A internet é hoje em dia o reflexo daquilo que somos para o bem e para o mal. Eu criei este blogue com o objectivo de falar sobre a cultura pop - musica, cinema, livros, fotografia, dança... porque gosto de partilhar a minha paixão, o meu conhecimento a todos. O meu amor pela música é intenso, bem como a minha curiosidade pelo novo. Como não sou um expert em nada, sei um pouco de tudo, e um pouco de nada, o gosto ultrapassa as minhas dificuldades. Todos morremos sem saber para que nascemos.
05/03/2009
MÃO MORTA
«As grandes cidades são o nosso habitat»
Mão Morta. Depois de uma ausência de quatro anos, a banda de Adolfo Luxúria Canibal regressa ao Porto com um concerto no Sá da Bandeira, que dá início à digressão Ventos Animais.
Estão de regresso ao Porto (sexta-feira, Sá da Bandeira) e a Lisboa (1 de Abril). Porquê uma ausência tão longa das grandes cidades?
Estivemos, de facto, afastados, quatro ou cinco anos afastados de Lisboa, Porto ou Coimbra, mas continuámos com os nossos concertos. Tivemos também com o espectáculo Cantos de Maldoror, que demorou muito tempo a montar.
Têm saudades dos grandes palcos?
É sempre agradável, até porque as grandes cidades são o nosso habitat por excelência, porque o nosso som é mais urbano e cosmopolita.
O que é que o público pode esperar?
Temos um repertório de 25 anos e vamos apresentar algumas novas roupagens dos nossos temas. Estamos sempre a mudar as coisas. Quando não tocámos uma música há muito tempo, depois ela surge sempre com um som muito próximo daquele que gravámos. Mas desta vez tentámos fazer coisas diferentes.
Já apresentaram estas novas roupagens em concertos anteriores. Os fãs receberam bem o novo som?
Sim, foram bem aceites. Sentimos que os temas mais clássicos foram bem recebidos quer por nós, pelo público. Por exemplo, Chavalo tem uma versão mais longa e que soa muito melhor. Também em Budapeste há uma quebra no meio com guitarra e a música ficou mais preenchida, sofisticada. Tem havido uma reacção muito positiva.
Que expectativas para o regresso à Invicta?
As melhores. Os concertos anteriores correram muito bem e fomos recebidos com muita euforia. As pessoas tinham saudades de ouvir os Mão Morta.
Recentemente foi lançado o DVD de Maldoror, do espectáculo baseado no livro Os Cantos de Maldoror. O que vos entusiasmou neste projecto?
Li o livro quando tinha 14 anos. É um livro de revolta e qualquer adolescente fica afectado com o livro. Mas a iniciativa para o espectáculo não partiu de mim, mas do Miguel Pedro, mas acabei por aceitar depois de muita insistência. Foi um desafio enorme que levou muito tempo a fazer, a transpôr os mecanismo do livro para uma linguagem musical, mas com a encenação do António Morais saímos airosamente e estamos orgulhoso deste trabalho.
É um espectáculo completamente diferente...
É um espectáculo que não é teatro, não é um concerto, não é uma ópera rock. Tem uma linguagem muito literária. É uma espécie de performance que não é repetível e que esgotou várias salas de espectáculos.
Superou as vossas expectativas...
Completamente. Porque ser um espectáculo diferente, não é rock nem teatro é muito especifico, mas com muita qualidade.
A pergunta é inevitável. Para quando um novo disco dos Mão Morta?
Estamos a trabalhar na gravação de um espectáculo de banda sonora do festival de curtas e estamos a trabalhar num novo álbum que deve sair no final deste ano, ou no início de 2010.
Como vai ser o novo trabalho?
É um disco que vai manter o som da banda, mas vamos ter uma abordagem diferente. Mas a banda tem características que vai manter, até por uma questão de identidade.
Têm a vossa própria editora, a Cobra. Sentiram necessidade de ser mais independentes?
Sentimos a necessidade de trabalhar com bandas e artistas portugueses que não tinham como chegar a editoras. Assim, damos mais espaço de manobra para o trabalho.
Têm maior liberdade?
Temos a liberdade de quem tem uma editora própria, mas em termos abstractos é mais limitador, porque temos menos dinheiro.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário