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27/01/2009

ANNA HALPRIN - PERFORMANCE

Verdadeira ‘cerimónia da confiança’, Parades & Changes, obra cimeira de 1965 da coreógrafa Anna Halprin, põe a nu o processo, o lugar, a acção e o próprio performer. Baseada na improvisação estruturada e na utilização de partituras (scores) como utensílios de criação e de escrita coreográfica, a peça desenvolve uma série de ‘paradas’ que atravessam o espaço teatral e joga com acções do quotidiano alteradas, corpos sonoros, viagens de objectos, temporalidades distendidas e sensorialidades múltiplas. Em diálogo com Anna Halprin, Anne Collod e um grupo de coreógrafos/performers actualizam os múltiplos cenários desta obra aberta. Propõem em parades&changes, replays uma reinterpretação extensiva que permite ao público descobrir a dimensão total da peça que esteve interdita durante vinte anos nos Estados Unidos devido ao uso da nudez. O vigor e a espantosa frescura desta recriação, que reactiva alguns dos questionamentos mais actuais, restituem com intensidade a obra de Anna Halprin ao lugar crucial que lhe pertence na dança e na performance. Uma reinterpretação de Parades & Changes, peça de Anna Halprin criada em colaboração com Morton Subotnick (1965

ANNA HALPRIN- fotos

Já há mais de três anos que não assistia a uma peça de dança contemporanea. Desde que o Rivoli ficou ocupado com a companhia do Lá Féria.... A ultima foi a 13 (dia de azar ??) de Junho de 2006, e foi uma da sque mais gostei, VSPRS , produção e encenação Les Ballets C. de La B. do belga, Alan Platel. Ontem talvez tem sido a melhor. Estou sem palavras, no coments!! as imagens valem mil palavras. As imagens representam a sequençia da peça. Vestir /Despir, nós descobrir / redescobrir, fascinante ambiguidade.Trata-se de ver no palco para realizar actividades funcionais, tais como acções de vestir ou despir são entendidas. Tais gestos não são reproduzidas com neutralidade, mas reapropriadas por bailarinos num acto artístico. Isso transforma essas ações. Especialmente a execução, mas é tudo natural. Sem comentários do publico. Nunca vi ninguém despir-se desta forma. Os bailarinos despiram mais de três vezes daquela maneira. A peça estava esgotadissíma já há mais de quinze dias. Começou ainda as luzes estavam acesas, sem ninguem se aperceber aparece á nossa frente, mas na plateia um bailarino a falar para as bailarinas que estavam espalhadas pela sala e sentadas nas cadeiras. Entram em diálogo, desceram em direcção ao palco, começam a despir-se daquela forma tão teatral realizada por cada um cuidadosamente e exagerando na lentidão. Cada um dos artistas faz a sua própria interpretação. Desde então, a dança começou a existir ? Sim foi a primeira vez que numa performance eles não dançaram muito, movimentavam-se será mais o termo ??. Seguiu-se uma clara improvisação e júbilo. Os executantes introduzem gestos nestes campos por vezes irónicos, por vezes brutais. Os mesmos gestos que fazem parte "stripping" alteraram radicalmente o sentido quando são mais intensas quando ficam em duo, ou cara a cara. A música de Morton Subotnick não podia ser outra. Excelente.Um sonho colorido e um desfile para o qual os dançarinos enfeitados com acessórios assumem a aparência de uma procissão rodoviária envolvidos em adereços papel, sabotando a cortina que estava instalado por cima do palco. Para conclusão final corpos nús algumas gramas de pintura colorida (um pinta o pénis , outro desenha na rabo pinturas,m o suficiente para transformar os corpos num espaço de representação de figuras tribais. Conceito e direcção artística: Anne Collod (em diálogo com Anna Halprin e Morton Subotnick - musica.) Interpretação e co-criação:Boaz Barkan, Nuno Bizarro, Alan Buffard, Anne Collod, DD Dorvillier, Vera Mantero, reconhecia de imediato, já tinha visto uma anterior coreografia.

ANNA HALPRIN

Uma das primeiras e pioneira da dança pós-moderna, Anna Halprin usa uma dança criativa de movimentos para se conectar com a natureza: terra, água, vento e fogo. Como observadores da sua dança, sentimos uma experiência de paz, alegria, sofrimento, libertação. Maravilhosamente coreografado, relação com a natureza e a sua delicadesa, mantendo a humanidade e a nossa vida dentro do contexto da vulnerabilidade natural do mundo. Halprin não está em conformidade nem com a definição convencional de uma bailarina; o seu processo criativo é mais longo, atravessa linhas de uma fusão de dança holística, ecologia, antropologia, e espiritualidade, através do qual ela pretende ligar-nos como indivíduos ao mundo do humanismo .

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