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14/08/2009

LES PAUL - as ultimas palavras

"Perguntei ao Paul McCartney se tinha influenciado os Beatles. Ele disse-me: tu criaste os Beatles. Se não fosses tu não tínhamos existido”. Quem o diz é Les Paul, o pai da guitarra eléctrica, no obituário do jornal americano “New York Times”, numa espécie de entrevista póstuma em que o entrevistado revisita toda a sua vida, reconhecendo que “o fim está à vista”. A iniciativa é original mas não dispensa uma certa dose de morbidez, inata ao tema. Afinal de contas, as personalidades que são entrevistadas sabem que a entrevista só será publicada depois da sua morte, daí o título da série de vídeos, “As Últimas Palavras”. Depois de Budd Schulberg – argumentista de “Há Lodo No Cais” – foi a vez de serem publicadas “as últimas palavras” do músico e inventor de guitarras Les Paul. A entrevista foi realizada no ano passado, numa segunda-feira, precisamente o dia em que Les Paul costumava actuar no bar de jazz “Iridium”, em Manhattan. O como, onde, porquê, de Les Paul A história do músico e do inventor começou em 1928, quando tocava apenas harmónica e guitarra acústica em bares locais. Um dia, ouviu falar de uma banda itinerante de cowboys num salão de dança já fora da cidade. Demasiado novo para assistir ao concerto, entrou por uma janela da casa de banho e ficou surpreendido com o que ouviu. “Fiquei a olhar para aquele cowboy a tocar ao longo de todo o instrumento e vi coisas que me chocaram. Tive que ir falar com ele no final e acabou por me apresentar ao “patrão”; o mais interessante estava para acontecer. Ele perguntou-me se eu tocava guitarra e eu disse que tocava harmónica e guitarra e que cantava. Pediu-me então para tocar qualquer coisa e pôs-me em cima de uma mesa. Fiquei ali a tocar e a cantar, num salão de dança e, umas horas mais tarde, o “patrão” veio ter comigo e ofereceu-me um trabalho.” A mãe consentiu que Lester William Polfuss – nome verdadeiro do músico – abandonasse a escola para partir estrada fora, ganhando 10 dólares (7 euros) por semana, a tocar ao vivo. Les Paul tinha, na altura, 13 anos. Um dia, durante um concerto, alguém que passou disse-lhe: “O som da tua guitarra não está suficientemente alto.” E aí, pensou: “Como é que eu ponho a minha guitarra mais alto?” Tirou as bobinas magnéticas de um receptor telefónico, pô-las sob as cordas da guitarra, junto com um pedaço de ferro de um comboio que encontrou, e ligou ao rádio da sua mãe. Depois, tocou na corda. “Aí, corri em direcção à minha mãe e disse: encontrei-o, encontrei-o [o som que sempre quis tirar do instrumento]!”. Começou então a trabalhar na madeira, dando a forma de uma mulher ao corpo da guitarra, “para ter aquele som doce. E, finalmente, consegui. Levei anos, anos e anos a trabalhar nela. Então dirigi-me aos fabricantes e eles aceitaram de imediato, dizendo que era uma novidade.” Nessa altura, a Gibson comprou o modelo, tornando-o desde então um dos mais vendidos (e aplaudidos) de sempre. As guitarras foram a vida de Les Paul. “Toda a minha vida se baseou em tirar todos os diferentes sons desta guitarra”. E não há coisa, afirma sorridente, que o alivie mais do que tocar guitarra seja quando, onde ou por que for. “Quando estamos a ficar malucos e se passa muita coisa ao mesmo tempo, então é altura de pegar numa guitarra. Pode estar na cozinha, ou simplesmente num sítio onde possamos tocar guitarra e com isso aliviar a cabeça”. Consciente, mas divertido, no fim Na entrevista ao "New York Times", o músico estava consciente da sua já avançada idade, 93 anos, e explicou como se deve encarar a situação. “Quando se tem a minha idade, sabe-se que o fim está à vista. Como é que se lida com isso? Vive-se para o momento. O passado já foi, e o futuro ainda não chegou, e não há nada que se possa fazer para mudar isso. E, por isso, a coisa mais óbvia a fazer é agora.” No vídeo de “As Últimas Palavras: Les Paul”, assiste-se a um momento de boa disposição. Uma segunda-feira, três músicos em palco, em conversa entre si e com a plateia, e Les Paul dá o mote à diversão. “Lou e eu temos tocado juntos por mais de, quê, 26 anos? E que idade tens? (70, responde Lou). E ainda tocas?”

LES PAUL

Em 1952, a Gibson Guitars começou a produzir a guitarra Les Paul. A mítica Gibson, ícone do rock'n'roll utilizada por excelentes guitarristas como Jimmy Page, Pete Townshend Steve Howe, dos Yes, Al DiMeola ou Slash, fizeram das suas guitarras preferidas a série Les Paul.É um legado do mítico Lester William Polsfuss ,conhecido por Les Paul, que morreu ontem em White Plains, Nova Iorque, aos 94 anos, de pneumonia. Apesar de nonagenário, ainda recentemente era possível vê-lo em palco semanalmente no clube nova-iorquino Iridium, interpretando os standards country e jazz que tanto admirava e as canções que fizeram dele uma estrela nos anos 50. Nessa altura, com Mary Ford, então sua mulher, tornou-se omnipresente na rádio e televisão americanas. Apesar da artrite que já lhe dificultava os movimentos, parecia encontrar sempre forma de exibir o estilo límpido e virtuoso que o tornou num dos guitarristas mais reconhecidos do seu tempo. Nasceu Lester William Polfuss em Waukesha, Wisconsin, a 9 de Junho de 1915, e foi pioneiro da guitarra eléctrica de corpo sólido, imprescindível para o nascimento do rock'n'roll, e das técnicas de gravação multipistas que se tornaram a norma desde a década de 1960. O ex-guitarrista dos Guns N’Roses, Slash descreveu Les Paul como um artista brilhante, exemplo de como uma vida pode ser plena, e cheio de energia positiva”. O guitarrista afirmou ainda ter tido a honra de o conhecer e tocar com Les Paul nos últimos anos. Les Paul morreu aos 94 anos por conta de complicações de uma pneumonia. Nos anos 1930 e 1940, influenciado por Django Reinhardt, tocou com Bing Crosby, Frank Sinatra ou Louis Armstrong. Foi durante este período que o seu espírito inventivo se revelou de forma decisiva. Em 1941, apresentou-se pela primeira vez em palco com o instrumento a que chamou The Log: um pedaço de madeira, ligado a um braço de guitarra, onde instalou dois pickups, o que possibilitava prolongar electricamente as notas tocadas na guitarra. Apesar de inicialmente recebida com escárnio pelo público e colegas músicos, foi a partir dela que, no início dos anos 1950, a Gibson criou o famoso modelo imortalizado com o seu nome. Nessa altura, com canções como Vaya con Dyos ou How high the moon, Les Paul e Mary Ford eram presença regular nos tops americanos e a guitarra eléctrica moderna, tal como ele previra uma década antes, tornou-se o som do futuro. Contudo, não era apenas famoso pelas canções que compunha ou pelo talento como guitarrista. Era-o também pelas inovadoras técnicas de gravação por pistas que desenvolvera, permitindo-lhe sobrepor vários canais sonoros e manipulá-los de forma a alterar-lhes o som: inovações como acelerar uma pista de guitarra até o som desta se transformar num frenético zumbido, criar um som imenso com 12 pistas de guitarra ou complexas harmonias vocais a partir de uma fonte apenas (no seu caso, a de Mary Ford). Com a chegada do rock'n'roll, que ajudara a fazer explodir e que adoptaria muitas das suas técnicas, a estrela de Les Paul começa a esbater-se. Separa-se de Mary Ford em 1964 e entra numa semi-reforma. Nos últimos anos, regressou à sua identidade primeira, músico de palco - forma de nos lembrar que era, antes de tudo o mais, um músico extraordinário. Em 1948, esmagou o braço e o ombro direitos num grave acidente rodoviário. Informado pelos médicos de que não voltaria a recuperar o movimento do ombro e que este se fixaria na posição em que fosse reconstruído, foi preciso nas instruções dadas ao cirurgião que o operou: "Coloque-o de forma a que consiga tocar". O modelo Gibson Les Paul, é um dos modelos de guitarra eléctrica mais conhecidos no mundo da música, foi desenvolvida no início dos anos 50 e é um modelo duradouro e popular, com designs de corpo sólido. O seu design foi praticamente intacto desde sua fabricação. A guitarra é uma parceria entre a empresa de guitarras Gibson, com o genial Les Paul, desenvolvedor do protótipo que ficaria marcado na história das guitarras.o modelo foi deixado de lado a Gibson tinha preferências em guitarras semi-acústicas. A Fender(concorrente da Gibson), na data tinha acabado de lançar o modelo Broadcaster- hoje chamado de Telecaster .

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