“O marxismo trará saúde aos enfermos” foi uma das últimas pinturas de Frida. A obra foi pintada em 1954, e neste mesmo ano a artista veio a falecer. Neste período, o seu estado de saúde era bastante precário e de uma grande fragilidade física. Ela vivia sob constante efeito de analgésicos. Depois de aproximadamente um ano sem pintar, em 1954, Frida se forçou a sair da cama e retornar ao seu estúdio. Sentada na cadeira de rodas e com uma faixa para sustentar as suas costas, ela pintava em um cavalete durante o tempo em que a dor era suportável. Quando a dor se tornava insuportável, Frida voltava para a cama e lá seguia pintando. O uso de drogas e um esforço quase sobre-humano tornavam suportável a dor, e a artista conseguiu manter-se ativa. Andrea Kettenmann cita que, segundo Judith Ferreto, enfermeira de Kahlo, a artista ao finalizar a obra teria feito o seguinte comentário: “pela primeira vez não choro mais”.
De um lado, está a terra ameaçada pela destruição, e do outro a paz. No mesmo lado em que correm rios azuis com água cristalina, também se elevam os continentes vermelhos, a URSS e a China – a pomba da paz voa sob o céu azul. Na outra metade, onde o céu está mais escuro, correm rios de sangue e a mão que se estende da cabeça de Karl Marx estrangula Tio Sam. O partido comunista pode estar representado nas grandes mãos que a amparam. As mãos não a tocam, mas estão ali, lhe dão segurança.

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