03/04/2008

KLAUS DINGER


Faleceu a 21 de Março aos 61 anos de insuficiencia cardiaca o co-fundador dos alemães NEU!,e o original baterista dos Kraftwerk antes deles passarem a só usar as baterias electronicas.O seu estilo de tocar bateria definiu o «krautrock»,foi amplamente seguido por um grande numero de musicos,Brian Eno disse«nos anos 70 houve três grandes batimentos-Fela Kuti no Afro-beat ,James Brown no Funk,e Klaus Dinger no Beat»

SBSR


Paolo Nutini, Morcheeba e Brand New Heavies vão actuar a 5 de Julho no Super Bock Super Rock Porto. Com estes nomes, o cartaz fica fechado.
Assim, a 4 de Julho vão estar presentes Xutos & Pontapés (com Orquestra do Hot Club), ZZ Top, David Fonseca, Love & Rockets, Crowded House e Pete Tha Zouk (DJ). No dia,5 Jamiroquai, Jorge Palma, Clã e o Sexy Soundsystem juntam-se aos nomes citados.
O passe para dois dias custa 60 euros e para um 35. Em Lisboa, a entrada para um dia tem o preço de 40 euros e para os dois dias do festival custa 70 euros.
O bilhete que dá acesso aos concertos de Lisboa e Porto tem o preço de 80 euros e está limitado a mil exemplares.

02/04/2008

BARRY ADAMSON


O ex: Magazine e Nick Cave and Bad Seeds, Barry Adamson artista a solo e compositor de bandas sonoras para filmes imaginarios, empresta o seu talento ao novo album «back to the cat»2008, editado no Reino Unido em 31 de Março, nos EUA sai no dia 22 Abril

TRACKS LISTS para o ipod


PARA TOCAR ESTA SEMANA NO IPOD:
-RADAR BROS.-«the follen leaf pages«2007
-PORT´O BRIEN-«the wind and swell»2007
-SIX PARTS SEVEN-«casualty smashed to pieces-2007
-IMANI COPPOLA-«the black a white»2007
-RASPUTINA-«oh perilous world»2007
-RALFE BAND-«sworrd»2007
-ROBOCOP KRAUSS-«blunders and mistakes»2007
-SHAPES SIZES-«sput lips winning hips shiner»2007
-OCTOPUS PROJECT-«hello avalanches»2007,
-ROCK PLAZA CENTRAL-«are we nothorses»2007
-HEAVY TRASH-«going way out with»2007
-WILD CARNATION-«superbus»2006 banda de Brenda Stauter(The Feelies)
-HOME AND GARDEN-«history and geography»1986 ,banda de Scott Krausse Tony Maimone,futuros membros nos Pere Ubu.
-SMACK DAB-«smack dab»2007,banda de Steve Wynn dos Dream Syndicate-Paco Loco dos Australian Blonde e Linda Pitmon (do super grupo )Golden Smog

POLITICA EDITORIAL



























Por entre a enxurrada consumista de novos nomes, artistas/bandas que são lançados pelas editoras chegam todos os dias aos escaparates,comecando a ser dificel para os menos conhecedores escolher as boas bandas e as boas reedições.Não porque aquilo que chega de novo seja bom,quem nos dera que assim fosse,mas porque as novas regras do mercado mais atentas ao lucro facil e rápido,vão silenciando o melhor da memoria pela não edição/reedição de optimos trabalhos.A propria critica hoje se conforma com esta politica editorial,sendo cumplice desta extinsão em que os melhores são dados como desaparecidos.No entanto para os ouvintes à excepções,ou golpes de sorte.
-COUNT FIVE-«psychotic reaction»um classico do garage-rock
-NEW COLONY SIX-«sides»rock`n roll sixty
-MOVE-«shazam»um classico rock
-MAN-«rhinos,winos&lunatics»(similar-Familly Tree),um dos melhores dos anos 70
-THE PEEP SHOW-«mazy:the secret world......»1967 ,folk psicadelico de
-APPLE PIE MOTHERHOOD-«apple pie»prog guitars,folk,rock
-KILLING FLOOR-«killing floor»1969 banda de Mick Clarke
-NUB-«nub»(raro e o ultimo) album da Brit-Pop dos anos 90-SLINT, MOGWAY-...
-THE BETTER BEATLES-«mercy beat»1981 para os apreciadores de Residents e Flying Lizards.
-SPEAR OF DESTINY-«grapes of wrath»magnifico album dos anos 80 de Kirk Brandon após ter encerrado os The Theatre of Hate-indispensavel.
-NICK LOWE-«jesus of cool»pub-rock-new wave,adult-pop.
-BIG DIPPER-«supercluster:the big anthology»1985 Gary Waleyk dos Volcano Suns+Bill Geofrier ex:Embarrasment+Steve Michener dos Dumptruck.
-ED ASKEN-«little eyes»membro dos Gandalf and Mother Pickle
-PETER HOLSAPPLE AND CHRIS STAMLEY-«mavericks» Crish Stamley formou os DB`s(indispensaveis de conhecer)editaram o classico «stands for decibels»81
-THE SCIENTISTS-«swamland: the scientists»os hipnoticos proto-punks Australianos dos anos 80(1978-1987)similar:Gun Club,Birthday Party.....
-GARY NUMAN-«replicas»79,outro classico do lider dos Tubeway Army.
-LAURA NYRO- «more than a new a new discovery»sing songwriter pop à Brodway,jazz,gospel.
-MARVIN GAYE- ««here ,my dear» o mestre da Soul music e do, R & B-um dos albums da minha lista de favoritos é o imprescindivel «what`s going on»um dos melhores albums de sempre da musica popular.
-LES SAVY FAV-«inches»colecção de singles dos new arty-punks de N. Y.
-THE BEAT-THE MONOCHROME SET-THE WALKER BROTHERS-YEYLESS IN GAZA-RONY SIZE/REPRAZENT-LITTLE MINTON-ADORABLE-DURUTTI COLUMN-MARIANNE FAITHFULL-ROSS JOHNSTON.....

01/04/2008

READING FESTIVAL 1990


1990Headliners:
The Cramps, Inspiral Carpets, The PixiesBands include Mudhoney, Nick Cave And The Bad Seeds, Faith No More, Stereo MCs, The Fall, Inspiral Carpets and the Pixies. Jane's Addiction fly all the way to Britain for the weekend only to pull out at the last minute due to "illness" (hmmm, that old chestnut). Sadly, there is no bottle throwing, but there's also no rain and Reading looks more like the indie kids' choice of festival, although Mick Jagger and Jerry Hall are spotted hanging out backstage.Festival prices: Lager is £1.50 a pint, cider £1.50. A cheeseburger sets you back £1.70, fish and chips £2.00. Official T-shirts are £10.
Main :Reading Festival -1990

LES SAVY FAV







Se os Les Savy Fav já faziam parte das minhas bandas favoritas,depois de assistir à performance de Tim Harrington no programa do Conan Ò Brian ultrapassaram as minhas expectativas,foram incriveis,a musica «patty lee» é a musica do ano 2007/2008

MYSTERY JETS


Dizem os manuais de marketing,cada banda deve ter uma caracteristica que a diferencie das outras.No caso dos Mystery Jet o facto é de o vocalista e teclista Blaine Harrison de 21 anos ser filho do guitarrista Henry Harrison,de 56 anos.Provêm de uma zona rural a sul de Londres o quinteto conseguiu criar uma musica de canções que lembram nomes com pedigree,os Pink Floyd,as guitarras dos Wire,XTC,e a folk psicadelica.Não sendo nada de indespensavel é suficiente curioso para se descobrir.
LIKE THIS TRY THIS:
-The Rakes
-The Futureheads
-Maximo Park

MUSICA GRATUITA


O grupoWarner Music está a desenvolver um modelo de distribuição digital que poderá permitir o acesso ao catálogo de que dispões por apenas cinco dólarespor mês (poucomaisdetrêseuros).Oprojecto é deJim Griffin, que esteve já ligado à Geffen e tem sido uma das vozes mais críticas face às actuais políticas da indústria musical.Ao site www.portfolio.com, Griffin revelou que a vontade da Warner é associar uma pequena mensalidade(cinco dólares) à conta da Internet de cada utilizador. Ao mesmo tempo,é garantido o download,upload, cópia e partilha dos ficheiros transferidos. JimGriffin assegura que as receitas geradas por tal modelo podem chegar aos 20mil milhões de dólares (12mil milhões de euros),No entanto, o crescimento do serviço seria progressivo, já que futuros contratos publicitários podem, a curto prazo, tornar a subscrição gratuita,tornando a música do catálogoWarner(que conta com artistas como Madonna,Green Day, Maria Rita,R.E.M. ou Red Hot Chili Peppers) totalmente gratuita.De acordo com as afirmações do próprio Griffin, “é tarde demais para convencer seja quemfor a pagar por algo que épossível obter gratuitamente”.
Lembrou que“quando o controlo de uma entidade já não existe,deve ser transformado em algo colectivo, com apartilha dos respectivos resultados”.Cinco dólares é, para já,o valor dado pela Warner como exemplo mas não será definitivo.De acordo como grupo editorial (que compreende selos como a Atlantic,Rhino,Nonesuch ouMaverick),a mensalidade a pagar será avaliada de acordo como mercado emquestão.Griffin foi contratado a pedidodo presidente da Warner Music, Edgar Bronfman,por um período de três anos, durante o qual projecto terá que ser concretizado.De acordo com o próprio, esta é uma medida para contrariar a tendência do mercado discográfico,cujo volume de negócios diminuiu,em dez anos, de 15
para dez milmilhões de dólares(6,3mil milhõesde euros).
A Fnac está a vender,entre outros albums, os 3 albums dos Joy Division remasterizados a 28 euros.Ainda se vê alguns pseudo intelectuais carregados de CDs,com uma cara de felicidade a olhar de lado , só porque os outros não compram.!!!!!

INFANTE SAGRES-







HOJE REJUVENESCI 20 ANOS AO VER ESTE ARTIGO PUBLICADO NO BLOG:rocknoliceu.blogspopt.com
ainda tenho o bilhete, e assinado por um dos membros dos Equators,fantasticas memorias da adolescencia.
STIFF TOUR-PORTO,pavilhão Infante Sagres:DIRTY LOOKS-ANY TROUBLE-TENPOLE TUDOR-JOE KING CARRASCO-EQUATORS.
"The World's Most Flexible Record Label" era assim que se auto titulava-se uma das editoras mais importantes dos finais de 70 e inícios de 80 , a Stiff Records. Editora que teve algum impacto em Portugal , nota disso , foram as muitas edições em Portugal de discos da Stiff Rec. , Plasmatics , Elvis Costello , Madness etc... Em 1980 a Stiff Records promoveu uma Tournee por essa Europa fora , e Portugal foi contemplado. No concerto de Lisboa como representantes da Stiff foram eleitas 5 bandas , 4 delas ligadas ao PowerPop/Wave e uma ao Reggae.
Suspeitos da New wave/Powerpop : The Dirty Looks , Joe Carrasco e os Any Trouble (a banda de maior nome da lista das 4 bandas),Tenpole Tudor e da facção reggae os The Equators. Todas as bandas tiveram edição em solo português , se dos Dirty Looks saiu o 1º Lp de 1980 (no qual se destaca as músicas 12 o'clock , Let go , Disappearing), dos Joe Carrasco também houve edição do primeiro LP. Dos Any Trouble é que houve uma extensa publicação da sua discografia por cá , desde o 1º lp até ao 4º lp e alguns singles pelo meio.
Os Tenpole Tudor banda inglesa , cujo o front man , Edward Tudor Pole ficou conhecido no filme "Rock n'roll Swindle" ao cantar "Who Killed Bambi?".A banda teve algum sucesso com o single de 1980 , "Swords of a Thousand Men".

MISSING PERSONS











10 GREATS LOST NEW WAVE BANDS-they came from Coventry,England to Hoboken,New Jersey.
-The FLYS-
-ROMEO VOID-
The NERVES-
-GIRLS OUR BEST!-
-The BONGOS-
-The YACHTS-
-The WAITRESSES-
-MODERN EON-
-MANICURED NOISE-
-CULT HERO-

NEW WAVE-SOUNDS






















I GET WILD USA-more songs:
-BLONDIE
-The B-52-
-The ROMANTICS-
-The BRAINS-
-The GO-GOS-
-TALKING HEADS-
-The CARS-
-The PLIMSOULS-
-DEVO-
-The WAITRESSES-
-ROMEO VOID-
-The ZIPPERS-
-The NERVOUS EATERS-
-The FLESTHONES-
-TONI BASIL-
-The NAILS-
-HOLLY &The ITALIANS-
-JOAN JET &The BLACKHEARTS-
-PERE UBU-

NEW WAVE-SOUNDS













THE SOUNDS ,UK,FROM The STREET:
-ULTRAVOX-
-The JAM-
-TONIGHT-
-ELVIS COSTELLO-
-The ONLY ONES-
-XTC-
-The DOLE-
-The POLICE-
-The RICH KIDS-
-EUROPEANS-
-JOE JACKSON-
-SKIDS-
-NEO-
-The PRETENDERS-
-SQUEEZE-
-The TOURISTS-
-SIMPLE MINDS-
-The UNDERTONES-
-The VAPORS-
-The PSYCHEDELIC FURS-
-

NEW WAVE-1978-2008

























Durante os anos 70 e inicios de 80 surgiu uma nova onda musical:New Wave,musica pop pura e simples,retoma as garras desafiadoras e a irreverencia da musica punk(dividiu-se em :post-puk e No Wave)assim como uma fascinação pela electronica,arte,e um new look de estilo.Havia uma enorme diversidade estilistica.Desde os Police,Pretenders,TalkingHeads,Stanglers ,Devo XTC,The Jam,Squeeze,Cars aos B52 à Blondie.Comemora-se este ano o 30th Anniversary.
-20 NEW WAVE GREATS:
-The STRANGLERS-
-IAN DURY-
-XTC-
-ELVIS COSTELLO-
-The ONLY ONES-
-The CARS-
-The BOOMTOWN RATS-
-TALKING HEADS-
-BLONDIE-
-DEVO-
-PENETRATION-
-The POLICE-
-The JAM-
-SQUEEZE-
-SKIDS-
-The UNDERTONES-
-B-52
-The PRETENDERS-
-The PSYCHEDELIC FURS-

THE FEELIES-Boogie,1989-Ruta66,1991











BoogieSummer 1989
SOBRIEDAD POP
By Ladis Montes

La historia de los Feelies es una historia un tanto particular. Llevan muchos años (más de diez) recibiendo inmejorables criticas por todo el mundo aunque su cosecha de tan solo tres discos en este fiempo no resulta precisamente generosa. Pero parece que el éxito está a punto de Ilamar a su puerta (solo a punto).
Antes de venir a Europa habeis actuado junto a Lou Reed por los Estados Unidos.
Me gustó mucho su último disco. Creo que en él Lou recupera su forma de escribir de la época de Velvet Underground, haciendo canciones más sencillas. Posiblemente sea lo mejor que ha hecho desde Coney Island Baby (aunque mucho de aquel material fuera en realidad canciones de VU) y desde luego lo es desde hace mucho tiempo. Es un disco muy divertido. En cuanto a la gira, ha sido para audiencias de entre 3.000 y 6.000 personas. Estuvo muy bien, no tuvimos ningún problema para ser los teloneros; tuvimos todo lo que necesitamos en cuanto al equipo y al tiempo necesario para hacer las pruebas de sonido.
Lou Reed tiene fama de no ser precisamente simpático.
Bueno, esa es la reputación que tiene... Solo le conozco desde diciembre y con nosotros estuvo muy cordial.
Hay una cierta explosión de bandas de la costa este agrupadas en el eje Nueva York/Nueva Jersey. Estáis vosotros, Yo La Tengo, Winter Hours... Muchas de estas bandas además estáis en Coyote Records. ¿Crees que este sello podría hacer la misma labor que, por ejemplo, Stiff con la nueva ola? ¿Existe de hecho una escena diferenciada en NJ?
Nunca se ha planteado asá. En Hoboken (donde viven Yo La Tengo y tiene su sede Tellstar, un sello dedicado a rescatar grabaciones de DMZ o el Ben Vaughn Combo) está el Maxwell, posiblemente uno de los mejores clubs de los EE.UU. donde procuramos tocar al menos una vez al año. El dueño también lo es de Coyote, pero no creo que los Feelies tengamos una conexion musical con el club ni con la escena local.
Pero sereis amigos de esas bandas...
Si, somos amigos de Bongos, Winter Hours, Yo La Tengo, Meat Puppets, REM, Love Tractor. Parece como si algo estuviera pasando musicalmente en los EE.UU. y no solo en la costa este.
Aunque Only Life fuera originariamente licenciado en una independiente como Coyote, su distribución mundial ha sido a cargo de una multinacional.
No tenemos planes en cuanto a dar el salto hacia una compañía más poderosa si es a eso a lo que te refieres. Además, en realidad, Only Life es de A&M: ellos lo han distribuido y ellos son los que lo han promocionado.
Una gira americana con Lou Reed, una distribución importante... ¿eso significa que los Feelies se están preparando para dejar de ser un grupo pare minorías?
Este es un momento muy importanfe para la banda aunque tampoco buscamos un reconocimiento masivo o al menos no lo consideramos necesario inmediatamente. Llevamos nueve meses trabajando a tope entre giras y promoción con las incomodidades que eso supone.
¿Qué música te interesa?
Me encanta el nuevo disco de Yo La Tengo; creo que se están convirtiendo en algo grande. Meat Puppets, Love Tractor, Big Dipper, Neil Young, Jefferson Airplane y por supuesto, sigo con MC5 y los Stooges. Les vi en muchas ocaciones en directo y fueron mi primera influencia. Ellos, y Ia forma de tocar la guitarra de Lou Reed y Sterling Morrison en Velvet Underground, ese sonido tan sencillo pero elaborado.
¿Qué significaron VU para ti?
No cambiaron decisivamente mi vida. Les conocí muy al principio. Tengo treinte y cinco coos y estoy interesado en la musica desde que vi por televisión a los Beatles. Eso si fue un acontecimiento, yo era muy joven pero recuerdo que revolucionaron América. Sobre los Velvet también te diré que no tengo preferencias por ninguno de sus discos en concreto. Todos son importantes par varias rezones. Hacemos "What Goes On" (aunque tambien interpretan "I Heard Her Call My Name" en directo) porque es una gran canción y no nos preocupa el que to haya hecho más gente.
En directo procurais cambiar vuestro sonido con respecto al disco...
En vivo somos más eléctricos y en estudio más acústicos; simplemente son dos formas diferentes de hacer las cosas aunque tampoco improvisamos.
Crazy Rhythms era muy primitivo en cuanto a sonido y Only Life más elaborado. Ha pasado mucho tiempo.
No creo que Crazy Rhythms fuera un disco de New Wave. Esa no fue, al menos, nuestra intención. Pero si es verdad que pertenece a su tiempo.

En directo los Feelies procuran interpreter fielmente sus canciones tal y como parece que fueron concebidas en su momento. Estáticos, concentrados en su música, nunca se marcan un tanto para la galería. Como en sus discos, presuponen que el oyente va a estar atento a lo que tocan.
Desde luego Bill Million no mentía; escudados en una especie de muro de sonido - aunque sin Ilegar a la saturación de sus colegas de Yo La Tengo -, los Feelies van clavando la práctica totalidad del Only Life y pegando someros repasos a Good Earth y Crazy Rhythms. Parecen excesivamente concentrados en su música, sin ninguna concesión para con el público. Técnicamente rozando la perfection, con las percusiones de Dave Weckerman apoyando al batería Stanley Demeski, el buen juego de guitarras (en efecto inspirado plenamente en la pareja Reed/Morrison) del propio Million y del cantante Glenn Mercer, el trabajo perfectamente encajado de Brenda Sauter al bajo... Como sus discos, un sonido cristalino pero casi sin nervio. Paradas muy largas entre canción y canción, inexpresividad en los músicos. Una pena dadas las vibraciones que expulsan en todas sus canciones.
De todas formas, los Feelies son una gran banda. Sus grabaciones muestran una rara sensibilidad que saben traducir en sus conciertos en vivo pese a lo monótono de su respuesta con la audiencia. Y, en los bises, el desmelene con tres versiones consecutivas de los primeros Modern Lovers. Desde luego, no pueden ocultar sus raices y lo hacen con orgullo. Esperemos que el camino iniciado en Only Life no se retrase tanto como en ellos es habitual.








Ruta 66November 1991
THE FEELIESLA BANDA INVISIBLE
By Julian Campos

Hay bandas que no necesitan mejorar, evolucionar, transformarse, crecer... Están bien como están, a un nivel distinto, voluntariamente encerradas en su burbuja, generando muy de vez en cuando esa esencia que les ha llevado hasta donde están, y que mantiene fieles a sus seguidores pase lo que pase. Los Feelies son, en efecto, una de estas bandas. Su último LP, a Time For A Witness, no es ni mejor ni peor que el anterior, como éste no difería mucho en graduación con respecto a su antecesor. Mención aparte para su debut, (Crazy Rhythms, todavía uno de los vinilos más marcianos de todos los tiempos). Han existido bajo diferentes formas y con intermitencias durante catorce anos, pero su flaco legado se reduce a sólo cuatro extraordinarios LPs y unos cuantos artefactos paralelos. Para algunos, este escaso patrimonio cuenta más que todo lo que ha producido la industria discográfica mundial desde 1970. Es una buena medida del tipo de energía que facturan, y asimismo de la clase de fans de que disfrutan. Quienes les han visto en directo afirman que sus actuaciones resultan increiblemente intensas y energéticas. Dicen que uno sale con la cabeza vacía: como en una bajada de anfetas, llega a casa y se queda tirado mirando la TV hasta mucho después de que haya finalizado la emisión. Bzzzzzzz...
(La entrevista con Brenda Sauter, bajista, que sigue a continuación fue realizada vía telefónica. El grupo estaba en California a mitad de una gira. Al parecer, tanto Glenn Mercer como Bill Million, cerebelos del invento, son demasiado tímidos para enfrentarse a la prensa).
¿Cuánto tiempo llevais en la carretera?
Estuvimos viajando unas cuatro o cinco semanas entre abril y mayo, y después nos tomamos un descanso. La mujer de Stan tuvo un bebé; Stan Demesky es nuestro batería. Tuvimos que partir la gira en dos. En cualquier caso, nunca salimos a la carretera durante más de cinco semanas. Ahora venimos de los estados del Sur.
¿Habéis estado tocando con Firehouse durante toda la gira?
No, lo del cartel doble es solo aquí, en la Costa Oeste. Pensamos que funcionaría, que ayudaría a vender más entradas. Ultimamente estamos notando, nosotros y otras bandas, que la asistencia a los conciertos disminuye. Esto ha puesto de moda los carteles con varios grupos. Sale más barato a nivel de producción y viene más público.
No se si conocías a los Feelies en los 70, cuando Anton Fier estaba con ellos. Dicen que tocaba la batería a tanta velocidad que vomitaba. ¿Es cierto?
Oh, no. De hecho, Stan toca más rápido y no vomita. Ocurrió sólo una vez. No se si había comido demasiado, pero a medio concierto se sintió mal repentinamente. Y pasó lo que pasó.
Se os ha comparado muchísimo a Velvet Underground. Cómo os sienta?
Es muy corriente que se hagan comparaciones. Hay ciertas similitudes, si. Cuando escucho música de hate dos observo similitudes con otras bandas. Depende del punto de vista. Se pueden comparar los sonidos de guitarra, o la producción, o el tono de una canción. Creo que, en general, podría decirse que si te gustan los Velvet te gustarán los Feelies. Sin embargo, pienso que su música tiene un ritmo más lento que la nuestra.
Como bajista, ¿con quién te compararías?
No se. Hay influencias, supongo, de otros grupos. Pero resulta difícil comparar el sonido. No podría mencionar una banda en concreto. El otro día, por ejemplo, estaba escuchando un CD de grandes éxitos de Creedence, y pensé que había ciertos paralelismos entre ellos y los Feelies. Es algo que nunca se me hubiera ocurrido.
No es una conexión evidente, la verdad.
Las voces suenan muy diferentes. Pero si quitas las voces, hay cosas similares. Por ejemplo en la sección ritmica.
Comparaciones aparte, ¿qué tal con Lou Reed?
Fuimos teloneros suyos durante el "New York Tour". Durante toda la gira americana. Nos encontrábamos a menudo y hablábamos. Hay una foto en la que estamos juntos. La última noche de la gira, en el Amphitheater de Hollywood, subió a escena y tocó unos cuantos temas con nosotros. Hacer aquello ante un publico tan numeroso fue todo un detalle. Tambien tocó con nosotros en la fiesta de una emisora de Long Island, New York. Fue un golpe de suerte: llamó a Bill (Million) y le habló de hacer esa actuación juntos. Tocaban un montón de bandas, cuatro temas cada una. El salió a tocar con nosotros. Casi me desmayo.
(Dicen las malas lenguas que durante aquella gira con Lou Reed, la camioneta de los Feelies era el lugar más concurrido después de los shows. La estricta politica de Reed, que prohibe las drogas a su equipo cuando está de gira, convirtió aquella roulotte en un infecfo antro drogota).
Entre vuestro primer album y el segundo pasaron seis anos. ¿Qué hicisteis todo este tiempo?
Había otras bandas en las que tocábamos. Estaban los Trypes, los Willies y Yung Wu (proyecto de su percusionista Dave Weckerman con LP publicado). Los Feelies no se habían separado oficialmente. Simplemente se desvanecieron por un tiempo. Bill y Glenn hicieron la banda sonora de "Smithereens", la película de Susan Seidelman.
Tambien apareceis en un par de peliculas de Jonathan Demme.
Aparecemos tocando en una fiesta en "Algo Salvaje", pero en "Casada Con Todos" sólo suena una cancion, "Too far gone".
¿Existen todavía los Trypes?
No del todo... Los miembros de los Trypes que no estaban en los Feelies formaron otra banda, Speed The Plough. Sacaron un disco hace un par de años (coproducido por Bill Million).
Llevais funcionando desde 1976...
Algunos miembros, si. Yo entré en el 83. Stan en el 81 o 82. Pero, está claro, se puede hablar de longevidad.
¿Habeis dejado definitivamente vuestros empleos?
Casi todos, aunque ha sido duro. La banda sigue siendo un trabajo a medias. Tener otros ingresos ayuda.
Resulta irónico que bandas que os mencionan como influencia, por ejemplo R.E.M., son masivamente reconocidas mientras a vosotros se os ignora.
A menudo quien empieza algo no obtiene reconocimiento. Pero no sentimos ningún resentimiento. R.E.M. son una banda que ha trabajado mucho, muchísimo, y ha llegado muy lejos. No les culpo. Se merecen todo el éxito que están teniendo.
Me han dicho que vuestras actuaciones son super-intensas.
Si, son muy aceleradas. Tocamos mucho más rapido que en disco, nos sale así. La gente se ha dado cuenta de esto. Y por eso vuelven.
¿Es siempre positiva la reaction de la gente?
Si. Es como un círculo sin fin. Bailan y se mueven mucho. Y nosotros chupamos en cierto modo su energia. Y si no responden, nos afecta. Y reaccionamos tocando más fuerte, más rápido.

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