13/08/2009

Woodstock reúne lendas

Woodstock está vivo nos palcos, em filmes, discos, livros e clipes na TV, e para sempre na memória de quem foi jovem nos anos 60. Quarenta anos depois do festival , a nostalgia pelo lendário acontecimento está num bom momento comercial. É uma pequena ironia, considerando que o famoso festival se tornou "um concerto livre" depois de atrair centenas de milhares de pessoas a mais do que as 200 mil que os organizadores esperavam, com o ingresso a 8 dólares por dia. Sobreviventes de alguns dos actos promovidos entre 15 e 17 de Agosto de 1969 vão novamente ocupar o palco no que era a quinta Yasgur, mas hoje é o Bethel Woods Center for the Arts, no norte do Estado de Nova Iorque. O evento "Heróis de Woodstock", no próximo dia 15 , terá Levon Helm Band, Jefferson Starship, Ten Years After, Canned Heat, Big Brother e a Holding Company e Country Joe McDonald. O filme "Woodstock" foi relançado pelo realizador, bem como a banda sonora, em dois CDs, enquanto a Rhino Records colocou à venda uma caixa de seis discos com todas as actuações em Woodstock. E no fim deste mês o cineasta Ang Lee vai lançar "Taking Woodstock", um filme sobre um homem que trabalha no motel dos pais, que inadvertidamente dá a largada para o concerto. Mas, para muitos, a história definitiva daquele verão de amor é "The Road to Woodstock" (A estrada para Woodstock), livro de Michael Lang, um dos organizadores do festival. "Havia essa impressão de que era um lindo campo e uma porção de gente apareceu e algumas bandas estavam na área e eles ergueram um palco e tocaram", disse Lang à Reuters. "Na verdade, levou 10 meses a planear." Aquele Verão há 40 anos também foi notável porque o homem caminhou na Lua pela primeira vez e os EUA ficaram horrorizados com Chappaquiddick, o acidente que envolveu carro dirigido pelo senador Edward Kennedy, que resultou na morte de uma jovem que estava com ele, e os assassinatos de Charles Manson. Lang, promotor de eventos, também organizou concertos nos 25º e 30º aniversários de Woodstock, com a presença de artistas mais contemporâneos. Mas de Richie Havens, que abriu o Woodstock original, e Jimi Hendrix, que o encerrou, são os músicos que mais recorda. "Fiquei num canto do palco e vi todos ", disse Lang.

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