24/06/2012

MARIO VARGAS LlOSA

Literatura e política se cruzaram amiúde na América Latina dos últimos 100 anos. Mas o que menos se viu foram escritores dispostos a defender opiniões minoritárias e impopulares entre a intelectualidade esquerdista dominante. Dentro dessa minoria, ninguém mostra tanto brio quanto Mario Vargas Llosa, o romancista e ensaísta peruano de 75 anos que concorreu à Presidência de seu país em 1990 e ganhou o Nobel de Literatura no ano passado.

 Em "A Festa do Chibo", Mario Vargas Llosa recupera uma tradição na literatura latino-americana, a do romance sobre ditadores, e retratando a ditadura de Trujillo, na República Dominicana, recupera também a força das suas melhores obras.

O inegável talento do autor para manejar conflitos, criar tensões, descrever situações, revelar as razões humanas que se ocultam por detrás dos factos históricos, para poder criar personagens que inspiram repugnância e compaixão, resulta num romance surpreendente.

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