Criador, pensador, viabilizador, auto-didacta e activista, Phill Niblock tem um percurso artístico há mais de 50 anos nos campos da música, do cinema e do vídeo. Particularmente interessado em trabalhar as propriedades microtonais e psicoacústicas do som, realiza peças de duração longa que exploram o encontro de frequências contínuas e manipuladas, a sua relação entre si e no espaço, em que revela o ritmo e combinações intuitivas de várias camadas de tons.
Director da Intermedia Foundation desde 1985, tem tido um papel extremamente importante nessa intersecção de trabalho sobre imagem e som. No caso particular de Portugal, e partindo de um contacto próximo que estabeleceu com Ernesto de Sousa a partir do final da década de 1970, criou uma bolsa nomeada em homenagem ao artista português destinada a premiar anualmente artistas nacionais a trabalhar dentro do universo Intermedia.
Assim, desde 1992 que sob a orientação de Niblock foram beneficiários da Bolsa, que tem lugar em Nova Iorque, criativos como Rafael Toral, Manuel Mota, Margarida Garcia, João Paulo Feliciano, David Maranha, Adriana Sá ou André Gonçalves, entre outros.
Entre todas as suas múltiplas áreas de actividade Phill Niblock trabalhou com Sun Ra, Arthur Russell, Thurston Moore ou Jim O’Rourke, passando por espaços performáticos e expositivos como o MoMA, a Kitchen ou a Serpentine Gallery.
A actuação em Portugal, será para leitor de CD, computador, mesa de mistura e quatro colunas distribuídas pelos cantos do espaço irá focar-se em peças que Niblock compôs nos últimos doze anos.
A acompanhar as mesmas estará a projecção do trabalho documental The Movement of People Working, feito principalmente a partir de filmagens de trabalhadores em cenários rurais na China, em Portugal e no Lesoto.
A internet é hoje em dia o reflexo daquilo que somos para o bem e para o mal. Eu criei este blogue com o objectivo de falar sobre a cultura pop - musica, cinema, livros, fotografia, dança... porque gosto de partilhar a minha paixão, o meu conhecimento a todos. O meu amor pela música é intenso, bem como a minha curiosidade pelo novo. Como não sou um expert em nada, sei um pouco de tudo, e um pouco de nada, o gosto ultrapassa as minhas dificuldades. Todos morremos sem saber para que nascemos.
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31/12/2010
05/09/2009
Phill Niblock
Compositor minimalista americano Phill Niblock tem sido actio nos seus esforços multimédia desde meados dos anos 60.Os seus shows costumam incorporar uma filmagem (geralmente são longos takes do trabalho de pessoas não-ocidentais), ou outros elementos visuais, como slides, vídeo e fotografia, muitas vezes apresentando mais do que uma destas simultaneamente com a sua música.Esteve envolvido na FEI desde o final dos anos 60, tornou-se produtor das suas apresentações no início dos anos 70, e director da organização em 1985. Desde que se tornou director da organização,com os seus shows já visitou uma série de museus de arte e espaços na América do Norte e Europa, incluindo o MoMA, London's Institute of Contemporary Art,e o Palais des Beaux Arts em Bruxelas.
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