11/08/2008

J. G. BALLARD

Mundo Submerso ,1962 o primeiro romance começa assim:" a radiação solar derretera os gelos polares, o que provocava uma subida da temperatura do planeta ". Nos anos 60 isto era ficção cientifica. Hoje é uma visão do mundo realista. Muitos consideram J.G.Ballard como um oráculo - oráculo de Shepperton ,o nome do súburbio de Londres onde vive. Em Barcelona , no Centro de Cultura Contemporãnea há exposição sobre este escritor de ficção ciêntifica. A exposição apresenta clips de filmes, capas de livros,instalações e montagem de fotografias inspiradas em Ballard. Ballard nasceu em 1930 em Xangai numa familia de industriais ingleses.Quando os japoneses ocuparam a China, depois do ataque a Pearl Harbour,todos os estrangeiros ficaram prisioneiros.O jovem Ballard passou três anos no campo prisional de Lunghua, mais tarde descreveu no livro "Império do Sol "1986.Ballard foi sempre um marginal entre os escritores de ficção -cientifica.Não escrevia sobre viagens extraterrestes ,ou sobre a vida no espaço.Escrevia o que se passava com as pessoas numa nova sociedade tecnológica. Infuenciado por Freud e pelos pintores surrealistas, dava grande importância aos sonhos. A exposição de Barcelona está organizada por temas. Da "Zona de Desastres" passa para a secção "Tecnologia e Pornografia", "Exposição de Atrocidades" e "Crash ".Em Crash descreve o acidente de automóvel como acto erótico. Mais uma vez o imaginário tornou-se realidade:o acidente da princesa Diana e o seu subquente mito veio confirmar a actualidade do seu sonho. "Exposição de Atrocidades " é o livro mais experimental do autor. Chegou a ser proibido nos EUA por causa de uma das historias: porque quero foder Ronald Reagan ".Nos anos 60 participou em filmes experimentais,organizou uma exposição de carros destruidos e publicou falsas páginas de publicidade com imagens violentas e mensagens crípticas como " Pode o ângulo entre os muros ter4 um fim feliz ? ". Ballard disse: vivemos dentro de um enorme romance;o escritor já não precisa de ficção ciêntifica, o que é preciso é inventar um pouco de realidade. Só injecções de violência conseguem romper a letargia e possibilitar uma nova utopia. O escritor não pôde vir á inauguração,a sua saúde in spira cuidados.

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