Dia histórico para o mundo da música e a indústria que o sustenta. A editora Motown, que revolucionou a música negra norte-americana e influenciou músicos e géneros de todo o mundo, comemora meio século de existência.
A 12 de Janeiro de 1959 o empresário norte-americano Barry Gordy contraiu um empréstimo de 800 dólares e fundou em Detroit, no Estado do Michigan, a Tamla que viria a transformar-se, em Dezembro do mesmo ano, na Motown.
Quando ainda se vivia uma época de profunda segregação racial, a editora teve a ousadia de editar apenas artistas negros transformando-se rapidamente numa importante bandeira pela igualdade de direitos, luta que viria a ter o seu apogeu na década de 60.
Sob o lema "o som de uma América jovem", por lá passaram Marvin Gaye, Stevie Wonder, as Supremes, Diana Ross ou os Jacksons 5 o que prova o ecletismo de uma marca que promovia artistas da soul ao disco sound, desde que tivessem raízes na música negra.
No período áureo da Motown, entre 1961 e 1972, acumulou um total de 240 singles no top 40 da tabela norte-americana transformando-se numa editora referência e atribuindo o seu nome a um género musical (quantas se podem orgulhar desse feito?).
Para os especialistas, a morte do projecto ocorreu em 1988 quando o fundador cedeu os direitos à MCA em troca de 61 milhões de dólares, numa altura em que já se falava de uma perda de identidade.
Factores comerciais à parte, hoje é dia para celebrar e relembrar a casa de alguns dos artistas mais marcantes de todo o século XX.
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