15/01/2009

LED ZEPPELIN- a historia

Led Zeppelin: empresário dá o dito pelo não dito O empresário dos Led Zeppelin deu o dito pelo não dito e afirmou ontem que a reunião dos Led Zeppelin não voltará a acontecer. Apenas um dia depois de ter confirmado aos microfones da BBC que a lendária banda britânica faria uma nova digressão e poderia mesmo gravar mais um álbum de originais,... A 12 de Janeiro de 1969, os Led Zeppelin editavam o seu álbum de estreia. Depois de primeiros concertos que anunciavam uma nova leitura dos 'blues', o disco, homónimo, confirmava as suspeitas. Hoje, 40 anos depois, continuam a cultivar o mesmo título de sempre: os mais desejados.
"Led Zeppelin" foi um dos primeiros discos da história a ser lançado somente no formato stéreo. Na época, o mais comum era que os discos chegassem às lojas tanto em stéreo como em mono. A foto da capa mostra um Zeppelin que, à época, gerou muitas interpretações diferentes. Greg Kot, crítico da Rolling Stone afirmou: "A capa do disco mostra um zepelim em toda a sua glória fálica, caindo em chamas. A imagem faz um bom trabalho ao encapsular a música que havia no disco: sexo, catástrofe e novas coisas soprando". Então, segunda-feira, não se esqueçam. Tranque-se no seu quarto e coloque "Led Zeppelin" a toda altura.. Em 1968, e ainda sem disco editado, os Led Zeppelin tinham garantidos 200 mil dólares da americana Atlantic Records. Ahmet Ertegun, apaixonado pela tradição musical americana, reconhecia em Jimmy Page um explorador dos blues, guitarrista inventivo, produtor esclarecido e discípulo do lendário misticismo de Robert Johnson, o bluesman que tinha vendido a alma ao diabo em troca do dote que o tornou mítico. Page pronunciava-se vítima da separação dos Yardbirds (por onde passaram também Eric Clapton e Jeff Beck) e procurava um novo grupo para fazer desfilar o seu ego consciente. Quis Keith Moon e John Entwistle, ambos dos The Who, como secção rítmica mas a resposta não foi a esperada: um "supergrupo" daquela natureza seria como um dirigível de chumbo (em inglês, lead zeppelin), pronto a despenhar-se - a letra "a" seria excluída do nome para evitar leituras erradas. O line up final, no baixo, John Paul Jones, com formação divagante entre Charles Mingus e Rachmaninov, o multi-instrumentista que assinou arranjos para os Rolling Stones ou Donovan. Bateria e voz com John Bonham e Robert Plant, vindos dos Band of Joy e apresentados quase como messias de um novo british blues. Resultado: luta de egos com pouca rivalidade mas boas doses de virtuosismo competitivo, limitado pela referência primeira para cada um: os blues. Este deixou-se rodear de contos britânicos, das mágicas brumas de Avalon e das explícitas referências
ao universo criado por Tolkien. Mas foi sempre a personagem principal no enredo assinado pelos Zeppelin.
Hoje são vistos como profetas do heavy metal e de quase tudo o que lhes seguiu por entre alguns dos estereótipos da década de 70. Recordes de assistência ao vivo, mais de 300 milhões de discos vendidos e um final sem retorno, ditado pela morte de John Bonham em 1980.

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