Andy Warhol’s MoMA Rejection Letter
A internet é hoje em dia o reflexo daquilo que somos para o bem e para o mal. Eu criei este blogue com o objectivo de falar sobre a cultura pop - musica, cinema, livros, fotografia, dança... porque gosto de partilhar a minha paixão, o meu conhecimento a todos. O meu amor pela música é intenso, bem como a minha curiosidade pelo novo. Como não sou um expert em nada, sei um pouco de tudo, e um pouco de nada, o gosto ultrapassa as minhas dificuldades. Todos morremos sem saber para que nascemos.
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16/04/2012
16/03/2012
ELVIS PRESLEY + ANDY WARHOL
A Sotheby’s de Nova Iorque vai levar à praça um quadro de Elvis Presley assinado por Andy Warhol, estimando que a sua venda possa superar os 50 milhões de dólares (cerca de 38 milhões de euros).
“Double Elvis” é um dos 22 quadros da série de Andy Warhol feita em 1963 e dedicada a Elvis Presley. Segundo a Sotheby’s, esta obra “resume a obsessão do artista com a fama, o estrelato e a imagem pública”, sendo uma variação do famoso quadro “Eight Elvises”, que em 2009 foi vendido num negócio entre coleccionadores privados por 100 milhões de dólares (76,3 milhões de euros).
Nunca antes uma obra de Andy Warhol, apelidado de pai da pop art, tinha atingido um valor tão alto.
Das quarenta pinturas mais caras já vendidas, o artista pop é responsável por quatro delas. Os seus Eight Elvises foi até aos cem milhões de dólares há alguns anos, Turquoise Marilyn, Green Car Crash e Men In Her Life, mudou de mãos por mais de sessenta milhões de dólares cada. As primeiras estimativas indicam a licitação pode ser ligeiramente menor aqui (na faixa de 30-50000000), mas nunca se sabe as licitações, uma vez motivadas começam a tentar uma acima da cada outra.
De acordo com o Los Angeles Times, a venda não irá ocorrer até final deste ano para permitir que Double Elvis (Ferus Type)atravesse o seu caminho ao redor do mundo para várias exposições. Será apresentado em Londres, Los Angeles e Hong Kong antes de ir à praça no leilão de arte contemporânea da Sotheby’s, no dia 9 de Maio. Warhol teria ficado contente com isso.
No quadro, Elvis Presley aparece vestido de cowboy e com uma pistola na mão, ao lado existe outra figura do cantor, que por estar mais esmorecida funciona como uma espécie de sombra de Elvis. Em comunicado, a leiloeira explica que esta série de Andy Warhol oferece uma “sensação de movimento, dando uma qualidade cinematográfica às pinturas”.
“Em ‘Double Elvis’, vemos um ícone de Hollywood da década de 1960 mais que o "cantor rebelde" que conquistou o mundo com sua música e a sua dança, dez anos antes.
Com lábios sedutores e um olhar interessante, este retrato de Elvis se transforma na contraparte perfeita dos glamorosos e femininos retratos que Warhol fez de Marilyn Monroe.
Dos 22 quadros pintados por Andy Warhol, nove estão expostos em museus como o MoMA, em Nova Iorque. Os outros fazem parte de colecções privadas, sendo este o primeiro “Double Elvis” a aparecer no mercado desde 1995.
O quadro foi exposto pela primeira vez, logo no ano da sua criação, em 1963, na Ferus Gallery em Los Angeles, existindo uma conhecida fotografia de Bob Dylan, que também chegou a ter um destes quadros, ao lado da obra nesta galeria.
"Double Elvis (Ferus Type)" foi exibido pela primeira vez em público na Ferus Gallery, em Los Angeles (EUA), no outono de 1963, da mesma forma que ocorreu um ano antes com a famosa série dedicada às sopas Campbell.
Durante sua prolífica trajectória artística, o pai da pop art (1928-1987) inspirou-se, para muitas das suas obras, em estrelas e celebridades como Marilyn Monroe, Jackie Kennedy, Michael Jackson e Elizabeth Taylor.
Antes de ir à praça no leilão de arte contemporânea da Sotheby’s, no dia 9 de Maio, a obra vai ser exposta em Los Angeles, Hong Kong e Londres.
“Double Elvis” é um dos 22 quadros da série de Andy Warhol feita em 1963 e dedicada a Elvis Presley. Segundo a Sotheby’s, esta obra “resume a obsessão do artista com a fama, o estrelato e a imagem pública”, sendo uma variação do famoso quadro “Eight Elvises”, que em 2009 foi vendido num negócio entre coleccionadores privados por 100 milhões de dólares (76,3 milhões de euros).
Nunca antes uma obra de Andy Warhol, apelidado de pai da pop art, tinha atingido um valor tão alto.
Das quarenta pinturas mais caras já vendidas, o artista pop é responsável por quatro delas. Os seus Eight Elvises foi até aos cem milhões de dólares há alguns anos, Turquoise Marilyn, Green Car Crash e Men In Her Life, mudou de mãos por mais de sessenta milhões de dólares cada. As primeiras estimativas indicam a licitação pode ser ligeiramente menor aqui (na faixa de 30-50000000), mas nunca se sabe as licitações, uma vez motivadas começam a tentar uma acima da cada outra.
De acordo com o Los Angeles Times, a venda não irá ocorrer até final deste ano para permitir que Double Elvis (Ferus Type)atravesse o seu caminho ao redor do mundo para várias exposições. Será apresentado em Londres, Los Angeles e Hong Kong antes de ir à praça no leilão de arte contemporânea da Sotheby’s, no dia 9 de Maio. Warhol teria ficado contente com isso.
No quadro, Elvis Presley aparece vestido de cowboy e com uma pistola na mão, ao lado existe outra figura do cantor, que por estar mais esmorecida funciona como uma espécie de sombra de Elvis. Em comunicado, a leiloeira explica que esta série de Andy Warhol oferece uma “sensação de movimento, dando uma qualidade cinematográfica às pinturas”.
“Em ‘Double Elvis’, vemos um ícone de Hollywood da década de 1960 mais que o "cantor rebelde" que conquistou o mundo com sua música e a sua dança, dez anos antes.
Com lábios sedutores e um olhar interessante, este retrato de Elvis se transforma na contraparte perfeita dos glamorosos e femininos retratos que Warhol fez de Marilyn Monroe.
Dos 22 quadros pintados por Andy Warhol, nove estão expostos em museus como o MoMA, em Nova Iorque. Os outros fazem parte de colecções privadas, sendo este o primeiro “Double Elvis” a aparecer no mercado desde 1995.
O quadro foi exposto pela primeira vez, logo no ano da sua criação, em 1963, na Ferus Gallery em Los Angeles, existindo uma conhecida fotografia de Bob Dylan, que também chegou a ter um destes quadros, ao lado da obra nesta galeria.
"Double Elvis (Ferus Type)" foi exibido pela primeira vez em público na Ferus Gallery, em Los Angeles (EUA), no outono de 1963, da mesma forma que ocorreu um ano antes com a famosa série dedicada às sopas Campbell.
Durante sua prolífica trajectória artística, o pai da pop art (1928-1987) inspirou-se, para muitas das suas obras, em estrelas e celebridades como Marilyn Monroe, Jackie Kennedy, Michael Jackson e Elizabeth Taylor.
Antes de ir à praça no leilão de arte contemporânea da Sotheby’s, no dia 9 de Maio, a obra vai ser exposta em Los Angeles, Hong Kong e Londres.
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22/02/2012
ANDY WARHOL
O artista norte-americano Andy Warhol morreu há precisamente 25 anos e a efeméride vai ser assinalada com o lançamento de um filme de tributo na internet.
Andy Warhol é uma referência da Pop Art e continua a ser recordado pelas suas obras, apesar de continuar a não ser consensual.
O papa da pop morreu a 22 de Fevereiro de 1987, e de latas de sopa a detergentes passando por filmes independentes, Warhol de tudo fez arte.
Há 25 anos morria Andy Warhol. Se fosse vivo completaria 85 primaveras assombradas pela hipocondria e alguns problemas de pele, resultado da escarlatina, doença que teve em criança. Warhol cresceu fechado no quarto devido a uma doença que lhe provocava movimentos involuntários do corpo (coreia), uma consequência da escarlatina, mimado pela mãe e a coleccionar imagens de estrelas de cinema que recortava e dispunha à volta da cama.
Cedo mostrou queda para as artes e depois de ter estudado Arte Comercial na School of Fine Arts, no Carnegie Institute of Technology, em Pittsburgh, EUA, onde nasceu, mudou-se para Nova Iorque, onde trabalhou numa revista de ilustração e publicidade.
Mas foi nos anos 60 que deu uma nova cara à arte pop, transformando latas de sopa Campbell em objectos artísticos. Warhol gostava de se rodear de boémios com gostos e comportamentos excêntricos a quem chamava superestrelas. Com eles fez mais de 60 filmes, que iam de encontros improvisados entre as suas estrelas a 45 minutos de um homem a comer um cogumelo (“Eat”).
Os arquivos de Warhol Time Capsules serão talvez uma das suas obras menos conhecida. “Este trabalho em série, abrange um período de trinta anos a partir da década de 1960 até sua morte em 1987. Composto de 612 recipientes (principalmente caixas de papelão de tamanho padrão), que Warhol, no início de 1974, selava e enviava para armazenamento. Warhol usou estas caixas para gerir a quantidade impressionante de material que passaram pela sua vida. Fotografias, jornais e revistas, cartas de fãs, de negócios e correspondência pessoal, obras de arte, imagens de origem para o trabalho de arte, livros, catálogos de exposições, e mensagens telefónicas, juntamente com os objectos e inúmeros exemplos de coisas efémeras, tais como anúncios para leituras de poesia e convites para jantar, foram colocados numa base quase diária mantidas dentro de caixas convenientemente ao lado de sua mesa”.
Marilyn Monroe, Mick Jagger, Elvis Presley, Rato Mickey, John Wayne ou Michael Jackson foram algumas das estrelas imortalizadas nas serigrafias de Warhol, técnica que mais utilizava para os seus trabalhos, manipulando cores e efeitos.
Em 1968 Andy foi baleado por Valerie Solanas, uma feminista desequilibrada que chegou a aparecer num dos filmes do artista. O tiro não o matou e no dia seguinte já estava fora do hospital. Warhol morreria a 22 de Fevereiro de 1987 depois de uma operação à bexiga, durante o sono, de uma paragem cardíaca. Tinha 58 anos.
Andy Warhol é uma referência da Pop Art e continua a ser recordado pelas suas obras, apesar de continuar a não ser consensual.
O papa da pop morreu a 22 de Fevereiro de 1987, e de latas de sopa a detergentes passando por filmes independentes, Warhol de tudo fez arte.
Há 25 anos morria Andy Warhol. Se fosse vivo completaria 85 primaveras assombradas pela hipocondria e alguns problemas de pele, resultado da escarlatina, doença que teve em criança. Warhol cresceu fechado no quarto devido a uma doença que lhe provocava movimentos involuntários do corpo (coreia), uma consequência da escarlatina, mimado pela mãe e a coleccionar imagens de estrelas de cinema que recortava e dispunha à volta da cama.
Cedo mostrou queda para as artes e depois de ter estudado Arte Comercial na School of Fine Arts, no Carnegie Institute of Technology, em Pittsburgh, EUA, onde nasceu, mudou-se para Nova Iorque, onde trabalhou numa revista de ilustração e publicidade.
Mas foi nos anos 60 que deu uma nova cara à arte pop, transformando latas de sopa Campbell em objectos artísticos. Warhol gostava de se rodear de boémios com gostos e comportamentos excêntricos a quem chamava superestrelas. Com eles fez mais de 60 filmes, que iam de encontros improvisados entre as suas estrelas a 45 minutos de um homem a comer um cogumelo (“Eat”).
Os arquivos de Warhol Time Capsules serão talvez uma das suas obras menos conhecida. “Este trabalho em série, abrange um período de trinta anos a partir da década de 1960 até sua morte em 1987. Composto de 612 recipientes (principalmente caixas de papelão de tamanho padrão), que Warhol, no início de 1974, selava e enviava para armazenamento. Warhol usou estas caixas para gerir a quantidade impressionante de material que passaram pela sua vida. Fotografias, jornais e revistas, cartas de fãs, de negócios e correspondência pessoal, obras de arte, imagens de origem para o trabalho de arte, livros, catálogos de exposições, e mensagens telefónicas, juntamente com os objectos e inúmeros exemplos de coisas efémeras, tais como anúncios para leituras de poesia e convites para jantar, foram colocados numa base quase diária mantidas dentro de caixas convenientemente ao lado de sua mesa”.
Marilyn Monroe, Mick Jagger, Elvis Presley, Rato Mickey, John Wayne ou Michael Jackson foram algumas das estrelas imortalizadas nas serigrafias de Warhol, técnica que mais utilizava para os seus trabalhos, manipulando cores e efeitos.
Em 1968 Andy foi baleado por Valerie Solanas, uma feminista desequilibrada que chegou a aparecer num dos filmes do artista. O tiro não o matou e no dia seguinte já estava fora do hospital. Warhol morreria a 22 de Fevereiro de 1987 depois de uma operação à bexiga, durante o sono, de uma paragem cardíaca. Tinha 58 anos.
Postado por
Rui Carvalho
às
quarta-feira, fevereiro 22, 2012
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09/02/2012
18/05/2011
ANDY WARHOL
Rei do Pop (pop-art) há alguns anos, e seu nome era Marcel Duchamp.
Para mim, Andy era a Rainha do Pop..."
Ultra Violet in "Famous For 15 Minutes"
ULTRA VIOLET - Famous for 15 Minutes - Autobiography : MY YEARS WITH ANDY WARHOL. A historia de Andy Warhol e "the girl in Andy's soup," Isabelle Collin Dufresne, a.k.a. Ultra Violet. Apresentação de Warhol, a Dali, e Collin Dufresne, descreve a Factory e os seus visitantes famosos. Truman Capote, John Lennon, Mia Farrow,...
O excêntrico artista plástico norte-americano, Andy Warhol (1928-1987), fez dezenas de filmes experimentais, entre curtas e longas-metragens, registos de shows e de performances artísticas. A obra cinematográfica de Warhol merece atenção primeiro pela ousadia estilística, que se aproxima radicalmente, em sua medula estética, das artes plásticas (como nos screen tests). Depois pela perversão de sua câmera intimista que erotiza o quotidiano e os personagens ‘reais’ - como na tríade - Flesh (1968), Trash (1970) e Heat (1972) – produzida em parceria com Paul Morrissey.
O cinema de Warhol faz jus ao espírito underground que rondava seu ateliê, o estúdio Factory. Lá ele promovia as mais ousadas festas e experimentos estéticos. Transitavam artistas, estilos, artes e sexualidades. Era comum, numa tarde qualquer, encontrar por lá os velvets Lou Reed e Nico, ou mesmo personalidades como Baby Jane Holzer, Edie Sedgwick, Joe Dalessandro, Dennis Hopper, Mick Jagger, e ainda loverboys, prostitutas e transeuntes curiosos.
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02/08/2009
Robert Moog
Robert Moog e os Sintetizadores. Robert Moog desenvolveu as suas ideias para um instrumento eletrónico, em 1961, iniciando a construção e venda de kits Theremin e absorveu idéias sobre sintetizadores modulares do designer alemão Harald Bode.
Depois de publicar um artigo em Janeiro 1961 para a edição da revista "Electronics World", vendeu cerca de 1000 kits de Moog Theremin 1961-63.Decidiu produzir instrumentos com a sua própria concepção. Depois de brincar com a ideia num portátil com a guitarra amplificada, virou-se para o sintetizador Moog.Embora a assistindo a uma convenção, no Inverno de'63, Moog foi introduzindo a idéia da construção que novos circuitos seriam capaz de produzir som.
Em Setembro de 1964, foi convidado para expor os seus circuitos na Audio Engineering Society Convention.. Pouco tempo depois, em 1964 Moog começa a manafacturar música eletrónica com sintetizadores. Os sintetizadores Moog's foram concebidos em colaboração com os compositores Herbert A. Deutsch, e Walter Carlos (que viria a mudar o nome e o sexo para
Wendy Carlos - comentado aqui no blog).
Após o sucesso de Carlos com álbum "Switched on Bach", inteiramente gravado utilizando sintetizadores Moog,os instrumentos de Moog fizeram o primeiro salto a partir da electrónica vanguardista, em comerciais,e na música popular. Os Beatles compraram um, tal como o fez o Mick Jagger, comprou um imensamente caro, um modular Moog em 1967 (infelizmente esse instrumentos só foi utilizado uma vez numa proposta sobre um filme em conjunto, mais tarde foi vendido ao grupo rock alemão experimentalista Tangerine Dream.
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endy Carlos
05/06/2009
Quanto mais o conhecemos, mais misterioso ele é
Andy Warhol continua a olhar para nós. Em todo o mundo, com destaque para uma retrospectiva em Paris, volta-se a reavaliar o seu legado. Andy, nunca pareceu estar tão presente.
Foram décadas de discussão permanente e de mediatização sistemática. Toneladas de documentos produzidos sobre ele. Já tudo parece ter sido dito sobre Andy Warhol. Nasceu a 6 de Agosto de 1928, Pittsburgh. Morreu a 22 de Fevereiro de 1987, em Nova Iorque. Nenhuma data especial se celebra este ano.
Mas entra-se nas livrarias mais comuns de Paris e em destaque estão livros dele. Nos cafés mais mundanos discute-se a sua obra. Nos transportes publicita-se a maior exposição dedicada ao autor desde 1979, aquela que é a mais vasta mostra de retratos da sua autoria alguma vez exibida, "O Grande Mundo de Andy Warhol", no Grand Palais - até 13 de Julho - ou a mostra "Warhol TV", no La Maison Rouge, dedicada aos programas que criou para TV.
Uma mostra da Hayward Gallery de Londres, aberta ao público até Janeiro último, era publicitada com a frase "pensam que o conhecem? Pensem novamente!"
Parece que o mundo está mesmo decidido a fazê-lo. Nos últimos meses, de Berlim a Amesterdão, outras cidades tiveram exposições suas e aquela que será a grande exposição de Outono da Tate Modern de Londres - "Pop Life: Art In A Material World" - irá interrogar o seu legado, olhando para as sucessivas gerações de artistas que se guiaram pelos paradigmas que propagou, de Jeff Koons a Tracey Emin, de Keith Haring a Takashi Murakami ou de Damien Hirst a Cindy Sherman.
Nos Estados Unidos circula a exposição "A Música e a Dança na Obra de Warhol", que interpela a sua relação com a música. São Francisco e, mais tarde, o museu Andy Warhol de Pittsburgh irão receber esta mostra, iniciada pelo Museu de Belas Artes de Montreal.
Warhol, o pintor, o fotógrafo, o cineasta, o fundador em 1969 da revista "Interview" dedicada aos "ricos e famosos", o mentor do grupo rock Velvet Underground, o homem da TV nos anos 80, o actor, o manequim, o "dandy eterno", estratega das aparências, das superfícies, dos rostos, dos aspectos imprevisíveis, volta a ser reavaliado. Nunca desapareceu, é verdade. É omnipresente. É impossível pensar o nosso tempo sem ele, mas existem alturas em que parece estar mais do que nunca no meio de nós.
Porquê agora? Os mais cínicos dizem que é apenas uma reacção das instituições artísticas que, face ao clima de crise, preferem apostar em valores seguros, capazes de atrair o grande público.
Não é essa a visão do francês Alain Cueff, comissário da exposição de Paris. "É verdade que é uma grande figura, mas está longe de ser consensual", diz-nos. "Ao contrário do que se possa pensar, não o foi nos anos 60 e 70 e hoje também não. Às vezes é demasiado subtil e labiríntico para ser entendido na totalidade pelo grande público e, outras vezes, é visto como sendo apenas um artista pop, no meio artístico, o que é redutor. A multiplicação de exposições é, precisamente, um sinal evidente da sua complexidade."
A fila gigante à entrada do Grand Palais, e os sucessivos salões repletos num vulgar dia de semana, parecem contradizê-lo, mas percebe-se o que quer afirmar. Warhol é alguém que se oferece às mais diversas interpretações. Quanto mais parece que o conhecemos, mais o mistério se intensifica. Os olhares sobre ele parecem infinitos. É isso que está a acontecer hoje.
Revisitação constante
A maior parte das retrospectivas da sua obra tinham sido concebidas e produzidas nos EUA. Agora também a Europa o faz. E o olhar é, por vezes, diferente da simples ideia do "pai da arte pop."
Por outro lado, a sua obra é de tal forma aberta, espécie de fenómeno social total onde todos se podem reconhecer pelo menos um pouco, que todos podem procurar a sua verdade nela. É isso que tem acontecido nos últimos anos, com artistas, músicos ou pensadores revisitando o seu legado, cada um deles saindo dessa experiência capazes de fornecer elementos de ligação distintos com a realidade artística actual.
Da dança ao cinema, da música às artes plásticas, da escrita à televisão abriu portas. Os Daft Punk, arautos da música de dança, revêem-se no seu minimalismo radical, na aproximação conceptual e na forma como subverte aspectos menos credíveis da sociedade de consumo. Tal como ele, cruzam linguagens entre a arte, a moda, a música ou o design gráfico.
Criadores de moda como Marc Jacobs ou fotógrafos como David LaChapelle destacam a visão transversal e a multiplicidade e força das imagens ligadas ao seu trabalho, fáceis de serem apropriadas por todos. O cineasta Gus Van Sant diz que é "mais importante e, provavelmente, mais conhecido hoje do que quando morreu", enquanto a fotógrafa Nan Goldin destaca os "Screen Tests", porque "mostram as pessoas tal como elas eram."
O mercado artístico dos últimos trinta anos rege-se pelos seus princípios teóricos e as fronteiras da arte foram esticadas por ele. Recentemente, o coreógrafo francês Jerôme Bel, na revista "Les Inrocktibles", contava uma história exemplificativa. Um dia, Andy terá convidado para jantar em sua casa John Lennon e Yoko Ono, o coreógrafo Merce Cunningham, o músico John Cage e Madonna. Para entrarem no apartamento, tinham que descalçar os sapatos. O único protesto veio de Madonna que terá dito que lhe era mais desconfortável mostrar os pés que os seios.
A história, segundo Jerôme Bel, ilustra como, para Warhol, não havia "alta" e "baixa" cultura. "A ideia que Cage, Cunningham, Warhol e Madonna - quatro dos meus heróis - pudessem jantar juntos parece-me emblemático da arte pop, uma maneira livre de pensar o mundo", dizia. Através de Warhol diz ter entendido que a cultura pop podia ser tão rica e reveladora, uma forma de pensar o mundo, como a chamada cultura erudita.
Voltar às referências
Mas a profusão de arquétipos que tocou vai muito mais além. Problematizou os limites da relação entre arte e economia. Legitimou o processo que torna possível a transformação de uma banal imagem dos "media" numa obra de arte. Interrogou a ideia de autoria, através de uma simples assinatura. Fez a apologia do universo da fama ou denunciou-o, expondo-o. Nunca separou ficção e realidade. Antecipou a tele-realidade, profetizando que todos teriam direito a "quinze minutos de fama".
Nele a banalidade transmutou-se em excepção. Colocou no mesmo pedestal Mao, Marilyn, latas de sopa, acidentes, suicídios, crânios, a morte. "A morte pode fazer de vocês estrelas", disse.
Dario Oliveira, um dos responsáveis pelo Festival Curtas de Vila do Conde, este ano de 4 a 12 de Julho, e que apresentará um projecto comissariado pelo Museu Andy Warhol de Pittsburgh ("13 Most Beautiful... Songs For Andy Warhol's Screen Tests"), é da opinião que o renovado interesse em torno da sua obra se deve à falta de pontos de referência neste período. "Vivemos a grande velocidade, há vazios, faltam referências", diz. "Da música à arte contemporânea há convulsão. É necessário voltar atrás, perspectivar as coisas. A presença dele, agora, deve-se a isso. É uma personalidade central, estruturante, pela sua vida e pela sua obra. É necessário não esquecer que foi ele que impôs uma série de novos paradigmas, da música às artes visuais."
No festival serão apresentados 13 dos clássicos testes de imagem de Warhol, onde aparecem Nico, Lou Reed ou o actor Dennis Hopper, personagens que circulavam pela Factory, o atelier e o espaço por onde passou toda a fauna boémia e artística da época.
Originalmente concebidos na década de 60, os "screen tests", serão apresentados ao vivo com uma banda sonora composta por temas originais e versões, tocados pela dupla Dean & Britta.
Warhol ama-se. Mas também se odeia. Suscita irritações. Nas projecções dos filmes ouviu insultos. Em "Sleep" a câmara fixa-se num homem que dorme durante cinco horas. Ele, provocador, afirmou que desejava "fazer os piores filmes do mundo".
Os seus filmes ainda hoje dividem os cinéfilos. "Não participou na evolução das linguagens cinematográficas, mas teve uma contribuição fragmentada com uma obra que, através da distância do tempo, percebemos que foi importante. Os 'scream tests' não são cinema convencional, mas é apaixonante a forma como ele se apropriou das figuras que rondavam a Factory e as fixou", defende Dario.
Artista religioso
Para muitos, a verdadeira obra de arte de Warhol foi a sua vida, uma existência cercada por lantejoulas à superfície, experienciada com distância no íntimo. Depois da sua morte, a interpretação da obra artística abriu-se às mais diversas teorias, das mais frívolas às mais empoladas. Pela variedade da sua actividade, aponta Alain Cueff, ainda existe espaço para muitas surpresas.
No caso da retrospectiva de Paris interessou-lhe mostrar que os seus retratos individuais (Stallone, Eastwood, Debbie Harry, Nico, Grace Jones, Armani, Pelé, Diana, Jagger, Jimmy Carter, Joseph Beuys, Leline, Presley, auto-retratos do próprio, etc, etc) constituem também um retrato colectivo das décadas de 60, 70 e 80, até porque do princípio ao fim os retratos se impuseram como um dos traços característicos da sua obra.
Na maior parte deles aplicou a mesma técnica, serigrafia sobre tela impressa, a partir de retratos feitos com polaróides. Na visão de Cueff a exposição tenta mostrar "um espírito habitado por uma cultura religiosa". Nos anos 60 ele inscrevia-se numa tradição moderna, "era-lhe impossível apresentar-se como um artista religioso", afirma. "Um dos desafios desta exposição foi precisamente tornar essa dimensão religiosa mais visível."
Terá sido, afinal, Warhol um artista religioso que retratou os ícones do seu tempo à imagem do que a igreja vem fazendo com as imagens de santos há muitos séculos? É possível. Aliás, a exposição de Paris é concluída com a figura de Cristo, da série inspirada em "A Última Ceia" de Leonardo da Vinci, como se afinal aquilo que fomos levados a observar ao longo de mais de 246 obras não constituísse mais do que um percurso bíblico. "Essa última obra funciona como reverberação de todas as outras", esclarece Cueff, para quem Warhol, apesar de parecer o artista mais conhecido da segunda metade do século XX, continua envolto em segredos.
"Longe de mim querer torná-lo num místico, mas há uma grande sinceridade no seu pensamento religioso. O mito sociológico do artista de supermercado, algo irónico, muitas vezes, mais não fez do que esconder essa coisa raríssima que se chama génio. Ele tinha-o. Tanto como Picasso, por exemplo."
Nos anos 60, os seus retratos tinham fortes ressonâncias autobiográficas, de Judy Garland aos membros da Factory. Nos anos 80 dominam os retratos mundanos, alguns deles encomendados - por 25 mil dólares cada - por gente rica. "Alguns desses retratos são desvalorizados porque se sente neles o cheiro do dinheiro, mas isso não os desqualifica enquanto obras" diz Cueff. "Ele pode ter pintado o 'parecer' mas utilizou meios plásticos para fazer sobressair a consistência do 'ser'".
Chegar às parábolas e ideias religiosas de Warhol, eis uma narrativa que muitos dificilmente lhe colariam. O facto de se ter tornado famoso em vida "tornou-nos preguiçosos", na forma como o olhamos, avalia Cueff. "Se lhe colarmos apenas o autocolante da 'arte pop' nunca o perceberemos inteiramente."
Hoje, mais do que nunca, parece sujeito às mais diversas reinterpretações, barómetro e espelho de várias épocas. Como esta. Ele, que um dia disse que "era profundamente superficial", deve estar contente com o efeito que continua a provocar.
Capaz das mais diversas camuflagens e reincarnações, e durante décadas suspeito de "vampirizar" tudo e todos, é agora "vampirizado". É por isso que continua tão presente. No fundo, somos todos 'warholiens'.
in Publico- Vítor Belanciano
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Andy Warhol
One of the last photos taken of Andy Warhol (Miles Davis)
"Ingrid Superstar ... "ballooned "até cerca de duzentos quilos, flutuou dentro e fora da prostituição e no tráfico de drogas, e estava internada com deficientes mentais ... ela saiu para comprar um maço de cigarros e um jornal, deixando o casaco de peles no armário e os seus dentes falsos na pia.
Em 14 fev, Andy Warhol vai á sua dermatologista, KAREN BURKE, com uma dor no lado direito da face. Andy tinha comprado a Burke colágeno para fazer tratamentos e reduzir as suas linhas faciais. Ele perguntou-lhe por alguns Demerol, mas ela disse que iria dar-lhe apenas dar-lhe Tylenol com codeína . O Dr. Clement Barone fêz-lhe uma ecografia ao lado direito, tomou dois Demerol, e disse-lhe que sua vesícula biliar estava inchada e que precisava de ver o seu médico, Cox Denton.
Andy, tentando evitar ir ao hospital, e não chamou o Dr. Cox mas quando a dor se tornou tão grave ele finalmente foi ter com o Dr. Cox, mas Andy recusou a ir ao hospital quando Cox lhe disse que devia ser operado . Eventualmente, Warhol não teve outra opção - a dor era muito grande e concordou com operação.
SUNDAY FEB. 22, 1987 6:31 AM: ANDY WARHOL DIES.
Mortes: Gregory Battcock (assassinado), Tom Baker (drogas) que estrelou I MAN, morreu de intoxicação por drogas "nos braços de amigos ... numa barraca de tiro ao alvo para toxicodependentes no Lower East Side "no seu aniversário , Paul América (acidente de carro), Mickey Ruskin, Jackie Curtis (drogas), Tinkerbelle (suicídio), Mario Amaya (SIDA), Gino Piserchio ( SIDA), Henry Geldzahler, Sterling Morrison, Nico, Ondine, Jed Johnson (acidente de avião), Rufus Collins (SIDA), Fred Hughes (MS), Pat Ast, Lester Persky, Cyrinda Foxe, Charles Henri Ford, Richard Bernstein, Stephen Sprouse , o coleccionador de art Pop e minimalismo ROBERT SCULL morre de diabetes (complicated by unprescribed drug use), ex-boyfriend, JON GOULD morre de AIDS, Andy Warhol.
ANDY WARHOL CHRONOLOGY, década de 1980.
Andy Warhol reúne Jon Gould. Lou Reed e Joe Dallesandro clean up.Lou foi para o programa dos doze passos - NA e AA - para ajudá-lo a abandonar a droga.Fred Hughes ataca Andy Warhol em Paris. Andy Warhol faz TV. Holly Woodlawn tentativas de suicídio. Andy Warhol abre a quarta Factory(do escritório)no Con Edison edifício. Andy Warhol reúne Sam Bolton.
Andy Warhol aparece em Love Boat. Ingrid Superstar desaparece. Os Velvet Underground re-uniram-se.Dallesandro volta para Nova York para tentar viver em conjunto com Warhol, fecha-se a tomar drogas e álcool.Em 81 Andy Warhol é diagnosticado com "walking pneumonia" doctor, Dr. Cox. HOLLY WOODLAWN ATTEMPTS SUICIDEHolly teve uma overdose de pílulas, deprimido pelas ajudas relacionadas com a morte do seu amigo VICENTE NASSO.Mickey Ruskin, o proprietário do Max's Kansas City, morreu de um ataque cardíaco, complicado pelo vício da cocaína, aos cinqüenta anos.
Jean Michel Basquiat, que estava trabalhar em colaboração artística com Warhol, mudou-se para um edifício em dois andaresno Great Jones detido por Warhol. A renda foi de US $ 4.000 por mês, o que muitas vezes Basquiat pagava tarde "em parte porque ele era extravagante com o dinheiro e também porque ele era viciado em cocaína, gastava 1.000 dólares por semana ".Warhol's first New York art dealer, ELEANOR WARD,morre aos setenta e cinco anos. Agosto 1984: Truman Capote morreu um mês antes do seu sexagésimo aniversário, o seu corpo estava devastado por anos de drogas e alcoolismo.
DEC. 3, 1984: THE FACTORY MOVES FOR THE LAST TIME-foi o primeiro dia de trabalho no final da Factory - que tinha sido re-localizada a partir do 860na Broadway,para um velho edificio Con Edison Factory on Madison Avenue, entre 32o e 33o Street. Para adquirir o novo edifício Warhol tirou uma hipoteca "pela primeira vez na sua vida, apesar de ele já possuír cinco importantes propriedades: as casas em East 66th Street e 89th, em Lexington,outras na the Bowery, the Montauk e quarenta hectares vazios em Carbondale, Colorado.
Em 1985 produziu as séries : CAMPBELL'S HIRES ANDY WARHOL.The Campbell Soup. JACKIE CURTIS DIES morre acidentalmente de overdose de heroina aos 38 anos.Andy aparece no episodio munero 200 de The Love Boat.
"Ingrid Superstar ... "ballooned "até cerca de duzentos quilos, flutuou dentro e fora da prostituição e no tráfico de drogas, e estava internada com deficientes mentais ... ela saiu para comprar um maço de cigarros e um jornal, deixando o casaco de peles no armário e os seus dentes falsos na pia.
Em 14 fev, Andy Warhol vai á sua dermatologista, KAREN BURKE, com uma dor no lado direito da face. Andy tinha comprado a Burke colágeno para fazer tratamentos e reduzir as suas linhas faciais. Ele perguntou-lhe por alguns Demerol, mas ela disse que iria dar-lhe apenas dar-lhe Tylenol com codeína . O Dr. Clement Barone fêz-lhe uma ecografia ao lado direito, tomou dois Demerol, e disse-lhe que sua vesícula biliar estava inchada e que precisava de ver o seu médico, Cox Denton.
Andy, tentando evitar ir ao hospital, e não chamou o Dr. Cox mas quando a dor se tornou tão grave ele finalmente foi ter com o Dr. Cox, mas Andy recusou a ir ao hospital quando Cox lhe disse que devia ser operado . Eventualmente, Warhol não teve outra opção - a dor era muito grande e concordou com operação.
SUNDAY FEB. 22, 1987 6:31 AM: ANDY WARHOL DIES.
Mortes: Gregory Battcock (assassinado), Tom Baker (drogas) que estrelou I MAN, morreu de intoxicação por drogas "nos braços de amigos ... numa barraca de tiro ao alvo para toxicodependentes no Lower East Side "no seu aniversário , Paul América (acidente de carro), Mickey Ruskin, Jackie Curtis (drogas), Tinkerbelle (suicídio), Mario Amaya (SIDA), Gino Piserchio ( SIDA), Henry Geldzahler, Sterling Morrison, Nico, Ondine, Jed Johnson (acidente de avião), Rufus Collins (SIDA), Fred Hughes (MS), Pat Ast, Lester Persky, Cyrinda Foxe, Charles Henri Ford, Richard Bernstein, Stephen Sprouse , o coleccionador de art Pop e minimalismo ROBERT SCULL morre de diabetes (complicated by unprescribed drug use), ex-boyfriend, JON GOULD morre de AIDS, Andy Warhol.
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