A internet é hoje em dia o reflexo daquilo que somos para o bem e para o mal. Eu criei este blogue com o objectivo de falar sobre a cultura pop - musica, cinema, livros, fotografia, dança... porque gosto de partilhar a minha paixão, o meu conhecimento a todos. O meu amor pela música é intenso, bem como a minha curiosidade pelo novo. Como não sou um expert em nada, sei um pouco de tudo, e um pouco de nada, o gosto ultrapassa as minhas dificuldades. Todos morremos sem saber para que nascemos.
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07/03/2009
PARTILHA DE FICHEIROS
Os corredores do Poder, o dinheiro, a especulação sempre á frente.......
Será que vão mesmo conseguir impedir o pessoal de (fazer "pirataria") PARTILHAR os ficheiros ????. Eles tem força!!!!
Portugal poderá seguir os exemplos de França e do Reino Unido para combater a pirataria informática
As indústrias da música, vídeo e livros querem que o Governo acorde com os operadores de telecomunicações (ISP) o corte do acesso à Internet aos utilizadores que disponibilizam (fazem upload) ilegalmente conteúdos na rede, bem como aos que façam download em larga escala.
Há um movimento liderado pela AGECOP, a Associação para a Gestão da Cópia Privada, que está a tentar sensibilizar o Governo para a questão. "As indústrias culturais não sobreviverão se não se tomar uma atitude. Já temos um quadro legislativo que proíbe downloads ilegais, mas não há aplicação no terreno", o músico e empresário com grande experiencia na área da indústria discográfica Tozé Brito disse " para combater a pirataria e os downloads ilegais da Internet, devem-se incrementar as penas de prisão e o corte de acesso à Internet dos prevaricadores " , acrescentando que este tipo de punição está prestes a ser implementado em França . É com pessoas desta inteligencia, e tipo de raciocínio pueril que acham que colocar mais gente nas prisões, vão resolver o problema!!! arriscam-se a continuar a perder credibilidade para defenderem uma ideia.
Estes senhores é que deviam ir presos por continuarem a vender os CDs a este preço. Com a "crise económica e o desemprego a aumentar" ainda não se ouviu dizer que os preços diminuiram os miseraveis cêntimos!!!!!
O caso vai ser debatido hoje num workshop na Universidade Nova de Lisboa sobre o tema A Indústria da Música em Portugal, que reúne especialistas das várias áreas culturais.
No Reino Unido, houve já uma proposta no mesmo sentido mas o Governo preferiu esperar até Outubro, quando se realiza uma conferência mundial sobre negócios criativos, para tentar um acordo e um plano de acção de âmbito internacional. E a Nova Zelândia, que ia implementar esta punição até ao final de Fevereiro, decidiu adiá-la para 27 de Março, à espera que a indústria detentora de direitos e os ISP elaborem um código de boas práticas.
Os dois maiores fornecedores, Clix e PT (Sapo, Netcabo), foram conctatados pelo jornal Publico, e não se quiseram pronunciar. No caso da PT, a empresa diz que "aguarda uma reflexão de todos os intervenientes e cumprirá as deliberações legais que vierem a ser tomadas". O problema é que tal atitude teria um preço para os ISP. Em França, o Conselho Geral das Tecnologias de Informação estima que esta punição possa custar aos fornecedores de sinal mais de 70 milhões de euros nos primeiros três anos de aplicação da lei.
A maior preocupação da indústria de conteúdos está nos uploads, quando alguns utilizadores colocam milhares de ficheiros na Net. "Estes devem ser exemplarmente castigados. Nos Estados Unidos houve pessoas presas, multas altas, apreensão de material. Se isso acontecer aqui, funcionará como efeito dissuasor." No caso dos downloads, "as punições devem depender do número e intensidade da actividade", precisa Tozé Brito.
O que as indústrias de conteúdos pretendem é que "os operadores avisem os utilizadores que estão prestes a fazer uma operação ilegal antes de estes fazerem um download de conteúdo com direitos de autor". "Se depois prevaricarem, terão que ter alguma punição."
A Digitalização de Livros- Google
O Google está à procura de escritores e editoras de todo o mundo para os informar sobre o acordo judicial colectivo de digitalização de livros. Gastou cerca de 7 milhões de euros para criar a maior campanha de sempre de avisos legais na imprensa, revela o "New York Times". Do "USA Today", um dos jornais com maior circulação nos Estados Unidos, ao "The Cook Islands News", um jornal das Ilhas Cook, mais de 200 anúncios (em mais de 70 línguas) já foram colocados pelo Google.
"No caso de ser autor, editor ou outra entidade que detenha direitos de autor sobre livros ou outro material escrito, os seus direitos poderão ser afectados pelo acordo final resultante da acção judicial colectiva respeitante à digitalização de livros e outro material escrito pela Google", diz a notificação em português colocada no site de informações sobre o acordo.
Depois da criação do projecto Google Book Search, cujo objectivo era digitalizar todos os livros que estão em bibliotecas de o mundo, foi apresentada uma acção judicial colectiva pela Associação Norte-Americana de Autores e pela Associação Norte-Americana de Editores, que acusava o Google de ter violado os direitos de autor das obras. O Google chegou a um acordo em Outubro com as duas associações que, caso seja aprovado em tribunal, permitirá ao gigante online concretizar o seu projecto de criar a maior biblioteca do mundo. Vai gastar 125 milhões de dólares para criar um sistema onde os utilizadores pagam pela leitura de livros protegidos pelos direitos de autor, do qual o Google e quem tiver os direitos de autor beneficiam. Os escritores e as editoras (ou quem tiver os direitos de autor) serão pagos pela digitalização. Os detentores de direitos podem decidir não fazer parte do acordo e definir com o Google se as suas obras podem ser utilizadas na base de dados electrónica e quais as utilizações permitidas. Mas se não disserem explicitamente que não querem fazer parte dele, "aceitam" automaticamente o acordo. Por isso o tribunal terá de reconhecer que houve um esforço "considerável e efectivo" do Google para encontrar os autores e editores.
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