Génio e/ou louco, Glauber Pedro de Andrade Rocha possuía realmente um dom: seja em suas declarações surpreendentes, e na suas ações causavam alvoroço na mídia ou nos seus filmes sempre soube deixar a sua marca no público.
Três filmes, dos vários de Glauber Rocha , já é suficiente para colocá-lo entre os maiores cineastas contemporâneos: Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), Terra em Transe (1967), O dragão da Maldade Contra o Canto Guerreiro(1969).
As suas grandes paixões foram o cinema e a política, os seus filmes tentavam uma libertação da arte pelo Terceiro Mundo. A sua vida amorosa foi intensa, com muitos amores, diversos casamentos e cinco filhos
Um dos criadores do movimento Cinema Novo, Glauber Rocha foi também um revolucionário, um sujeito que pensava sobre a cultura brasileira e um criador de inúmeras polêmicas. Turbulento, grande apreciador da arte barroca, sem pudores, conflituoso, ele conseguiu causar sentimentos de amor e ódio em muitas pessoas por todo mundo, tendo sido considerado gênio e também um louco, mas sem nunca ter passado desapercebido por quem o conheceu.
Depois da apresentação em Veneza, na qual não ganhou nenhum prêmio com o longa Idade da Terra, desanimado e doente, passou uma temporada na Europa, em companhia da mulher e dos filhos. Voltou para o Brasil nos seus últimos dias de vida, já em fase terminal de uma infecção pulmonar, para morrer em poucos dias. Com sua morte o país perdeu um dos cineastas que mais lutaram por um cinema descolonizado e inovador, não só no Brasil, mas em toda América Latina.
A internet é hoje em dia o reflexo daquilo que somos para o bem e para o mal. Eu criei este blogue com o objectivo de falar sobre a cultura pop - musica, cinema, livros, fotografia, dança... porque gosto de partilhar a minha paixão, o meu conhecimento a todos. O meu amor pela música é intenso, bem como a minha curiosidade pelo novo. Como não sou um expert em nada, sei um pouco de tudo, e um pouco de nada, o gosto ultrapassa as minhas dificuldades. Todos morremos sem saber para que nascemos.
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03/10/2012
GLAUBER ROCHA
Postado por
Rui Carvalho
às
quarta-feira, outubro 03, 2012
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25/08/2011
Glauber Rocha
Em 1981, morria o cineasta brasileiro mais polémico e incompreendido de todos os tempos. Passadas três décadas, o director de "Deus e o Diabo na Terra do Sol" continua estimulando reflexões no Brasil e no mundo.
Crítico, pensador, cineasta reconhecido internacionalmente, director de um dos melhores filmes da história do cinema brasileiro, porta-voz do Cinema Novo. Em 22 de agosto de 1981, Glauber Rocha encerrava precocemente sua polêmica carreira, ao morrer de complicações bronco-pulmonares, aos 42 anos. Três décadas depois, ainda faltam palavras para definir o papel que Glauber desempenhou no cinema brasileiro e mundial. Sua obra complexa e provocadora continua intrigando pesquisadores, críticos, cineastas e cinéfilos.
Nascido em Vitória da Conquista, na Bahia, em 1939, Glauber ousou e experimentou de seu primeiro filme – Pátio, de 1959 – ao último e incompreendido Idade da Terra, de 1980. Como um pensador da cultura, o brasileiro também contribui com o cinema através de seus textos, sendo os mais famosos os manifestos Eztetyka da Fome e Eztetyka do Sonho – duas metáforas das carências do Brasil. Premiado em Cannes, o cineasta do princípio "uma câmera na mão e uma ideia na cabeça" também projectou o cinema político brasileiro no exterior.
Três décadas de polémica. É incalculável o quanto já se escreveu sobre Glauber Rocha, no Brasil e no mundo. Peter Werner Schulze, professor do Instituto de Cinema e Dramaturgia da Mídia da Universidade de Mainz, acaba de lançar o seu segundo livro sobre o brasileiro. Junto com Peter B. Schumann, Schulze organizou a obra Glauber Rocha e as culturas na América Latina, que reúne artigos em português de especialistas como Ivana Bentes e Ismail Xavier.
Crítico, pensador, cineasta reconhecido internacionalmente, director de um dos melhores filmes da história do cinema brasileiro, porta-voz do Cinema Novo. Em 22 de agosto de 1981, Glauber Rocha encerrava precocemente sua polêmica carreira, ao morrer de complicações bronco-pulmonares, aos 42 anos. Três décadas depois, ainda faltam palavras para definir o papel que Glauber desempenhou no cinema brasileiro e mundial. Sua obra complexa e provocadora continua intrigando pesquisadores, críticos, cineastas e cinéfilos.
Nascido em Vitória da Conquista, na Bahia, em 1939, Glauber ousou e experimentou de seu primeiro filme – Pátio, de 1959 – ao último e incompreendido Idade da Terra, de 1980. Como um pensador da cultura, o brasileiro também contribui com o cinema através de seus textos, sendo os mais famosos os manifestos Eztetyka da Fome e Eztetyka do Sonho – duas metáforas das carências do Brasil. Premiado em Cannes, o cineasta do princípio "uma câmera na mão e uma ideia na cabeça" também projectou o cinema político brasileiro no exterior.
Três décadas de polémica. É incalculável o quanto já se escreveu sobre Glauber Rocha, no Brasil e no mundo. Peter Werner Schulze, professor do Instituto de Cinema e Dramaturgia da Mídia da Universidade de Mainz, acaba de lançar o seu segundo livro sobre o brasileiro. Junto com Peter B. Schumann, Schulze organizou a obra Glauber Rocha e as culturas na América Latina, que reúne artigos em português de especialistas como Ivana Bentes e Ismail Xavier.
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