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13/06/2010

FRIDA KAHLO - Árvore da Esperança, Mantém-te Firme, 1946

O chão sob o qual Frida repousa encontra-se todo fendido, rachado, simbolizando as fracturas nos seus ossos. Sobre a maca, ela deixa à mostra as regiões lombar e pélvica, nas quais pode-se ver a sangrenta incisão feita para a osteosíntese vertebral, e outra incisão oblíqua na projecção da crista ilíaca direita, de onde foi retirado o osso para enxertia. A Árida sentada ao lado da maca com vestimenta tehuana segura na mão esquerda o colete ortopédico que ela sonhava abandonar quando estivesse curada. Na mão direita, ela agita uma bandeira que dá nome ao quadro.

FRIDA KAHLO - O Marxismo Trará Saúde aos Enfermos, 1954

“O marxismo trará saúde aos enfermos” foi uma das últimas pinturas de Frida. A obra foi pintada em 1954, e neste mesmo ano a artista veio a falecer. Neste período, o seu estado de saúde era bastante precário e de uma grande fragilidade física. Ela vivia sob constante efeito de analgésicos. Depois de aproximadamente um ano sem pintar, em 1954, Frida se forçou a sair da cama e retornar ao seu estúdio. Sentada na cadeira de rodas e com uma faixa para sustentar as suas costas, ela pintava em um cavalete durante o tempo em que a dor era suportável. Quando a dor se tornava insuportável, Frida voltava para a cama e lá seguia pintando. O uso de drogas e um esforço quase sobre-humano tornavam suportável a dor, e a artista conseguiu manter-se ativa. Andrea Kettenmann cita que, segundo Judith Ferreto, enfermeira de Kahlo, a artista ao finalizar a obra teria feito o seguinte comentário: “pela primeira vez não choro mais”.

De um lado, está a terra ameaçada pela destruição, e do outro a paz. No mesmo lado em que correm rios azuis com água cristalina, também se elevam os continentes vermelhos, a URSS e a China – a pomba da paz voa sob o céu azul. Na outra metade, onde o céu está mais escuro, correm rios de sangue e a mão que se estende da cabeça de Karl Marx estrangula Tio Sam. O partido comunista pode estar representado nas grandes mãos que a amparam. As mãos não a tocam, mas estão ali, lhe dão segurança.

FRIDA KAHLO - O Coração, ou Recordação, 1937

Em 1937, pinta um coração de tamanho proporcional ao seu sofrimento ao ter descoberto que o seu marido, o também pintor e muralista Diego Rivera (1886-1957), mantinha um romance com sua irmã Cristina (1908-1964). No quadro mostra o tórax trespassado por um objecto perfurante, enquanto o coração sangra no chão, exprimindo sua imensa angústia.
É interessante observar que há um curativo no seu pé esquerdo; isso se explica porque, na verdade, os ferimentos no membro inferior esquerdo de Frida nunca cicatrizaram, tendo evoluído para poliomielite com consequente amputação. Cerca de dois anos após a amputação, facto que a deixou extremamente deprimida, a pintora veio a falecer.

FRIDA KAHLO - Diego em Meu Pensamento 1943

"Diego está na minha urina, na minha boca, no meu coração, na minha loucura, no meu sono, nas paisagens, na comida, no metal, na doença, na imaginação." Frida Kahlo.

FRIDA KAHLO - As Duas Fridas 1939

Diário de Kahlo, sobre a tela As Duas Fridas

"Origem das duas Fridas. Recordação. Devia ter 6 anos quando vivi intensamente a amizade imaginária com uma menina de minha idade. (...) Não me lembro de sua imagem, nem de sua cor. Porém sei que era alegre e ria muito. Sem sons. Era ágil e dançava como se não tivesse nenhum peso.

Eu a seguia em todos os seus movimentos e contava para ela, enquanto ela dançava, meus problemas secretos. Quais? Não me lembro. Porém ela sabia, por minha voz, de todas as minhas coisas...".

"Amputaram-me a perna há 6 meses, deram-me séculos de tortura e há momentos em que quase perco a razão. Continuo a querer me matar. O Diego é que me impede de o fazer, pois a minha vaidade faz-me pensar que sentiria a minha falta. Ele disse-me isso e eu acreditei. Mas nunca sofri tanto em toda a minha vida. Vou esperar mais um pouco…"

Em 27 de julho de 1953, Frida tem a perna direita amputada até a altura do joelho. Em seu diário, encontra-se o desenho da perna amputada como uma coluna rodeada de espinhos, com a legenda: "Piés para qué los quiero si tengo alas pa' volar".

FRIDA KAHLO - A Minha Ama e Eu 1937

Frida tinha 11 meses quando a irmã Cristina nasceu. Por causa da recém-nascida, sua mãe entregou-a para ser amamentada por uma ama-de-leite. Um profundo sentimento de rejeição seguiu a pintora por toda a vida e foi expresso no quadro Eu a Mamar, também chamado A Minha Ama e Eu, de 1937. Para retratar a frieza com que a ama-de-leite a amamentava, Frida pinta os olhos e a face dela de negro, tirando-lhe a personalidade e mostrando que não queria que ela a fitasse. A nutriz é vista por transparência e é possível identificar a glândula mamária e os seus ductos. Da mama direita, com o mamilo enrudecido, também goteja leite.

FRIDA KAHLO - A Cama Voadora

O Hospital Henry Ford, também conhecido como A Cama Voadora. O quadro mostra a pintora deitada no leito do hospital, localizado em Detroit, EUA. Flutuando sobre o leito, pode ser visto um feto do sexo masculino, um caramujo e um modelo anatómico de abdómen e de pelve. No chão, abaixo do leito, são vistos uma pelve óssea, uma flor e um auto-clave. Todas as seis figuras estão presas à mão esquerda de Frida por meio de artérias, de modo a lembrar os vasos de um cordão umbilical.O lençol sob Frida está bastante ensanguentado. O seu corpo é demasiadamente pequeno em relação ao tamanho do leito hospitalar, de modo a sugerir seu sofrimento e sua grande solidão.
Do olho esquerdo de Frida goteja uma enorme lágrima, simbolizando a dor de uma mãe pela perda do filho; a pelve óssea é um testemunho da causa anatómica da impossibilidade de ser mãe.

FRIDA KAHLO


Eu como gosto de desenhar e pintar, fiz muitos de Frida Kahlo, ainda eu não a conhecia, nem sabia quem ela era, a não ser pelas fotos que via em revistas de arte, quatro anos antes, de se realizar o filme, e toda a gente passar a conhecer a obra dela.

Um filme, pode representar muito para uma pessoa, mas pode não representar nada para outra. Achei interessante saber e conhecer melhor, e passar a gostar ainda mais das pinturas de Frida.

Isso serve para a vida: conhecer, compreender.

Hoje de madrugada vi o filme de Maldalena Carmen Frida Kahlo (1907-1954), com direcção de Julie Taymor, narra a história da pintora mexicana, interpretada pela actriz Salma Hayek.A vida dela foi autêntica novela Mexicana...tragédias e mais tragédias.

Frida viveu num planeta dolorido, transparente como gelo.

Em 1913 com seis anos, Frida contrai poliomielite, a doença deixou marcas no membro inferior direito mais curto e a musculatura atrofiada. Sendo esta a primeira de uma série de doenças, acidentes, lesões e operações que sofre ao longo de sua vida. A poliomielite deixa uma lesão no seu pé direito e, graças a isso, ganha o apelido Frida pata de palo (ou seja, Frida perna de pau). A partir disso ela começou a usar calças e depois, longas e exóticas saias, que vieram a ser uma de suas marcas pessoais-"e a sensação nunca mais me deixou,de que meu corpo carrega em si todas as chagas do mundo".

Ao contrário de muitos artistas, Kahlo não começou a pintar cedo. Embora o seu pai tivesse a pintura como um passatempo, Frida não estava particularmente interessada na arte como uma carreira.

Em 1925, aos 18 anos sofreu um grave acidente, várias pessoas morreram. O autocarro no qual viajava chocou com um bonde. O pára-choque de um dos veículos perfurou as costas de Frida, atravessou sua pélvis e saiu por sua vagina. Tal acidente fez a artista ter de usar vários coletes ortopédico de materiais diferentes, chegando inclusive a pintar alguns deles (por exemplo o colete de gesso na tela intitulada "A Coluna Partida").

Por causa desta tragédia, a pintora submeteu-se a mais de 30 cirurgias, entre as quais sete de coluna, e ficou muito tempo acamada, e foi informada de que não poderia ter filhos de parto normal. O acidente também destruiu o seu sonho de ser médica. Durante a sua longa convalescença ,começou a pintar com uma caixa de tintas que pertenciam ao seu pai, e com um cavalete adaptado à cama.

"Para que preciso de pés quando tenho asas para voar?"

Se já tinha passado uma vida dificel, piora a partir de 1928 quando Frida Kahlo entra no Partido comunista mexicano, e conhece o muralista Diego Rivera, com quem se casa no ano seguinte. Viria a ter um casamento tumultuado, ambos tinham temperamentos fortes e casos extraconjugais.

Entre 1930 e 1933 passa a maior parte do tempo em Nova Iorque e Detroit com Rivera. Entre 1937 e 1939 Leon Trotski vive em sua casa de Coyoacan.
Kahlo que era bissexual, teve um relacionamento com Leon Trotski. Rivera aceitava abertamente os relacionamentos de Kahlo com mulheres, embora não aceitasse com homens.

Outro caso que a magoa demasiado é quando descobre que Rivera mantinha um relacionamento com sua irmã mais nova, que ela tinha levado para sua casa, depois de se ter divorciado, Cristina teve 6 filhos.

"Eu vou mal e irei pior ainda, mas aprendo pouco a pouco a ser só, e isso já é alguma coisa, uma vantagem, um pequeno triunfo."

Separa-se de Rivera, mas em 1940 unem-se novamente, o segundo casamento foi tão tempestuoso quanto o primeiro. Durante o casamento, embora tenha engravidado mais de uma vez, nunca teve filhos, pois as sequelas do acidente impossibilitaram-na de levar uma gestação até o final.

Depois de algumas tentativas de suicídio com facas e martelos, em 13 de Julho de 1954, Frida Kahlo, que havia contraído uma forte pneumonia, foi encontrada morta.

Olhando para as suas obras, entende-se porque Kahlo sempre pintava a si mesma.
"Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor".

Em 2008, a banda inglesa Coldplay lançou o álbum Viva la Vida or Death and All His Friends, cujo título é inspirado num quadro de Frida, também intitulado "Viva La Vida".

A última anotação em seu diário que diz "Espero que minha partida seja feliz, e espero nunca mais regressar - Frida" - permite aventar-se a hipótese de suicídio.

29/04/2009

FRIDA KAHLO

Frida Kahlo já pintou mais depois de morta do que enquanto ainda estava viva.
Circulam no mercado mais de 400 pinturas falsas da artista mexicana, alertam os especialistas.

Já há mais Frida Kahlos falsos do que Frida Kahlos verdadeiros, denunciaram anteontem vários especialistas na sequência da suposta aparição, há seis dias, de cinco novos quadros da artista mexicana. São pelo menos 400 - os suficientes para abrir um "museu de falsos". "O submundo das obras não reconhecidas de Frida tem um longo historial e podemos dizer que ela está a produzir mais morta do que viva", resumiu Carlos Phillips Olmedo, director dos museus Frida Kahlo, Diego Rivera-Anahuacalli e Dolores Olmedo da Cidade do México.

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