16/08/2009

O Jazz está morto???

O jazz pode ser salvo? A pergunta acima aparece publicado no Wall Street Journal, que destaca a seguinte notícia: nos Estados Unidos, cada vez menos pessoas estão a se interessar por jazz, segundo uma pesquisa realizada recentemente. Exemplo: em 2002, 10,8% dos adultos americanos foram pelo menos a um show de jazz. Em 2008, o número caiu para 7,8% . O crítico britânico Stuart Nicholson, faz um duro ataque a essa que é considerada a manifestação artística mais original já criada nos EUA. A tese central do seu livro "Is Jazz Dead? (Or Has It Moved to a New Address)" é a de que o jazz norte-americano perdeu o seu espírito inventivo a partir dos anos 80. A ação mercantilista das grandes editoras, assim como o ensino padronizado das escolas de música e o conservadorismo da geração liderada pelo trompetista Wynton Marsalis, teriam transformado a cena do jazz nos EUA num museu, onde só se cultivam estilos do passado. Apesar do título provocativo do livro, Nicholson nem chega a sugerir que o jazz esteja com os dias contados. Na verdade, afirma que a essência inovadora desse gênero musical migrou para outros lugares, especialmente para a Europa. "Hoje, é nos países fora dos EUA que as mudanças mais profundas estão ocorrendo. A globalização do jazz está produzindo a mais significativa mudança nessa música em décadas." Ninguém sabe onde, quando e como nasceu o jazz, mas ele já morreu várias vezes. A nova data do falecimento foi a 20 de maio de 2009. A morte foi anunciada em jornais e revistas porque, depois de 37 anos, por falta de verba, foi cancelado o festival de jazz JVC de Nova York, o maior senão um dos maiores do mundo, e outros importantes eventos jazzísticos em Miami e Chicago.

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