30/05/2011

LADY GAGA E A HEROINA

SEM COMENTARIOS.......

Em entrevista para a revista Harper's Bazaar, sobre o novo album, Born This Way, Lady Gaga afirmou."Esse álbum é como heroína. Ele fica cada vez mais intenso conforme você vai explorando suas particularidades".

America’s 10 Greatest Indie Record Stores

- Other Music – New York, NY
- Amoeba Records – Hollywood, San Francisco, and Berkeley, CA
-Electric Fetus – Minneapolis, MN
-Waterloo Records – Austin, TX
-Criminal Records – Atlanta, GA
-Princeton Record Exchange – Princeton, NJ
-True Vine – Baltimore, MD
-Reckless Records – Chicago, IL
-Academy Records Annex – Brooklyn, NY (na foto)
-Shangri-La Records – Memphis, TN

SKATE EM TRIBUTO ÁS MULHERES DO ROCK

Parte da coleção Girl's Summer é um conjunto de pro decks em homenagem aos grandes nomes femininos no Rock. Mike Mo- Joan Jett; Guy Mariano -Chrissie Hynde; Alex Olson-Debbie Harry; Sean Malto - Patti Smith; Eric Koston-Grace Slick; Brian Anderson- Stevie Nicks.

Courtney Love E O NAMORADO RICO E LADY GAGA

Frase e/ou noticia do mês...

A vocalista, de 45 anos, ex-líder das Hole ela própria uma figura pouco unânime não se coibiu de criticar Lady Gaga...e diz-se preocupada com o futuro da intérprete.

«Ela pode estar bem agora, mas estou preocupada com o seu futuro. É muito nova e muito talentosa, mas parece que não tem nenhuma amiga ou amigo heterossexuais. Está rodeada de estilistas e conselheiros gays que a transformaram nessa estranha Barbie assexuada», declarou.

Courtney disse ainda não ter nada contra gays, mas avisou que Gaga pode afastar os homens da sua vida.

«Eu fui criada por gays e fiquei bem. Mas só dá para fazer essa encenação de usar um vestido de carne por um certo tempo. Se ela não tiver cuidado, vai tornar-se uma drag queen solitária. Homens heterossexuais não gostam desse tipo de coisas», comenta a também actriz, filha de um escritor (e ex-roadie dos Grateful Dead) e de uma terapeuta.

Após se envolver com o aristocrata britânico Henry Allsopp, Courtney Love, afirmou que está procurando um homem rico para namorar.

"Actualmente eu estou interessada apenas em plutocratas. Quero um namorado muito rico. Estou determinada a achar alguém, mais cedo ou mais tarde. Acho que posso ser uma valiosa escolha para um homem rico", disse Courtney.

Courtney começou a usar heroína na casa de Charlie Sheen, após uma festa na casa de Charlie Sheen. Segundo a cantora, no início de década de 90, foi a uma festa na casa do actor e uma amiga convenceu-a a experimentar a droga.

"Tom Cruise estava lá, Madonna também, e minha amiga Jennifer Finch. Em algum momento Jennifer me convenceu: 'Vamos, vai, todo mundo está fazendo'. E foi aí que todo o meu drama com heroína começou", revelou Love.

Courtney diz que só conseguiu se livrar do vicio em 1996. Segundo contou também, só voltou a se injectar em 2005, quando tentou suicídio por overdose.

Em entrevista ao site TheFix.com, quando foi perguntada sobre o que mais gosta de fazer desde que se livrou do vício em heroína, a cantora não pensou duas vezes: "dedico meu tempo livre aos romances e ao luxo", " Manter as coisas vivas ao meu redor com romances deixa tudo mais bonito".

"Não importa o seu nível de renda, luxo é importante e luxo é tempo, o tempo que você dá a si mesmo para cuidar de si mesmo. Essas são as coisas realmente agradáveis", rasga Courtney.

THE PHENOMENAL HANDCLAP BAND

The Phenomenal Handclap Band é o mais recente itinerante museu sonoro às idas épocas dos anos 60 e 70 com o seu homónimo LP de estreia. O trabalho revive o ambiente musical do Rock Progressivo, Soul, Funk e Disco-Sound a vacilar num electro minimal, num disco que apesar de bom, peca por expor em demasiado as influências.A banda encontra-se no seu Habitat natural, Nova Iorque do Soul do Harlem, do Disco de Brooklyn e do Rock, se possível de Manhattan. Recriam mesmo um ambiente anos 70 onde os trajes operários deram lugar às calças à boca de sino e a um erotismo dançante

Traçando uma linha entre Manhattan, Brooklyn e o mundo, encontramos um colectivo de músicos reunidos por dois DJ`s produtores, Daniel Collás e Sean Marquand que, cansados de tocarem as músicas dos outros, usaram todo o conhecimento adquirido em anos a passar som nos melhores clubes underground de Nova iorque para se lançarem eles também no mercado discográfico com um grupo que, à imagem dos Propellerheads, está num cenário de “A Little Bit Of History Repeating”.

Os dois DJs chamaram para este projecto Patrick Wood, Luke O`Malley, Binji Ling, Laura Marin, Joan Tick e Pier Páppalardo e contam ainda com as participações dos músicos Aurélio Valle, Jaleel Buton dos TV On The Rádio, Carol c, Lady Tigrae e até Jon Spencer para uma incrível diversidade melódica.

A viagem do LP começa, curiosamente, pela Beira Baixa. Não que a banda se desloque a Portugal para actuar num festival de verão, mas porque a primeira música, um instrumental, tem o singular nome de “A Journey to Serra da Estrela”

Exergian (Albret Exergian)

Alguns posters de Exergian (Albret Exergian) inspirado em famosos TV Shows, recentes ou antigos- website here.

WARTIME - ROLLINS BAND

A seguir ao lançamento do segundo álbum de Rollins Band, Hard Volume, o baixista Andrew Weiss e vocalista Henry Rollins colaboraram num projecto paralelo chamado Wartime.

Ex-membro Greg Ginn's Gone, Weiss também trabalhou como produtor e baixista em vários álbuns dos Ween. Wartime - Fast Food for Thought (1990).

POP DELL ARTE

Os Pop Dell`Arte vão recuperar o alinhamento integral do álbum «Free Pop» num concerto marcado para 9 de Junho no MusicBox.

Numa segunda metade do concerto, os Pop Dell’Arte voltarão a «Contra Mundum», o mais recente álbum de originais, editado no ano passado e «eventualmente a outros temas da sua discografia». «Free Pop» foi recentemente reeditado em CD.

Aos membros originais, João Peste e Zé Pedro Moura, juntam-se agora guitarrista Paulo Monteiro, o baterista Nuno Castedo, e o multi-instrumentista Eduardo Vinhas.

SERRALVES EM FESTA 2001

A oitava edição do Serralves em Festa teve uma das maiores afluência de público de sempre, com um número final de 98.122 visitantes desde as 08:00 da manhã de sábado às 24:00 de domingo, anunciou hoje a fundação.

Nas 40 horas consecutivas desta edição do Serralves em Festa, considerado o maior festival de expressão artística contemporânea em Portugal, realizaram-se mais de 100 actividades e de 240 apresentações distintas. A festa nos jardins de Serralves é para todos gostos, para todas as idades e para todas as horas. E é grátis. São mais de 40 horas non--stop, que começam às 08h00 de sábado e só na noite domingo.

Além da música, dança contemporânea, e cinema, estiveram, também, representadas as áreas da performance, música (Improvisada, Pop Rock, Electrónica, Experimental, Jazz, DJs), acrobacia, circo contemporâneo, circo de objectos sonoros, teatro (Teatro de Rua, Teatro para Infância e Juventude, Teatro de Marionetas) vídeo, instalação, fotografia, exposições, workshops, não coloquei lá os pés.... e a cabeça ( é assim eu também não gosto lá muito deste evento....) mas tive quase há ultima da hora( estava um pouco de chuva) de ir ver os Emeralds, e os Gang Gang Dance. Os Moon Duo inspirado no psych- Kraut, formado por Ripley Johnson ( Wooden Shjips vi estes no ano passado no Porto) e Sanae Yamada em San Francisco, 2009, e as Cicks as Speed, também podiam ter merecido uma visita.

MARISA MONTE E O POETA

"Apagaram tudo
pintaram tudo de cinza
a palavra no muro ficou coberta de tinta
apagaram tudo
pintaram tudo de cinza
só ficou no muro tristeza e tinta fresca
nós que passamos apressados
pelas ruas da cidade
merecemos ler as letras e as palavras de gentileza
por isso eu pergunto a você no mundo
se é mais inteligente o livro ou a sabedoria
o mundo é uma escola
a vida é um circo
amor palavra que liberta
já dizia um profeta

Este trecho da música Gentileza, de Marisa Monte, fala da música inspirada no profeta Gentileza, que vivia na cidade do Rio de Janeiro, ilustrando os muros da cidade com suas palavras.

Pai de cinco filhos e dono de uma transportadora, Jose Datrino largou tudo para pregar a paz, em 1961, sensibilizado por um incêndio no Gran Circus Norte-Americano em Niterói, Rio de Janeiro, que provocou mais de 400 mortos, na maioria crianças.

A tragédia comoveu não só o Brasil, mas o mundo inteiro. Foi então, que passou a atender por Gentileza ou Jozze Agradecido.

Pintou os 55 pilares do Viaduto do Gasômetro com inscrições da sua crítica do mundo e alternativa ao mal-estar da nossa civilização.

Foi pioneiro em denunciar ameaças à natureza e pregou o “AMORRR” (ele tinha um modo peculiar de escrever - por exemplo, capitalismo (tido por ele como o mal do mundo) era chamado de “capeta-lismo”) e a gentileza como salvação do mundo.

Após sua morte em 1996, os textos foram cobertos de tinta cinza por ordem da prefeitura, o que gerou protestos da população.


Nos seus principais ensinamentos, Gentileza propunha trocar as palavras ‘ OBRIGADO’ por ‘ AGRADECIDO’, e ‘ POP FAVOR ’ por ‘ POR GENTILEZA’.

Em Portugal detesto ouvir muitas vezes é o " OBRIGADINHO "..... somos e vamos continuar uns obrigadinhos..... versus coitadinhos..... mas isso são outros quinhentos, ou quinhentinhos como dizia o outro no processo da fruta do apito dourado....no futebol que pertencia ao FCP ...

A mudança, explica o profeta, é porque ninguém é obrigado a nada e devemos ser gentis uns com os outros, além de nos relacionar por amor e não por favor.

Nos escritos das paredes da Avenida Brasil, (não é da Foz no Porto) dobra algumas letras das palavras. Todas com uma explicação própria.

Amor, por exemplo, levava três ‘R’, quando escrito por ele. Isso porque, segundo o profeta, só o amor material se escreve com um ‘R’. “Amor universal se escreve com três ‘R’: um ‘R’ do Pai, um ‘R’ do Filho, um ‘R’ do Espírito Santo – AMORRR”, costumava dizer.

Para muitos, apenas mais um insano... Para outros...

Aos que o chamavam de louco, respondia: “Sou louco para te amar e maluco para te salvar”. E se um incauto tentava lhe dar esmola, ele a recusava, sorrindo:

“Eu não quero seu dinheiro, meu filho, quero muito mais: quero o seu espírito para Deus”.


Eis uma mensagem do Profeta Gentileza:

A natureza não vende terra,
a natureza não cobra pra dar alimentação para nós.
Esse dia lindo,
essa luz que está em cima de nós, a nossa vida,
ou seja, vem do mundo, é de graça,
é Deus nosso Pai que dá.
Agora o capeta do homem que é o capitalismo, é que vende tudo, destrói tudo,
destruindo a própria humanidade.

Capeta vem de origem capital.
É o vil metal
Faz o diabo, demônio marginal.
Por esse motivo, a humanidade vive mal.
Mal de situação,
mau de maldade,
porque o capitalismo é falsidade,
o pranto de toda a maldade,
raiz de toda a perversidade do mundo.
É o dinheiro.

O dinheiro destrói a mente da humanidade.
O dinheiro coloca a humanidade surdo.
O dinheiro destrói o amor.
O dinheiro cega.
O dinheiro mata.

Todo dia você lê jornal, ouve rádio,
televisão, só vê barbaridade:
é crime, é assalto, é sequestro, é vício, nudez, devassidão, fome e guerra.
Vai ver qual é a causa:
capitalismo.

Happy (Mon)days Stone Roses - a reforma


Em Fevereiro o vocalista dos Happy Mondays sofreu de um problema com a sua tiróide, depois de ter sido prescrita medicação errada para sua condição. Devido ás circunstâncias imprevistas, os promotores tiveram que adiar a tourné.

Agora a lenda dos Happy Mondays, vai realizar um show a solo na Proud2 de Londres, a 3 de Junho, e não deixou de comentar os seus rivais dos anos 90.

Shaun Ryder está confiante que os companheiros dos Stone Roses estão na reforma e se vão reunir. Acredita que é tudo porque a conta bancária do Ian Brown estará em baixo.

Shaun Ryder: "I think it'll happen, I really do. There is more of a chance now than ever of them getting back together. Ian's just split with his missus and I bet she's hit him for a few quid.

"A única razão que eles (The Stone Roses) podem voltar a ficar juntos é se Ian precisa do dinheiro. Ian acabou por se divorciar e eu aposto que sua ex-esposa lhe tirou algumas libras. Ele nunca fez antes, é um milionário."

Seria um retorno lucrativo tudo certo - e todos os fãs dos Roses adorariam ver isso acontecer.

OS FANTASMAS - KURT COBAIN E JIM MORRISON

MESMO DEPOIS DE MORTOS DÃO TRABALHO........

A peça escrita pelo dramaturgo Martin Sadofski conta a história de um redactor que é visitado pelo espírito do frontman, que vem assombrar o vivo com a questão do suicídio.

O conflito baseia-se no facto de que o jornalista se vê obrigado a tentar entender se é coragem ou covardia tirar a sua própria vida, uma comédia que prometia ser tão ácida quanto existencialista.

A peça Nevermind, 2009, uma comédia de humor negro estrelada por um jornalista maníaco-depressivo do NME e pelo fantasma do líder dos Nirvana.

JIM MORRISON - o fantasma é real?

Todos crescemos no mundo imaginário ouvindo dizer o conhecido ditado espanhol, escrito por Cervantes, "Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay".

Uma mulher que vive na antiga casa de Jim Morrison afirma que costumava ser visitada pelo fantasma do cantor e que o espírito já entrou várias vezes na sua cama, noticiou o canal norte-americano WUSA.

Segundo Rhonda Baron, uma moradora de Arlington, em North Virginia, o fantasma do vocalista dos The Doors, mora na sua casa e deita-se regularmente na cama com ela. Rhonda mora numa casa na Rua 28, em Arlington, onde Morrison viveu também quando era criança. Em entrevista a um canal de TV americano, alegou que o fantasma do cantor vem visitá-la com frequência, "O espírito deitou-se na cama ao meu lado, de costas, virou-se e olhou para mim. Era como uma neblina, você podia olhar através dele,” afirmou Rhonda.

A mulher também acredita que o fantasma escolheu a casa para "assombrar" porque ele é uma alma atormentada e está em busca de um local no qual foi feliz quando criança.

Jim Morrison morreu em Paris em 1971, vítima de overdose.O corpo foi encontrado na banheira do seu apartamento.

Desde então, muitas outras teorias surgiram em torno do assunto, inclusive a de que ele forjou a sua morte, e está vivo até hoje.


Numa outra história que já virou lenda, em 2009 o historiador Brett Meisner, especializado na história do rock norte-americano, decidiu tirar uma foto em frente ao túmulo de seu ídolo, o músico Jim Morrison.

Na hora de revelar o filme, a surpresa: uma imagem do fantasma do músico aparecia ao lado de Meisner, que não surgiu em nenhuma outra foto tirada pelos outros visitantes que passaram pelo túmulo de Morrison - http://youtu.be/RrrML9LKH8A

Meisner enviou os negativos para análise, mas o resultado nunca foi divulgado. Com o lançamento do livro Ghosts Caught on Film 2: Photographs of the Unexplained, entretanto, parece que o mistério vai continuar rendendo: de acordo com o livro, a imagem não foi manipulada e é, simplesmente, inexplicável.

28/05/2011

Wes Montgomery

O prefeito Greg Ballard e outros funcionários revelaram a nova adição a mais de 30 instalações ao ar livre: Spray Pool for Wes Montgomery Park em Indianapolis -uma almofada em forma de guitarra, substituindo uma piscina em Wes Montgomery Park.

Projectado em forma de uma guitarra em homenagem homónimo do parque, ao músico de jazz Wes Montgomery, os novos recursos do parque em forma de instrumentos musicais e notas. Quando activado um bico de água, toca gravações da música de Montgomery. O seu filho, Robert Montgomery, trabalhou com a cidade no projecto. O parque de pulverização estará aberto do amanhecer até ao anoitecer todos os dias.

"Nós projectamos o parque com Wes Montgomery em mente", disse o porta-voz Jennifer McGilvray. "Foi muito importante para nós celebrar a sua herança."

Montgomery, um nativo de Indianápolis, foi um famoso guitarrista na década de 1950 e 1960 antes de morrer de ataque cardíaco em 1968. A cidade gastou mais de 680.000 dólares para renovar o parque baptizado em sua homenagem, incluindo a construção de um local de repouso e playground.

Wes" Montgomery (6 de março de 1923 - 15 de junho de 1968) foi um guitarrista de jazz americano. Ele é unanimemente considerado um dos maiores guitarristas de jazz, que emerge após tais figuras seminais como Django Reinhardt e Christian Charlie e influenciando inúmeros outros, incluindo Pat Martino, George Benson, Remler Emily, Kenny Burrell, Pat Metheny, e Jimi Hendrix.

Muitos guitarristas de jazz consideram Montgomery a maior influência entre os guitarristas de jazz moderno. Pat Metheny, elogiou-o muito, dizendo: "Eu aprendi a tocar ouvindo Wes Montgomery em Smokin’ the Half Note.

Joe Pass disse: "Para mim, houve apenas três reais inovadores, Wes Montgomery guitarra, Christian Charlie, e Django Reinhardt", como cita James Sallis’s The Guitar Players and in his Hot Licks. Kenny Burrell afirma: "Foi uma honra quando me chamou como o seu segundo guitarrista de sessão." Além disso, Stevie Ray Vaughan, Eric Johnson, Joe Satriani, Jimi Hendrix, David Becker, Joe Diorio, Steve Lukather e Pat Martino citaram várias vezes como uma grande influência.

Dave Miele e Dan Bielowsky alegaram "Wes Montgomery foi certamente um dos guitarristas mais influentes e mais musical de sempre a tocar o instrumento .... Pegou no uso de oitavas e melodias de cordas para um nível maior do que qualquer outro guitarrista, antes ou depois .... Montgomery é, sem dúvida, uma das vozes mais importantes da guitarra de jazz que já viveu, ou, mais provavelmente nunca vai viver. Uma discussão de guitarra no Jazz, simplesmente não é completo se não se falar de Wes Montgomery. "

Montgomery nasceu em Indianapolis, Indiana. Ele veio de uma família musical, os seus irmãos, Monk (contrabaixo de cordas e baixo elétrico) e Buddy (vibrafone e piano), foram intérpretes de jazz. Os irmãos divulgaram uma série de álbuns juntos, como The Montgomery Brothers. Embora ele não fora um hábil em leitura de música, poderia aprender melodias complexas e riffs de ouvido. Ele geralmente tocava com uma guitarra Gibson L-5CES. Nos seus últimos anos, tocava com duas guitarras Gibson feitas para ele.

R.I.P. - Gil Scott-Heron

Será que os bons morrem cedo!!!.

Morreu uma das figuras maiores da música popular das últimas décadas. O americano Gil Scott-Heron, de 62 anos,era uma figura politizada, cantor, compositor, poeta, humanista, e activista, morreu ontem em Nova Iorque. A causa da morte do artista ainda não é conhecida.

A notícia foi divulgada primeiramente no Twitter por Jamie Byng (@baddabyng), da editora independente de livros Canongate Books, responsável pelo lançamento do ainda inédito The Last Holiday, último livro do artista.

Gil Scott-Heron é considerado um dos precursores do hip-hop. A sua obra mais conhecida, "The Revolution Will Not Be Televised", considerada um clássico primário do rap-publicou uma crítica feroz do papel da raça, da mass media, e da publicidade.

Nascido em 1º de Abril de 1949, Gil Scott-Heron também era conhecido pelo teor político das suas letras e um símbolo da luta pelos direitos dos negros na década de 60.

Figura nuclear da música negra do final dos anos 60 e 70, com uma mistura de soul, funk, jazz, blues e poesia falada, acabou por transformar-se também num dos pioneiros do hip-hop nos anos 80, sendo citado por vários grupos como a principal inspiração.

O ano passado lançou o álbum “I’m New Here“, uma obra imensa, um dos melhores álbuns de 2010. Era um disco que marcava o seu regresso depois de um longo interregno de dezasseis anos sem nenhum disco novo de originais. Já este ano essa obra viria a ser recriada por Jamie xx em “We’re New Here“.

O primeiro disco veio em 1970, “Small Talk at 125th and Lenox“, e continha o seu tema mais famoso: “The revolution will not be televised”. Seguir-se-iam mais de doze álbuns, inicialmente em colaboração com o músico pianista de jazz / funk e flautista Brian Jackson.

Os seus discos influenciaram várias gerações da música negra – dos Public Enemy a Kanye West – mas não só. Ao longo dos anos foi sendo apelidado de “Bob Dylan negro” ou “Padrinho do Rap”, mas sempre recusou essas denominações, desaprovou o título, preferindo descrever o que fez como "Bluesology" - uma fusão de poesia, soul, blues e jazz, tudo atravessado por uma consciência social, mensagens políticas fortes, abordando questões como o apartheid e armas nucleares.

Ele actuou nos concertos No Nukes, realizado em 1979 no Madison Square Garden. Os shows foram organizados por um grupo chamado Músicos Unidos sobre a Segurança Energética e protestou contra o uso da energia nuclear na sequência da derrocada de Three Mile Island. O grupo incluía cantores e compositores como Jackson Browne, Graham Nash e Bonnie Raitt.

Foi um inconformado e inquietante um viciado em drogas não negou o seu vício em drogas e o comportamento criminoso. Entrou numa nova reabilitação em Nova York, mas não conseguiu completar o programa, e a violação do acordo judicial que o manteve fora da prisão. Infelizmente, a sua desonestidade condena-o a 2-4 anos de prisão. No ano 2000, chegou a ser preso por posse de substâncias ilícitas, mas o seu regresso o ano passado parecia ter rasurado esse período, de tal forma surgia bem consigo próprio e com o mundo exterior.

Scott-Heron era HIV positivo e lutou contra o vício das drogas durante a maior parte de sua carreira. Numa entrevista em 2009, disse que sua prisão tinha forçado a confrontar a realidade da sua situação."When you wake up every day and you're in the joint, not only do you have a problem but you have a problem with admitting you have a problem."

No entanto, apesar de alguns "momentos infelizes" no últimos anos, ainda sentia a necessidade de desafiar os abusos dos direitos e "as coisas que você paga com os seus impostos".
"If the right of free speech is truly what it's supposed to be, then anything you say is all right."

O ano passado actuou em Portugal, em Maio, com concertos em Lisboa e Porto.

25/05/2011

RON ENGLISH

Figment (Andy Warhol) Bust -by Ron English

This homage to Andy Warhol by Ron English is a bust that stands 13" tall. The edition is limited to 100 pieces.

Size: 13 x 10 x 9 inches
Edition : 100

THE HAMBUSTER


Hambuster from Hambuster Team on Vimeo.


Você pode gostar de ter um bom almoço num lugar calmo como um parque ... Mas e se não for? Na rua todo omundo pode ter de ouvir gritar, mas sinceramente quem se importa?

Hambuster é co-dirigido por cinco alunos da Supinfocom Arles. ? produção num filme de 6 min e ftudo feito em 3D.

Isto é um projecto de estudantes! !!!! produção num filme de 6 min e tudo feito em 3D.

GINA PANE

Gina Pane (Biarritz, 1939 — Paris, 1990) Tendo nascido em França ( Biarritz, 1939), Gina Pane vai viver até inícios da década de 60 em Itália, país com o qual vai manter uma relação privilegiada, A performance Azione Sentimentale foi realizada em Milão, em 1973, na Galeria Diagramma.

Estudou na Escola de Belas-Artes de Paris entre 1961 e 1966. Realizou a sua primeira exposição individual em 1966.

Artista ligada ao fenómeno da Performance Art, Gina Pane tornou-se, durante a década de 1970, um dos expoentes máximos da Body Art, para o que contribuiu o carácter fortemente mediático das suas apresentações. Tal como outros artistas desta tendência (como o francês Michel Journiac ou o suiço Urs Lüthi), Gina Pane utilizava sempre o corpo como material e suporte para a criação artística.

Os seus actos, bastante extremados no sentido da auto-mutilação e do sofrimento, pretendiam acentuar o problema da violência da vida contemporânea na sua relação com a vulnerabilidade e com a própria passividade com que o indivíduo enfrenta estes temas. As suas encenações, de sentido masoquista, assentavam na impassividade com que a artista produzia os cortes e na capacidade de conter e teatralizar o próprio sofrimento e de estetizar o disforme e a mutilação.

Aproximando-se das orientações estéticas de outras artistas femininas, a obra de Gina Pane pretende abordar a relação entre os sexos, os tabus e os estereótipos e o problema da dominação masculina.

No início da década de 1980, acreditando esgotadas as potencialidades comunicativas das acções corporais e concluídas as marcas que queria deixar impressas no corpo, a artista abandonou as performances públicas e dedicou-se à produção de objectos escultóricos e de desenhos, de carácter minimalista, para os quais utiliza o metal, o vidro e a madeira.

Seu objectivo era provocar, através de seus actos, um profundo estado de desconforto na pessoa que está olhando, o espectador. Para isso ela introduzia em acções aparentemente familiares, um elemento de terror.Wikipédia.

Em 1968 Gina Pane deixa temporariamente Paris para se isolar na natureza, espaço que funciona para Gina Pane como "força poética, lugar de memórias e energia" ( Anna Tronche). Aí desenvolve uma primeira fase do seu trabalho, em que é primordial esta ligação entre sujeito e espaço natural. Mais tarde, os contornos ritualísticos do seu trabalho começam a fixar-se em torno da "blessure", conceito central nos trabalhos que posteriormente vem a desenvolver. Já na década de 80, este aspecto é aprofundado na figura do artista-santo, numa analogia à figura do santo mártir da iconografia católica.

Na obra de Gina Pane o corpo ocupa todos os lugares. O corpo não é a sua arte, é a sua linguagem. Há doze históricos e consagrados artistas de diferentes nacionalidades, representantes de utilizar e interpretar em particular o uso da línguagem, Urs Lüthi, Joseph Beuys, Giuseppe Chiari, Bruce Nauman (com uma quota de vídeo-1967) , Hermann Nitsch, Gina Pane, Michelangelo Pistoletto, Arnulf Rainer e Julian Sturli (com uma performance de vídeo de 1984 e um díptico fotográfico de 1975), e os artistas mais jovens que são confrontados com este instrumento particular de expressão, Giovanna Torresin, Ampelio Zappalorto ( com um díptico fotográfico de grande impacto visual) e Jacopo Benassi.

1. O corpo como linguagem linguagem corporal. A escolha do corpo como um meio de expressão. O corpo como matriz primária, a primeira ferramenta na mão de conhecer e se expressar, comunicar e trabalhar esteticamente, a variedade da línguagem.

2. Uma experiência contínua, a experiencia para a excelência. A "arte corporal", mutante, contaminada, estendeu-se a um sentimento novo: Happening, Wiener Aktionismus, Performance Art, Arte comportamental, Punk e Cyberpunk, Body Art … corpo post-organico e post-humano, entre o orgânico e inorgânico.

3. O corpo (carro) exibicionista, narcisista, por vezes amado-odiado. Um ritual sagrado e os gestos cerimoniais, codificados.

4. Idéia de que arte fica ao lado da "obra de arte total": o trabalho como uma expressão da própria vida ... através do corpo, torna a vida o seu escopo. Através da vida, o corpo é seu instrumento de acção.

5. A pesquisa não muito longe do conceptual, então uma perspectiva de libertação da linguagem, entendida como uma forma de acção humana, e vice-versa. A línguagem não é apenas uma ferramenta simples de usar, mas também constitui uma forma de comportamento, actos.

6. E a arte radical cruel, às vezes perturbadora, extrema, que tem prejudicado a estética clássica. Assim, o conceito de destruição intencional da sua integridade física inquietante, mas também a imagem do corpo, com o inevitável risco de causar dano físico, se não temporário, final, com a dor da morte, então a vontade "para vencer morte ".

7. Corpo "de um universo espelho corruptível, carcomida, apodrecendo no centro, obsessivo de um imaginário ligado a todos com a esperança de vida após a morte." Sangue como uma celebração do "desejo de auto-punição" e "ansiedade salvação".

8. O corpo como uma verdadeira comparação e troca de território como um lugar para busca de identidade, para o conhecimento e compreensão. A metáfora do "sofrimento sensível e emocional."

BRIAN ENO

Nada se cria, tudo se reinventa. Desde o glam-rock dos Roxy Music, no início da década de 70, Eno esteve envolvido em quase tudo: desde o desenvolvimento de técnicas inovadoras de gravação até a criação de softwares que geram música automaticamente, passando pela composição da música tema do Windows 95 (?!) até a produção de Viva La Vida, dos Coldplay (deslize grave, mas é facilmente perdoado em vista da sua história musical).

Considerado o pai da ambient music, o seu trabalho influenciou a geração IDM de 1990- Aphex Twin, Squarepusher e Boards of Canada, etc... A onda post-rock do início dos 00s, encabeçada por Sigur Rós, Mogwai, Godspeed You Black Emperor e A Silver Mt Zion, também se inspirou na discografia de Eno.

Produziu My Life in the Bush of Ghosts (1981) com David Byrne, Remain in Light (1980) dos Talking Heads; sete albums dos U2,incluindo The Joshua Tree (1987); trabalhou com os James, Laurie Anderson, Depeche Mode, Paul Simon, Grace Jones, Slowdive, Jon Hassell, Robert Fripp, David Bowie na influente 'Berlin Trilogy' Low, "Heroes" e Lodger, John Cale, Robert Wyatt no disco Shleep, no duo Alemão Cluster, com os compositores Harold Budd, Philip Glass e Roberto Carnevalee, mais uma data de outras bandas e artistas.

Quase um ano depois de ter editado, Small Craft on a Milk Sea, Brian Peter George St. John le Baptiste de la Salle Eno, Brian Eno, ou simplesmente Eno, continua a produzir e está prestes a lançar o TRIGÉSIMO disco a solo da sua carreira. O disco terá o titulo Drums Between Bells, numa colaboração com o poeta Rick Holland, e será o segundo lançado pela Warp.

O disco está disponível em pré-venda pela loja virtual de Eno e será lançado no dia 5 de Julho, 2011.

GEORGE ORWELL + HUGG HOPPER


"Os animais são todos iguais, mas uns são mais iguais que outros."
(George Orwell)

DAVID BOWIE

No século XIX, Oscar Wilde, escritor inglês, que se exibia nos grandes círculos intelectuais, provocando admiração e comentários, passou por um dilema, em relação à sua homossexualidade.

Mae West, nas décadas de 30 e 40, escandalizou as telas do cinema, com suas atuações extremamente ousadas e provocativas.
David Bowie também deixou sua marca, com seu visual andrógino e incompreendido, no auge dos anos 70.

Actualmente, uma das melhores representações está na cena clubber e no universo underground, com as Drag Queens, que já inspiraram muitos criadores e artistas. Talvez uma figura que ilustre bem o camp contemporâneo, seja a performática Lady Gaga.O "camp" pode ser entendido como uma atitude exibicionista, em que o principal objectivo é chamar a atenção, provocar o estranhamento e chocar. Tem uma forte conotação sexual, que pode ter algumas vezes características transformistas ou homossexuais. Geralmente possui um visual exuberante, com uma espécie de elegância decadente.

David Bowie virou o marketing na essência da sua arte. Todos os grandes fenómenos da música popular, de Elvis Presley aos Beatles, havia sido, em primeiro lugar, fenómenos de marketing (como a Coca-Cola e Barbie), porém, transformou Bowie em uma arte própria. Com Bowie a ciência do marketing torna-se arte, a arte e o marketing fundiram-se num. Não eram intelectuais que tinha proclamado essa teoria em termos rebelde. Bowie foi, em muitos aspectos, o herdeiro, não importa o quão pervertido, da arte pop de Andy Warhol e da cultura underground dos anos 1960. Ele adoptou algumas das questões mais blasfemas e virou de cabeça para baixo para a fazer com precisão o que havia sido projectado para lutar: uma mercadoria.

Bowie foi o protagonista do seu tempo, apesar de um músico pobre: ​​dizer que Bowie é um músico é como dizer que Nero era um tocador de harpa (facto que tecnicamente é verdade, mas enganador). Bowie encarna a essência da arte artificial, levanta futilidade de paradigma, incide sobre o fenómeno e não o conteúdo, torna irrelevante a causa, e, portanto, é o epíteto de tudo o que deu errado com o rock.

Cada elemento da sua arte é o emblema de um verdadeiro movimento artístico, no entanto, o conjunto dos emblemas mais não representa do que um quebra-cabeças, não importa o quão intrigante, de símbolos, um rolo de imagens incoerentes projectado contra a parede, um dicionário de termos em vez de um poema, e, na melhor das hipóteses, um documentário sobre as manias, as modas culturais da sua época.

Lendo as cronicas do seu tempo, o que causou sensação foi o show, não a música. O show que Bowie criou, sem dúvida, em sintonia com a vanguarda, fundiu o teatro, mímica, cinema, artes visuais, literatura e música. No entanto, Bowie apenas reciclou o que vinha acontecendo há anos no underground, em especial o que havia sido popularizado por bandas psicadélicas de 1967. Ele transformou-se numa mercadoria: da maneira que se olha para sua obra, este é o seu verdadeiro mérito.

Surpreendentemente, ressuscitou a sua carreira na década de 1990 com um trio de trabalhos experimentais, mostraram que de repente se tornou num músico, não apenas a pretensão de ser um músico.

Jennifer Jason Leigh

Nasceu em 1962

LUIS ARMASTRONDO - LÁ LÁ LÁ - ANIKI BÓBÓ

O Porto nunca foi a melhor cidade para acolher as bandas que por cá insistiam em aparecer. E isto desde o «boom» do Rock Português, em 1980. Tenho alguma historias guardadas na memoria, lembro-me do Solar da Cruz Vermelha, em Massarelos que por diversas vezes albergaram alguns acontecimentos musicais interessantes - inesquecível a actuação dos Pop del Arte, um dos sítios mais violento, só punk Toy Dolls, Exploited, Crass, que existiu no Porto, foi o LÁ LÁ LÁ, no centro comercial Dalas na Avenida da Boavista, no Labirinto ( vi os Hafler Trio, Bourbonese Qualk....),bem como o mítico Aniki Bóbó, na Ribeira.

No Luis Armastrondo passei umas tardes e umas noites inesquecíveis --- 100 escudos consumo mínimo.... quem não se lembra de querer beber uma cerveja e já não haver copos???.
Era acabar de beber e partir o copo.... atirando-o para o chão... ou contra outro sitio, e o gerente ( Luis) a fotografar pendurado na decoração.

O Luís Armastrondo ficou conhecido com este nome em 1988. O bar localizado no Porto, perto do Douro, nasceu um ano antes, tendo como mentores Manuel Sousa e João Faiões, que devido à sua paixão pela música moderna portuguesa criaram o primeiro espaço a ter concertos semanais.

O bar tornou-se conhecido devido à realização de concertos, e do concurso de bandas luso-galaico e do festival nacional de música rock.

Por esta importante sala passaram nomes como Mão Morta, Repórter Estrábico, Essa Entente, Sitiados, Entes Queridos, Cagalhões, Emílio e a Tribo do Rum, SPQR, Ocaso Épico, Melleril de Nembutal, Bramassaji, Terra Mar, Linha Geral, João Phalo & the Box, Easy Gents, D' Age, Requiem Pelos Vivos, Ella Sing, Linha Geral, General Inverno.

No natal de 1990 a tragédia aconteceu. Uma enxurrada desmoronou o morro, situado na traseira, sobre o edifício e engoliu o Luís Armastrondo.

Os Ultimo Reduto foram a banda que pela última vez pisou este palco. Precisamente dois dias antes deste triste acontecimento

Lisboa tinha o RRV, o Porto o Luís Armastrondo, duas salas de passagem obrigatória para as bandas da altura.

Manuel Sousa + Nicolino Ribeiro + Luís Freixo

O programa "Obsessão" da RUP chegou a organizar espectáculos de música moderna com nomes como Essa Entente, Seres, Requiem Pelos Vivos, Ella Sing, Bramassaji, Linha Geral e muitos outros.

O 1º Festival Luso Galaico teve como vencedores os General Inverno. Nos lugares seguintes ficaram Easy Gents e D'age.

A partir do fim de 1988 o local mudou de nome para Luis Armstrong.

O 2º concurso foi cancelado devido ao fecho do espaço após o desmoronamento do local. Os Último Reduto foram a última banda a actuar no Armastrondo (ou Louis Armstrong como dizia nos cartazes), dois dias antes do edifício se desmoronar.


Boom do Rock Português (ou do rock cantado em português): Começou a explodir com os concertos internacionais, pois os grupos locais faziam sempre a primeira parte. Era moda e estava na moda.

"On The Road Music": A primeira empresa só de concertos de rock existente em Portugal. O primeiro Concerto foi com os Tubes, a 7 de Julho de 1979, no Pavilhão do Dramático, em Cascais. No último semestre de 1979 e nos primeiros anos da década de 1980, a On The Road Music trouxe a Portugal artistas como Tubes, Stranglers, Dr. Feelgood, Gato Barbieri, Wilko Johnson, Elvis Costello, Camel, etc.. Os concertos realizavam-se em locais como o Pavilhão do Belenenses, o Pavilhão de Cascais e o Pavilhão do Infante de Sagres, no Porto. Nas primeiras partes tocaram grupos como UHF, Xutos & Pontapés, Aqui d'El Rock.

Uma empresa que já não existe e que tentou, de uma forma, regular e constante, organizar concertos de rock em Portugal: agiu mais em Lisboa, Cascais, Porto e fez algumas tentativas no Algarve. Muitas pessoas coleccionaram (e coleccionam, como eu - tenho-o os todos) bilhetes dos Concertos.

Luís Vitta / Blitz 14-05-1985

ITALIA PSICADELISMO E EASY-LISTENING

Durante os anos 1970 quando os compositores italianos mesclaram psicadelismo com easy-listening, criaram um híbrido complexo. Dos nomes mais conhecidos, estão Ennio Morricone ou Nino Rota, e outros mais obscuros.

Nick Nicely

Nascido na Groenlândia durante um vôo transatlântico de acordo com David Wells, nas "notas da compilação Psychotropia, foi capaz de obter financiamento para um estúdio de gravação no Reino Unido depois de ter impressionado a editora Heath Levy com algumas das suas demos. Um avanço de Heath Levy permitiu-lhe gravar as faixas "DCT Dreams" e "Treeline", que lançou no seu próprio selo Voxette em Agosto de 1980 com uma prensagem de 900 cópias. Realmente ganhou distribuição europeia e alcançou o número 32 na Holanda, "Hilly Fields (1892)" o single foi licenciado pela EMI do Reino Unido. Um par de outras faixas, "6 B. Obergine" e "On the Coast" (agora em Psychotropia), quase encontrou lançamento em singles também. Mas, por razões misteriosas - a falta de confiança, tem sido especulado - nunca conseguiu emitir qualquer produto antes de Psychotropia.

O single de 1982 de Nick Nicely "Hilly Fields (1892)" é reverenciado por alguns colecionadores e aficionados de culto como um dos maiores do mundo depois de 1980 de discos rock retro-psicadélico já lançada. Com influências de Syd Barrett, "Strawberry Fields Forever" Beatles, e diversas vertentes do final dos anos 60 da British psychedelia.

Por razões que são tão obscuras quanto a sua música, no entanto, só conseguiu lançar alguns singles no início de 1980. Ele fez um monte de gravações e desligando a seguir, porém, as 18 faixas que abrangem 1978-2004 (incluindo todas as faixas do par oficial de singles) encontraram lançamento em CD na compilação de 2004 Psychotropia.

Nancy Spungen, Sid Vicious, Lemmy Kilmister

Nancy Spungen Sid Vicious & Lemmy Kilmister

Odeon Entertainment e MVD Visual lançaram em 2009, Sid! By Those Who Really Knew Him,longa-metragem 80 minutos de documentário sobre a vida de Sid, marcou os 30 anos desde sua morte de overdose de heroína aos 21 anos de idade.

A controversa e curta vida de Sid é perfilada, com entrevistas de Jah Wobble (amigo de infância, fundadador dos PIL),Steve Severin (Siouxsie and the Banshees), David Vanian (The Damned), Malcolm McLaren (Sex Pistols Manager), Viv Albertine (Flatmate, The Slits), Ron Watts (100 Club), Glen Matlock (Sex Pistols), Rat Scabies (The Damned), Caroline Coon (Writer and Artist), Vivienne Westwood (Sex Pistols Designer), Marco Pirroni (Adam & The Ants), John Tiberi (Sex Pistols Tour Manager),e muitos dos amigos mais próximos Sid.

Além do documentário em DVD, a edição deste especial de coleccionador, inclui um CD com 10 faixas de Sid live in New York's, e a biografia num libreto do autor Mark Paytress.

FIONA APPLE - O ALBUM COM O MAIOR NOME NA MUSICA

Fiona Apple, de nome verdadeiro Fiona McAfee Maggart, é uma cantora, compositora e pianista norte-americanaé que cresceu numa família de artistas, a mãe, Diane McAfee era cantora o pai é o actor Brandon Maggart -os avós maternos pertenciam ao mundo da música e vários dos irmãos envolveram-se no show business.

A cantora já relatou que canta desde que se lembra, de forma natural. O divórcio dos pais possivelmente teve efeitos na vida da artista, que desde jovem, mostrava-se introspectiva e com dificuldades de socialização.Quando tinha 12 anos,foi violada por um desconhecido no prédio da mãe, facto que deixou marcas profundas na artista, como transtornos obsessivos compulsivos. A canção Sullen Girl, do disco de estréia, Tidal fala dessa experiência traumática, "se não se fala de um assunto como esse, ele acaba nos controlar",disse no programa de Howard Stern.

Fiona Apple começou a carreira aos 17 anos, com músicas que misturam jazz e pop alternativo, conquistou um Grammy com Tidal (1996). No mesmo ano do lançamento, o álbum recebeu disco de ouro e um triplo de platina por vender mais de três milhões de cópias. Foi ainda considerado pela revista Rolling Stone, um dos álbuns essenciais dos anos 90. Os destaques foram as faixas Never Is a Promise, Criminal e Sleep To Dream.

As composições têm um teor reflexivo e, de acordo com a cantora são “músicas complicadas sobre temas complicados”.

Com 3 cds lançados, Fiona fez tournés com bandas como os Coldplay e trabalhou com músicos como Johnny Cash, Iggy Pop e Keith Richards.

Em Novembro de 1999 produzido por Jon Brion, foi lançado o seu segundo trabalho, o album que contém o maior nome na historia da musica - " When The Pawn Hits....."

O titulo completo é "When The Pawn Hits The Conflicts He Thinks Like A King What He Knows Throws The Blows When He Goes To The Fight And He'll Win The Whole Thing Fore He Enters The Ring There's No Body To Batter When Your Mind is Your Might So When You Go Solo. You Hold Your Own Hand And Remember That Depth Is The Greatest Of Heights And If You Know Where You Stand. Then You'll Know Where To Land And If You Fall It Won't Matter, Cuz You Know That You're Right".

O enorme título é um poema que a cantora escreveu em resposta a críticas que lhe foram feitas por causa de uma entrevista dada à revista Rolling Stone.

A polémica veio com “Extraordinary Machine”, gravado originalmente em 2002 e chegou às lojas três anos depois.

A demora do lançamento teria se justificado por haver ocorrido uma recusa da editora em o lançar por achá-lo anticomercial. A Sony recusou por falta de um single com potencial radiofónico, o que gerou uma onda violenta de protestos. Fãs de todo o mundo chegaram a organizar uma campanha em favor do lançamento do álbum, intitulada "Free Fiona" chegando até a colocar uma espécie de "tapete" de maçãs na sede americana para sensibilizar os executivos da editora.

O lançamento da versão final do álbum foi bastante atribulado, visto que o produtor original, Jon Brion, fora substituído após completadas as gravações, e então todo o álbum teve que ser refeito. A primeira versão não-oficial, de Jon Brion, ainda pode ser encontrada na rede.

Uma artista que já tem cerca de 5 milhões de discos vendidos no currículo, ataca de novo o topo dos tops, quem conhece a trajectória dela e a relação sempre problemática que ela tem com a fama. No passado, ao mesmo tempo em que era estampada na capa de quase todas as revistas de música e entretenimento dos EUA e da Inglaterra, parecia insistir num discurso que dizia que o conteúdo é mais importante do que a embalagem e as letras mais importantes do que o jogo de imagens.

Desfilava nos tapetes vermelhos do show-business ao lado de namorados famosos (o mágico David Blaine e o cineasta Paul Thomas Anderson), ao mesmo tempo que se mostrava bastante ofensiva, raivosa e desajeitada em relação ao mundo das celebridades e ao sucesso popular.

Se desfazia em lágrimas numa série de entrevistas, demonstrando uma certa fobia de estar ali, à mostra, sendo continuamente julgada, criticada e notada; ao invés de se fingir de perfeitinha, como fazem algumas pop-stars, demonstrava sem nenhum pudor as suas neuroses, os seus traumas e as suas histerias, inclusive contando abertamente o caso da violação aos 12 anos de idade e histórias sobre suas sessões de psicoterapia.

Em 1997, quando foi receber o seu MTV Music Award, fez um discurso que alguns interpretaram até mesmo como niilista ("This world is bullshit!", cuspiu com raiva para milhões de telespectadores), quando era óbvio que ela estava reclamando não contra a vida em geral, mas contra o Mundo MTV das celebridades de plástico. Em entrevista à SPIN, chegou mesmo a prometer o seu suicídio, dizendo que tinha certeza que iria morrer jovem.

Conhecida por longas pausas entre seus cds, a ultima música lançada por Fiona foi “So Sleepy” em Junho 2010. Terá edesistido da música? Entrou numa crise de inspiração incontornável? Vai parar de lançar discos? Se desiludiu com o sucesso e resolveu voltar à vida pacata? .

Existem rumores de um novo álbum para o final de 2011.

BATTLES

Battles – Gloss Drop, Warp Records, 2011, é o mais novo álbum instrumental do grupo, actualmente formado pelo baterista John Stanier (Helmet e Tomahawk),o guitarrista/teclista Ian Williams (Don Caballero e Storm & Stress) e pelo guitarrista David Konopka (Lynx).

Manter o nível de Mirrored, o álbum de estréia, lançado em 2007, era uma tarefa mais árdua após a saída de Tyondai Braxton - seguiu a sua carreira solo.

À primeira vista, a "cutre artwork" da capa do novo álbum dos Battles (Warp Records, a palavra de ordem da arte electrónica de hoje) não augura nada de bom. E o primeiro contacto não ajuda. Os progressos até agora realizados discretamente de Tyonday Braxton, o responsável pela fundação da banda, guitarra, teclados, vocais e, líder nos primeiras dois trabalhos dos nova-iorquinos (o EP 'C / B 'e o aclamado "Mirrored", 2007) é notável.

Referidos por muitos como um dos melhores projectos dos últimos tempos.
Também é notável o baterista John Stanier, desta vez muito mais perto da pista de dança.

A ausência de Tyondai nos vocais acabou abrindo espaço para algumas participações. ‘My Machines’, com a surpreendente colaboração de Gary Numan, 'Ice Cream', com o apoio de Matias Aguayo. Onde havia absurdos vocoders, e montanhas-russas rítmicas, agora temos devaneios tropicais. Uma breve inserção tropicalista em ‘Dominican Fade’ e `Sweetie & Shag´onde a voz da japonesa Kazu Makino (vocalista dos Blonde Redhead) mantém a esperança na segunda parte do álbum.

Finalmente, o disco é diluído em três partes, mas menos atraente, mesmo trazendo o sempre aconselhável Yamantaka Eye (Boredoms).

24/05/2011

PIXIES

Era algo que já tinha vindo a ser comentado, mas levou mais tempo do que o esperado para ter uma confirmação oficial. Os Pixies referências musicais dos anos 80 e início dos anos 90 do século passado confirmam que, quando terminarem a sua actual tourné no início deste mês de maio no Canadá vai ser posto a funcionar a gravção de um novo álbum, será o quinto da sua carreira, exactamente duas décadas depois da saída já distante do seu mais recente álbum, "Trompe le monde" (4AD, 1991).

Os quatro músicos de Boston que incendiaram a cena indie de finais de 80, com o seu pop/rock abrasivo e letras bizarras sobre ovnis, religião ou sexo, seguiram caminhos diferentes. A separação, em 1993, apresentou-se como irrevogável, sem grandes resultados, diga-se. Até que em 2004 voltaram à estrada juntos. Encheram os Coliseus de Lisboa e Porto,em 91 ( ou 92).O impacto já não foi o mesmo causado pelo concerto de reencontro com Portugal, no Super Bock Super Rock de 2004, até porque voltaram no ano seguinte para o festival de Paredes de Coura. Regressam a Lisboa com os clássicos do costume, em 2006.

Em digressão, sem material novo, há sete anos, os norte-americanos discutem, na entrevista, ao site Spinner, abertos a gravar um novo disco - mas confessaram alguns receios, também. O seu estatuto de grupo de culto junto de uma geração que nem sequer era nascida quando álbuns como Surfer Rosa (1988) foram lançados.

Enquanto que confirmam essa boa notícia, não negam os problemas que levaram à separação terem desaparecido completamente, e ainda com a actividade conjunta novamente tomar o pulso da nova música com a realização de tournés desde 2004 (sem a introdução de novas composições- inéditos, só mesmo os filmes, Live in Newport, DVD do acústico em 2004, e LoudQUIETLoud, documentário sobre a reunião, com estreia no Festival de Cinema de Edimburgo e lançamento em DVD ) não se desprendeu do tempo os sentimentos interiores de confronto, pois os componentes resolveram-se, apesar da tentativa de trazer essa nova fase como positiva e possível tanto quanto puderem.

O guitarrista e o baterista adiantam que a fricção se verifica, sobretudo, entre "os outros dois da banda" (Kim Deal e Frank Black) e que até Bono, dos U2, já implorou aos Pixies que façam um disco novo.

"Estamos consolidados, enquanto unidade, e oxalá consigamos enterrar o machado. Até já enterrámos. Nessa altura podemos [ir para estúdio] e esperar que tudo corra bem".

"Uma vez na vida vou responder a isto com honestidade", acrescentou Joey Santiago. "No fundo penso que temos algum medo que [gravar música nova] vá causar alguma fricção. Mas quem sabe? Penso que [essas situações] até dão origem a boa música. Como Ray Davies [dos Kinks] a bater no maninho dele", disse, entre risos. "Essa raivinha até é boa".

"O que se passa é que queremos proteger o nosso legado. Se fizermos alguma coisa, é melhor que seja boa. E à medida que o tempo passa - já lá vão sete anos - torna-se cada vez mais difícil tomar essa decisão", contrapõe David Lovering.

Frank Black confirmou essas intenções e David Lovering, baterista da banda, disse em entrevista ao jornal britânico The Guardian que "estamos planeando algo novo", mas por agora vamos cumprir "com o prazer de estar em digressão, non-stop, graças aos fãs que se mobilizam para nos ver ", porque" não há nada concreto ", enquanto o guitarrista Joey Santiago confirmou que" estamos prontos para começar a gravar um novo álbum, seria o quinto álbum da carreira depois de quatro obras-primas do rock alternativo como foram "Surfer Rosa" (4AD, 1988), "Doolittle" (4AD, 1989), "Bossanova "(4AD, 1990) e " Trompe le monde "(4AD, 1991).

Tom Waits admirador do grupo, poderá ser o produtor do novo álbum.

Os Pixies fizeram no dia 13 de Outubro, 2010 o concerto mais longo de toda a sua carreira. Tocaram 33 canções - uma por cada mineiro - e ainda dois encores.

Os Pixies subiram ao palco cinco minutos antes de todos os mineiros terem chegado à superfície e esse foi o pretexto que transformou o concerto no Teatro de la Cúpula, em Santiago, capital do Chile, "num dos concertos com mais sentido entre todos os que já fizémos", de acordo com declarações de Frank Black.

TERRENCE MALICK

Mallick nunca dá entrevistas, nunca se vislumbra uma foto dele há mais de 20 anos.

Malick é muito tímido, mas acredito que seu filme fala por ele", disse Sarah Green, da equipa de produção do filme.

"Terrence quer estar envolvido com o processo de fazer o filme, mas não com sua venda", explicou Brad Pitt, que também pecou pela ausência de Sean Penn, que estava no Haiti.

Pode ser, mas isso já se agregou ao marketing do seu cinema. Ele é o director que não aparece, como o escritor J. D. Salinger, de O Apanhador no Campo de Centeio, que também preferia a obscuridade. A justificativa oficial é que Malick não dá entrevistas para não influenciar o público, que deve descobrir os seus filmes sozinho.Digamos, "anonimato" alimenta o mito.

Foi a segunda vez, na história do festival, que o vencedor não subiu ao palco. Nos anos 1970, o director turco Yalmaz Guney, de Yol, não recebeu a Palma porque estava preso pela ditadura do seu país.

O director de 67 anos, que fez apenas cinco filmes em quase quatro décadas e foi coroado o melhor director no evento em 1978, por Dias de Paraíso.

A Árvore de Vida, de duas horas e 17 minutos de duração, dividiu a crítica em Cannes, que o qualificou de "obra-prima" ou de "porcaria", e que só esteve de acordo em elogiar seu director de fotografia, o mexicano Emmanuel Lubezki.

Produzido e protagonizado por Brad Pitt, o filme "Tree of Life", do enigmático cineasta americano, foi o vencedor do 64º Festival de Cinema de Cannes. A filha de Liv Ullman e Ingmar Bergman, a escritora sueca Linn Ullman integrou o júri que atribuiu a Palma de Ouro a A Árvore da Vida, "Tree of Life".

O longa-metragem mistura belas imagens da criação do Universo com as experiências de um menino de 10 anos, que cresce com um pai autoritário e uma mãe solidária e simpática no Texas, na década de 50.

O filme, que tem Sean Penn como destaque, chama a atenção especialmente pela bela fotografia, que leva o espectador aos confins do tempo e espaço, além de levantar perguntas sobre a religião e o sentido da vida, temas que caracterizam a obra do misterioso diretor de 67 anos, que raras vezes aparece em público.

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