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18/11/2012

ANDY WARHOL

Andy Warhol – Portfolios Dulwich Picture Gallery 
Andy Warhol, Tree Frog (From the Endangered Species Series).

11/04/2012

ANDY WARHOL-Vladimir Dubossarsky + Alexander Vinogradov

Andy Warhol in Moscow, 2002, series "People Who Never Came to Moscow."
 Vladimir Dubossarsky , 43 anos,e Alexander Vinogradov  44, tem o seu estúdio não muito longe do Aeroporto de Moscovo,  Sheremetev Airport.  Conheceram-se ainda eram  adolescentes. Ambos nasceram em Moscovo,, estudaram na Academia de arte Surikov, e serviram  no exército russo.  

Dubossarsky gosta de dizer que  foi reprovado na escola de arte: "Saí do instituto, ou eles me expulsaram. De qualquer forma, eu parei de ir lá, mas Sasha [Vinogradov] terminou. Depois tivemos a idéia de pintar a nossa primeira foto juntos. "
A sua colaboração inicial, pintada em 1994, mostra Picasso em pé na margem do Rio Moscovo. O primeiro de uma série que informalmente chamaram de "Pessoas que nunca vieram a Moscovo", que tinha imagens dos Beatles,Jesus, e  Andy Warhol, que aparece com um tigre, em pé na frente da Catedral de Cristo Salvador. Pode ser visto no novo museu de Moscovo (site) Art4.ru, uma vitrine da coleção privada de arte contemporânea do magnata  window-blind, Igor Markin.


A dupla entrou no escalão de topo do mercado de arte contemporânea russa, Night Fitness  (2004), a sua grande pintura de uma mulher fazendo um push-up na parte rasa de uma piscina debaixo de um céu cheio de estrelas. foi vendido no leilão Phillips de Pury & Company, em Londres por 250 mil dólares, um preço recorde para eles. Alguns anos atrás, a pintura foi vendida por cerca de US $ 15.000.

Inteligente ou não, a dupla entrou no escalão de topo do mercado de arte contemporânea russa.

28/03/2012

ANDY WARHOL - citação

"They always say time changes things, but you actually have to change them yourself."
Andy Warhol

16/07/2011

ANDY WARHOL EM PORTUGAL

Um total de 41 obras do norte-americano Andy Warhol, como as famosas cadeira elétrica, a série das latas de sopa Campbell's e a garrafa de Coca-cola, vai ser apresentada, a partir de sexta-feira e até novembro, em Évora.

A mostra apresenta "alguns dos mais conhecidos trabalhos de Andy Warhol, um dos mais importantes e influentes nomes da Pop Art, mas também outros menos conhecidos, mas igualmente interessantes e surpreendentes"

17/12/2010

ANDY WARHOL

O olhar cinematográfico de Andy Warhol está exposto no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) com uma exibição focada em vídeos filmados pelo ícone da Pop Art, produzidos no início dos anos 60.

A mostra, que estreia no próximo domingo, expõe 12 retratos em preto e branco, vídeos conhecidos como "provas de câmara" em primeiro plano de personagens populares como o actor Dennis Hopper e o músico Lou Reed, que encaram a objectiva e realizam acções mecanicamente.

Entre os rostos registados destacam Edie Sedgwick (1943-1971), a trágica musa do artista; o poeta da geração Beat, Allen Ginsberg (1926-1997) e a escritora e ensaísta Susan Sontag (1933-2004).

As provas de câmara, que ficarão expostas até o dia 21 de Março, são projectadas nos muros das galerias do MoMA dando a impressão que os visitantes estão sendo vigiados pelos olhos dos retratados.

Para conseguir os olhares desejados, Warhol (1928-1987) usou 500 rolos de filme com os quais gravou e captou a vulnerabilidade dos seus famosos amigos tanto em sessões na "The Factory", o nome do seu estúdio em Nova York, como em situações espontâneas.

Warhol começou sua produção de retratos em movimento em forma cinematográfica durante o verão de 1963, após dedicar boa parte de sua obra à reprodução em série de imagens de ícones como as actrizes, Marilyn Monroe, Liz Taylor e Jacqueline Kennedy.

10/11/2010

ANDY WARHOL - "Garrafa de Coca-Cola"

Uma “Grande garrafa de Coca Cola” (Large Coca Cola) de Andy Warhol foi vendida por 35,3 milhões de dólares na terça feira à noite em Nova Iorque, claramente acima das expectativas.

A tela a preto e branco de Warhol faz parte de um conjunto de quatro pinturas sobre garrafas de refrigerantes que o artista criou. Obras que marcaram a arte do pós-guerra e contemporânea.

Ainda assim, a Coca-Cola de Warhol não bateu o recorde de 63,4 milhões de dólares(45,4 milhões de euros) pago pelo retrato que fez de Elizabeth Taylor, no quadro «Homens da sua vida».

A tela a preto e branco era uma das principais peças propostas pela Sotheby's num leilão de arte contemporânea, que sucedeu à venda de impressionistas na semana passada.

A obra estava estimada num valor entre os 20 e 25 milhões de dólares.

Uma tela de Mark Rothko, datada de 1955 e com um valor estimado entre os 20 e 30 milhões de dólares, foi vendida por 22,4 milhões de dólares, por um comprador “asiático”, indicaram os responsáveis da Sotheby's, que não revelaram a nacionalidade do novo proprietário.

Comentando o sucesso das obras de Andy Warhol, Tobias Meyer director do departamento de arte contemporânea da Sotheby's, declarou que “Andy (se) tornou num ícone do desejo mundial”.

Na semana passada, durante nas vendas um quadro de Amedeo Modigliani, “Nua sentada num divã”, foi vendido por 68,9 milhões de dólares, batendo um recorde mundial para o artista italiano.

19/06/2010

ANDY WARHOL

Warhol dizia que era fascinante saber que a Coca Cola é consumida tanto pelo presidente quanto pelo mendigo; que nenhuma riqueza faria uma Coca Cola ser melhor do que a outra.

“São os filmes que têm realmente feito as coisas andarem na América, desde que eles foram inventados. Eles mostram o que fazer, como fazer, quando fazer, como se sentir. É fantástico quando eles te mostram como beijar como James Dean ou se parecer com Jane Fonda ou vencer como Rocky”;

“Se você ver uma pessoa que lembra a sua fantasia adolescente andando na rua, ela muito provavelmente não é sua fantasia adolescente, mas sim alguém que tinha a mesma fantasia que você, e decidiu, em vez de sê-la, parecer-se com ela. Ele então foi a uma loja e comprou o visual que vocês dois gostavam. Então pode esquecer. É só pensar em todos os James Dean e no que isso significa”.

Quem interpreta Andy Warhol em "The Doors" é o actor Crispin Glover. David Bowie faz Andy Warhol em "Basquiat" (1996, de Julian Schnabel)

12/09/2009

ANDY WARHOL SERIES THE ATHLETES

A multimilionária colecção da obra original do famoso ícone da Pop Art Andy Warhol foi roubada na semana passada de uma casa em Los Angeles.A empregada chamou a polícia e os investigadores logo trouxeram o detective Hrycyk, que passou anos perseguindo falsários e ladrões no submundo obscuro da arte. Não havia sinal de arrombamento na casa e nada mais havia sido perturbado, incluindo várias outras peças de Warhol em paredes próximas.US $ 1 milhão de recompensa foi oferecida por uma fonte anônima por informações que levem à recuperação das pinturas, disse a polícia. O ex-banqueiro de investimentos, Richard Weisman L. vem de uma família ilustre de colecionadores. Seus pais, Frederick e Márcia, foram figuras importantes nos círculos da arte, reunindo um conjunto significativo centrado em obras de artistas pós-II Guerra Mundial. Weisman em jovem era amigo de Warhol e comissionou as pinturas coloridas da tela de seda dos atletas famosos na década de 1970 - um período em que Warhol produziu centenas de obras para clientes ricos capazes de pagar as somas que o artista cobrava. Apesar de não ser considerado por coleccionadores de exemplos dos melhores trabalhos de Warhol,mas as "The Athletes" series são bem conhecidas. "Eu encomendei-lhe a fazer este conjunto de atletas, porque, em geral, os mundos da arte e desporto não combinam muito bem", disse Weisman numa recente entrevista ao The Times. Weisman, que não pôde ser conctatado para comentar, últimamente tinha emprestado a colecção, que inclui as semelhanças de Dorothy Hamill, Kareem Abdul-Jabbar, Muhammad Ali e Chris Evert, em Maio para uma exposição de benefíciencia que também contou com o trabalho artístico de crianças carentes que vivem em Watts. A investigação é particularmente complicado porque os retratos roubados pertencem a um dos vários conjuntos que Warhol fez dos atletas. Cada conjunto tem um esquema de cores diferentes, mas eles parecem semelhantes. Weisman que é dono de vários conjuntos de si, disse a polícia. Hrycyk disse que a polícia está trabalhando para identificar os outros conjuntos num esforço para evitar a confusão com os retratos que estão faltando. O FBI e a Interpol, mantêm bases de dados de arte roubadas. O valor total da obra não pôde ser imediatamente percebido. No entanto, Tyler Lemkin, director da Greenfield Sacks Gallery, em Santa Monica, recentemente abriu uma mostra de gravuras de Warhol, disse que as pinturas originais de Warhol sobre tela, tais como as que foram roubadas "começam no alto de seis números, ou US $ 1 milhão." "Este é um grande negócio. Estamos falando de um principal coleccionador que perdeu uma quantidade significativa de arte importante", disse Lemkin.

05/06/2009

Andy Warhol - Ele era Nova Iorque

Andy Warhol "Ele era Nova Iorque" Marcus Leatherdale, amigo de Warhol, fotografou a Nova Iorque dos anos 1970 e 1980. E a Factory. Amigo de Warhol, o fotógrafo Marcus Leatherdale, não conheceu a primeira morada da Factory, de 1963, mas conheceu as duas restantes, tendo fotografado a Nova Iorque mundana do final dos anos 70 e dos 80's - acabou, aliás, de lançar o livro "Hidden Identities" e na capa vemos Warhol, coisa rara, encobrindo a cara. Nascido em Montreal, Canadá, chegou a Nova Iorque em 1978. Há cinco anos vive parte do ano em Lisboa, quando não se encontra a fotografar tribos na Índia (a 27 de Maio inaugura, aliás, a exposição "Bharat-India", na Galeria AR-PAB, em Lisboa). Aparentemente, não existe nada que ligue a Nova Iorque dos anos 80 e a Índia, mas Marcus tem outra visão. "Na Índia fotografo um mundo que se vai extinguir, por causa da modernização. Em N.Y., sem o perceber, também fotografei um mundo em extinção. Para algumas pessoas parece que a única coisa que fazíamos era andar pelos clubes, como o Studio 54. Saíamos, mas durante o dia criávamos. Existia um elemento criativo que ligava imensas pessoas e isso foi muito excitante." Quando chegou a Nova Iorque tinha 25 anos, e uma das primeiras pessoas que conheceu foi Warhol. "Tínhamos amigos comuns e naquela altura as pessoas eram acessíveis", recorda. "Eu estava com [o fotógrafo] Robert Mapplethorpe quando o conheci na Factory. Virou-se para mim [faz uma voz afectada imitando o tom de voz de Warhol] e pronunciou: 'ei! Porreiro! Um tipo novo na cidade!' Era simples, mas quando falava fazia-nos sentir que éramos as pessoas mais importantes do mundo." Curioso por tudo e por todos, mas preservando a sua vida privada, tímido e complexo, impulsionador de um espectáculo permanente onde a Factory funcionava como cena, é difícil saber quem foi exactamente Warhol. Para Marcus "era um intuitivo, gostava de ajudar, foi o primeiro a levar-me a sério como artista" evoca. "Sabia sempre o que estava a emergir", afirma, recordando o apadrinhamento de artistas como Basquiat ou Keith Haring. Na festa do seu 30º aniversário juntou Warhol e Madonna. "Era incrivelmente tímida" lembra, "ninguém a conhecia, ainda não se tinha lançado, mas percebia-se que iria ser grande, embora não imaginasse que iria ser tão grande. Lembro-me de alguém perguntar 'quem é ela?' e de eu responder, ao pé de Andy, que iria ser grande, e de ele mostrar de imediato muita curiosidade. Naquela altura, ela sentia-se intimidada com aquela gente toda." Numa polémica entrevista à "New Yorker", no ano passado, Madonna afirmou que a "sua" cidade estava moribunda. Marcus sente o mesmo. "A morte de Andy foi o princípio do fim. Depois veio a sida. Uma vez a Debbie Harry disse-me que a cidade se tinha tornado demasiado 'limpa' e compreendo-a. É necessária 'merda' para fazer as coisas crescer. De repente, percebemos que já não havia fertilizador. As rendas aumentaram. A boémia desapareceu. Depois de Andy, ninguém sabia onde ir. Quando estava numa festa, sabíamos que era ali. Ele era o barómetro. Andy era N.Y. Quando morreu, parte de N.Y. morreu também." A última vez que Marcus viu Warhol foi poucos meses antes da sua morte. Partilharam um táxi, saídos de uma festa em casa de Mick Jagger e Jerry Hall, e a conversa que tiveram foi premonitória. "Falámos sobre medicina Ocidental e ele disse que não confiava nela. Às tantas afirmou que sabia que se fosse para um hospital não sairia de lá e foi verdade." Em 1987 foi operado à vesícula. Parecia ter corrido bem. Morreu no dia seguinte. Vítor Belanciano

Andy Warhol

Andy Warhol "Ele não foi o artista que gostávamos que ele fosse" Kristian Lupa, encenador polaco, ressuscitou Andy Warhol e a Factory. Mergulhou durante mais de um ano no universo do artista e das estrelas cadentes que gravitaram à sua volta. Daí saiu um espectáculo de oito horas. Andy continua vivo. Andy Warhol teve um golpe de génio: desmontou o mistério da arte, dessacralizou-a. Krystian Lupa, encenador de "Factory 2" - espectáculo de oito horas sobre esse atelier em Nova Iorque onde tudo se passava nos anos 1960 - repete esta ideia numa conversa em Breslau, onde lhe foi entregue no início de Abril o Prémio de Teatro Europeu e apresentado "Factory 2". Andy Warhol continua inatingível: um mistério que nenhum espectáculo, nenhuma biografia consegue desvendar, defende Lupa, e a existir alguma teoria, essa seria a sua. No fundo, "Andy Warhol não foi o artista que gostávamos que ele fosse". Seja o que for que Krystian Lupa gostasse que Andy fosse, isso resultou de um mergulho de mais de um ano no universo de Andy Warhol e das estrelas e proto-estrelas que gravitaram à sua volta. Não se sabe se essa foi a vontade do encenador, mas em "Factory 2" Andy Warhol (além da imagem cliché que temos dele, o exibicionista) é uma espécie de buraco negro de solidão a atrair pessoas iguais a si, alguém que vampiriza mas que protege ao mesmo tempo. (Na Polónia falou-se sobre o vampirismo e exibicionismo de Warhol como um auto-retrato de Lupa, mas isso é toda uma outra história). "Factory 2" reproduz tal e qual o estúdio original onde Warhol estava entre 1962 e 1968. Mas Lupa, 66 anos, nunca quis fazer um espectáculo documental. Passeiam-se por lá Edie Sedgwick, Utra Violet, Brigid Berlin, Paul Morrissey, Ondin, Viva, Andrea Feldman, Mary Woronov, Holly Woodlawn, Freddie Herko, Eric Emerson, Jackie Curtis e Candy Darling, Nico... Que não são completamente Edie Sedgwick, Utra Violet, Brigid Berlin, Paul Morrissey..., são também um pouco dos actores que os interpretam. Lupa seguiu a regra de Warhol nos seus filmes, a improvisação - "ele achava que da improvisação nasceriam novas realidades, novos seres, novos qualquer coisa". E passam vários filmes no palco, alguns originais, como "Blow Job" (alguém diz que o filme é chato e Andy diz: "Adoro coisas aborrecidas"), outros encenados com os actores de Lupa, como os "screen tests" a Nico. Foram para os ensaios sem textos, estiveram mais de um mês a ver filmes de Andy com a ideia de pôr em cena aquilo que interessava ao encenador, "o sonho da Factory", onde todos eram "superstars". O sonho da Factory que é, também, de alguma forma, "o nosso sonho da América" - e ali há o culto de uma figura central, Andy, claro. Regras básicas: testes de câmara aos actores, inspirados nos filmes de Warhol e focados na ideia do "eu" e do exibicionismo, como explicou a dramaturga do espectáculo Iga Gancarczyk numa conversa em Breslau. "Na nossa aventura com o Andy alimentámo-nos vampiristicamente para fazer uma reencarnação e não uma recriação. Porque no fundo isto é qualquer coisa que faz viver de novo algo que está morto." Na Polónia, como em Paris ou Londres, o espírito parece ser este: ressuscitar Andy Warhol.

16/03/2009

ANDY WARHOL

Ultimamente um dos artistas mais mencionados tem sido Andy Warhol, várias capas com Warhol,várias capas de Warhol enchem revistas, jornais, exposições por todo o mundo, são assunto dia. A exposição "O grande mundo de Andy Warhol" no Grand Palais,é inaugurada a 18 de Março e está aberta até 13 de Julho. Programa expositivo: rostos de presidentes (Carter, Gerald Ford), estrelas do espectáculo e do desporto (Stallone, Eastwood, Debbie Harry, Nico, Grace Jones, Pelé), da arte (Julian Schnabel, Warhol, ele próprio), enfim, aristocratas, "socialites". São retratos pintados nos anos 1960, 1970 e 1980, é a vertente de Warhol como "retratista da corte", a quem se encomendava (às vezes pagando 25 mil dólares) uma cara pintada com cores eléctricas, encomenda essa que permitia a Warhol manter a máquina da sua Factory em andamento e financiar outros projectos mais difíceis. Tudo começou em 1962, a seguir à morte de Marilyn Monroe, com o retrato de Marilyn. Só acabou em 1987, com a morte de Warhol. Entre um e outro momento, Warhol pintou muita gente por encomenda. O processo era o mesmo: a partir de uma polaroide ou de uma foto tiradas na Factory (que se transformava em "passerelle" de celebridades) ou de uma foto de arquivo, a preto e branco (no caso dos mortos, como Marilyn), devidamente reenquadradas para as caras ficarem em grande plano, dava-se início a um processo "industrial", em que os traços da psicologia do retratado iam desaparecendo para criarem a superfície lisa de um ícone. o comissário da exposição, Alain Cueff, propõe então uma reelaboração de uma faceta que, segundo ele, é mais incompreendida devido a um preconceito: o de que as obras-encomenda são gestos artísticos menos relevantes. Diz ele, por exemplo, numa entrevista à revista "Beaux Arts", que há uma relação entre a educação religiosa de Warhol, a sua infância em Pittsburgh, num meio ortodoxo, e o seu fascínio em relação aos rostos, e que os retratos que deixou são uma prova substancial. "Nas imagens dos santos [no culto ortodoxo] vêem-se sobretudo caras, ao contrário do culto católico, que privilegia o contexto do gesto crístico." Mais: defende que os retratos do homem que um dia disse "I wanna be a machine" fazem justiça a esse lema: acelerando, deixando de fora o não essencial, passando sem os traços da psicologia, chegando à "essência" do retratado. E "nos melhores retratos, vacilamos: ele [Warhol] lembra-nos que há uma grande beleza no estar vivo".

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