Desde finais dos anos 70,que o violinista Carlos "Zingaro" Alves tem trabalhado com muitos dos principais improvisadores e compositores contemporaneos. Apartir de 1974 a 1980 foi director musical do grupo de teatro Comicos. Zingaro também ajudou a fundar uma galeria de arte com o mesmo nome durante esse tempo. Na década seguinte ganha projecção internacional a tocar com Kent Carter e Daunik Lazro, em 1979, ele recebeu um Fulbright Grant e foi convidado a vir para Woodstock, NY e de participar na Creative Music Foundation. Anthony Braxton, Roscoe Mitchell, Tom Cora ,Nunoi Rebelo Elliot Sharp ,Chris Cutler e Richard Teitelbaum (de quem se tornou um colaborador regular) são alguns dos artistas com quem Zingaro trabalhou, até representantes das novas gerações como Otomo Yoshihide, Matt Wand (Stock, Hausen & Walkman), Thomas Lehn e Axel Dorner, passando por Gunter Muller, Mats Gustafsson, Voice Crack, Simon H. Fell, Hamid Drake e Lê Quan Ninh, entre muitos outros. Nascido em Portugal, estudou durante cinco anos música clássica na sua cidade natal, Lisboa no Conservatório de Música até 1965. Membro da Orquestra de Camãra da Universidade Lisboa durante os anos 60, na segunda metade da década formou os Plexus o único grupo Português da chamada nova música, que tocava rock e improvisação apartir da musica clássica contemporãnea, e gravaram um único album para a RCA Victor.O seu envolvimento com o teatro continuou, recebeu o Prêmio de Críticos Português pelo melhor teatro musical (1981), trabalhou com director do teatro italiano Giorgio Barberio Corsetti na "+ Trilogia Kafka " (1988), trabalhou como designer para produções, também produziu vários filmes, e colaborou com companhias de dança, incluindo Gulbenkian,e acompanhia de dança e ópera de Geneve DC. Zingaro tem tocado em muitos festivais da nova música improvisada na Europa, Ásia e América do Norte.Os anos 90 encontraram Zingaro no desempenho de muitas gravações, incluindo as suas colaborações regulares com Richard Teitelbaum; a gravação com uma das melhores contrabaixistas do mundo Joëlle Léandre para a label In Situ e Musicworks; a gravação em Vancouver de «Western Front »em duo com a cellist Peggy Lee, na Hatology, 1996, e o seu trabalho com Peter Kowald Ort Ensemble na FMP 1995 «Cuts». Formou o ZFP Quartet- Carlos Zingaro - violin & electronics Marcio Mattos - 'cello & electronics Mark Sanders - percussion Simon H. Fell - double bass, a primeira performance foi no Guimaraes Jazz Festival ,Novembro 2002; o CD «Music for Percussion & Electronics » foi realizado por Bruce's Fingers em 2005. Em 2006 o grupo tocou no Ulrichsberger Kaleidophon ,Austria, e em Munich's Offene Ohren; o degundo CD, «Ulrichsberg München Musikwas» foi realizado pela BF em 2007. As confessadas influências vão de Bela Bartok, Chostakovich, John Cage, a Ornette Coleman, Jimi Hendrix e Morton Subotnick, tem um estilo polifacetado irrequieto, onde se destaca a utilização de fraseados curtos e fragmentários.
Já vi por mais de três vezes Carlos Zingaro ,e já é altura de dar a conhecer o que se faz de muito bom em Portugal, em diversas áreas, há cada vez mais artistas e trabalhos de qualidade em que nos devemos orgulhar ,pois muitos já são reconhecidos por todo o mundo.
Alguns projectos Portugueses- compilaçaõ editada pela Ananana:
Way Out
New Music From Portugal - Vol- 1
-No Noise Reduction
-Nuno Rebelo
-Carlos Bechegas
-Bernardo Devlin
-Albrecht Loop
-Emanuel Dimas Pimenta
-Luís Desirat
-Vitriol
-Genoveva Faísca
-Rafael Toral
Carlos Zíngaro
João Paulo Feliciano
Manuel M. Mota / José Oliveira
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