06/12/2009

THE RESIDENTS - Ten Little Piggies

The Residents estiveram na "berra" e bastantes criativos na primeira década do novo milénio, com um monte de novos álbuns, uma campanha bastante extensa reedições e retrospectivas como a compilação Kettles of Fish compilation.E a julgar pela compilação futurista "Ten Little Piggies, eles não estão a abrandar em nada. Ten Little Piggies referidos são realmente dez projetos diferentes que podem ou não serem lançados (na verdade, a partir da data de lançamento no final de 2009, um par dos projectos foram lançados somente como downloads e Ughs ! recebeu um lançamento físico). É completamente uma mistura. Vários desses projectos revisitam os anteriores, albums instrumentais como Tweedles e Voice of Midnight, que são interessantes porque esses álbuns foram inicialmente conduzidos de forma narrativa e a música era quase secundária. E COMO NÃO ABRANDAM MESMO ( INCRIVEL EU NÃO CONHEÇO NENHUMA BANDA NO MUNDO ASSIM TÃO CRIATIVA, aparentemente, também estão a trabalhar num Re-Imagined álbum, Duck Stab.

THE RESIDENTS - Is Anybody Out There (2009)

Is Anybody Out There? (2009), a primeira vez que se conseguiU ver a cara do vocalista/performer, foi no concerto em Espanha. Agora neste DVD vem a confirmação que naquela foto quando foi visitar uma exposição no museu em Nova Iorque, ele estava lá, e passou despercebido..............

THE RESIDENTS - THE UGHS

THE UGHS! é um sketchbook musical de Voice of Midnight.
1. The Ughs (2:20) 2. The Dancing Duck (4:18) 3. Floating Down The Nile, Part 2 (5:48) 4. Squeaky Wheels (3:11) 5. The Lonely Lotus (6:12) 6. Rendering The Bacon (5:15) 7. The Horns Of Haynesville (9:58) 8. The Wondering Jew (6:04) 9. Charlie Chan (4:05) 10. In The Dark (10:22) Total 56:13

THE RESIDENTS - ARKANSAS

O ultimo disco de originais Buny Boy estava um pouco incompleto. Alguns podem não ter tido conhecimento deste facto, porque quem foi ao show da tourné de Bunny Boy,(eu fui) ouviu-se músicas que não estavam presentes no registo. Este inclui algumas demos e versões diferentes, extensões da saga apartir da experiência de Bunny Boy. Além disso, este apresenta uma foto der Harvey na capa!. É mais uma edição limitada da RALPH a 500 cópias numeradas há mão,em embalagem Digipak. Também está disponivel uma nova camisola Santa Dog e só serão aceites pedidos até 6 de Dezembro, se perder esta oportunidade, ambas não estarão disponível novamente.

MARILYN MANSON

Marilyn Manson afirma ser o "the best" anunciou planos para tocar três dos seus clássicos albums ‘Holywood’, ‘Mechanical Animals’ e ‘Antichrist Superstar’ em noites separadas nos Estados e em algumas datas na Europa .

MILES HUROSKY - BEULAH

Miles Kurosky,singer/songwriter, ex-líder dos Beulah, vai lançar o seu primeiro álbum a solo, The Desert Of Shallow Effects, estará nas lojas a 9 de Março, 2010.

ROBERT SCHNEIDER

Robert Schneider,passou a maior parte da década passada como o rosto público da Elephant 6, Neutral Milk Hotel, The Olivia Tremor Control e The Apples In Stereo, anunciou o seu “heavy psych side project”, Thee American Revolution, através do famoso colectivo Elephant 6. O album tem 10 canções "garage psych" , e intitula-se Buddah Electrostorm.

LIAM GALLAGHER

Liam Gallagher tornou público o seu amor e afecto pelo irmão, e ex-membro da banda Oasis, Noel Gallagher. Ainda que Liam tenha dito no passado que nunca mais iria falar com o irmão, o vocalista revelou os seus verdadeiros sentimentos no lançamento da sua marca de roupa, Pretty Green, na loja Selfridges em Manchester. «Ele está a seguir o seu caminho, nós estamos a seguir o nosso, e desejo-lhe toda a sorte», afirmou Liam para a Sky News. «Não lhe desejo nada de mau, sou irmão dele. Amo-o até à morte». No entanto, deixou um aviso a Noel afirmando, «Não lances [o álbum] no mesmo dia [que nós], porque nós te venceremos». O ex-vocalista dos Oasis vai começar a gravar disco (semi) a solo e tem "um milhão por cento de certeza" de que as suas canções serão melhores que as da antiga banda. Depois do fim dos Oasis, Liam Gallagher parece determinado em andar com a sua carreira a solo para a frente. Em entrevista à MTV italiana, divulgada pelo NME.com, o vocalista confirma que tem estado a trabalhar com Gem Archer, Andy Bell e Zak Starkey (também ex-Oasis) num álbum que deverá sair em Julho de 2010 .

IGGY POP - a invasão pacifíca

No(cama) palco com Iggy Pop. Iggy manda, o people obedeçe.

MORRISSEY a garrafa, os hamburgers e a sua ilha

O cantor Morrissey em Abril,saiu a meio do seu concerto no festival Coachella, nos EUA, em protesto contra elementos do público que estavam a comer carne, noticia o site «Contact Music».Vegetariano declarado, parou a música que estava a cantar e saiu do palco dizendo aos presentes: «Eu consigo cheirar carne humana e Deus queira que seja humana».Alguns minutos depois, o cantor voltou ao palco e continuou a sua apresentação. «O cheiro de animais queimados está a deixar-me doente. Não consigo tolerar isso», rematou ao regressar ao palco para terminar a sua actuação. Em Outubro Morrissey foi hospitalizado na sequência de um colapso em palco no Oasis Leisure Centre, em Swindon, no Reino Unido. Uma piada sobre hamburgers e Hamburgo acabou da pior maneira com Morrissey a expulsar um fã do concerto que deu em Novembro naquela cidade alemã. Morrissey tinha apenas interpretado o tema «This Charming Man» e estava ainda a meio de «Black Cloud» quando durante o concerto em Liverpoll,(Novembro) alguém entre o público resolveu atirar uma garrafa à cabeça do cantor. O ex Smiths, parou de cantar, despediu-se e abandonou o palco, apesar de os fãs terem pedido que regressasse.O valor dos bilhetes para o espectáculo foi restituído aos presentes que assim o desejaram. Agora do programa Desert Island Discs daBBC Radio 4, revelou já ter pensado no suicídio no passado. O músico considera-o um acto «honrado», disse que já tinha pensado em controlar a sua própria morte. «Penso que a auto destruição é um acto honrado. Sempre pensei que fosse. É um acto de grande controlo, e compreendo aqueles que o cometem», explicou Morrissey à apresentadora Kirsty Young. «Tenho um fascínio pela brevidade da vida e como as pessoas utilizam o seu tempo, porque todos conhecemos a verdadeira ¿queda`», disse Morrissey. «É tão inevitável como eu e tu estarmos agora aqui sentados agora, e que quando chegar a terça-feira tu, Kirsty, já não aqui estarás». «Este facto todos nós o sabemos, e trazemos isso bem presente em mente e em tudo o que fazemos; eu acho fascinante a maneira como as pessoas gastam o seu tempo», acrescentou. Noutra parte do programa, o vocalista teria de escolher um objecto para levar para uma ilha deserta. Morrissey fez duas escolhas, dizendo que: «Levaria ou uma cama, porque gosto de me deitar; ou um saco de comprimidos para dormir, porque iria talvez necessitar de fazer uma saída rápida». Morrissey no mesmo programa escolheu as 8 músicas favoritas que levaria para uma ilha deserta : 1 - New York Dolls - "(There's Gonna Be A) Showdown" - "Acho que eles mudaram tudo, e sou muito agradecido por isso", diz Morrissey.- Too Much Too Soon 2 - Marianne Faithful - "Come and Stay with Me" - "Eu subia na mesa e cantava essa música quando tinha 6 anos, o que é bastante pervertido da minha parte, se você prestar atenção na letra" - Tears Go By/Stay With Me 3 - Ramones - "Loudmouth" - "Acho que o mundo é uma bagunça hipnotizante... o que nos leva a essa música, aos Ramones" - Ramones: All the Stuff 4 - Velvet Underground - "The Black Angel's Death Song" - "Ouvindo Lou Reed nos Velvet Underground estamos, na verdade, ouvindo o WH Auden do mundo moderno, não em forma de poesia impressa, mas de barulho gravado"-The Velvet Underground & Nico 5 - Klaus Nomi - "Der Nussbaum" Klaus Nomi: The Collection 6 - Nico - "I'm Not Saying" Compositor: Gordon Lightfoot 7 - Iggy and the Stooges - "Your Pretty Face is Going to Hell" Raw Power 8 - Mott the Hoople - "Sea Diver"- "É uma faixa que me faz sentir carregado, emotivo, triste" Compositor: Ian Hunter All the Young Dudes

OK Go


WTF?

OK Go | Vídeos de Música do MySpace
Novo álbum dos OK Go, Of The Blue Colour Of The Sky, será lançado a 12 de Janeiro, 2010.WTF?” é o primeiro single do Terceiro album da banda.

KINKS

Os Kinks quando lançaram o clássico The Village Green Preservation Society, no final de Novembro de 1968, enfrentaram não só a concorrência, mas a abundância - Electric Ladyland de Jimi Hendrix, a estreia dos Led Zeppelin estréia, e os Rolling Stones, com Beggars Banquet.

YO LA TENGO

"Nuclear War" Tocaram esta musica no the Fillmore em San Francisco, enquanto protestos sobre a Guerra do Iraque em 2004.

ATP NEW YORK 2010

The Stooges to Play Raw Power at ATP NY 2010; Panda Bear to Play Matt Groening ATP Edition. Iggy and the Stooges performer do imortal Raw Power, de 1973, os stoner metal legends Sleep, tocam o segundo álbum da banda Sleep Holy Mountain, os Mudhoney Superfuzz Bigmuff Plus Early Singles, e os Aussie proto-grunge, The Scientists tocam o seu Blood Red River, de 1983. No All Tomorrow's Parties (ATP) inglês, o curador do próximo ano é o famoso criador dos Simpsons/Futurama, Matt Groening (também escreveu a biografia dos The Residents) dias 7/9 de Maio de 2010- antes do fim de semana da curadoria dos Pavement, já anunciou as bandas: Daniel Johnston, The Raincoats, The Residents, Panda Bear, Anni Rossi, Shonen Knife, Ruins, Boredoms, Broadcast, Deerhunter, Danielson, Anni Rossi, James Blackshaw, Toumani Diabate, and Amadou and Mariam.

Lightspeed Champion

Já roda pelo You Tube o primeiro single "Marlene" de Lightspeed Champion, sai a 25 de Janeiro pela Domino. O novo álbum, Life Is Sweet! Nice To Meet You é lançado a 1 de Fevereiro.

PROJECT / OBJECT - FRANK ZAPPA

Project / Object terá pela primeira vez em 25 anos, como convidados especiais - Ike Willis & Ray White. Estas vozes surpreendentes e originais eram claramente favoritos de Frank Zappa, gravou e andou em tourné com um deles ou ambos, de 1976 até sua última tourné, em 1988. Juntos criaram algumas das actuações mais memoráveis da música de Frank Zappa & Project / Object vai se reunir para os fãs, tocando músicas que são conhecidas, assim como canções que gravaram juntos de clássicos álbuns de Zappa. Ike Willis é o lendário vocalista e guitarrista de Zappa, cuja carreira começou com Frank no papel de "Joe" no álbum Joe's Garage. Viajou com a banda de Zappa em 1978 e apareceu em todas as turnês de Zappa, e em todos os álbuns até á morte trágica de Frank Zappa. Ike teve um papel integral na ronda final de Zappa em 1988, alguns dizem que foi a sua passagem mais histórica e rica que ele representou para sua base de fãs com várias gravações ao vivo. Ray White é um cantor soul/rock e guitarrista de blues, mais conhecido como um membro de ensembles em tourné de Frank Zappa. Foi convocado para banda no Outono de 1976, sendo apresentado na guitarra e vocais, formando uma memorável parceria e harmonia vocal com Ike Willis entre 1980 e 1984. Também articipou nos álbuns de Zappa em New York, Joe's Garage, Tinsel Town Rebellion, You Are What You Is e muitos outros. Ray já trabalhou em jam sessions com os grupos- KVHW e Umphrey's McGee desde a sua contribuição para a banda de Zappa, e, mais recentemente, no Verão de 2007 Ray White juntou Dweezil Zappa como convidado especial para a Zappa Plays Zappa Tour. Uma das maiores habilidades de Frank Zappa foi o seu incrível sexto sentido em identificar algo de mágico em cada um dos músicos que contratou. Reconhecendo isso - Project / Object continua a singular missão de apresentar a música como ela foi gravada, mas também de respeitar e desenvolver a criatividade "ao vivo" aspecto que Zappa priveligiava na sua banda. A banda esforça-se para permanecer fiel à visão de Frank constantemente desafiando os músicos e o público. Além de Ike Willis & Ray White, muitos outros "alunos" acompanharam Zappa na sua banda: Napoleon Murphy Brock, Jimmy Carl Black, Don Preston, Bunk Gardner, Denny Walley, Mike Keneally, Arthur Barrow, Ed Mann, Roy Estrada, Billy Mundi e até mesmo Al Malkin. Outros notaveis artistas que já colaboraram com o mestre inclui-se: Phish's Jon Fishman, Capt. Beefheart/Jeff Buckley, Gary Lucas, Chuck Garvey, Al Schnier,Jim Loughlin, o New York e líder da big band "Zappologist" Ed Palermo, Dweezil Zappa, e o baterista Jerry Cucurullo. Em cada novo "mercado" que visitam, os PROJECT / OBJECT convertem os curiosos em fãs dedicados. Eles querem recordar aos mais velhos fãs de Zappa a maneira que costumava ser e deixar aos fãs mais jovens, que nunca tiveram a experiência de ver e ouvir um show de Zappa, o quanto era memorável, mágico e inesquecivel. Eu não me canso de repetir que fui um dos que viveram e sentiram essa alegria, de o ver e ouvir ao vivo.IRREPETÍVEL, infelizmente.................. Project/Object Holiday Tour Dezembro - 2009 27 Sun Sellersville Theatre Sellersville PA 28 Mon 8x10 Club Baltimore MD 29 Tues Rex Theater Pittsburgh PA 30 Wed Beachland Ballroom Cleveland OH 31 Thurs Mac's Bar E. Lansing MI Janeiro - 2010 1 Fri Martyrs Chicago IL 2 Sat Martyrs Chicago IL 3 Sun Miramar Theater Milwaukee WI 5 Tues Appalachian Brewing Co. Harrisburg PA 6 Wed River Street Plains PA 7 Thurs BB King Blues Club New York NY 8 Fri Regatta Bar Cambridge MA 9 Sat Revolution Hall Troy NY 10 Sun Toad's Place New Haven CT

WHAT´S UP Content Imagination

What´s Up? Content Imagination.Desde o primeiro álbum de covers de músicas clássicas da Nintendo e do músculo rock underground, dos The Advantage, esperava-e que eles tentassem um album de composições originais com o mesmo espírito.O recém-formado grupo fixado em Portland, What's Up?, (apesar do nome infeliz - fundado pelo The Advantage Robby Moncrieff, ajudou a produzir Bitte Orca dos Dirty Projectors),por várias vezes a foi chamada de prog, art e math rock, género que passou por muitas reformas, mas a sua definição mais ampla é sempre baseada em dois elementos gerais: composição e qualidade do som. usica Musica instrumental rock, video game-ish prog rock, similar a The Advantage, Hella, Anamanaguchi.

05/12/2009

B. FACHADA + SAMUEL ÚRIA

2009 pode bem ficar como o ano de B. Bernardo;fachada. Bernardo Fachada diz que não é herdeiro da tradição portuguesa do folclore, mas descobriu já a sua própria tradição: "perguntei ao sangue a minha tradição / e o sangue respondeu-me esta canção". Poderá não corresponder exactamente aquilo que se esperava de uma coisa chamada "tradição", trata-se simplesmente de uma folk urbana. Bernardo Fachada surgiu na Merzbau com o EP Até Toboso.Com a edição de Mini CD –produzido por Walter Benjamin e Sings the Lusitanian Blues (ambos 2008, Merzbau)e Viola Braguesa, (FlorCaveira, Merzbau, 2008), foram já publicadas algumas canções que revelavam alguma consistencia. A confirmação chegou com o homónimo B Fachada editado recentemente. Outro album que marca o ano na musica Portuguesa, e por tudo o que Samuel Uria foi lançando ao longo dos anos em edições obscuras de CD-Rs, compilações, e por videos ao vivo no You Tube, o disco de estreia intitulado Nem Lhe Tocava, era uma das edições mais aguardadas de 2009. Se António Variações fundia Braga e Nova Iorque, Samuel atravessa Dylan e Paião, Vitorino e Waits. Chamava-se O Caminho Ferroviário Estreito, era o primeiro disco em 2003 da FlorCaveira sem Tiago Cavaco (nome de baptismo de Guillul). Reunia 15 canções gravadas pelo baptista Samuel Úria, e passaria despercebido das atenções durante cinco anos. Até que em 2008 um público mais vasto o descobriu e tornou-se um objecto de culto. Hoje está esgotado, como o EP Em Bruto. Agora, o cantor lança Nem Lhe Tocava, um primeiro disco "sério", em parceria com a Valentim de Carvalho. O cantautor refere que para 2010 "Devo editar o disco que gravei no 10 de Junho já em Fevereiro" referindo-se ao álbum que compôs e gravou em directo para a Internet há uns meses. Será um CD-R e só será vendido em concertos e no site da FlorCaveira. Para além disso, o seu futuro é uma incógnita. "Chegámos a um certo patamar sem saber como lá fomos parar. Não sei o que vai acontecer no futuro, podemos ser surpreendidos e podemos não o ser. Não sei...". A FlorCaveira surgiu no final do Século passado com o desejo de fazer discos. Existem 14. Pertencem a um grupo de artistas tão diminuto talentosos e amigos uns dos outros. A saber: - Tiago Guillul - Guel, Guillul & o Comboio Fantasma (2000-2003) - B Fachada (aquisição de 2008) - Borboletas Borbulhas - Jerusalém - João Coração (aquisição de 2008) - Os Lacraus - Manuel Fúria (artista gravado pela FC mas que pertence ao catálogo da Amor-Fúria) - Os Ninivitas - Os Pontos Negros - Samuel Úria - Samuel Úria & as Velhas Glórias. A FlorCaveira não precisa de mais artistas. Estes chegam. As suas edições são de 500 exemplares, mil no máximo. Para as adquirirem ou se tornam amigos dos artistas, ou assistem a um concerto ou escrevem um e-mail para florcaveira@gmail.com. Os artistas da FlorCaveira são cristãos sérios. Promovem activa e intermitentemente mensagens religiosas com fins proselitistas (actualização de 2008: o catálogo compreende agora também 2 católicos e 1 pagão).

Barreiro Rocks Festival: 2009

Mais uma edição do Barreiro Rocks, o melhor festival Garage Rock'n'Roll em Portugal.O festival decorre nos dias 11 e 12 de Dezembro no Grupo Desportivo Ferroviário no Barreiro. O preço dos bilhetes varia entre os 15 euros (um dia) e 20 euros (dois dias). O ex-Cramps e Gun Club, Kid Congo Powers (nome artístico de Brian Tristan, regressa ao nosso país depois da passagem pela Galeria Zé dos Bois em Lisboa, no passado mês de Maio, chegou a fazer digressões com Nick Cave & the Bad Seeds, participou no mais recente disco dos portugueses Dead Combo, "Lusitânia Playboys") e Tav Falco's Panther Burns são as estrelas internacionais mais conhecidas. 2009 11 Dezembro 22.00h – Singing Dears (Barreiro, Portugal) 23.00h – Destination Lonely (Perpignan, França) 00.00h – Tokyo Sex Destruction (Barcelona, Espanha) 01.00h – Kid Congo & The Pink Monkey Birds (Washington, EUA) After: 02.30h – [D-66] (Londres, RU) 03.30h – Los Santeros (Chihuahua, México) 12 Dezembro 22.00h – Shake Shake & Show Me Your Pussy (Alcobaça, Portugal) 23.00h – The Sullens (Barreiro, Portugal) 00.00h – Jon Ulecia & Cantina Bizarro (Pamplona, Espanha) 01.00h – Tav Falco's Panther Burns (Memphis, E.U.A.) After: 02.30h – ALTO! (Barcelos, Portugal) 03.30h – Los Chicos (Madrid, Espanha) Nas duas noites, conta ainda com a presença já habitual do norte-americano DJ Shimmy.

Annick “The Morbid Chef” Giroux

Esta colecção de deliciosas receitas favoritas de base por bandas de heavy metal de todo o mundo, Annick “The Morbid Chef” Giroux, declara guerra à junk food, para uma festa especial de metal pesado com um variado cardápio de mais de cem receitas de trinta países, incluindo o pudim de Yorkshire da Inglaterra, Beer Pizza Crust da Alemanha, Spaghetti Barracuda da Itália, Fårikål da Noruega, Churrasco do Brasil, Country Lamb Exohiko da Grecia, e Bife com Cogumelos à la Jack Daniel's dos Estados Unidos. Os pratos são lendários, e assim são as bandas. Dispondo de um menu completo de saborosos aperitivos, lanches, almoço, jantar, vegetarianos, frutos do mar, sobremesas e bebidas, para as receitas contribuíram membros do thrash metal Sepultura, Kreator, Anthrax e Nuclear Assault, o proto-metal heavy rock dos Thin Lizzy, Judas Priest, Uriah Heep; the slow-cooked doom dos Pentagram e Saint Vitus; a extreme cuisine dos pioneiros do underground Autopsy, Death, Repulsion; e dos chefes Noruegueses do black metal Mayhem e Gorgoroth, Abigail, Abscess, Accept, After the Bombs, Alcoholic Rites, Amebix, Anthrax, Anvil, Armored Saint, Arphaxat, Atomizer, Autopsy, Bastardator, Bëehler, Blackfire, Blasphemy, Brutal Truth, Budgie, Bulldozer, Cauldron, Children of Technology, Control Denied, Countess, Cruachan, Dantesco, Deadmask, Death, Death SS, Deiphago, Denial of God, Tygers of Pan Tang....

The BLUE HUMANS

The Blue Humans - Clear to Higher Time, 1993. Rudolf Grey, Alan Licht, Tom Surgal, convidados Jim Sauter (Bobertomagus) e Arthur Doyle, produção de Thuston Moore

Jim O’Rourke and Thurston Moore

Jim O’Rourke & Thurston Moore: Senso, 2009. Uma explosão sem forma de feedback de guitarra e electrónica,numa maratona de improvisação livre. WHITE OUT Linn Culbertson e Tom Surgal satisfazem a mania ainda selvagem de 1986, Nova York, em frente do CBGB, durante um show dos Big Black Trio (Steve Albini). Eles foram apresentados pelo ex-baterista dos Sonic Youth e Richard Edson, depois de descobrir o fascínio mútuo com a marginália avant-garde, No Wave, Free Jazz, Noise Rock... Surgal tocou bateria toda a sua vida influenciado pela energia majestoso de Elvin Jones, bem como a insolência primal de Bradley Field( Teenage Jesus & The Jerks). Linn tinha saído dos modernos estudos XX 20 composição em Madison, Wisconsin. Em meados dos anos 90s White Out havia se tornado um dos mais interessantes da cena, no cada vez mais deslumbrante movimento contemporâneo da música improvisada. (Logo no início Thurston Moore tinha introduzido Tom Surgal, a lenda da guitarra Rudolph Grey o incendiario projecto Blue Humans, incorporando Thurston na segunda guitarra ao lado de um ainda jovem Alan Licht). Ecstatic Peace lançou o primeiro CD White Out Red Shift, em 1995, em 2001 lançou Drunken Little Mass, uma gravação surpreendente com o multi-instrumentista aclamado e teórico de música (e, ao mesmo tempo, membro do Sonic Youth ) Jim O'Rourke. ATP (All Tomorrows Parties)a label britanica lançou the China Is Near em 2005, com O’Rourke, e a magia de William Winant, um renomado percussionista que trabalhou com John Cage, Iannis Xenakis, e Cecil Taylor, bem como como estando envolvido no infame trio com Surgal e Moore. Senso é uma gravação ao vivo em dois shows no anunciado e fechado, Tonic club em NYC a 18 de Dezembro de 2004. Uma noite com O'Rourke e Moore, que havia tocado com White Out, mas nunca em conjunto, a definir os controles para uma viagem de espírito elevado.

KURT VILE

Philadelphia singer/songwriter Kurt Vile faz parte de um grupo de recém-chegados á Matador, uma turma de caloiros que também inclui os spooky synth-poppers Cold Cave e sunny new romantics Girls. Mas Vile difere significativamente no estilo desses com um som que se inspira fortemente no rock clássico e folk de Neil Young, a Bob Dylan, Bruce Springsteen, Skip Spence, ou Tom Petty. Em Childish Prodigy a sua estreia na Matador, terceiro álbum nos últimos dois anos, sente-se algum rock obscuro dos anos 70, revelando um novo cantor da velha América. Kurt Vile, no my space cita como influencias - cocaine in my brain, juicy juicy juice, neil young, crazyhorse, suicide, the dead c, charlie patton, blind lemon jefferson, mississippi john hurt, blind willie johnson, furry lewis, fred mcdowell, harry smith anthology, robert johnson, lightnin hopkins, john fahey, doc watson, hank williams, townes van zandt, bob dylan, the fall, bobby neuwirth, the stooges, iggy, the ramones, the stones, the kinks, cluster, morton subotnick,... foi guitarrista dos indie-rockers The War on Drugs, continua a tradição do rock underground americano com Childish Prodigy, mais diversificado do que os seus antecessores álbuns a solo- Constant Hitmaker e God is Saying This to You, lançado em 2008, em obscuras editoras.

Primavera Club 2009 em Madrid e Barcelona

Os nuestros hermanos continuam á nossa frente. Estrella Damm Primavera Club 2009 em Madrid e Barcelona, a versão invernal de Estrella Damm Primavera Sound terá lugar de forma simultânea em Madrid e Barcelona de 9 a 13 de Dezembro. O evento musical chega á quarta edição com uma programação distribuida por multiplos recintos. Os songwriters Will Johnson & Jason Molina, e Cass McCombs, o anti folk vitaminado de Jeffrey Lewis & The Junkyard, o indie rock obscuro dos The Black Heart Procession, Health, o folk rock dos Port O´Brien e Cymbals Eat Guitars, a americana freak Deer Tick, Health com a sua visão de rock moderno, e o nu-disco dos Wave Machines, Place To Bury Strangers, Beach House, Kid Congo and the Pink Monkey Birds, Kurt Vile & The Violators, Little Joy, Marissa Nadler, Neon Indian, Tara Jane O'Neil, Ted Leo & The Pharmacists, The Ladybug Transistor, The Pastels são algumas das propostas que te podem levar a dar o salto até aos nossos vizinhos. Para quem quiser comemorar um natal musical diferente os lugares elegidos para as actuações em Madrid são: Florida Park, Círculo de Bellas Artes, Caracol, Neu! Club (Galileo Galilei), Nasti y Wurlitzer Ballroom. Em Barcelona: Apolo, La [2] de Apolo, Bikini, Be Cool, Sidecar, Jamboree y Monasterio.

Who Shot Rock n ´Roll: A Photographic History, 1955 to the Present

Jimi Hendrix e Wilson Pickett
O Museu de Brooklyn, New York, oferece-nos a oportunidade de desfrutar algumas das mais vibrantes imagens da musica até 31 de Janeiro. A historia fotográfica do rock´n´roll de 1955 á actualidade, "Who Shot Rock & Roll: A Photographic History, 1955 to the Present". São 175 fotografias retratadas pelas lentes de 105 profissionais conhecidos, como Diane Arbus, ou Annie Leibovitz. Pode-se ver Jimi Hendrix, Madonna, Ramones (na foto)e Mick Jagger, com um rosto de felino, entre outros.

Cascais Jazz - All Jazz 2 Abril de 2002

20 e 21 de Novembro de 1971. Estava-se em plena “primavera marcelista”. Era Outono e por toda a Lisboa não se falava noutra coisa! Alguns jornais, rádio e mesmo a televisão interrompiam a costumeira verborreia institucional para antecipar o I Festival de Jazz de Cascais! Em abono da verdade, este era de facto o segundo evento do género em apenas quatro meses. Que o Agosto anterior tinha já visto reunir, num acontecimento não enquadrado pela Mocidade Portuguesa, Nossa Senhora de Fátima, o futebol ou qualquer instituição bafienta mais ou menos naftalinizada, mais de uma dezena de milhar de jovens, em Vilar de Mouros, para um Festival de Música onde os cabeças de cartaz eram os Manfred Mann e o (então) jovem Elton John!. Apesar do sucesso, o Vilar de Mouros teria segunda edição apenas dez anos depois. A organização estava a cabo de um trio composto por Luis Vilas-Boas, João Braga e Hugo Mendes Lourenço, mas inquestionavelmente Vilas-Boas, o sócio n.º 1 do Hot Club de Portugal, era a cabeça do Festival. O programa era de tal forma ambicioso, que fez dele o mais importante dos festivais de Jazz de sempre, até hoje: o quarteto de Ornette Coleman (com Charlie Haden, Ed Blackwell e Dewey Redman), o Jazz eléctrico de Miles Davis (em septeto com Keith Jarrett e Gary Bartz), Joe Turner e Dexter Gordon, Phil Woods And His European Rhythm Machine (Gordon Beck, Ron Mathewson e Daniel Humair), os Giants Of Jazz (com Dizzy Gillespie, Thelonious Monk, Sonny Stitt, Kai Winding, Al Mckibbon e Art Blakey) e ainda um quarteto nacional, “The Bridge”, composto da vedeta Kevin Hoidale nos teclados, o contrabaixista Jean Sarbib, um tal de Adrien Ransy na bateria e um saxofonista que dava pelo nome de João Ramos Jorge, que mais tarde adoptaria o nome por que ainda hoje é conhecido, Rão Kyao. Os organizadores poderiam contar inúmeras histórias, as peripécias rocambolescas do que significou realizar um Festival de Jazz em 1971. Umas histórias contarão como os sponsors retiraram o apoio em cima da hora, deixando o festival inteiramente a descoberto (apenas tendo sido salvo pelo sucesso de bilheteira), ou como aparecia o fadista João Braga ao lado de Luis Vilas-Boas na organização do Cascais Jazz. Mas talvez que a mais contada da histórias seja a de Charlie Haden: curiosamente o único músico branco do quarteto de Ornette Coleman, o contrabaixista dedicou uma das composições aos movimentos de libertação de Angola, Moçambique e Guiné. E mais não foi necessário para se desencadear um enorme pandemónio: era o momento por que aguardavam os militantes da extrema esquerda para encher o pavilhão de panfletos contra a guerra colonial, enquanto os quase dez mil assistentes se manifestavam ruidosamente. A polícia de choque que estava estrategicamente colocada na rua ao lado do pavilhão achou da mesma forma que esta era a sua deixa “para molhar a sopa” e resolveu invadir o recinto. Felizmente o pavilhão estava cheio que nem um ovo e àquela hora já ninguém conseguiria entrar nem que tivesse bilhete! No fim da noite, a PIDE aguardava Charlie Haden e Luis Vilas-Boas que se revolvia a explicar que não tinha tido nenhuma culpa no sucedido e que tal se não voltaria a repetir. Várias horas se passaram até o “Vilas” conseguir autorização para a segunda noite do festival, com a promessa de ser este o último festival de Jazz em Portugal (as coisas não se passaram assim e em 1972 ocorreria a segunda edição). Entre os vários argumentos, prevaleceu o bom senso: estavam em Cascais, literalmente acampados, dez mil jovens, e iria ser muito complicado desmobilizá-los da sua intenção de assistir ao concerto dos “Giants Of Jazz”! Quanto ao Charlie Haden, depois de umas horas no calabouço, valeu-lhe a sua qualidade de cidadão norte-americano e a intervenção da embaixada dos EUA que convenceram a PIDE a oferecer a viagem grátis, com direito a escolta VIP, até ao Aeroporto da Portela. Charlie Haden não mais entrou em Portugal antes do 25 de Abril de 1974, mas de qualquer forma, não seria o Vilas que o contrataria, que por pouco lhe tinha acabado o festival, logo no seu primeiro dia. Luis Vilas-Boas nunca mais quis ouvir falar de Charlie Haden. Para a maior parte da assistência, maioritariamente jovem, estes dois dias foram o seu baptismo no Jazz. O que ali se passou marcaria de certa forma os gostos de toda uma geração. Entre Ornette, Miles Davis, Giants of Jazz e Pilll Woods, a música de Miles leva claramente vantagem pela aura de misticismo e modernidade que a envolvia, embora seja de admitir que poucos terão percebido verdadeiramente o que ali se tinha passado. Este não era claramente público do Jazz, mas o Jazz colheu aqui a simpatia de muitos milhares de jovens. Vale a pena notar como a escolha de Luis Vilas-Boas era bastante criteriosa e mesmo audaciosa, ao pretender realizar um festival que espelhasse as diversas tendências do Jazz que se fazia na altura. Por outro lado, uma relação próxima com George Wein, o patrão do Newport em digressão, facilitava-lhe a tarefa da programação. A primeira noite foi dedicada ao Jazz moderno, enquanto a segunda alinhava mais pelo mainstream. O Jazz “eléctrico” de Miles Davis tinha surgido apenas dois anos antes com “Bitches Brew” e a formação que tocou em Cascais continha ainda uma componente “africana”, com dois percussionistas além do baterista. Keith Jarrett foi fantástico! tocou rodeado de teclados e a cabeleira enorme foi o contraponto às intervenções de Miles. A figura de Miles passeou-se lentamente pelo palco vestido de reflexos prateados e suor. Mesmo para quem já alguma vez tinha ouvido o som de uma trompete, aquela coisa era mesmo muito estranha! Miles era a personificação da modernidade do Jazz e o público assim o entendeu. Ornette era o profeta do Free Jazz e a intervenção de Haden estava de acordo com os ideólogos que ligavam intimamente o advento do Free Jazz e a Revolução iminente (“Free Jazz/ Black Power”, Philippe Carles, e Jean-Louis Comolli). Provavelmente pouco da assistência terá compreendido o que se passou (de música falando) no palco da intervenção do quarteto de Ornette Coleman, Mas isso também não era muito importante. Ornette foi caótico, demolidor, free! Mas o final de Sábado ainda reservaria a Cascais uma boa surpresa com a actuação de Dexter Gordon, que tocou acompanhado de um grupo português composto por Marcos Resende no piano, Jean Sarbib e Manuel Jorge Veloso na bateria. A seguir foi a vez do hard-bop peculiar da “European Rhythm Machine” de Phil Woods que contaminou o pavilhão com o seu ritmo avassalador. Músicos como Daniel Humair fazem sempre a diferença e Woods estava auge da sua energia. Poucos se terão apercebido de que pelo palco do segundo dia do festival passavam verdadeiras lendas do Jazz. E se o bop tinha já 30 anos, Dizzy Gillespie continuaria a fazer bons discos e os Messengers de Art Blakey seriam ainda por muito tempo a fábrica de talentos que haveria de gerar, por exemplo, os irmãos Marsalis. Mas Monk retirar-se-ia das lides pouco depois e o bebop pertencia, de facto, já por essa altura, à história. Os “Giants of Jazz” eram de certa forma o canto do cisne do bop. Devo confessar que, também no que me respeitava, o festival era uma verdadeira overdose para quem ouvia Jazz pela primeira vez na vida (de tudo, aliás, e não apenas de Jazz). Da noite de Domingo, dos “Giants Of Jazz”, recordo as bochechas e a alegria de Dizzy Gillespie e a energia contagiante de Art Blakey, mas ignorei quase inteiramente Thelonious Monk ou Sonny Stitt. A ajudar a impaciência do público, os concertos começavam sempre tardíssimo e entre cada grupo mediava com frequência uma hora, que a organização aproveitava para fazer passar alguma publicidade. As mudanças de equipamento eram um desastre e o público não poupava nos assobios. Comparado com o profissionalismo e a velocidade com que hoje qualquer anónima banda muda todo um palco, aquilo era mesmo o paleolítico... Do lado da plateia e das bancadas imperavam os coloridos, as barbas, as jeans, os charros e o álcool, os panfletos, ruído, irreverência, amor, juventude e uma alegria muito grande. Os bancos eram duros e frios (cimento) e o fumo coabitava com o barulho. Nas duas noites passaram pelo Pavilhão do Dramático Cascais mais de quinze mil pessoas! O pavilhão, esse, era um mastodonte frio e surdo, de acústica deficiente. E a acrescer às condições acústicas, havia a impossível situação visual de uma boa parte da assistência que estava colocada numa das bancadas por detrás do palco. Se se souber que a parafernália do septeto do Miles Davis tinha vários metros de altura de colunas e aparelhagem de toda a espécie, poderá perceber-se o que (não) viu essa fatia da assistência... Com tudo isto, quatro grupos por noite, confusão, entusiasmo, histórias rocambolescas e atrasos intermináveis, a hora de acabar o festival era muito próxima das cinco da manhã... Mas a organização – previdente – tinha providenciado um comboio especial de regresso à capital. E acreditem que era mesmo muito estranho, em 1971, passear por Lisboa às 6 da manhã! Irrepetível e inesquecível, ele foi o mais importante festival de Jazz de sempre em Portugal!Miles Davis by Nuno Calvet E se é verdade que o Hot Club de Portugal tinha já por essa altura 20 anos de idade e que a rádio passava até, desde 1966, cinco minutos de Jazz por dia, o I Festival Internacional de Jazz de Cascais foi verdadeiramente o primeiro encontro do (grande) público português com o Jazz. Leonel Santos Publicado em All Jazz 2 Abril de 2002

MILES DAVIS - CASCAIS 1971

O momento mágico de Miles Davis O primeiro a subir ao palco, nessa distante noite de 20 de Novembro de 1971, foi Miles Davis. Foi o próprio trompetista que fez questão de ser o primeiro a tocar, num concerto lendário, que ficaria na memória dos 10 mil espectadores presentes, uma audiência que só superada pelo Festival de Vilar de Mouros, realizado quatro meses antes. "Foi um dos melhores momentos da história do festival. O público escutou-o em silêncio e depois, no final, explodiu num imenso aplauso. Foi algo de mágico", lembra Duarte Mendonça. "Eu e o Villas Boas já o tínhamos visto cerca de 10 anos antes, num festival em França, em que chegou ao palco acompanhado de uma banda de miúdos, que ninguém conhecia de lado nenhum" (risos). Eram eles Herbie Hankock (piano), Ron Carter (contrabaixo), George Coleman (Sax) e Tony Willians (bateria). "10 anos depois estava a vê-lo novamente, mas desta vez em Portugal, num concerto em que tocou trompete com pedal de distorção, uma coisa nunca antes vista." Não podia haver melhor começo para um festival que, mesmo assim, poderia ter visto a sua história terminada logo nessa noite, quando, durante o concerto do saxofonista Ornette Coleman, o baterista Charlie Handen dedica o tema Song for Che aos movimentos de libertação de Angola e Moçambique. A maioria do público, no qual se incluíam nomes como Amália Rodrigues, Adriano Correia de Oliveira, Alexandre O'Neil ou Zeca Afonso, levantou-se imediato num aplauso ao músico, com muitos dos espectadores a levantarem o punho cerrado em saudação comunista. A polícia de choque ameaçou intervir, mas o espectáculo continuou. Quanto ao músico, foi levado para os calabouços da PIDE e depois entregue pelas autoridades à embaixada americana, para ser repatriado. As ameaças de cancelamento acabaram por não se concretizar e o festival lá prosseguiu na segunda noite, mas sob a condição de estarem presentes, entre o público, algumas centenas de agentes da PIDE, que tiveram o privilégio de assistir a outro dos momentos históricos do Cascais Jazz, a actuação do supergrupo Giants of Jazz, que incluía nomes como Thelonious Monk ou Dizzy Gillespie. "No tempo da ditadura o festival era visto e vivido como um espaço de liberdade. O que explica também a grande afluência de público. Até os músicos ficavam admirados com tanta gente", recorda Duarte Mendonça. Ao longo de 18 anos, primeiro no Dramático de Cascais e depois no Pavilhão dos Salesianos, o Cascais Jazz trouxe a Portugal alguns dos maiores vultos da história do jazz, como Sara Vaughan, B.B. King, Charles Mingus, Sonny Rollins, Toots Thielem. "Os músicos estavam desejosos de vir, porque eram sempre muito bem recebidos pelo público. No início as pessoas iam mais pelo espírito que propriamente pelo jazz, mas depois muitos ficaram fãs. Não tenho dúvidas que há hoje muito mais gente a gostar de jazz por causa deste festival." A ideia surgiu-lhe há dois anos, durante uma tarde de praia no Algarve. "Questionei-me sobre o que teria acontecido à marca Cascais Jazz. Quando cheguei a Lisboa, liguei para o Instituto de patentes e registei a marca e o logotipo", lembra. Em seguida contactou Maria Helena, a viúva de Villas-Boas, que apoiou de imediato o projecto. Tal como aconteceu com a Câmara de Cascais, que vai aproveitar a ocasião para homenagear Villas-Boas, desaparecido há 10 anos, com uma sessão solene antes do concerto de abertura, a cargo do veterano saxofonista americano Lee Konitz. "Para esta primeira edição o objectivo é reavivar o espírito original do Cascais Jazz", desvenda Duarte Mendonça. Para isso, o produtor foi buscar alguns dos músicos que passaram pelo antigo festival. "Tudo gente de idade avançada, como eu, mas que continuam, ainda hoje, a tocar em grande forma", refere. São os Guests of Honour de um cartaz que inclui ainda nomes da nova geração e representantes do jazz nacional. in Visão

CASCAIS JAZZ - SÉCULO XXI

São muitas as memórias do Cascais Jazz, o festival que, de 1971 a 1988, trouxe até Portugal alguns dos maiores nomes do jazz mundial.Em 1971, João Braga e Luís Villas-Boas ( o "pai do jazz em Portugal") conseguiram iludir a censura e realizar finalmente o sonho de organizar um grande festival de jazz. Com um cartaz de luxo, que faz ainda hoje qualquer fã desejar ter nascido umas décadas mais cedo, só para poder ver, no mesmo palco, lendas como Ornette Coleman, Miles Davis, Dizzy Gillespie ou Thelonious Monk. O Cascais Jazz representou uma verdadeira pedrada no charco no marasmo cultural e social do regime de então. "Foi uma coisa de loucos. O Pavilhão do Drámatico não tinha as mínimas condições. O chão era de terra ( passado dez anos, 1981 já não o era quando fui ver os The Clash) e a instalação eléctrica foi colocada de borla, quase na véspera, pela empresa do engenheiro Azevedo e Silva, para quem eu trabalhava na altura. Se não fosse ele não teria havido festival", recorda com humor o produtor de concertos de jazz Duarte Mendonça, 78 anos, co-organizador do Cascais Jazz a partir de 1974 e agora responsável pelo seu ressurgimento em versão século XXI. Mais de duas décadas depois, o Cascais Jazz está de regresso. O festival foi recuperado este ano pela mão do programador Duarte Mendonça, responsável também pelo Estoril Jazz. Nos dias 4, 5 e 6 de Dezembro, presta-se homenagem à memória do seu criador, Luís Villas-Boas. Do cartaz deste ano destacam-se os regressos do saxofonista Lee Konitz, de 82 anos, que actuará na abertura do festival, tendo como convidado o guitarrista português André Fernandes. O trompetista Jack Walrath, que tocou em Cascais com Charles Mingus, é o convidado do concerto do contrabaixista Zé Eduardo, no sábado. No mesmo dia, o jazz contemporâneo ficará por conta das cantoras Dena DeRose e Ingrid Jensen. O Cascais Jazz 2009 terminará com um ensemble de notáveis do jazz, no projecto Cascais Jazz Legends, que integra para a ocasião Phill Woods (saxofone), Lew Soloff (trompete), Cedar Walton (piano), Rufus Reid (baixo) e Jimmy Cobb (bateria), músico que participou há 50 anos na gravação do álbum “Kind of blue”, de Miles Davis. Em complemento aos concertos, no Centro de Congressos do Estoril estará patente uma exposição com todos os programas oficiais do Cascais Jazz entre 1971 e 1988, que revelam os artistas que passaram pelo Dramático de Cascais. Está prevista ainda a projecção de filmes e vídeos realizados nesses anos do festival.

JACKASS nova versão em 2010

Sequelas de «Zombieland» à paródia aos filmes de mortos-vivos, e «Jackass» serão agora rodados a 3 Dimensões. Bam Margera, Johnny Knoxville, Wee Man, Steve-O, Chris Pontius, Preston Lacy, Ryan Dunn, Ehren “Danger” McGhehey e Dave England, todos os malucos que você adora da série da MTV estão de volta, a fazer coisas que nunca ninguém os deixaria fazer na televisão!. Há algum tempo que os fãs que gostam de ver incidentes reais com muito humor, esperavam que a série ganhasse mais uma versão. O polémico programa deixou a sua marca na MTV, em 2002 e 2006 viraram filmes, agora, ano novo e vida nova, desejam brindar os seus fãs com mais um, desta vez feito em tecnologia 3D. Bam Margera, um dos mais populares e mais sucedidos membros do grupo, revelou em Setembro à revista finlandesa Iltalehti que as gravações para o próximo filme começarão em Janeiro de 2010. A confirmação veio de Steve-O, durante um programa de rádio: “Eu fui avisado para descansar pro Jackass 3, que começa a ser filmado em Janeiro”. A Paramount e a MTV Films esperam que isso aconteça no segundo semestre. Jeff Tremaine, o criador do programa, será o director, e a produção de Spike Jonze. Johnny Knoxville, nome artístico de Philip John Clapp (actor norte-americano de comédia e stunts performer que desempenha perigosas acrobacias) também já está garantido na sequela.

CINEMA - George Clooney, C. Eastwood,Morgan Freeman

George Clooney e Morgan Freeman foram os melhores actores e Clinton Eastwood o melhor realizador de 2009 para a Associação Nacional de Críticos de Cinema dos Estados Unidos. Clooney impressionou no papel de um executivo solitário em ”Amor sem Escalas“ e Freeman, como Nelson Mandela em ”Invictus“, de Clint Eastwood, que foi eleito o Melhor Director. “Amor sem Escalas”, de Jason Reitman (Juno) foi escolhido como Melhor Filme do ano.

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