Steven Naifeh e Gregory White Smith, vencedores de um Pulitzer pela biografia de Jackson Pollock, defendem a tese, que o pintor holandês Vincent van Gogh (1853-1890) morreu alegadamente atingido a tiro por dois jovens, contraria a teoria de que se terá suicidado aos 37 anos.
Van Gogh, que teria muitos problemas na altura, suicidou-se com um tiro no peito mas a arma nunca foi encontrada. Foi sobre esta parte da história que os dois escritores centraram a investigação e chegaram às conclusões agora apresentadas no livro “Van Gogh: The Life”.
Os autores da nova biografia defendem que o mais provável é que o pintor tenha morrido depois de ser atingido por disparos acidentais feitos por dois jovens, num campo de trigo, para onde se dirigia para pintar.
Segundo Steven Naifeh, Van Gogh não foi para ao campo com a intenção de suicidar-se, como se acreditava até aqui. "Em Auvers, entre as pessoas que o conheciam, a convicção é que de que ele foi morto acidentalmente por dois rapazes que brincavam aos cowboys, e que para protegê-los, assumiu a culpa", afirma.
“Estes dois rapazes, um deles estava até vestido de cowboy e tinha uma arma defeituosa, eram conhecidos por irem [para os campos] beber àquela hora do dia com Vincent [Van Gogh].
A teoria é corroborada por alguns dados, como o ângulo oblíquo em que a bala penetrou no abdómen de Van Gogh, quando o mais vulgar nos suicídios é o ângulo recto.
Nesta nova biografia, os autores escrevem ainda que a família de Van Gogh terá tentado internar o pintor, que sofria de epilepsia, num asilo. Steven Naifeh e Gregory White Smith defendem Van Gogh viva sob grande aflição e que terá sido a mistura de sentimentos, entre a mania e a depressão, que terão provocado a sua epilepsia. Num capítulo do livro, pode-se ler ainda que a relação do pintor com o seu pai era tão tumultuosa e violenta que alguns membros da família acusaram Van Gogh de matar o próprio pai.
O Museu Van Gogh, em Amesterdão, disse ao “El País” que é preciso encarar estes novos factos com calma, defendendo que a “teoria de homicídio acidental não está bem sustentada”.
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22/10/2011
21/04/2009
Van Gogh
Arlesiana" ("Madame Ginoux") e "O Escolar" ("Camille Roulin") e as paisagens "Banco de Pedra no Jardim do Hospital Saint-Paul" e "Passeio ao Crepúsculo" —todos eles pertencentes aos dois últimos anos da vida de Van Gogh —são suficientes para que se perceba sua potência expressiva. Em todas elas, a mesma matéria densa e os contrastes de cores. A grandeza de Van Gogh deriva do facto, de resto muito raro na história da arte, de ele ser tão hábil e ousado na cor quanto no desenho.
A solidão de Van Gogh foi atenuada pela presença de seu irmão Theo van Gogh —o único que suportava sua natureza afoita e excessiva, seu ciúme neurótico, que afastava de si mulheres e amigos, como Gauguin, com quem ele contava para organizar em Arles uma comunidade
artística. Theo van Gogh amava e sustentava seu irmão.Quando se mudou para Paris, onde viveu por dois anos, aproximou-se de Toulouse-Lautrec (1864-1901), Paul Signac (1863-1935) e Georges Pierre Seurat (1859-1891), entre outros.
Génio, autodidata, louco, incomunicável, marginalizado, sujeito a acessos de loucura "Preferiria a minha loucura à sabedoria dos outros", escreveu em 1883. Binômio tão difícil de explicar quanto a sua certeza em relação ao seu trabalho. Mais ainda quando se sabe que, até quatro anos antes da frase, em 1879, nem sequer se sabia artista —não havia desenhado ou pintado nada digno de nota, não passava de um pastor religioso fanático, uma personalidade atormentada por paixões fulminantes e infelizes.
Quando Theo confessa que está em dificuldades financeiras, isso, talvez não por acaso, coincidirá com o suicídio de Vincent. Passada sua morte, Theo empenha-se para que se faça justiça à obra do irmão, propondo, em vão, exposições e catálogos. Em menos de sete meses, após sucessivas crises de loucura, é Theo van Gogh quem morre. Seu corpo repousa ao lado do do irmão no cemitério de Auvers-sur-Oise, perto de Paris.
Na altura em que se completavam cem anos da sua morte, em 1987, um dos seus quadros de
girassóis alcançou quase US$ 40 milhões . O mercado ainda não se havia recuperado quando, num segundo leilão, "O Retrato do Dr. Gachet", em 1990, foi arrematado por um magnata japonês por US$ 83 milhões. O recorde se mantém até hoje, o que torna ainda mais irônico o facto de que Van Gogh tenha vendido somente uma tela durante toda a sua vida. Essa venda solitária consagra-o como o maldito entre os outros malditos que compunham "a sagrada trindade impressionista": Paul Gauguin (1848-1903) e Paul Cézanne (1839-1906).
É assim que o artista emerge nas principais biografias, como "Van Gogh", de Meyer Schapiro (Thames & Hudson, 1985, em inglês). Como compreender que, em pouco mais de dez anos, realizaria uma obra fulgurante? Uma explosão vulcânica de efeitos duradouros?O artista também foi alvo de homenagens por parte de quatro grandes realizadores de cinema: Vincent Minelli ("Sede de Viver", 1956, com Kirk Douglas), Akira Kurosawa ("Sonhos", 1990), Robert Altman ("Vincent e Theo", 1990) e Maurice Pialat ("Van Gogh", 1992).
No site http://www.vggallery.com/, da responsabilidade do pesquisador canadiense David Brooks, encontrará as 2.154 obras do artista — mil desenhos, 871 pinturas, 150 aquarelas e 133 esboços—, além de informações sobre elas.
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