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10/09/2010

TAKASHI MURAKAMI

A Pop japonêsa de Takashi Murakami embeleza as salas do luxuoso Palácio de Versalhes
Inspiradas na manga e animês, as obras obras do artista ficam expostas até Dezembro.
Em 2008, o espaço recebeu obras do norte-americano Jeff Koons.

O trabalho do artista japonês Takashi Murakami vai estar em exibição no Palácio de Versalhes, em França, de 14 de Setembro a 13 de Dezembro. A exposição incluirá 22 peças instaladas por todo o edifício, incluindo 11 criadas especialmente para a ocasião.

Para os japoneses, o Palácio de Versalhes é um dos maiores símbolos da história ocidental. É emblemático de uma elegância, sofisticação e ambição artística com as quais alguns de nós só podemos sonhar.

O aclamado artista Neo-Pop japonês é especialmente conhecido pelos projectos que tem desenvolvido em colaboração com a marca Louis Vuitton. Murakami criou reinterpretações de culto da célebre tela Monograma, como Monogram Cerise, Eye Love Monogram, Monogramouflage, Monogram Multicolore. Neste Verão apresentou Cosmic Blossom: num fundo de cores vivas, as icónicas flores do Monograma da Louis Vuitton brincam com rostos sorridentes, um tema recorrente na arte Murakami, que funde elementos gráficos manga com motivos pictóricos tradicionais do Japão.

02/05/2009

Takashi Murakami - o Andy Warhol japonês

Takashi Murakami é conhecido como o Andy Warhol japonês. O Guggenheim de Bilbau recebe, até final de Março, uma exposição retrospectiva do artista. São cerca de 90 obras que dão a conhecer a arte-manga-com-influência-pop que já conquistou o mundo da arte, da moda e da música. Aos 46 anos Takashi Murakami é considerado "um dos artistas japoneses mais influentes das últimas décadas", segundo o Museo Guggenheim Bilbao. Os factos confirmam-no. A marca de luxo Louis Vuitton já se rendeu à sua arte; a Levis, a Kangol e a Nissan idem. O cantor Kanye West também. O motivo? As obras pictóricas, que "aliam motivos da cultura pop a características estilísticas da arte tradicional japonesa". A exposição ©Murakami, patente no Guggenheim Bilbao, é uma boa oportunidade para compreender por que o trabalho do artista atrai tão vasta audiência. Só terá de rumar à cidade basca. A mostra, organizada pelo The Museum of Contemporary Art de Los Angeles (MOCA), esteve no Brooklyn Museum de Nova Iorque, em Abril de 2008, e no Museum für Moderne Kunst em Frankfurt, em Setembro, e chega agora a Bilbau, onde deverá terminar o itinerário pelo mundo de Murakami.

Há espaço para as obras icónicas que ilustram a evolução do seu alter-ego - Mr. DOB -; para tal criou o alter-ego Mr. DOB, uma personagem que reúne elementos da pop art, manga e anime. Inspirou-se na mascote da Sega, o Sonic, e na conhecida personagem de manga Doraemon, os projectos inspirados nos otaku (termo japonês que designa os fanáticos de manga e anime); os trabalhos que criou com a sua empresa Kaikai Kiki; e para as criações em parceria com a Louis Vuitton, que nesta mostra tem direito a uma loja.

A carreira de Takashi Murakami nas artes começou de forma tradicional. Tirou um curso na Universidade Nacional de Belas Artes e Música de Tóquio, onde aprendeu nihonga, um estilo de pintura japonesa do séc. XIX. O seu lado mais moderno e contemporâneo surgiu na década de 90, com a ajuda do amigo e artista Masato Nakamura. Mas desde a infância que Murakami era influenciado por outros mundos. O pai, que trabalhava numa base naval nos EUA, dava-lhe a conhecer a arte norte-americana, que o deixava fascinado. Gostava de Hollywood - George Lucas e Steven Spielberg, em particular -, dos desenhos animados de Walt Disney e, sobretudo, da pop art de Andy Warhol. Por isso não é de estranhar que a sua arte seja uma mistura entre a cultura tradicional japonesa, as correntes mais contemporâneas como o manga e o anime, e as cores vivas da pop art. Em menos de uma década o seu ADN ("ZuZaZaZaZaZa", 1994) passou a ser uma figura redonda com diferentes olhos e um grande sorriso ("DOB's March", 1995), transformou-se numa criatura feroz com dentes aguçados e olhos inquietantes ("The Castle of Tin Tin", 1998), para depois se tornar num monstro gigantesco com dentes aguçados e com substâncias grotescas a sair da boca, que se confundem com as figuras circundantes e a própria baba ("Tan Tan Bo Puking - a.k.a. Gero Tan", 2002). Nesta última obra a narrativa pictórica de Murakami pode ser vista como alegoria da insaciável necessidade de consumo da sociedade. O bem, o mal, a doçura e a perversão, o humor e a denúncia social estão lá. É recorrente encontrar nos seus trabalhos imagens amáveis de cores vivas, flores pop e sorridentes, com duplos significados. Por exemplo, as setas multicores presentes em muitas das suas obras podem ser interpretadas de duas formas: como "uma referência às bombas atómicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasáqui, aos órgãos genitais masculinos, e uma referência às alucinações induzidas pelas drogas". A união do pop com a cultura japonesa é ainda visível noutros projectos de Murakami. O artista chegou mesmo a inventar o termo "poku", para definir a junção do pop e do otaku. A obra de grande escala "PO + Ku Surrealism Mr. DOB", criada em 1998, é o exemplo máximo desta sinergia: um fundo monocromático de onde rompem várias imagens animadas de olhos exorbitados e dentes afiados. No que toca às esculturas, a "marca" Murakami mostra mais uma vez as suas influências. O destaque da mostra de Bilbau vai para "Miss ko2" (1997), uma boneca-manga-vestida-de-empregada que ambiciona ser cantora de música pop; para o "Inochi" (2004), figura adaptada da personagem E.T., do realizador norte-americano Steven Spielberg;

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