaixonado pela revolução que persegue: “Yo te quiero y finito/ yo te querda, oh, mi corazón!”.
O disco termina com “Revolution Rock”, um reggae de celebração ao punk rock. “Todo mundo destrua as cadeiras e dance neste ritmo novo/ Esta música aqui abala nações/ Esta música aqui causa sensação/ Diga à sua mãe, diga ao seu pai/ Tudo vai ficar bem/ Você sente? Não o ignore/ Vai ficar bem”.
Com o auxílio do teclista Mickey Gallagher(tocava nos Blockheads, com Ian Dury) e de uma equipa de metais, o disco é um manifesto de inquietação e exemplo de rock, pop, jazz, rockabilly, reggae e ska.
Não falta a inspiração da capa, nem a versão "Brand new Cadillac", tema intemporal de Vince Taylor.
A capa entrou para a história - cita graficamente o disco de estreia de Elvis Presley. No lugar de um galã, porém, o que se vê é uma foto desfocada de Simonon um segundo antes de despedaçar seu baixo num show em Nova York, em 1979.
Os Clash gravaram mais um bom LP- "Sandinista!" e os sofriveis "Combat rock" - e ("Cut the crap"), com o qual encerraram actividades. “Police & Thieves”, de Junior Murvin, foi um dos seus primeiros singles, e “Complete Control” foi produzido por Lee “Scratch” Perry.
19/09/2009
THE CLASH
Há muitos equívocos acerca dos The Clash. Consideram-nos frequentemente no topo da lista nada mais do que punk rockers. Isso só acontece porque eles começaram nessa altura.
Dos seis álbuns que eles lançaram, apenas os dois primeiros merecem esse rótulo "punk". Eles são o auto-intitulado album de(1977) e "Give 'Em Enough Rope" (1978). Com o terceiro "London Calling"(1979) tinham diversificado o som, até que experimentaram tanto (ou até mais) do que os Beatles no seu álbum triplo "Sandinista!" (1980).
O último álbum da formação clássica era "Combat Rock" (1982), e rendeu dois grandes sucessos: o banal "Should I Stay Or Should I Go" e "Rock The Casbah". Estas são as duas canções que mais pessoas associam com a banda, e é um pouco vergonhoso, porque eles eram capazes de muito mais do que estes dois equívocos.
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18/09/2009
Metade dos Clash reune-se para Caridade
Joe Strummer morreu em 2002, o que significa, entre outras coisas, que nós nunca veremos uma reunião real dos Clash (eu orgulho-me de os ter visto em 1981- fenomenal). Mais recentemente, dois de três membros sobreviventes, juntaram-se novamente para gravar um registo de caridade.
Relatórios do NME revelam que cantor/guitarrista Mick Jones e o baterista Topper Headon entraram em estúdio juntos pela primeira vez em 27 anos para gravar uma nova versão original lançada em 1978, "Jail Guitar Doors". A gravação foi feita para beneficiar a campanha sem fins lucrativos, Jail Guitar Doors. A iniciativa é liderada pelo cantor e activista Billy Bragg, que se juntou a Jones e a Headon nas gravações, e " visa fornecer instrumentos para aqueles que estão usando a música como um meio de alcançar a reabilitação dos reclusos" segundo o seu site..
O programa «Jail Guitar Doors» fornece instrumentos musicais a reclusos - alguns deles acabaram mesmo por seguir carreiras musicais desde que a iniciativa foi criada há dois anos.
«Quando estive preso, há muitos anos, tive a sorte de ter acesso a uma guitarra que pertencia ao capelão! Bem sei como isso me ajudou a passar pelas dificuldades da prisão», revelou Topper.
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01/07/2009
THE CLASH
Never Mind the Bollocks quando apareceu pode ter sido revolucionário, mas o primeiro album dos Clash, cheio de raiva e fúria, alimentado pela pura paixão do rock & roll e de espirito revolucionário , foi um dos albums marcantes na historia do rock. Embora o clichê sobre o punk rock, de que as bandas não sabiam tocar, a chave para os Clash (embora eles deram essa ilusão), foi saber desempenhar e experimentar um carregamento implacável de ritmos primitivos de três acordes,( «slurred wails » perfeitas de Joe Strummer, acompanhado pelas vozes e guitarra de Mick Jones,) aliado a uma má qualidade de som, conseguiram realizar um álbum vigoroso carregado de energia vital, mantendo a sua potência em cada música . Mesmo nesta fase inicial,os Clash, experimentaram o reggae, com uma cover de Junior Murvin em "Police & Thieves".
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09/06/2009
THE CLASH - a historia
A única história dos Clash, pelos Clash. The Clash foi uma banda como nenhum outro. Pioneiros do punk rock britânico, os seus shows incendiários, inteligente songwriting,idealismo, paixão, e estilo e criaram o espírito da época e fez-lhes um fenómeno mundial. A revista Rolling Stone declarou London Calling, como um dos melhores álbuns de todos os tempos( eu assino por baixo), o seu documentário autobiográfico Westway to the World ganhou um Grammy, a música ainda hoje sobrevive, influenciando novas bandas e empolgando novas platéias.
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07/12/2008
06/11/2007
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