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24/09/2012

DAVID BOWIE ZIGGY STARDUST

Paper Bag Records celebra o 10th aniversario com covers de Bowie.

Austra, Born Ruffians, CFCF, Cuff The Duke, Elliott Brood, PS I Love You, Slim Twig, The Acorn, The Luyas, The Rural Alberta Advantage, Woodhands, Yamantaka // Sonic Titan, Young Galaxy
  1. Born Ruffians – Five Years
  2. Austra & CFCF – Soul Love
  3. PS I Love You – Moonage Daydream
  4. The Rural Alberta Advantage – Starman
  5. Slim Twig – It Ain’t Easy
  6. The Luyas – Lady Stardust
  7. Cuff The Duke – Star
  8. Young Galaxy – Hang On To Yourself
  9. Elliott BROOD – Ziggy Stardust
  10. The Acorn – Suffragette City
  11. Woodhands – Rock ‘n’ Roll Suicide
  12. Yamantaka//Sonic Titan – John, I’m Only Dancing [Bonus Track]
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22/03/2012

DAVID BOWIE

O conceptual e magistral album de David Bowie,The Rise and Fall of Ziggy Stardust and Spiders From Mars, celebra o seu 40 º aniversário este ano, e a EMI vai comemorar com uma nova reedição, no dia 5 de Junho. Disponível em CD e em edição limitada de vinil, a edição de aniversário inclui áudio remasterizado de todas as 11 faixas do álbum
. Além disso, o vinil inclui um DVD de áudio com misturas inéditas.

08/01/2012

DAVID BOWIE - 65 ANOS

Em 2012, David Bowie será o primeiro. A partir de hoje, o camaleão da pop, caso deseje abandonar Nova Iorque, onde vive, e regressar a Inglaterra, poderá viajar por todo o país gratuitamente, utilizando os autocarros públicos. É um direito que assiste a todos cidadãos ingleses que atingem os 65 anos. E é essa a idade a que chega hoje David Bowie, músico que marcou, de forma indelével, o século XX, tratando a pop como artista plástico ou actor de um interminável happening.

David Bowie será, dizíamos, o primeiro da lista deste ano. Nos próximos meses, seguir-se-ão, incluídos na classe de 1947, Elton John, Dave Davies, guitarrista dos Kinks, Brian May, guitarrista dos Queen, Ian Anderson, vocalista e flautista dos Jethro Tull, Brian Johnson, vocalista dos AC/DC, ou Iggy Pop, reverso negro de Bowie, a quem este ofereceu segunda vida ao proporcionar-lhe, em 1973, a gravação de Raw Power. E, claro, não podemos esquecer nesta lista Ron Wood, o guitarrista dos Rolling Stones que afirmou recentemente, e muito a propósito, "depois de tudo o que consumi e fiz ao longo dos anos, o que mais me impressiona é ainda estar vivo". Para quem é, no fundo, o irmão mais novo, em excessos e na guitarra, do eterno Keith Richards, a declaração faz todo o sentido.

No fundo, os 65 anos são um pormenor da cédula de nascimento que o ritmo de vida não reflecte. Ron Wood continua, qual jovem estrela de 25 anos nos anos de 1970 de sex, drugs & rock"n"roll. É exactamente isso, de resto, que o público que esgotou as últimas digressões dos Rolling Stones pretende ver: a eterna juventude roqueira em corpos enrugados mas de vitalidade intacta.

Sabemos há muito que o rock já não é somente a arte da rebeldia juvenil, que já não é uma força expressiva utilizada contra os inevitavelmente retrógrados da geração anterior. "Hope I die before I get old", cantavam os The Who em 1965. "Hope I die before I get old", continuarão a cantar em concertos os jovens de 1965, recordando essa verdade insofismável, enquanto os sobreviventes da banda, Pete Townshend (66 anos) e Roger Daltrey (67 anos), se mantiverem razoavelmente no activo.

À beira de completar 65 anos, já não precisa de se vestir de quem quer que seja, já não precisa de se reinventar. O seu último álbum, Reality, foi editado em 2003. No ano seguinte, depois de um concerto em Hamburgo, sentiu fortes dores no peito e foi conduzido ao hospital. Uma artéria obstruída e uma cirurgia de emergência (termo técnico: angioplastia). Depois, o retiro em Greenwich Village, onde vive com a mulher, Iman, e a filha de ambos, Alexandria. As aparições intermitentes que fez desde aí - na televisão com os Arcade Fire; em palco com o amigo David Gilmour; com Rick Gervais na série Extras - não apagaram a sensação de que, se a idade da reforma ainda demoraria a chegar (ei-la amanhã, precisamente), David Bowie estava efectivamente reformado. Porém, longe de desaparecer

DAVID BOWIE - 65 ANOS

Londres estréia musical sobre sua vida. Musical sobre David Bowie celebra os seus 65 anos.

O compositor, músico e actor David Bowie, que se tornou popular graças a canções como "Starman", "Space Oddity" e "Ashes to Ashes", comemora no domingo o seu 65 º aniversário, e brevemente com a estréia em Londres de um musical sobre sua a vida.

Considerada uma das músicas mais controversas e influentes nas últimas décadas, terá para no seu show com cerca de 20 músicas escritas, incluindo sucessos como Heroes', 'The man who sold the world' oo 'Let's dance', o que poderia ser lançado na Primavera deste ano.


O intérprete, que se tornou famoso por álbuns como 'The rise and fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars' e'Young Americans', deu a sua aprovação para este projecto de fantasia futurista sobre a sua vida, depois de várias tentativas de trazê-lo para teatro.

Elvis Presley não é o único grande nome da história da música nascido no dia 8 de janeiro.

O rocker britânico nascido em 1947, é considerado um dos grandes inovadores da história do rock e gravou discos marcantes como Ziggy Stardust, Station To Station, Low, Heroes e Let's Dance, só para citar alguns. Um génio.

Uma das grandes inovações de Bowie foi quando criou seu alter ego Ziggy Stardust, a andrógina criatura de outro mundo que elevou o compositor à fama em 1972.

David Robert Jones, nome verdadeiro do músico, nasceu na província de Brixton, Inglaterra, em 8 de Janeiro de 1947. Seus primeiros passos na música deu na década de 60, acompanhado por um saxofone e sentido fortemente atraído pelo jazz.

Em 1963 formou o seu primeiro grupo, David Jones and the King Bees. Isto foi seguido por The Konrads, The Hoocker Brothers, The Manish Boys e The Lower Third.

Em 1966 decidiu mudar o nome para evitar confusão com o membro dos The Monkees, Davy Jones, por isso Bowie escolheu para o personagem do 'Far West', Jim Bowie.

Seus começos como solista eram governados por Ken Pitt, que fez sua a estréia nesse ano, sob a assinatura Pye, o primeiro single "Can`t help thinking about me".

Um ano depois, publicou o primeiro trabalho intitulado "David Bowie", um álbum pop sob o rótulo Deram Records. O material, na sua maioria pop, o sucesso comercial não era esperado, o que levou ao rompimento do cantor com a gravadora.

Nessa época, Bowie se interessou por religiões orientais, por isso pasou uma temporada num mosteiro budista.

Tais contatos levaram-no a mudar os hábitos e, em 1969, criou um grupo avant-garde de teatro chamado Beckenham Arts Lab

Também nesse ano, trouxe à luz " Space Oditty" depois de assinar com a Mercury Records. Este álbum foi inspirado no filme do director Stanley Kubrick "2001: Uma Odisséia no Espaço", este álbum teve cinco hits de sucesso nas paradas britânicas.

O album foi lançado sob nomes diferentes, para a Inglaterra era apenas "David Bowie" nos Estados Unidos lançou uma versão especial para comemorar a chegada do homem à lua chamada "Man of Words / Man of Music" e, mais tarde, em 1972 acabaria por ser chamado de "Space Oddity".

Em 1970 casa com Angela Barnett, para quem os Rolling Stones escreveu a canção "Angie". Um ano depois o seu primeiro filho, Zowie. Em 1972 lançou o seu álbum "Hunky Dory", que foi influenciado pelo seu amigo, o pintor Andy Warhol e a música "Kooks" foi dedicado ao seu filho.

O material "Ziggy Stardust" (1972), foi precedido pelas confissões de Bowie sobre sua sexualidade, primeiro disse que era gay e mais tarde afirmou ser bissexual. Tudo o que ele previu boas vendas,e considerado um dos melhores da carreira deste artista.

Com "Aladdin Sane" (1973), confirmou a sua capacidade de criar e um ano depois, inspirado no livro "1984" de George Orwell, trouxe "Diamond Dogs" marcado com uma capa que chocou os britânicos, que decidiu mudar a página do rosto que Bowie aparecia transformado num cão, a segunda edição dos genitais turvos do cão.

Para "The Duke White", também conhecido como Bowie, a década de 70 marcou o lançamento de vários álbuns influenciados pelo soul norte-americano de Filadélfia, como foi "David Live" (1974), ao qual ele mesmo chamou de "alma plástica".

"Young American" foi lançado em 1975 e esse álbum mostra single que deixou de fora no primeiro lugar dos EUA, "Fame", que foi composto por ele, auxiliado por Alomar e John Lennon.

Vários gêneros, como rock, soul e funk, faziam parte de "Station to Station" (1976). Bowie foi novamente o centro da controvérsia, pois foi duramente criticado por seu alto consumo de drogas e simpatia para com o nazismo e o fascismo.

Naquele mesmo ano, aventurou-se no grande ecrã no filme "The Man Who Fell to Earth", cujo director foi Nicolas Roeg.

Em 1977 ele conheceu Brian Eno, que experimentou a música electrónica e ambiental na trilogia famosa "Low", "Heroes" e "Lodger". Iggy Pop músico participou no primeiro.

Nos anos 80, foram libertados os álbums "Scary Monsters", que gerou os hits singles "Ashes to ashes" e "Let*s dance" que incluía a canção de Iggy Pop "China Girl" e " Never Let Me Down ", que decepcionou os seus fãs e marcou o seu declínio na década.

Na época, divorcia-se de Angie Bowie, e em 1992 casou com a modelo somali Iman. No ano seguinte, com "Black tie white noise" (1993) retornou aos tops britânicos.

"O Buddha of Suburbia" (1993), "Outside" (1995), "Earthling" (1997) e "Hours" (1999) são os discos lançados na década de 90, que não foi autorizado a voltar ao cenário musical com a mesma força com a qual começou a carreira.

Também nessa década, voltou ao cinema com "Twin pearks: Fire walk with me" (1992),e "Basquiat" (1996), no qual interpretou Andy Warhol, assim como "Everybody Love Suhshine" (1998 ). "Furyo - Em Nome da Honra" (1983), "O Segredo de Mr. Rice" (2000) e, mais recentemente, "O Ilusionista", foram algumas das películas em que David Bowie participou.

Em 2002 publicou "Heathen" e um ano depois, também conhecido como "O Camaleão do Rock", surpreende com a experiência do seu estilo e " look", para usar todos os meios para desenvolver a sua actividade criativa e apresentar o seu mais novo trabalho, "Reality", que é preenchido com música ambiental e tem o tema "Try some, buy some", do ex-Beatle George Harrison.

Bowie esteve envolvido com artistas como Ozzy Osbourne, Foo Fighters, Mastodon e Slash para promover a venda de pulseiras com a inscrição "Paz através da Arte", que visa arrecadar fundos para a Save The Children Foundation, e a ajudar a construir casas em países como Moçambique para as famílias afectadas pela Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS).

Em 2010, o músico foi homenageado no 'Dock of the bay', em Españha. Durante a IV Muestra de Cine Documental Musica, na sala Club del Victoria Eugenia e no Teatro Principal, o proprio Bowie estreou um filme na reunião.

Foi o lendário 'Ziggy stardust and the spiders from mars', de DA Pennebaker, que foi filmado em 3 de Julho de 1973 durante o último concerto da fase 'glam' do artista britânico.

Musicalmente, e embora os seus últimos trabalhos não tenham alcançado o sucesso de outros tempos, o artista continua a inspirar as novas bandas, quer através da interpretação de versões de originais seus por parte destas, quer pelas colaborações a que se tem prestado com nomes como, por exemplo, os Arcade Fire, TV On The Radio e Deerhoof.

Vai haver uma comemoração especial da parte do cantor - como aconteceu no seu 50º aniversário, que celebrou com um grande concerto no Madison Square Garden, Nova Iorque -, alguns fãs do músico vão assinalar a data com várias iniciativas.

Em Itália, os admiradores do autor de 'Ch-ch-ch-changes' organizaram festas em Roma e Milão, onde irão participar duas bandas de tributo, escolhidas em colaboração com o clube de fãs oficial de David Bowie, no país.

DAVID BOWIE

Glenn Hughes, em tempos baixista e vocalista dos Deep Purple, na sua biografia conta como conheceu David Bowie, e se tornou companheiro inseparável do “camaleão” em longas jornadas de consumo de droga. “Ele não gosta de falar nesse período, mas devia. Posso dizer que éramos ‘cocaine buddies’. Muitas vezes, ele estava noutro planeta”, revela o músico dos Purple, perto de celebrar 60 anos e por estes dias líder dos Black Country Communion.

Glenn Hughes completa 60 anos no próximo dia 21 de Agosto. Tem atrás de si uma história de excessos desmesurados que compilou para a autobiografia “Deep Purple And Beyond: Scenes From The Life Of A Rock Star”. Um livro que escreveu a meias com Joel McIver, jornalista nascido no início da década de 70 e especialista em biografias de bandas de metal. E é nesse livro que são contadas na primeira pessoa algumas das noites loucas vividas com David Bowie na década de 70. Noites de que o próprio “camaleão”, como ficou conhecido Bowie, se recusa a falar e reviver.

Gleen Hughes lança autobiografia polémica
“Eu devia estar morto, mas não estou”, conta Hughes, em entrevista à edição de Julho da revista Word, na qual fala do dia em que conheceu David Bowie. “Estávamos numa suite do Beverly Wiltshre e estava a dar na televisão um concerto que os Purple tinham dado na California uns meses antes. Na suite ao lado estava o David Bowie, mas eu não sou um intrometido e não queria importuna-lo. Mas o Ronnie Wood [dos Rolling Stones] disse que ele queria conhecer-me e eu pensei: ‘ok’. Fomos lá, mas ele correu-nos todos do quarto a pontapé e afinou comigo”, lembrou o baixista.

Glen aproximou-se de David após esse episódio. “Ele disse-me para cortar o cabelo e passar a calçar-me melhor. Passei a ser o projecto dele e tornamos-nos os melhores amigos”, sublinhou. Bowie “não voava” e por isso costumava apanhar “o comboio de Nova Iorque para Los Angeles”. “O meu assistente ia busca-lo à ‘Grand Central’ e trazia-o para a minha casa. Ninguém sabia onde estava e ele gostava disso”, recordou.

Chegavam a ficar juntos em LA “durante três meses” como sucedeu quando Bowie se preparou para a primeira grande participação num filme, o de “The man who fell to earth” (1976), e ao mesmo trabalhava no álbum “Station to station” (1976). “A [assistente pessoal] Corrine ‘Coco’ Schwab estava connosco e a [então mulher] Angie vagueava por ali. A maior parte do tempo David estava noutro planeta”, começou por contar Glenn Hughes, reportando-se à fase que Bowie preferiria que se mantivesse debaixo de uma pedra. “Ele não gosta de falar nesse período, mas devia. Faria-lhe bem. Posso dizer que éramos ‘cocaine buddies’”, descreveu, abrindo a polémica.

“Ele confiava em mim. Éramos companheiros. Se ainda somos? Não. Isso chateia-me? Não”, assumiu o antigo membro dos Deep Purple, revelando depois uma das façanhas que os dois conseguiam nesses idos anos 70: “Quando temos vinte e poucos anos podemos estar uma semana sem dormir. Eu e o Bowie fazíamos isso com regularidade. Pensávamos que toda a gente ‘dava’ no pó. Os médicos faziam-no, os advogados também e até presidentes das companhias de cinema nas próprias secretárias. Era normal”, concretizou Hughes.

Em silêncio, até ver, continua David Bowie que faz amanhã 65 anos, a idade da reforma (em Portugal, pelo menos) mês de Janeiro. O músico desapareceu de cena e já se especula que esteja doente. Qualquer coisa relacionada com a operação ao coração a que teve de se submeter há 7 anos. A última aparição em palco terá sido em 2009, como convidado especial num concerto de solidariedade.

O último concerto em Portugal aconteceu em 1996, na última noite da segunda edição do festival Super Rock, em Lisboa. O site oficial está “online” e promete uma surpresa para este ano com a apresentação de uma nova página do músico. Mas palavras do próprio Bowie nem vê-las.

Duncan Jones, a.k.a. Zowie Bowie
A notícia mais recente onde David Bowie referido é uma entrevista do filho, Duncan Jones, que acaba de celebrar 40 anos (nasceu a 30 de Maio de 1971). No último domingo, dia do Pai nos Estados Unidos, o agora realizador de cinema, aquele que ficou conhecido como o bebé mais fotografado dos anos 70 e que era apelidado como Zowie Bowie, falou genericamente do pai ao Entertainment Enquirer. Duncan reportou-se apenas à forte influência que David Bowie ou, melhor, David Jones, o nome verdadeiro do pai dele, teve sobre a sua escolha de percurso artístico. E mais não há.

04/11/2011

DAVID BOWIE

Paul Trynka, que recentemente escreveu um livro biográfico acerca de David Bowie, afirma que o lançamento de um novo trabalho do britânico seria um milagre.

Depois do lançamento do livro de Trynka, intitulado: ‘David Bowie: Starman’, o qual fala sobre os anos dourados da vida do ícone britânico, o biógrafo deu uma entrevista à Spinner, afirmando que “apesar do coração dizer que Bowie vai regressar, a cabeça diz que não”.

O último álbum de Bowie, ‘Reality’, foi editado em 2003 num concerto no qual esteve ao lado da diva do RnB/soul, Alicia Keys. O cantor não actua desde 2006.

“Acho que ele só regressaria se tivesse a certeza de que ia oferecer algo que abanasse as fundações da terra. Para voltar aos palcos, teria de ser algo que se assemelhasse a uma explosão. Seria uma espécie de milagre ele voltar. Mas os milagres acontecem”, rematou Paul Trynka.

David Bowie vendeu ao longo da sua carreira um total de 140 milhões de discos.

David Bowie, foi um dos nomes que marcou a geração de 70 e 80, conhecido como o ‘camaleão do rock’, pelo seu poder de criar personagens e de se reinventar, também se rendeu às drogas. O vício chegou em 1972, com o estrelato, após conquistar a Europa e a América com Ziggy Stardust, “de início a cocaína trouxe um bálsamo psicológico”,“ ajudou-o existir como um fabuloso astro do rock fora do palco, diz o jornalista e biógrafo Marc Spitz.

Bowie tem uma paixão pelas produções da Broadway, dois filmes que o marcaram "O gabinete do dr. Caligari" e Metrópolis, e o livro Naked Lunch. Em 1974, William S. Burroughs fez uma visita a Bowie, em Chelsea, o disco seguinte mais uma vez conduziu numa direcção diferente dos anteriores. As canções Sweet thing e Candidate foram compostas sob a influência do escritor beatnick. William S. Burroughs ajudou indiretamente Bowie a escrever canções para Diamond Dogs.

08/10/2011

DAVID BOWIE

The Man Who Fell To Earth (1963, 1976)

25/05/2011

DAVID BOWIE

No século XIX, Oscar Wilde, escritor inglês, que se exibia nos grandes círculos intelectuais, provocando admiração e comentários, passou por um dilema, em relação à sua homossexualidade.

Mae West, nas décadas de 30 e 40, escandalizou as telas do cinema, com suas atuações extremamente ousadas e provocativas.
David Bowie também deixou sua marca, com seu visual andrógino e incompreendido, no auge dos anos 70.

Actualmente, uma das melhores representações está na cena clubber e no universo underground, com as Drag Queens, que já inspiraram muitos criadores e artistas. Talvez uma figura que ilustre bem o camp contemporâneo, seja a performática Lady Gaga.O "camp" pode ser entendido como uma atitude exibicionista, em que o principal objectivo é chamar a atenção, provocar o estranhamento e chocar. Tem uma forte conotação sexual, que pode ter algumas vezes características transformistas ou homossexuais. Geralmente possui um visual exuberante, com uma espécie de elegância decadente.

David Bowie virou o marketing na essência da sua arte. Todos os grandes fenómenos da música popular, de Elvis Presley aos Beatles, havia sido, em primeiro lugar, fenómenos de marketing (como a Coca-Cola e Barbie), porém, transformou Bowie em uma arte própria. Com Bowie a ciência do marketing torna-se arte, a arte e o marketing fundiram-se num. Não eram intelectuais que tinha proclamado essa teoria em termos rebelde. Bowie foi, em muitos aspectos, o herdeiro, não importa o quão pervertido, da arte pop de Andy Warhol e da cultura underground dos anos 1960. Ele adoptou algumas das questões mais blasfemas e virou de cabeça para baixo para a fazer com precisão o que havia sido projectado para lutar: uma mercadoria.

Bowie foi o protagonista do seu tempo, apesar de um músico pobre: ​​dizer que Bowie é um músico é como dizer que Nero era um tocador de harpa (facto que tecnicamente é verdade, mas enganador). Bowie encarna a essência da arte artificial, levanta futilidade de paradigma, incide sobre o fenómeno e não o conteúdo, torna irrelevante a causa, e, portanto, é o epíteto de tudo o que deu errado com o rock.

Cada elemento da sua arte é o emblema de um verdadeiro movimento artístico, no entanto, o conjunto dos emblemas mais não representa do que um quebra-cabeças, não importa o quão intrigante, de símbolos, um rolo de imagens incoerentes projectado contra a parede, um dicionário de termos em vez de um poema, e, na melhor das hipóteses, um documentário sobre as manias, as modas culturais da sua época.

Lendo as cronicas do seu tempo, o que causou sensação foi o show, não a música. O show que Bowie criou, sem dúvida, em sintonia com a vanguarda, fundiu o teatro, mímica, cinema, artes visuais, literatura e música. No entanto, Bowie apenas reciclou o que vinha acontecendo há anos no underground, em especial o que havia sido popularizado por bandas psicadélicas de 1967. Ele transformou-se numa mercadoria: da maneira que se olha para sua obra, este é o seu verdadeiro mérito.

Surpreendentemente, ressuscitou a sua carreira na década de 1990 com um trio de trabalhos experimentais, mostraram que de repente se tornou num músico, não apenas a pretensão de ser um músico.

09/01/2011

DAVID BOWIE

David Bowie que comemora aniversário neste sábado é um artista recluso. Aos 64 anos, não lança um álbum de originais desde 2003 e não se apresenta ao vivo desde 2006, quando fez uma participação especial na apresentação de David Gilmour e cantou com Alicia Keys num show beneficente. Esse afastamento alimenta os mais variados boatos, desde inocentes férias prolongadas para curtir com a família (Bowie teve uma filha em 2000, a primeira do seu casamento com a ex-modelo Iman) até a possibilidade de uma doença grave.

A causa inicial do afastamento de Bowie, é verdade, foi mesmo a sua saúde. Em 2004,sentiu-se mal durante um show na Noruega e constatou-se que estava com uma séria obstrução de uma artéria. Foi feito então uma angioplastia de emergência e o restante da turnée foi cancelada. De lá para cá, o cantor viveu de participações especiais. Apresentou-se ao vivo com os Arcade Fire em duas oportunidades, gravou backing vocals para discos dos TV on the Radio e Scarlett Johansson, foi curador de um festival em Nova York, fez uma aparição no filme ("O Grande Truque") e séries de TV ("Extras").

É pouca coisa para um artista que ganhou o apelido de "camaleão" pela capacidade de se reinventar a cada trabalho. Em mais de 40 anos de carreira, Bowie passou do glam rock para a soul music, da electrónica mais experimental á pop mais radiofónica.

A sua influência ultrapassou a música: está na moda, no cinema, e no comportamento. A sua história está contada em detalhes " Bowie - A Biografia ", do jornalista Marc Spitz.

Conta desde a infância e adolescência nos subúrbios de Londres, passando pelo difícil começo de carreira (Bowie coleccionou fracassos durante quase toda a década de 1960, até "Space Oddity"), os escândalos da época do glam rock (virou notícia ao declarar-se bissexual em 1972), o envolvimento pesado com drogas no meio dos anos 1970, a revolução causada "trilogia de Berlim" (três discos gravados entre 1977 e 1979), a fase mais pop e conservadora dos anos 1980, as novas reinvenções da década de 1990, e por fim, a reclusão nos últimos anos.

Na comparação com outras biografias de astros do rock, Spitz tem a vantagem de realmente conhecer música e, com isso, conseguir analisar e contextualizar a importância da obra de Bowie.

09/02/2010

DAVID BOWIE


Embora David Bowie tem estado bastante tranquilo nos últimos anos, a sua influência duradoura é algo que continua a permear todos os aspectos da música pop de hoje.

A partir de excursões electrónicas de bandas como Nine Inch Nails e Radiohead - cujo Kid A, Amnesiac, In Rainbows e não constituem uma trilogia ao contrário de Bowie seventies "Berlin" nos álbuns com Brian Eno - para o trabalho das bandas modernas, como os Arcade Fire ( O próprio Bowie, ficou entusiasmo e apoiou públicamente),o selo de Bowie continua em toda parte, mesmo que o próprio artista tenha ficado quase sempre em silêncio nos últimos anos.

O status de Bowie como um inovador é praticamente irrepreensível. Ele nunca vendeu muitos discos, os mesmos números, como os contemporâneos, Rolling Stones - fora o início dos anos oitenta período Let's Dance. Mas talvez salvando Neil Young simplesmente não há outro artista do mesmo período cuja influência continue a ser tão difundida na música pop de hoje.

Desde as texturas electro ao imediatismo do punk ( ao seu filho bastardo anos noventa grunge / alternative), a maior parte dos albums pode ser atribuído de inovador nos anos setenta.

Se perguntarmo á maioria dos fãs de Bowie, eles dirão que a sua outrora brilhante,centelha criativa começou de volta na década de oitenta logo após Lets Dance. E por algum tempo - especialmente durante a segunda metade daquela década - que a argumentação era essencialmente legítima. Apesar de álbuns como Tonight e Never Let Me Down, bem como as suas breves pequenas experiências com a banda de rock-Tin Machine tiveram os seus momentos, e também foram largamente hits.

Bowie teve um ressurgimento criativo no início na década de noventa, continuando até á década passada. Embora a sua estrela ter sido longa e esvaecida,a mudança de álbuns como Ziggy Stardust, Diamond Dogs, foram heróis por muito tempo atrás dele, na sequência da sua musa inspiradora.

Sem nada a provar, Bowie batalhou com uma série de gravações que se adapta às expectativas. Ninguém vai confundir álbuns como Heathen, 2002 e Reality,2003 para um trabalho inovador, como foi The Man Who Sold The World. Mas não há dúvida de que com estes últimos álbuns, Bowie estabeleceu um lugar muito agradável. E, talvez pela primeira vez na sua carreira, não estava fazendo uma série de papéis, mas simplesmente ser ele mesmo.
E é isso que o novo conjunto de concertos A Reality Tour, é realmente sobre ele.

Gravado na estrada, em apoio do seu álbum de então Reality- A Reality Tour o show foi lançado como um filme em DVD, 2004.

Como qualquer um que tenha seguido Bowie ao longo dos anos já sabe, quea sua carreira tem sido tão grande como a performance e os seus aspectos teatrais, como tem sido sobre as suas inovações musicais (que não são menos significativas, embora tenham sido ofuscada por vezes).

A Reality Tour, Bowie permanece sempre o showman a agradar a multidão. A diferença aqui é que este é um Bowie mais maduro. Finalmente confortável em sua própria pele, Bowie deixa grandes produções dos anos passados para trás em sua maior parte para se concentrar em oferecer uma performance mais directa.

Mesmo assim, ele não é nada além de dar um toque fresco a temas favoritos variando o período de Ziggy como "Hang On To Yourself" e "All The Young Dudes" á sua Berlim mais experimental era "Heroes" e extras "Breaking Glass" .

O traço comum é como Bowie faz estas canções e som como novas criações, nas novas formas imediatas e pessoais. Não existem alter-egos de ser encontrada aqui. No Ziggy. No Thin White Duke. No Plastic Soul Revue. O que se vê é um Bowie, que tanto deve á tradição e desempenho de Sinatra, ou Elvis Presley, como faz ás pretensões avant-mime artiste de personas do passado.

O crédito é devido também à banda de Bowie nesta turnê, que inclui o guitarrista Earl Slick e teclista Mike Garson (ambos dos anos setenta, por trás de álbuns como Station to Station). Os hits estão lá quase todos "Life On Mars?", "Fame", "Ashes To Ashes", e "China Girl".

Mesmo que as gravações ao vivo de Reality Tour tenham uns anos, demonstram que ainda hoje continua a ser uma grande influência na música contemporânea, mesmo num estado temporário de revelia. Mais do que isso provam que Bowie continua a ser uma força vibrante artística qe ue está longe de estar pronto para o rock and roll, lar de terceira idade que é o circuito oldies.

31/01/2009

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