23/04/2008

MUSIC REVIEWS


Pela primeira vez a cerimonia anual britanica pisa o solo Americano.Espera-se actuações dos Lemonheads, Carbon / Silicon, ofender Você Que É, sim?, E de uma reunificação de todos os originais de linha de Jane's Addiction, que estão juntos apenas para o mostrar os prémios. Os anfitriões serão Jim Jeffries e Har Mar Superstar.por outro lado,pode-se assistir ao vivo no Myspace 9pm pst. Mas para chegar ao tapete vermelho chega cedo, começa ás 7pm pst.O vencedor é:
Indie/ Alternative Band Of The Year:
Foo Fighters
Kings of Leon
The Killers
My Chemical Romance
The White Stripes

Best Indie Alternative Solo Artist:
Ryan Adams
Beck
Andrew Bird
Albert Hammond Jr
Cat Power

Best Indie/ Alternative Track:
Foo Fighters “The Pretender”
The Killers “Tranquilize”
LCD Soundsystem “All My Friends”
My Chemical Romance “Teenagers”
The White Stripes “Icky Thump”

Best International Indie Alternative Solo Artist:
Feist
MIA
Kate Nash
Jamie T
Amy Winehouse

Best International Indie/ Alternative Album:
Arcade Fire Neon Bible
Arctic Monkeys Favourite Worst Nightmare
Babyshambles Shotter’s Nation
Klaxons Myths Of The Near Future
Radiohead In Rainbows

Indie/ Alternative Album Of The Year:
Foo Fighters “Echoes Silence Patience And Grace”
The Hold Steady “Girls And Boys Of America”
The Killers “Sawdust”
Kings Of Leon “Because Of The Times”
The White Stripes “Icky Thump”

Best New Indie/ Alternative Band:
Band Of Horses
Black Kids
MGMT
Paramore
Vampire Weekend

Best American Indie/ Alternative Live Act:
Foo Fighters
The Killers
Kings of Leon
My Chemical Romance
Queens Of The Stone Age

DON CABALLERO







Formados em Pittsburgh,os Don Caballero são uma banda que se move por territórios post-rock, math-rock, com o nucleo em grande parte ao redor da bateria e composição do trabalho de Damon Che. A sua linha original foi arredondado pelo guitarrista Ian Williams, e pelo guitarrista e baixista Mike Banfield e Pat Morris. A estreia em álbum foi com o lendário produtor Steve Albini,1993, e apresenta as suas complexas estruturas" jazz-tinged". Matt Jencik passaria a ser o novo baixista do grupo para o segundo disco «Don Caballero 2», vulgarmente considerado hoje como a sua obra-prima. Após mais dois lançamentos, o grupo começou a falhar em 2001 Williams deixa de se concentrar só nos Don Caballero, dedicou-se aos seus projectos experimentais Storm & Stress. Wlliams e Che com membros dos Uzeda formaram os Bellini. Che recentemente reformulou os Don Caballero com uma formação totalmente nova,em 2006.
LIKE THIS TRY THIS:
-Volta do Mar
-Fantomas
-U. S. Maple

HUGO LARGO







Em 2006 foi reeditado a obra-prima dos Hugo Largo «drum»1987 ,um album marcante na minha juventude.Dissipada a euforia no-wave que se seguira ás influentes marés punk e new wave que haviam dominado as atenções da produção musical ( fim dos anos 70 inicios 80)a baixa de N.Y. em meados de 90 era um terreno de ensaios de uma nova musica.Em oposição a esta tendencia surgem os Hugo Largo nascidos entre o ex colaborador de Glenn Branca,Tim Sommer e acantora Mimi Goese(até á altura trabalhava nas artes performativas)aos quais se juntaram Hahn Rowe e Adam Peacock.O grupo logo se afirmou por uma identidade diferente-abdicar de guitarra em favor de dois baixos,e violinos,em episodios pontuais utilizaram guitarra e bateria..Num tempo de descobertas de uma musica de raiz pop mas de alma sobressaiu o catalogo da 4AD (This Mortal coil,Dead Can Dance,Cocteau Twins)e as comparações nem sempre precisas traçaram-se imediatamente.A musica dos Hugo Largo atraiu atenções e gerou culto logo editado o EP de estreia de 87 produzido por Michael Stipe (quatro temas sob o titulo «drum» integradas no album com o mesmo nome tornando-se numa das perolas da decada.art-rock minimalista,voz teatral, grande personalidade e de irreverencia de Mimi Goese.Esta musica vivia entre afinidades com a cultura rock e as galerias de arte com uma musica não rock que se escutava em Laurie Anderson ou Philip Glass.

FAUN FABLES


Dos projectos surgidos nesta decada tenho um especial interesse,/descoberta por«transit rider» dos Faun Fables ,a fábula encenada , de tradições miticas «folclore»cantada por esse movimento de opostos que é o nascimento/morte. Tudo está em movimento os elementos estão em guerra desde sempre.O estranho universo em que faz sentido falar dos Faun Fables é tanto em Kurt Weill como folk Inglesa desenvolvem um mundo seu,baseado no folk rock e os seus mitos raízes. Isto dá uma estranha espécie de folk rock bastante estranho e inventivo,teatro de tradição musical hall e do folk rock Britanico dos anos 70 e certamente se enquadra no domínio Wyrd Folk. Declarar as suas influências no folk rock Britanico de 70s como Perhacs,The Roche Sister,e os Art Bears .FF é uma experiência verdadeiramente única como o seu teatro /trabalho dá-lhes uma vantagem que alguns grupos não conseguem, e não é por acaso que a primeira canção se chama «birth»,centra-se na celebração do movimento nascimento/morte, luz/trevas.O album foi enquanto peça de teatro,uma "song cycle" na voz de Mc Carthy.A banda no fundo resume-se a duas pessoas, Dawn McCarhty e a Nils Frykdahl tambem conhecida por pertencer aos SleepyTime Gorilla Museum(uma das minhas bandas favoritas).O disco parte de uma guitarra acustica ,percussões antigas , orgãos ,flautas ,cravos ,cordas, uma balada Weilliana por vezes estruturas jazzisticas.Musicalmente é mais um registo de camara em que o jazz e o "funk" se encontram,estão proximos dos Tower recordings dos discos teatrais de onde saiu «he drift» de scott Walker e tambem me lembram o teatro surreal,os sonhos dos Tiger Lylis(banda que eu vi em Serralves em 2007)

WIRE















A ideia do punk era optima ,mas trouxe erros,criou preconceitos contra toda a musicaimaginativa(tudo que tivesse mais de três acordes era posto de lado) glorificou imbecis ,pelo meio muito se perdeu.Chamaram-lhes punks,mas eles eram marginais á sua época,herdeiros do krautrock,experimentais ,rock celebral.Em Março o velhinho Top of The Pops programa onde toda a variedade de musica popular que atingia o top das tabelas de vendas do Reino Unido era apresentado ao vivo a cores e em playback.E por entre as tardes de domingo uma banda constituida por três raparigas e um rapaz todos vestidos de preto tocam a musica «connection»a banda chama-se Elastica ,e pilhavam o riff de guitarra de «three girl.rumba«terceiro tema de Pink Flag o disco de esteia dos Wire.Colin Newman só reclamou quando viu Justine Frishchman,a vocalista dizer num programa de televisão que lhe tinha pedido autorização(o que era mentira).Depois da estreia dos Suede trazerem as guitarras herdadas aos Smiths de voltaos Blur fazerem a pop quase perfeita e imaginativa,os Oasis recuperavam os Beatles e os Mods sem muita imaginação,a juventude Britanica recorria ás influencias da new wave e pos-new wave de finais de 70 e principios de 80.Em 1977 surgiu o punk,os Sex Pistols em Inglaterra,os Talking Heads ,Television e um ano mais tarde os Pere Ubu nos E.U. Colin Newman tinha como referencia os Captain Beefheart e os Velvet,nada de Stooges,juntou os Wire num metodo muito particular:chamou para a banda as pessoas que conhecia ,e que gostassem desses tipos,não tiveram problemas de admitir que não se gramavam quando se conheceram,apenas queriam tocar musica com alguem que não tocasse bem(uma forma de não haver lutas de poder).Inicialmente eram a banda de suporte de George Gill,mas depois de este ter um acidente,aproveitaram para lhe dar guia de marcha,já que Gill gostava de pub-rock.Fecharam-se numa cave e colocaram em pratica o que Gill lhes tinha ensinado,começaram a tocar musica som escassa tecnica mas com muita imaginação.Num concerto dado na Alemanha (DVD«on the box)a 14 Fevereiro de 1979 pouco tempo antes de editarem o terceiro disco «154»ninguem se mexe,só Colin Newman agita os braços ,Bruce Gilbert na segunda guitarra está completamente parado,Robert Gotobed, o baterista parece um robot,Bruce não fosse estar em pé pensar-se-ia que estava morto.Mis uma curiosidade do DVD,os Alemães no publico estão todos calados,coisa rara na epoca punk.Gilbert numa entrevista á Mojo em 2006 disse:«não eramos adolescentes praguejadores,irritantes e arrogantes ,bem eramos arrogantes mas bastante contidos e silenciosos»meninos de escola de arte.Em 77 assinam pela EMI e logo mostram que são diferentes das restantes bandas punk.,entra o produtor da EMI,Mike Thorne que destetava o rock´n roll e eles gostavam que ele não gostasse de rock´n roll,estimolou-os a usarem pedais de distorção,fazerem experiencias com tempos estranhos criar camadas sonoras e a usar teclados coisa pouco usada na ética punk do Reino Unido.Os Radiohead,R.E.M, My Bloody Valentine e os Big Black(todos dizem que os Wire forma umas das influencias) nasciam ali.numa banda que estava mais interessada nos Can-Faust-Cluster.Passam de banda não punk que sintetiza o melhor da new wave, criado com linhas de baixo "dubby"guitarras,percussões estranhas,sintetizadores distorção,ecos,reberberações, melodias acessiveis e estética indie(é aqui que nasce o "indie") demonstrando a versatilidade da banda,que mal sabia tocar.Apesar dos muitos meritos de «chairs missing» os fãs costumam dedicar.lhe menos atenção que a «154» com alguma razão «154» é ao lado de « modern dance» dos Pere ubu,«closer» dos Joy Division o album seminal da banda.Colin Newman tem editado albums a solo,toca nos Githead(Robin Rimbaud(aka Scanner)Max Franken e a esposa ex:Minimal Compact Malka Spigel. Entre 90-96 Colin e Gotobed formaram os WIR
.Dos Wire fica a musica que ainda hoje é uma aventura ,a banda separou-se,depois uniu-se em 1987,durou até 1991(foi nesta altura que os vi ao vivo-grande concerto) voltarm em 2003,e voltaram ás ferias.Trinta anos depois são ainda ao lado dos Pere Ubu,Red Red Krayola,Can, Faust e os This Heat as grandes bandas que nos fazem gostar de musica,a que alguns chamam de rock.
Os WIRE são o nome mais forte deste ano do Serralves em festa
O novo Lisbon Calling vai trazer a Portugal,Meatloaf e os B52(pela primeira vez em Portugal) os Stranglers e Marillion,a 26 de Junho Pavilhão Atlantico organizado pela tourné e Musica ni Coração.

21/04/2008

BLACK ANGELS-B52-SIMON JOYNER-ENO/BYRNE-REVIEWS




Já ouviram falar dos Comsat Angels??Na mitica discoteca de Matosinhos/Leça (existe á mais de 50 anos)chamada BATÔ,o reconhecido Dj Chibanga quando passava Comsat Angels, Blancmange, The The,Pylon, the Sound, Clash,B52,The Call Chameleons.........toda agente regressava á pista para dançar/ouvir sim porque era o unico sitio que passava musica alternativa(isto á 25 anos atrás!!!)Foi reditada a obra completa de uma das mais obscuras e importantes bandas do post-punk.Em «Rip It Up and Start Again:post-punk 1978-1984»como deven saber é a enciclopedia,a obra dereferencia publicada po Simon Reynolds,não lhes dedica uma linha.É preciso ir ao site «faber.co.uk»para nos anexos que Reynolds aí decidiu na secção «post-punk esoterica» se descobrir uma palavra aos Comsat Angels,enquanto rivais dos Gang of Four.Reynolds que tem sempre razão,falhou o alvo porque que distingiu a banda de Sheffield ,cujo nome foi retirado de um conto de J.G.Ballard,não fica por aqui«on the beach» do primeiro album alude ao livro homonimo de Nevil Shutle,e o titulo da colecção de sessões para a BBC «time considered as a helix...» provem de uma short-story de Samuel R. Delany - (estas correcções foram escritas por João lisboa)A banda com a sua singularidade,pouco comparavel a qualquer outra da época assegurou-lhes um lugar cativo de culto mas tambem os lançou na obscuridade.«waiting for a miracle«1980 e «sleep no more»1981 merecem ser colocados a par de «unknown pleasures»dos Joy Division,«heaven up here/porcupine» dos Echo and Bunnymen,«jeopardy«the Sound,«the correct use of soap»Magazine e de «entertainment» dos Gang of Four no quadro de honra do post-punk Britanico. Areedicção conta ainda com o ainda bom album «fiction» e a recuperação de 79-84 para o p+rograma de John Peel.Depois fora da Polydor é menos interessante,a musica dos Comsat Angels vivia do jogo/tensão entre a bateria tribal á (Maureen Tucker) de Mik Glaisher, a intensidade da guitarra de Steve Fellows,os teclados quase »krautrock" de Andy peake e o baixo d eKevin Bacon alem da intensidadwe das letras psicóticas de Fellows.A descobrirem.





Nos principios dos anos 80, quando comecei a ter algum dinheiro disponível para comprar musica, um album que me marcou foi «My life in the bush of gosths »,não sabia o que tinha em mãos, nem o que estava a ouvir. Em 1979 na mesma altura em que Holger Czukay e os Can se entregavam ás suas «ethnic forgeris» os Talking Heads tinham acabado a digressão de « Fear of Music».Biryne e Brian Eno encontraram-se para ouvir discos daquilo que ainda ninguem chamara «world music». Os antecedentes que Eno reivindica nos textos do "booklet" que acompanha a reedição de « My life......»(acrescentado de um filme de Bruce Conner), eram Cage, Pierre Schaffer, Steve Reich, Stockhausen, musica Africana ,Árabe,funk, Dub, e o Roots -Reggae. Inventaram o «sampling» sobre ritmos densos minimais, vozes étnicas pregadores radiofonicos «foud vocals» acabando por lhe dar o titulo de um romance do Nigereano Amos Tutuola, que nenhum deles havia lido. Um classico absoluto.Imprescindivel.

Juntos Novamente. Quase três décadas desde que trabalharam juntos nos Talking Heads, e 27 anos depois do lançamento original de «My Life in a Bush de Ghosts,». Após realizar com Paul Simon a 9 de Abril o evento na Brooklyn Academy of Music ,Byrne disse ao NME, "os actuais planos incluem "acabamento de um registo com Brian Eno, um músico que eu trabalho já á 30 anos. Nós fizemos um conjunto de canções que será editado brevemente".

O Daily Swarm relata que a nova colaboração Byrne/Eno sairá via Nonesuch antes do final de 2008. Entretanto, Byrne está ocupado e preocupado com a hipoteca crise económica dos E.U. e Eno está á trabalhar com os U2, e também colaborou no próximo álbum dos Coldplay.


Os Islands vão percorrer toda a América do Norte em tourné nesta primavera e verão ,Nick Thorburn e co. ,estarão na estrada para apoiar o "sophomore" próximo álbum da banda« Arm's Way».



Não é defender os "outsiders" como sendo os puristas e os independentes na musica popular urbana, mas á algo que chama a atenção em Simon Joyner.Tem 40anos começou a gravar discos em 1993,para pequenas editoras,sem querer saber se serão 10 ou 20 mil tipos a comprar-lhe os discos,não faz digressões e raramente dá concertos.Qualquer coisa relacionado com não comprometer a sua arte com não corromper a sua inspiração pela banalização do acto criativo, pormenores... Joyner gravou até agora 7 albums, um EP, um disco de versões de obscuros cantores folk, e estrelas-Phil Ochs, Kris Kristoferson,. o album «beatiful losers» reúne 21 canções editadas entre 1994-1999. Descobre-se Conor Oberst, seu conterraneo de Omaha, Neil Young, Skipe Spence(de quem eu tenho uma obra-prima na minha colecção de cds),alguem que Devendra Banhart terá ouvido na sua formação, e Donovan. Há algo de especial em Simon,não só por dar boas entrevistas, mas por ter um discurso inteligente, e conhecimento da obra de Dylan,Woody Guthrie,Beatles,Pavement ou dos Velvet Underground.O espirito eremita os versos das canções "you´re a fearful man/your eyes dance along the landscape/looking for the best place to roam" ou "this is a not songs/this is one those vivid dreams/this is not a song/but the music´s just the same" os elogios,só vem aumentar o culto em volta da sua personagem.



Os B52 sempre foram uma banda simpática,lembram-me memorias passadas, experiencias, tardes em que nos reuníamos em casa de colegas para ouvir musica , falar, revelar as nossas bandas favoritas......bons tempos,(hoje está a desaparecer). Os B52 regressam 16 anos depois de um grande período de inactividade, mas nunca deixando de dar concertos. Com um novo trabalho de originais lançaram «Funplex». Os dois primeiros discos de originais foram muito estimulantes numa banda que nunca tiveram muitos seguidores,com uma atitude descomplexa, muito humor ,visual "kitsch" e de sonoridades pop/new wave/electronica dançavel, misturada pelas guitarras "funky" de Fred Schneider, e das vozes sexy cativante da dupla- Kate Pierson e Cindy Wilson. Não vêm reinventar nada mas é sempre bem vindo o regresso dos estimulantes B52.

Desde as suas primeiras notas, o humor foi definido: deliciosamente escuro e lascivo eles fazem o tipo de música, em que o termo psychedelic nasceu para os descrever.O vocalista Alex Maas lembra o trágico "frontman" Jeffrey Lee Pierce, dos Gun Club mas ao vivo ele consegue transmitir uma presença mais próxima de Jim Morrison. Simultaneamente introvertidos mas com "verve", tem um timbre vocal semelhante a Richard Ashcroft. Som, fluido erupção em wah-wah', ruído, guitarras de reminiscentes de uns Spacemen 3, Loop, groove dos Queen of Stone Age, rebeldia de Brian J. Massacre, 60s psychedelics, muitas vezes comparados aos Velvet.

DANNY COHEN-RALPH CARNEY-SANDY DILLON

















O feiticeiro de Oz para hospicios.Quando comprei «we´re all gunna die» de Danny Cohen senti que tinha em mãos um album surreal,estranho.Segundo consta a historia Danny nunca bateu bem da cabecinha,havendo allguns(poucos)registos de concertos dos anos 60 que acabavam com ele a atirar fezesw para o publico.Há pouquissima informção,mas o que se vai transmitindo o homem se terá tornado um eremita ostracizado pela industria e comparsas.Em boa hora a Anti resolveu dar-lhe uma chance de gravar e não os desiludiu,antes se encontra a obra de um compositor versátil capaz de juntar os diferentes generos,digamos que estamos perante um VanDike Parks nos arranjos mas mais interessado nas sombras,um Tom Waits.Os metais ,campainhas,dão entrada a uma voz cava,apitos,orgãos,motivos havaianos,harpas,violinos acordeão, dão lugar a uma guitarra balanceada por uma especie de folk psicadélica misturada por country beatlesco como se tocada por Captain Beefheart,todo num cenario de banda sonora de teatro surrealista.Um "film-noir",musica de circo com efeitos toxicos,opiáceos ligeiramente psicadelicos.Não é luz nem é sombra.Um classico inclassificavel que todos deviam conhecer e comprar.Eu fiz a minha parte.
















Sandy Dillon é das personagens da cena musical que apesar de já ter gravado sete albums e por vezes rodear-se de notaveis musicos como Hector Zazou entre outros,nunca gerou o estatuto de culto(já o merecia,pelo lado mais ou menos lendário ou compensado por menores vendas).É obvio a associaçaõ que lhe fazem ao universo de Tom Waits,explora o «swamp-blues« tal como Captain Beefheart os desconstruiu da atmosfera das baladas reduzidas ,os despojos do jazz segundo a inversão das regras de Monk ou Mingus e das «torch-songs»meias esquizoides da feira da ladra David Coulter(director musical).as presenças de Davi Coulter(director musical)e de Ralph Carney (seu companheiro de "route")de Tom Waits nas recentes produções em «the black rider»escuta-se um album onde esse caldo de cultura se multiplicam por inumeros portadores de genes retirados a«felt mountain»Goldfrapp,a Janes Joplin ,Velvet,Bessie Smith e aos Portishead




















Como já referi tenho tendencia para gostar de artistas bizarros,e inclassificaveis.Hoje vou falar de Danny Cohen,Ralph Carney e Sandy Dillon(fazem parte dos meus cds favoritos ,que tenho em casa).Ralph é um multi-instumentista, ele é único, saxofone e clarinete seu principal instrumento, mas tambem canta e toca, panpipes,Jews harpa,musicais, teclados, guitarra, percussão e produziu alguma da mais divertida música que provávelmente já o ouviram em qualquer lugar .Nasceu em Akron Ohio 1950's...profissionalmente a primeira banda foi os TIN HUEY(juntamente com Chris Butler, que mais tarde formou os Waitress)tendo algum exito na Warner Brothers editando um álbum de culto-clássico em 1979 intitulado «Contents Dislodged During Shipment»antes de se tornar no "homem corno"para contratar os Swollen Monkeys no início dos 80's, que incluia o futuro patrão da Shimmy Disc,a lenda Mark Kramer(Shockabilly e Bongwater duas das minhas bandas preferidas) e o saxofonista Mars Williams dos Psychedelic Furs.Passou a maior parte das últimas 2 décadas a atravessar o mundo, no palco e em estúdios com os the B52's,Tom Waits(apareceu com Tom Waits no concerto filme "BIG TIME") Oranj Symphonette,Jonathan Richman,Danny Cohen, Jim White, david Thomas,Bill Laswell,Daevid Allen ,Victoria Williams, Galaxie 500, Elvis Costello,Chuck Prophet,Penelope Houston,Marc Ribot, Swollen Monkeys, "Carney,Hild,Kramer", Daeved Allen,Allen Ginsburg, Kathy Acker, toca clarinete Steve Yerkey,Tipsy, William Buroughs,faz parte da nova reedição da caixa "Harry Smith Project"musico de Tom Waits no album "Orphans" gravou algumas faixas com o sobrinho em Ohio ,Patrick Carney do ultimo album dos the Black Keys e gravou todas as"the Stauffenberg cycle"com leituras de Ira Cohen e musica do falecido Robert Creele .Ralph Carney é talvez a personagem mais difícil de descrever (multi-genre, multi-talentoso,pop ,jazz,rock, cantor e compositor )desde o aparecimento de Rahsaan Roland Kirk.Allen Ginsberg disse: "Ralph Carney de" Circle of Fifths" evolui continuamente nos "cornos'da respiração circular" (como os aborígines australianos do Didgeridoo) combinando-voz texto e poder para o tornar na mais perfeita poesia e música que eu já fiz." …As suas influencias vão desde:SunRa,Devo,Can,Faust,Pere Ubu,aos Television a Robert Wyatt Elvis Presley até a Talking Heads e Alber Ayler....

18/04/2008

STEVE ALBINI-BIG BLACK















































Eu sou dos que aprecia Steve Albini, gosto dos Big Black,e gosto muito dos Shellac.Steve Albini (nascido 22 de julho de 1962, Missoula, Montana), é um influente cantor,guitarrista, controverso,provocador, engenheiro de áudio,(tem ganho muitos anti-corpos )e jornalista.Mais tarde um dos mais visíveis os produtores a título subsidiário rock underground, veio a reflectir melhor do que ninguém a definir valores de colégio rock - um forte senso de independência e completa recusa por grandes rótulos ou venda de albums. Na área de Chicago, Albini escreveu para fanzines entre ouvindo os heróis Cheap Trick e bandas funk como os Ohio Players.Foundador da banda de culto dos anos 80 Big Black e Rapeman (1988, com David Wm. Sims e Rey Washam apenas um álbum e um EP )é actualmente membro dos Shellac formado com os colegas produtor / executantes Bob Weston (Volcano Suns) e Todd Trainer (Rifle Sport, Brick Layer Cake). Big Black tornaram-se numa das mais explosivas bandas underground dos E.U. com a força industrial-art funk dos Public Image Limited e Gang of Four .Após a dissolução dos Big Black continuou o seu trabalho de produção rapidamente ganhou uma reputação como um homem com quem é difícil de trabalhar, mas aquele que poderia conseguir o melhor de qualquer grupo alternativa grupo:Pixies, the Breeders,the Wedding Present Tad, Poster Children, e Helmet. Durante 1994-1995, o grupo fez uma pausa por um tempo, e Albini manteve-se ocupado com sua carreira de produção, a trabalhar no segundo álbum dos Grunge rockers Bush, bem como nos LPs dos indie Storm & Stress, Melt Banana, and P.W. Long (formou os Mule)Os Shellac gravam o seu segundo álbum«Terraform »1998 (viu o trio trabalhar no local do surpreendente London's Abbey Road Studios)Albini é fundador e proprietário da empresa Electrical Audio, que opera dois estúdios de gravação em Chicago. Sempre muito activo como produtor , mas ele não gosta e prefere ser creditado como engenheiro de gravação fica satisfeito se não receber nenhum crédito). Contrariamente à prática comum, Albini não recebe royalties para qualquer coisa que ele grave ou misture: que cobra uma taxa fixa por hora. Albini estima ter gravado mais de 1000 albums.Pequena amostra de albums com a intervenção de Steve.

SMEGMATOWERINGINFERNOHOLGERCZUKAY

Já fiz no minimo três colecções de discos,uma das melhores foi quando comprava na «AUDEO»,situada no edificio em frente ao centro comercial Dalas.Estes artistas faziam parte da colecção.Provavelmente não os conhecem e nunca ouviram falar,são dos mais inovadores e influentes musicos da musica contemporanea.Musica do PASSADO ,PRESENTE, e FUTURO








O visionario fundador dos CAN,nascido em Gdansk a 24 de 1938,responsavel pioneiro do "KRAUTROCK" junto com, Neu,Tangerine Dream,Kraftwerk,Faust,Cluster,Harmonia ou os Amon Dull II......exemplar padrão germânico do chamado rock de vanguarda,marcante pulsão rítmica acústica e expressividade criada pelos sintetizadores. Os Can eram formados por músicos da elevada estirpe do percussionista Jaki Liebezeit, do guitarrista Michael Karoli, do teclista Irmin Schmidt, dos vocalistas Malcolm Mooney e Damo Suzuki ou do baixista Holger Czukay apos a dissolução em 1976,enveredou por uma carreira a solo. Um dos meritórios exemplos dessa carreira a solo é o emblemático e sarcástico disco,gravado e editado em 1984, na Alemanha, sob o título Der Osten Ist Rot, que literalmente traduzido para português significa O Oriente é Vermelho. A ideia para a elaboração desse disco surgiu a Holger Czukay em 1983, quando leu, na secção de curiosidades desse ano na revista Stern, um irónico artigo, que reproduzia um Aviso Anti-Rock também durante esse ano publicado na China ,dizia: “Os líderes do Partido Comunista da China publicaram um novo guia cultural, especialmente dedicado à juventude da China Vermelha. Sob o título Como Reconhecer a Música Decadente.Políticos reagiam contra o crescente interesse dos jovens chineses pela música ocidental, devido a ultimamente se registar uma enorme procura de discos de rock e disco sound no mercado negro chinês. Esses atormentados guardiães da cultura revolucionária advertiam os jovens chineses informando-os de que o rock conduzia directamente ao consumo de álcool ,drogas, à violência e à homossexualidade. Frisavam mesmo que a música de Elvis Presley era apenas a expressão de uma confusa e cega excitação. Esse guia terminava com uma série de avisos sobre o mal que o rock poderia fazer à saúde da juventude chinesa.Trabalhou com :Jah Wobble, the Edge, David Sylvian, Brian Eno entre outros, em 1987 lança «Rome Remains Rome»(com o controverso "Bendito Páscoa", que continha um sampler do Papa João Paulo II) gastou a maior parte da década envolvido numa variedade de produção e trabalho. Em 1988 ele com David Sylvian grava «Plight and Premonition»; ano seguinte para Flux + Mutability, Czukay re-formou os Can em estúdio para gravar um novo LP, «Rite Time».

Os Ingleses Andy Saunders e Richard Wolfson - Towering Inferno - começaram a executar Kaddish, uma peça de tematica multi-media sobre o Holocausto, em 1993. (O título é a oração judaica para os mortos). Apesar de violentamente envolvente trabalho,dependente de recursos visuais e visceral conseguir passar para um palco o impacto da amplitude de viver e fazer sentir o seu impacto no publico ,foi um sucesso.Kadish incorpora uma estranha, "dubby" atmosfera,o delicado piano melodico o ranger metálico da guitarra para passagens com atmosfera artística, denso,cativante percussão, "thudding "electro e o destaque de notícias-como vozes -o feto reúne Philip Glass e Allen Ginsberg?. Tomadas no todo, Kaddish é notavelmente horripilante (seu ponto) e, em última análise fascinante (na sua meta)




















Los Angeles Free Music Society-1970.Em 26 anos de existencia os obscuros ,unicos ,contemporaneos dos The Residents e dos Chrome são chamados a "banda sonora"um ritual de fusão de todas e quaisquer musica e não musicas ao nivel do ruido, "the tink" "the boom" "the blap" ,noise experimental de influencias:Captain Beefheart, Sun Ra,Ornette Coleman,Art Ensemble of Chicago,Varese, Raymond Scott,Mothers of Invention e Rock´n Roll.Cada perfoemance é um evento absolutamente vivo/sónico capazes de mudar o modo como uma audiencia vai ouvir,"Y Know´forever". Os terroristas sónicos Wolf Eyes gravaram um album conjunto,andaram em tourné com os Comets on Fire,Ruber O Cement e Wolf Eyes, e em 2005 participaram no Kraak Festival na Belgica, -Les Voutes Paris With Caloliner





LinkWithin

Related Posts with Thumbnails