26/08/2008

NATÁLIA CORREIA

33 anos depois da primeira edição, publicada pela editora Afrodite, de Fernando Ribeiro de Mello, de imediato apreendida pela PIDE, tendo a sua organizadora, o editor, e muitos dos poetas vivos antologiados ido a julgamento e sido condenados, está finalmente disponível ao público a Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica, agora numa edição conjunta das editoras Antígona e Frenesí, comemoram 20 anos de edição. Sem teias nem peias, desde os poetas medievais, ao Abade de Jazente, Filinto Elísio, Tolentino, Camões, Antero, Gomes Leal, Cesário, Nobre, Pessoa, Sá-Carneiro, Sena, Eugénio de Andrade, Cesariny, Herberto Helder. Como escrevia David Mourão Ferreira: "Não ter medo das palavras e não recear as realidades que elas exprimem, é, sobretudo, evitar o trânsito pelo consultório do psiquiatra. Os maiores dos nossos poetas conheceram, desde sempre, essa forma terapêutica." A partir de agora, os leitores portugueses também podem aceder-lhe.
A Madona" é o título do segundo romance da tardo-surrealista Natália Correia, publicado 24 anos após o primeiro, "Anoiteceu no Bairro". Nestes 24 anos, Natália Correia publicou ensaios, peças de teatro, e algumas das suas mais importantes obras em poesia, livros como "Dimensão Encontrada" (1957), "Cântico do País Emerso" (1961), assim como a sua "Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica" (1965).

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