A internet é hoje em dia o reflexo daquilo que somos para o bem e para o mal. Eu criei este blogue com o objectivo de falar sobre a cultura pop - musica, cinema, livros, fotografia, dança... porque gosto de partilhar a minha paixão, o meu conhecimento a todos. O meu amor pela música é intenso, bem como a minha curiosidade pelo novo. Como não sou um expert em nada, sei um pouco de tudo, e um pouco de nada, o gosto ultrapassa as minhas dificuldades. Todos morremos sem saber para que nascemos.
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22/12/2011
LOUISE BOURGEOIS
Postado por
Rui Carvalho
às
quinta-feira, dezembro 22, 2011
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arte- Louise Bourgeois
03/06/2010
LOUISE BOURGEOIS -TATE GALLERY 2008
Palavras dela: "Fui ao Inferno e voltei e, deixem-me que vos diga, foi maravilhoso." A artista plástica Louise Bourgeois morreu em Nova Iorque.
Um portento de pouco mais de um metro e meio de altura vindo lá de trás, do arranque do século XX, a atravessar a história do mundo contemporâneo para chegar até nós, ao novo milénio, com a pujança de um colosso sem tempo.
O caminho todo. E, depois, o fim da viagem - a mulher-aranha recolheu-se na sua teia de memórias e fechou os olhos: a artista plástica Louise Bourgeois morreu no Beth Israel Medical Center, em Manhattan, segundo anunciado ao princípio da tarde de Nova Iorque por Wendy Williams, directora do Louise Bourgeois Studio. Bourgeois faria 99 anos a 25 de Dezembro.
Nascida em Paris em 1911, inicia o seu trabalho artístico em 1938, no contexto da Segunda Guerra Mundial, mas a sua primeira exposição individual data de 1945 em Nova Iorque, cidade onde se fixa em permanência com a família entretanto estruturada (três filhos com o Historiador de Arte Robert Goldwater). Em 1966 posiciona-se definitivamente fora do determinismo modernista dos movimentos artísticos e participa da exposição “Eccentric Abstraction” de Lucy Lippard, ao lado de Bruce Nauman ou Eve Hesse, nos anos áureos do Minimalismo hard-edge. O MoMA foi o lugar da sua consagração em 1982, data histórica em que o museu realiza a primeira retrospectiva dedicada a uma mulher artista. Na abertura da Tate Modern (2000), a artista ocupa o espaço experimental Turbine Hall com a instalação “I Do, I Undo, I Redo”, cujo elemento protagonista era a monumental “Mamam” que hoje surpreende e desafia no exterior do mesmo edifício.
As pinturas, esculturas (de pequeno formato ou escala monumental), desenhos, instalações, maquetas e objectos traduzem uma iconografia híbrida, muitas vezes no limiar de um imaginário surrealista.
Colocando as experiências da identidade, da ansiedade, da histeria, da agressão, da claustrofobia, do controlo, da depressão, da destruição, da tensão, da sexualidade, do perigo e do pânico, na génese e ao serviço do pensamento plástico, ganhou um lugar de destaque (objecto de homenagens variadas) nos desenvolvimentos do campo da teoria psicanalítica feminista.
É a mulher, ela própria, o fundamento da gramática discernível na primeira sala de exposição. “Femme Maison” é uma série de pinturas figurativas e metafóricas que reflectem sobre identidade e condição de género dentro da complexidade modernista e vertical da cidade em explosão.
Tornadas arquitecturas totémicas, as esculturas “Personages” das décadas de 40 e 50, celebram a abstracção antropomórfica que a linguagem anterior não contém.
É também no espaço e do espaço que brotam as esculturas em gesso e látex do período seguinte. Viscerais, primitivos, orgânicos e disformes, os corpos em metamorfose parecem libertar-se, fluidos, a partir de fissuras e orifícios subterrâneos. O carácter carnal, físico, explícito e ameaçador destes trabalhos tem o seu expoente máximo em “The destruction of the father” (1974), instalação celebratória da fantasia infantil omnipresente de devorar e consumir o pai infiel num refeição-ritual canibalístico-familiar. Mais referenciais e controladas, as esculturas de mármore reforçam o carácter sexual das anteriores. Falos, vulvas, torsos hermafroditas, reconfiguram uma linguagem escultórica híbrida materialmente classicizante.
As celas e os quartos são o apogeu narrativo do pensamento plástico de Bourgeois. A mudança de atelier possibilita-lhe passar a projectar em grande escala e conciliar a compulsão coleccionista que caracteriza as instalações-cenários-precários, jaulas espiraladas da discórdia familiar.
Os interiores, não acessíveis, permitem-se entrever através de pequenas aberturas-convite à participação voyerística do espectador. Assombrosos e claustrofóbicos, encontram-se repletos de intrigantes objectos, encontrados ou fabricados, metafóricos e simbólicos, que projectam nas condições da sua integração cirúrgica e neurótica o sofrimento inerente às relações de intimidade.
Os trabalhos mais recentes confirmam a recorrência do recurso à memória de infância. A crescente importância do tecido, matéria-prima da empresa familiar de restauro de tapeçaria, do cozer, do costurar e do bordar, traduz uma aparente domesticação dos sentimentos não confirmada no patchwork exercido, a ponto cru, sobre cabeças mutiladas, reconstruídas e expostas em vitrines.
LOUISE BOURGEOIS - TATE MODERN
Lígia Afonso- arte capital.net
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LOUISE BOURGEOIS
Morreu uma das minhas artistas, escultoras preferidas.
A artista plástica franco-americana Louise Bourgeois, conhecida pelas suas esculturas abstractas, morreu nesta segunda-feira em Nova Iorque, com 98 anos de idade.
Aranhas, falos de metal e látex, esfinges cobertas de seios, madeiras velhas de décadas e mármores acabados de polir, tecidos cozidos e recozidos, pequenos desenhos a vermelho, como sangue, roupas antigas (às vezes as dela, de criança), presenças disformes, por vezes grotescas, narrativas a aflorar o macabro.
A artista francesa era muito conhecida por seus trabalhos abstractos e surrealistas, especialmente pelas suas esculturas e desenhos, como a gigantesca aranha em bronze, com cerca de nove metros de altura, intitulada “Mamam”.
A aranha, que pôde ser vista em várias cidades do mundo, representava a mãe de Louise Bourgeois.
Nascida em Paris, a artista plástica chegou a Nova Iorque no final dos anos 30, onde continuou a estudar arte.
A sexualidade, o corpo humano e a agressividade eram algumas das marcas do trabalho que desenvolveu ao longo de décadas.
O Centro Georges Pompidou recebeu em 2008 a exposição da pintora e escultora , estiveram expostas mais de 200 pinturas, esculturas e gravuras feitas entre 1938 e 2007, entre elas algumas das aranhas pelas quais Bourgeois é famosa ( "Mamam", já decorou tanto o Museu do Louvre em Paris quanto a galeria Tate Modern, em Londres).
Outra das obras em destaque é "Arch of Hysteria", uma escultura em bronze que mostra um corpo contorcido em forma de arco pendurado por uma corda.
Nascida em 1911 em Paris, Louise Bourgeois costumava se inspirar em episódios da sua infância para fazer as obras, marcadamente a relação entre os seus pais, que mantinham um relacionamento infiel mas que se recusavam a admiti-lo.
A artista plástica franco-americana Louise Bourgeois, conhecida pelas suas esculturas abstractas, morreu nesta segunda-feira em Nova Iorque, com 98 anos de idade.
Aranhas, falos de metal e látex, esfinges cobertas de seios, madeiras velhas de décadas e mármores acabados de polir, tecidos cozidos e recozidos, pequenos desenhos a vermelho, como sangue, roupas antigas (às vezes as dela, de criança), presenças disformes, por vezes grotescas, narrativas a aflorar o macabro.
A artista francesa era muito conhecida por seus trabalhos abstractos e surrealistas, especialmente pelas suas esculturas e desenhos, como a gigantesca aranha em bronze, com cerca de nove metros de altura, intitulada “Mamam”.
A aranha, que pôde ser vista em várias cidades do mundo, representava a mãe de Louise Bourgeois.
Nascida em Paris, a artista plástica chegou a Nova Iorque no final dos anos 30, onde continuou a estudar arte.
A sexualidade, o corpo humano e a agressividade eram algumas das marcas do trabalho que desenvolveu ao longo de décadas.
O Centro Georges Pompidou recebeu em 2008 a exposição da pintora e escultora , estiveram expostas mais de 200 pinturas, esculturas e gravuras feitas entre 1938 e 2007, entre elas algumas das aranhas pelas quais Bourgeois é famosa ( "Mamam", já decorou tanto o Museu do Louvre em Paris quanto a galeria Tate Modern, em Londres).
Outra das obras em destaque é "Arch of Hysteria", uma escultura em bronze que mostra um corpo contorcido em forma de arco pendurado por uma corda.
Nascida em 1911 em Paris, Louise Bourgeois costumava se inspirar em episódios da sua infância para fazer as obras, marcadamente a relação entre os seus pais, que mantinham um relacionamento infiel mas que se recusavam a admiti-lo.
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20/03/2009
LOUISE BOURGEOIS
Escultora americana de origem francesa,independente, inteligente com um trabalho inclassificavel, solitária e silenciosa a escultora Louise Bourgeois teve de esperar até a década de oitenta para ser reconhecida como uma das melhores e mais reveladores artistas do século XX. Em 1935 ela graduou-se em Matemática e Geometria na Sorbonne, depois de estudar na Academia de Belas Artes e da École du Louvre, bem como assistir ao Atelier Bissière, Académie Julian, a grande e a oficina Chaumier de Fernan Léger, em Paris. Em 1938 ela conheceu Robert Goldwater,professor de arte americano arte, com quem se casou e passou a viver em Nova Iorque, onde continua a sua formação no Art Students League, e em 1949 decidiu dedicar-se inteiramente à escultura. Os seus primeiros trabalhos mostram a influência do surrealismo, através de peças de madeira ou formas antropomórficas monolíticas pilhas de peças realizadas por uma haste metálica, isoladas ou agrupadas. As obras crescem em tamanho e dão origem a uma série de altos e finos pilares que foram agrupados como uma espécie de floresta envolvente do telespectador. Desde os anos sessenta que o seu trabalho é essencialmente autobiográfico, e construído com as obsessões e lembranças da sua infância, feridas que nunca terminaram, fechada por insistir uma e outra vez s
obre a natureza irredutível da existência humana. Então o seu trabalho cada vez que entra no campo da instalação,e cheia de símbolos acabam por se tornarem arquétipos: a aranha (spider), a figura da mãe, restaurador de tapeçarias, a fragmentação do corpo masculino , uma alusão directa ao seu pai, que foi infiel à sua mãe, e as mulheres em casa, a imagem do status e dos papéis sociais e culturais das mulheres, grandes tocas e células vivas, incluindo a série "Células" e "Lairs", locais de privacidade, o tormento e o êxtase; referências, explícitas ou ambíguas, de vaginas, seios,e corações que Bourgeois faz com as mãos na antropomórfica votiva oferendas e fósseis foi exposto nos melhores centros de arte a nível mundial.
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