22/03/2008

ALIVE


Bob Dylan a 11 de Julho no Optimus Alive!08
Bob Dylan vai actuar a 11 de Julho no Optimus Alive!08. O músico regressa a Portugal depois de ter actuado em Vilar de Mouros.

20/03/2008

MONKS

Morreu Dave Day o lendario musico do banjo dos proto-punks Monks que gravaram o fantastico disco«black monk time»1966.Era conhecido pelo King of Punk Banjo.
Tambem o musico dos 3 Colours Red,Keith Baxter nasceu em 1971 ,deixou o mundo dos vivos aos 36 anos de hemorragia gastro-intestinal.

HELSINKI

Strokes e Babyshambles juntos em novo projecto.Albert Hammond Jr. guitarrista nos Strkes,o baixista dos Babyshambles,Drew Mc Connell e Fionn Regan já gravaram 4 temas,o projecto chama-se Helsinki,Diz Mc Connell,estamos a precisar disto,o Albert tem andado em digressão com o projecto a solo,estava um pouco cansado,foi bom entrar em estudio por uns dias,beber umas cervejas e fazer boa musica,é pura diversão,contou á BBC. Diz que não sabe se vai lançar o material gravado,embora esteja em negociações com editoras.

YONI WOLF aka Why!




Admito,já ouvi hip-hop.Admito já comprei quatro discos de hip-hop alternativo,hoje são considerados obra-prima,classicos do genero.Um dos discos é dos experimentais Anti-pop Consortium.Os outros dois foram dos vanguardistas cLOUDDEAD.Por ultimo«oaklandazulasylum»2003,a estreia a solo de Why!
Mais tarde o Mc branco Why! que já pertenceu ao trio cLOUDDEAD e aos Anti pop Consortium gravou«elephant eyelash»2005 e agora «alopecia»2008 um grande disco de pop moderna.Why! aka Yoni Wolf já vinha fazendo nos anteriores colectivos a unir musica concreta,beats digitais,samples de batedeiras,instrumentais,colagens,orgãos com sons repetitivos de computadores spectrum dos anos 80,juntando melodias pop.Em«alopecia»deixou de ser o nome de um artista solo passando para um conceito de banda,são um trio de pop-rock e contou com elementos dos FOG,Andrew Broder e Mark "Bear".Deixou de ser um Mc de voz nasalada que cresceu a ouvir Beatles para se tornar um compositor melodico,absorvendo harmonias vocais á Brian Wilson,ritmos dos anos 80,com canções pop ,pianos,flautas xilofones,orgãos vintage lembra os Young Marble Giants e procurando o perfeccionismo nos arranjos.
Toda a escrita de Yoni diz ele «é sobre alguem que tropeça nos seus proprios defeitos»Letra e musica parecem lutar uma contra a outra num jogo intuitivo,não gosta «de ir apenas para um lado» nem de «ser obviamente claro» é-lhe preciso balançar.Se a letra é mais alegre tenho de cantá-la de forma grave e vice-versa.Há um pouco de sarcasmo nisso,e o sarcasmo agrada-me.O David Berman dos Siver Jews é um paranoico.E Yoni revela «uma vez li numa entrevista em que D.Berman dizia que não dava concertos«.Eu acho que ele faz musica para depois de morrer,mandei-lhe uma carta a dizer-lhe que eu dou concertos ,que precisamos dele ,pouco depois começou a dá-los e convidou-me para abrir os seus concertos.Nunca imaginaria que um homen das vanguardas pudesse apreciar as maravilhas da partilha com o povo.
LIKE THIS TRY THIS:
SOLE
THE ELECTED
GUILLEMOTS

HERCULES and LOVE AFFAIR

Não me canso de aconselhar a descobrirem a obra do visionario Arthur Russell,outros como os Lindstrom &Prins Thomas,Studio,e Kelley Polar,agora os Hercules and Love Affair.Depois da designação new-weird,neo-folk,existe o neo-disco,tendencia seguida do album«hercules and love affair»dos homonimos.O «disco» nunca saiu de moda,continua a ser alvo de sucessivas ondas de revivalismos inclusive o grupo liderado por Andrew Butler e as vozes de Anthony(and Johnsons)Hegarty ,Kim Ann Foxmann e Nomi.A sua musica parte do nucleo do «disco» para sonoridades house,orquestrações,vozes emocionais e as programações ritmicas adicionadas pelo co-productor Tim Goldsworthy a metade dos LCD Soundsystem. LIKE THIS TRY THIS: KELLEY POLAR KATHY DIAMOND THE JUAN MACLEAN

DISCOS NOVOS

Novo álbum de Elvis Costello a 22 de Abril Elvis Costello vai editar um novo álbum a 22 de Abril. «Momofuku» não vai ter edição em CD. O disco vai estar disponível apenas em vinil e numa versão digital. «Momofuku» sucede a «The Delivery Man», de 2004. O músico vai andar em digressão com os Police, na América e no Canadá. Les Savy Fav editam álbum digital ao vivo com versões Os Les Savy Fav vão editar um álbum digital ao vivo «After The Balls Drop», que inclui versões de Pixies, Nirvana, Love, Misfits e Creedance Clearwater Revival. O disco foi gravado na Bowery Ballroom, de Nova Iorque, a 31 de Dezembro. O download estará disponível a partir de 19 de Abril. Novo álbum de Pop Levi sai a 14 de Julho Pop Levi vai editar o seu segundo álbum a 14 de Julho. «Never Never Love» é apresentado por um novo single ainda não revelado a 28 de Abril. Todas as canções foram gravadas no antigo estúdio de Quincy Jones, o Westlake Studio. Este foi igualmente o cenário onde foram registados «Thriller» e «Off The Wall», de Michael Jackson. Yes comemoram 40 anos com disco ao vivo e digressão Os Yes vão comemorar 40 anos de vida com uma digressão de 26 datas por território americano e a edição do álbum ao vivo, a editar no Verão. A digressão «Close to the Edge and Back» é promovida pela promotora Live Nation. Jon Anderson e o baixista Chris Squire mantêm-se da formação original, aos quais se juntam agora Steve Howe, Alan White e Oliver Wakeman, filho de Rick Wakeman. Kate Moss apanhada a dançar na campa de Jim Morrison Kate Moss e o namorado (Jamie Hince dos Kills) foram apanhados a dançar na campa de Jim Morrison, em Paris. O casal esteve na capital francesa por causa de um concerto dos Kills. Moss e Hince cantaram o tema «Alabama Song» enquanto dançavam. O segurança que os tinha deixado entrar fora do horário de funcionamento mandou-os calar e acabou por levar uma resposta torta. Moss e Hince foram posteriomente convidados a sair. Ambos abandonaram o local a rir e a cantar.

MGMT-OF MONTREAL

Músicos dos MGMT e Of Montreal juntam-se para novo projecto Andrew Van Wyngarden, dos MGMT e Kevin Barnes, dos Of Montreal, juntaram-se para gravar algumas canções. Ao novo projecto, deram o nome de Blikk Fang. Ambas as bandas andaram juntas em digressão este ano, tendo surgido daí a relação. Um álbum está em equação para este ano.

THE BRIAN JONESTOWN MASSACRE


Anton Newcombe,Daniel Johnston,Guy Blakeslee dos Entrance são três musicos e tanto tem de geniais como de loucos.O nome da banda é um tributo ao malogrado guitarrisra dos Rolling Stones,já passaram mais de 40 musicos pelo grupo.Anton Newcombe lider fundador dos Brian J. Massacre abrange uma carreira de decada e meia,começou no inicio dos anos 90 lutando contra a dependencia da toxicopendencia.Tinha multiplas oportunidades para se tornar rico e famoso se envereda-se pelo mainstream,mas optou pelas drogas ,por um comportamento auto-destrutivo,de personalidade dificel,irrita-se facilmente,distribuia socos e pontapes nos showcases e com os patrões das editoras.No proximo mês é editado o seu decimo terceiro album gravado entre Liverpool e Reiljavik conta com a participação de musicos conhecidos Islandeses e do ex. lider dos Ingleses RIDE,Mark Gardener.Ganhou um pouco mais de notoriedade no do documentario «DIG»centrado no percurso da banda na deterioração das relações com os musicos da banda de S. Francisco Dandy Warhols.Em cada album tem um som diferente mas todos são fantasticos.Num ano escreveu e compõs três albums completos.O seu ultimo album«my bloody underground«é a sua homenagem aos Velvet Underground,My Bloody Valentine e Jesus and Mary Chain,com a qual não concorda dizendo que detesta os Jesus M. C.,já fazia musica antes deles ,detestou o primeiro concerto realizado nos E.U.A.com o Bobby Gillespie,se ouvirem a musica«ectasy and wine» diz que é o seu contributo aos Cramps,antes Spaceman 3 que todos os outros.
LIKE THIS TRY THIS:
RED RED MEAT
THE BETA BAND
THE BLACK ANGELS

19/03/2008

BOB MOULD+GRANT HART

GRANT HART+Thurston Moore
Bob Mould





O trio de Minneapolis,Husker Du marcaram a cena independente Americana pré-Nirvana, separam-se em 1987.Terminou em tragedia com a morte por suicidio do manager David Svoy antes do inicio da tornée.Os dois songwriters/vocalistas,o guitarrista Bob Mould e o baterista Grant Hart não se entendiam,tinham grandes diferencias exarcebadas,constratadas pelos consumos de drogas.Bob Mould entusiasta da cocaina.Grant Hart usava heroina.Em 1989 Hart realiza o primeiro album a solo««intolerance»excelente disco,é a sua resposta a Lou Reed de «transformer» descreve as experiencias pessoais com a heroina,toca todos os instrumentos o som do piano paira no disco as influencias o pianista de Patti Smith,Richard Sohl.Na sua já longa carreira inclui a liderança no grupo power-pop Sugar e os fãs não apreciaram o projecto anterior Blowoff, usava a componente electronica ,crotapõe citando Lou Reed«metal machine»e Neil Young«re-ac-tor».Bob prepara o lançamento do 7 album a solo«district line»regressando ás guitarras agressivas dos velhos tempos dos Husker Du,colabora neste disco o baterista dos Fugazi ,Brendan Canty.
LIKE THIS TRY THIS:
THE EVENS
FRANK BLACK
ROBYN HITCHCOCK

VOLCANO SUNS-MISSION of BURMA


Passado quinze anos de ter formado o punk-trio,alternative -rock,Volcano Suns,Jeff Wiegand - bass guitar ,Jon Williams - guitar ,Peter Prescott,drums(1984-1989)fez parte do grupo Bob Weston( ex.Sorry.depois Shellac) o lider, baterista ,vocals,Peter Prescott conduz pela primeira vez o destino dos re-formed Misssion of Burma banda de Boston, misturava a energia do punk,Midwest melodies,Husker Du e Cheap Trick.No proximo mês de Abril é reeditado os dois primeiros albums+ faixas bonus dos Volcano Suns pela Taang.
LIKE THIS,TRY THIS:
-DREDD FOOLE and the DIN
-BIG DIPPER

18/03/2008

THESE NEW PURITANS


O movimento pos-punk inspirou-se no rock mais agreste em sonoridades desviadas á musica negra ao funk,electro,dub ou no «disco»No principio desta decada assistiu-se a um certo revivalismo nas bandas surgidas,os Britanicos These New Puritans absorvem o melhor do post-punk como fazem os Bloc party,Klaxons e os Interpol.Investindo na componente da imagem transformaram-se na banda preferida do designer Heidi Slimane.A musica com ritmos e guitarras agressivas,electronicas abstratas, uma voz por vezes parecida a Mark Smith dos Fall.Escolheram o produtor Gareth Jones,já trabalhou com os Einsturzende Neubauten.



LIKE THIS TRY THIS:
ART BRUT
LIARS
GLASS CANDY

POWERSOLO-«egg»

Os Powersolo lançaram «egg»querem ser os proximos a entrar na lista dos famosos do rock`n`roll, o trio Dinamarqês em 10 anos gravou 3 discos,bebem das influencias dos mestres do rockabilly-Hasil Adkins,Charlie Featers.Adoptando uma pose retro com letras das canções com grande dose de humoir e uma intensidade dramatica facção Screaming Jay Hawkins.«i don`t wanna die» diz com ironia o lider Kim Kix.

Powersolo - Hillbilly Child
Found at skreemr.com

17/03/2008

WORLD MUSIC







Se há musicos que admiro um deles é Ali Farka Touré do Mali o grande concerto relizado no Africa Festival ,Lisboa,2005,as palavras sabias do mestre no programa da Rtp2«por outro lado»de Ana Sous Dias ,quando disse que tinha 20 filhos e que tornou-se presidente da camara para ajudar o desenvolvimento do país e da cidade natal Niafanké ,deu a conhecer ao mundo o som que saía da guitarra, os blues mostrando que a verdadeira musica negra vinha de Africa.Era um instrumentista de eleição,morreu a 7 Março 2006.Agora foi editado«the mandé variations»do mestre da Kora um instrumento que lembra a harpa o alaúde ou mesmo o cravo.Filho do lendario Sidiki Diabaté "o rei da Kora" Toumani Diabaté é um trovador como o seu pai,em adolescente ouviu Ottis Redding,Jimi Hendrix, tocou com a Bjork,Ketama,Taj Mahal,Damon Albarn(Blur)e Roswell Rudd.Hoje frequenta um grupo de rap«the mandé variations»é apenas o segundo album a solo,o primeiro «Kaira»já tinha sido gravado há vinte anos.Este disco já é um dos melhores do ano da world music.Apesar das diferencas culturais com Ali Farka Touré,são de etnias diferentes,gravaram um disco em conjunto«in the hearth of moon».

GOUVEIA ART ROCK

Mais uma excelente programação no Festival Gouveia Art-Rock,este ano com a presença dos miticos Van Der Graft Generator+Thinking Plague.Imperdivel. A não faltar é a performance de Meredith Monk ,26 Abril no CCB e em Portalegre. Meredith Monk é compositora, cantora, coreógrafa, autora de nova ópera e de instalações, realizadora de cinema... Uma pioneira naquilo a que agora se chama de "técnica vocal extendida" e performance interdisciplinar. Lembra-me outra compositora que trabalha com a voz(foi um dos espectaculos que mais me marcou)a Espanhola Fatima Miranda.

CASCAIS JAZZ


1971: No Início era o Cascais Jazz...Nasceu casualmente num almoço entre dois amigos, um do jazz (Luís Villas-Boas) e outro do fado (João Braga), contornou a oposição do regime político e tornou-se o evento de referência da grande música negra norte- -americana no país, apresentando nomes como Miles Davis, Ornette Coleman, Dexter Gordon, Thelonious Monk e Dizzy Gillespie. O mítico Cascais Jazz completa este ano 35 Invernos, tantos quantos são necessários para assinalar o primeiro grande festival de jazz em Portugal.
Pouco passava das 22h00 quando no dia 20 de Novembro de 1971 o septeto do lendário Miles Davis subia ao palco do Pavilhão do Dramático para dar início ao primeiro Cascais Jazz. Cerca de 12 mil pessoas, incluindo alguns notáveis, como Amália Rodrigues, Zeca Afonso, Alexandre O’Neil e Adriano Correia de Oliveira, assistiam nessa noite ao nascimento de um dos mais importantes eventos culturais realizados em Portugal, que até então só rivalizara em audiência com o Festival de Vilar de Mouros, realizado quatro meses antes. Quem estava desde logo bem ciente da importância do Cascais Jazz era Miles Davis, pelo que exigiu ser o primeiro músico a tocar, como recorda João Braga: «Ele disse-me uma coisa que nunca mais me esqueci: “este é o primeiro festival de jazz em Portugal e quero ser eu a abri-lo. Os outros só podem tocar a seguir a mim”». E entre os outros encontrava-se nada menos do que Ornette Coleman, que estava previsto tocar antes e não achou graça nenhuma às exigências do trompetista. Miles Davis estreava-se em Portugal e trazia na sua bagagem musical a sonoridade e o repertório de quatro discos: Bitches Brew, que criara a fusão entre o jazz e o rock, Black Beauty, Live at the Fillmore East e Live Evil. Quem esperava, pois, ouvir o Miles do tempo dos seus lendários quintetos dos anos 50 e 60 não podia deixar de estranhar este projecto de ruptura, claramente orientado para audiências mais jovens. Talvez por isso o mago do trompete já não usava fatos de alta-costura italiana, apresentando-se agora como uma estrela do rock. Diniz de Abreu descrevia assim no Diário Popular a sua nova indumentária: «Colete de pele preto, camisa da mesma cor, calça verde acetinada, muito justa, um lenço ao pescoço, caído em duas pontas; cinto dourado; botas prateadas; óculos escuros». Miles subiu ao palco juntamente com Keith Jarrett (piano eléctrico), Gary Bartz (saxofone), Michael Henderson (baixo eléctrico), Don Alias e James Foreman (percussão) e Leon Chandler (bateria). A suportar a sua música predominantemente eléctrica e funky, com o trompete de Miles ligado a um pedal de efeitos (wah-wah e volume), estava um sistema de som de duas toneladas. Um dos músicos mais notados deste septeto foi o pianista Keith Jarrett, conforme noticiava o Diário de Lisboa na crítica ao festival: «(..) Um solo deste último marcou profundamente toda a assistência, absolutamente conquistada». Porém nem todos se renderam à nova sonoridade de Miles. Duarte Mendonça era um deles, como recorda actualmente: «Deixou-me um pouco perplexo porque era uma música que eu nunca tinha ouvido. Eu vinha do melhor do Miles dos anos 50/60…». Também a peculiar atitude de Miles em palco não surpreendeu menos os jornalistas presentes. Na revista O Século Ilustrado, Maria Antónia Palla reportava: «Quando Miles pára e deixa tocar o seu conjunto, fica a um canto do palco, o corpo inclinado para a frente, as mãos fixadas nos joelhos, balançando-se como um felino selvagem pronto a saltar sobre a presa. O rosto cerrado, sem deixar transparecer a menor emoção, fixa o olhar num ponto indeterminado. (…) Numa hora passada de exibição, nem um sorriso. Como se o público não contasse, como se a multidão fosse um inimigo potencial». Já Fernando Cascais, então jornalista da revista Flama e que teve a rara sorte de ficar num canto do palco durante este concerto, escrevia: «Miles foi uma figura que impressionou a assistência. Dobrado sobre a trompete, as notas e os magníficos sons que dele saíam tinham o mistério e o timbre que tornam o seu possuidor inconfundível entre os trompetistas de jazz». João Braga era também um espectador atento ao que se passava em palco e um facto em especial chamou a sua atenção para Miles Davis: «A água que escorria das costas dele durante o concerto era algo inumano, certamente por causa das profaminas [ver caixa]. Quando ele no final do concerto chegou aos camarins nem conseguia articular uma frase».
MILES DAVIS Em noite de sons funky e eléctricos, o gigante do jazz impressionou a diva do fado. Amália Rodrigues encantou-se com Miles e Gary Bartz mas teve alguma dificuldade em compreender a sua música: "Não, totalmente não entendi. Eu sei que há qualquer coisa de vez em quando que acontece e que me toca, mas de resto não sei nada, não entendo nada de jazz. É para ver se entendo alguma coisa que eu vim ver". Ornette e o caso Haden Resignado a tocar depois de Miles Davis, Ornette Coleman não aceitou porém actuar no final da primeira noite do festival, como era intenção da organização, que entretanto já preparara o palco para os músicos portugueses, e exigiu ser o segundo, sob ameaça de abandonar o recinto passados cinco minutos... Resultado: uma hora de espera para o público, com várias pessoas a abandonarem a sala. Finalmente o pai do free-jazz subiu ao palco, acompanhado por Dewey Redman (saxofone tenor), Charlie Haden (contrabaixo) e Ed Blackwell (bateria), e foi, na opinião de Leonel Santos, «caótico, demolidor, free!», embora os seus sons «ruidosos» tivessem provocado nova debandada entre o público. Tito Lívio caracterizaria no jornal República a música de Coleman, considerando-a um «jazz sem regras, severo, anti-superficial, o destruir das linhas harmónicas, a arritmia». Mas além da música, este concerto faria história quando a dado momento Charlie Haden se curva para o microfone usado para amplificar o seu contrabaixo e dedica o tema «Song for Che» aos movimentos de libertação dos negros em Angola e Moçambique. «Quando o Charlie Haden leu a mensagem, as pessoas nas bancadas levantaram-se como uma mola e ergueram os punhos em saudação comunista», recorda João Braga. Entretanto, à frente de uma dessas bancadas, pendiam já dois panos com as inscrições «Guiné Livre» e «Abaixo Guerra Colonial», que uma fotografia inédita de Augusto Mayer permite agora revisitar pela primeira vez. No exterior do Pavilhão do Dramático estavam posicionadas duas camionetas com polícia-de-choque e pouco tempo depois o Comandante da PSP de Cascais ameaçava João Braga, ordenando o fim do espectáculo. «Ele disse-me: “Acabem já com isto ou faço entrar esta malta!”, ao que eu respondi: “Faça favor, o palco é todo seu, mas cuidadinho que as cadeiras não estão fixas ao chão…». O espectáculo prosseguiu. A imprensa «oficial» ignorou por completo o incidente (a censura não perdoava…), à excepção do Diário de Lisboa onde, nas entrelinhas de um artigo de José Jorge Letria (que entrevistara Haden já nas vésperas da sua actuação e o questionara sobre a possibilidade de o jazz poder ser uma forma de actuação política…), se podia perceber que algo mais do que jazz se passara no Dramático: «Quem é que não sentiu um nó na garganta com a violência (negra) do quarteto de Ornette Coleman? Quem é que não estremeceu ao ver o punho cerrado de Dewey Redman (…) bem erguido no ar, no final da sua actuação? E éramos todos os acusados»… Este evento não deixou porém de ser noticiado nos órgãos clandestinos, como a Rádio Portugal Livre (emitida em Onda Média a partir da Argélia) e o jornal Portugal Democrático, que informava que «no Festival de Jazz de Cascais um dos músicos americanos dedicou um número aos Movimentos de Libertação de Angola e Moçambique. Apesar de falar em inglês, as suas palavras foram traduzidas pelas pessoas que entenderam e a sala quase veio abaixo com os aplausos. No final do espectáculo, ao regressar ao seu camarim, era ali aguardado por agentes da PIDE que o intimaram a deixar imediatamente o País. Foi forçado a seguir de Cascais para o aeroporto e embarcar no mesmo dia».
A CATEDRAL De 1971 a 1980 o Pavilhão do Dramático foi uma verdadeira casa para os maiores jazzmen e bluesmen. Integrados no Cascais Jazz, por ali passaram, entre muitos outros, Jimmy Smith, Cannonball Adderley, Dave Brubeck, B.B. King, Duke Ellington, Sarah Vaughan, McCoy Tyner, Charles Mingus, Sonny Rollins, Gil Evans, Muddy Waters, Art Blakey & The Jazz Messengers, Betty Carter, Freddie Hubbard e Buddy Guy. Na verdade, Charlie Haden foi levado, sim, mas para a sede da PIDE/DGS (Direcção-Geral de Segurança), na Rua António Maria Cardoso. No auto de declarações, o músico é referido como membro do quarteto de Hornet Coleman (sic) e a argumentação do interrogatório não podia ser mais cínica, tendo o músico sido «convidado a declarar se foi bem recebido em Portugal e aqui achou ambiente favorável à sua visita», ao que Haden respondeu afirmativamente, e se «uma vez que foi bem recebido no nosso País, qual o motivo porque já durante a viagem no avião abordou assuntos referentes aos movimentos africanos desfavoráveis a Portugal e durante a sua actuação em Cascais dedicou uma canção escrita por ele próprio intitulada “canção para o CHE”, aos movimentos africanos de independência (…)». De acordo com o auto de declarações, Haden mostrou-se «arrependido pelo acto que praticou por desconhecer que afectava o país onde o fazia». Mas enquanto estava na sede da DGS, Haden tinha algo na algibeira… como Paulo Gil recorda agora: «Disse-me o Charlie Haden que a gravação do tema “Song For Che”, realizada em Cascais naquela noite, se encontrava na algibeira da gabardina que vestiu quando foi detido pela PIDE. Como, na Rua António Maria Cardoso, a gabardina foi pendurada num cabide existente no gabinete em que foi interrogado, e só depois disso é que o revistaram, a PIDE nunca confiscou a gravação...». E foi assim que em 1976 Charlie Haden pôde incluir parte desta gravação no disco Closeness (no tema «For a Free Portugal»), que Paulo Gil e Rui Neves importaram para Portugal quando o primeiro era director-geral do Departamento de Discos da Valentim de Carvalho. Entretanto, chegavam também à sede da DGS Luís Villas-Boas e João Braga, que a PIDE fora buscar de madrugada, tentando este último servir de moderador entre os agentes e Haden: «O Inspector Glória dizia-me “o gajo tem de levar uns tabefes” e eu disse que eles é que sabiam, mas que sabia como eram os tabefes da PIDE e que quando ele chegasse a Londres teria as marcas para mostrar à imprensa... Ele perguntou-me se eu achava então que ele devia ser condecorado e eu disse que não, que achava que eles deviam ir entregá-lo a casa do Adido Cultural dos EUA em Portugal sob pretexto de ele não ser digno dos calabouços da PIDE…». No dia 21, domingo, Haden foi assim levado sob escolta a casa do Adido Cultural da Embaixada do EUA e daí seguiu para o Aeroporto de Lisboa, de onde partiu para Londres. Quanto a Villas-Boas e João Braga, viam-se agora confrontados com a decisão da DGS cancelar o segundo dia do festival, intimando-os a devolver o dinheiro dos bilhetes já vendidos, solução logo rejeitada por ambos. Ao fim de várias horas de argumentação, os agentes da DGS exigiram finalmente 500 livre-trânsitos para autorizar a prossecução do festival e às 13h00 desse dia Villas-Boas e Braga abandonavam as instalações para ir assistir ao jogo de futebol Portugal-Bélgica, acompanhando Dizzy Gillespie, que exigira ver Eusébio jogar. Mas regressemos ainda ao Pavilhão do Dramático, já que depois de Ornette Coleman ainda actuaram o quarteto The Bridge e Dexter Gordon. O primeiro pouco mais foi do que uma ponte para a actuação de Dexter Gordon, prejudicado por uma aparelhagem sonora que mal deixava ouvir o saxofone de João Ramos Jorge (Rão Kyao) que improvisava sobre a harmonia e o ritmo de Kevin Hoidale (piano), Jean Sarbib (contrabaixo) e Adrien Ransy (bateria). Com a acumulação de atrasos, Dexter Gordon acabou por subir ao palco eram já três horas da madrugada… actuando perante um sala bem menos cheia. Acompanhado por Marcos Resende (piano), Jean Sarbib (contrabaixo) e Manuel Jorge Veloso (bateria), fez soar a sua música até por volta das cinco horas… Desta experiência recorda-se bem Manuel Jorge Veloso, que já em 1967 havia tocado com Dexter Gordon numa jam-session em Coimbra: «É impossível dar uma pálida ideia do que significou para mim ter pisado o palco com um músico da grandeza do Dexter Gordon, até por se tratar de um primeiro grande festival português que (já então se percebia) iria fazer história. Mas talvez ainda mais importante do que esse momento, em concreto, foi poder conviver diariamente com ele (nos poucos dias que tivemos, para ensaiar, conhecer os segredos da música, acertar agulhas e tocar algumas noites no Hot Clube Portugal), confirmar a sua qualidade musical e descobrir as suas qualidades humanas, como músico e homem sensível, nada arrogante, paciente e incentivador, fazendo com que esta aventura – nessa época, era de facto uma aventura! – fosse afinal, para nós, uma coisa natural. Inesquecíveis, ainda, os ensinamentos e a confiança que ele nos transmitia, as histórias que contava, os seus gestos lentos, a forma como mexia o corpo, apresentava o saxofone aos que o ouviam e dizia os títulos das peças que tocava, para já não falar das sonoras gargalhadas que jamais voltei a ouvir…»Em 1971 Miles Davis era já uma estrela (um ano antes tinha actuado no célebre Festival da Ilha de Wight, perante 350 mil espectadores) e as suas várias e excêntricas exigências, entre as quais um Rolls-Royce para se deslocar, mais próprias de uma vedeta do rock do que do jazz, e comportamento valeram à organização um aturado esforço e muitas dores de cabeça, como recorda João Braga. Exigiu um chauffeur branco – fardado a rigor, com boné, luvas brancas e dragonas – e quando chegou ao aeroporto perguntou-me se não podia ter arranjado um mais branco… No caminho passámos por vários estaleiros de obras onde havia operários negros e ele, que já tinha vindo a chatear-me com piadinhas racistas, perguntou se ainda continuávamos a importar escravos de Cabo Verde. Eu disse-lhe «os que nós agora importamos de lá passam por cá e depois vão para NYC e tornam-se músicos de jazz», numa ironia com a carreira de Horace Silver. Ele encrispou-se e depois desatou-se a rir. Quando contei isto ao Villas ele disse-me que eu tinha sorte porque o Miles era boxeur e costumava dar socos às pessoas… Exigiu um tipo para «sparring-partner», para levar porrada, e eu arranjei um tipo do Bairro Alto para praticar boxe com ele. Mas ele voltou-se ao Miles e tive de ir à Mouraria arranjar um tipo mais velho para levar porrada. Por outro lado, devo ter ficado com uma fama danada na classe médica da época: (1) Mobilizei um médico para ir ao Hotel Palácio observar o cabeleireiro do Miles, que estava com um problema de ordem venérea no traseiro; (2) Chateei todos os clínicos que conhecia para que me arranjassem as embalagens que pudessem de Profamina. Todos os que responderam ao meu pedido me avisaram, «vê lá o que andas a fazer, que isto, tomado em excesso, pode ser muito perigoso», apesar de eu clamar que aquilo era para o Miles Davis – no que eles, obviamente, não acreditaram… O genial autor de Kind of Blue saiu do armário (literalmente) da suite onde se encontrava, em meditação, e engoliu sem se deter as três caixas que reuni, não sem me sussurrar, na sua voz rouca, mas doce, que lhe fizesse companhia. Lembrei-me dos avisos dos médicos e recusei, polidamente. Às exigências de Miles somem-se ainda uma suite em hotel de luxo, nove quartos simples em hotel de primeira classe, cinco automóveis e uma camioneta para transporte de equipamento, o qual, por excesso de peso, obrigou os organizadores a desembolsar 30 contos no aeroporto de Lisboa…
Texto no Blitz 05,Novembro.

HOT CLUBE JAZZ

Primeira sessão,historica.





O jazz,o rock e o art-rock deram-me alguns dos melhores momentos como ouvinte de musica. A 19 de Março 1948,Luis Vilas Boas assinava a primeira ficha de sócio do Hot Clube.Nascia,como instituição o jazz em Portugal.O Hot é mais do que a pequena e castiça cave de tectos baixos no n.39 da Praça da Alegria,é um dos mais antigos clubes de jazz a nivel mundial. Na proxima quarta-feira,19 Março,2008 o Hot clube assinala o 60º aniversario com um concerto no Cinema S. Jorge em Lisboa.O segredo da longevidade talvex esteja no exclusivo do jazz e no alheamento da politica.Por isso só em 1995 lhe foi atribuido o estatuto de instituição de utilidade publica,alem de outros premios.O principio desenhou-se no encontro com Eduardo Botton, Português filho de pais emigrados,e criaram raizes num programa de radio,igual ao fundado por Hugues Panassié em França,1932.Botton era o elo de ligação de Villas Boas a Panassié.Ás 9h00,25 Novembro 1945 a Emissora Nacional através do« programada manhã»de Artur Agostinho emite o primeiro Hot Clube,uma jam-session realizada no Instituto Superior Técnico,o violinista espanhol José Puertas,Antonio Mendonção,Aleixo Fernandes,Fernando Freitas da Silva ,Nereu Fernandes e Luis Sangareau.Convida os interessados a se inscreverem,os que respondem,Augusto Mayer o seu irmão Ivo Mayer,Mario Henriques Leiria e Alexandre o´Neil.Mas o regime não alinha e rejeitou os postais enviados.Villas decide rumar ao Radio Clube Português.Nada o detinha,recebia criticas violentas de ouvintes«niiguem pode suportar essa musica de loucos,idiotas agrupados em manicomio»No inicio dos anos 50 o Hot vê os estatutos chumbados pelo regime do Estado«não queriam que fosse um movimento cultural,educativo e artistico»não admitiam porque diziam que a musica de pretos não tinha conotações artisticas.em 1950 o estatuto com novo enquadramento são aprovados.Passo seguinte,encontrar uma sede onde socios e musicos possam conviver em torno do jazz e tocar sem recorrer ao Maxime, á Casa da Madeira, ao Belvedere ou ao Clube Espanhol.É quando vão para o edificio da Praça da Alegria,nesta cave actuam alguns musicos que Villas vai literalmente «pescar» para tocar no Hot,bandas de marinheiros,um dos fornecedores é o navio «Caronia»onde iam buscar os musicos diz Augusto Mayer um dos socios fudadores,eles tinham uma orquestra,escreviam-nos com antecedencia a avisar quando chegavam.Tambem recorriam aos vasos de guerra da armada Americana dos EUA que aportavam ao Tejo.Em 1951 o clube tem cerca de mil socios na maioria estudantes e começou a dar problemas,a renda era muito elevada,os musicos queixavam-se,a secretaria adjunta começou a trazer amigos que não vinham animados para o espirito do jazz,queriam era musica dançavel,estarem agarradinhos as meninas,pass dobles e tangos.Achei que contra o terrorismo só contra-terrorismo,confecionei umas bombas de fabrico caseiro,num sabado estava cheio de socios que nos iam impedir de tocar jazz,pús uma bombinha no meio da malta,quando pús a segunda era era altamente explosiva mandou um petardo ,foi pela escada acima fechou a porta a malta só queria fugir,ficou tudo surdo.Em 1953 vê-se obrigado a mudar para a Avenida Duque Loulé,com um aluguer mais económico.Em Março 1954 muda-se para a actual cave,tinhamos regressado de Paris e ali estava uma igual á de Saint German-de Prés,custa apenas 500 escudos por mês,depois de expulso os ratos e algumas obras fica pronta em Março de 1954.É aqui que vão tocar grandes vultos do jazz,Count Basie.Bill Colleman,Claude Bolling,Jimmy Davies(compositor da canção«loverman» ,Collin Beaton(compôs o hino do Hot),Sacha Distel......No Hot os musicos tocavam por prazer,não tinham cachet nem havia bilhetes.Bernardo Moreira acrescenta que para compensar os musicos«havia na altura uma especie de diploma» que o Villas tinha instituido,era entregue por ele no fim das sessões que dizia«o Hot agradece a sua participação»



http://jnpdi.blogspot.com -João Moreira dos Santos.



PITCHFORKMEDIA FESTIVAL-2007



































































Reunião dos SLINT no Festival Pitchforkmedia em 2007.A seminal banda post-rock reuniram-se em 2005 para relizarem espectaculos ao vivo.Antecipa-se a possibilidade de gravarem novo disco.David Pajo tem feito carreira a solo,diz: ainda não faz parte dos planos qualquer trabalho brevemente.OS muitos fãs estão na expectativa.Entretanto Pajo,Cook,Mc Mahan o baterista Tony Bailey e o vocalista Dahm,os DEAD CHILD,lançam o album«attack»,sai dia 8 Abril na editora Quarterstick.De sonoridades proximas do heavy-metal classico,agressivos riffs de guitarras e folk-blues do DELTA.Os SLINT são uma das preferidas aqui do Marcas

ARTHUR RUSSELL


Ontem fui à minha discografia ouvir Jonh Martin e o celista avant-garde Arthur Russell.Nasceu para a musica no mitico club gay THE GALLERY em N. Y.Terminado o conservatorio nos anos 70 ousado para a época,incompreendido e ignorado com a sua obra de composição minimalista moderna,inspirado nos ideais orientais de Steve Reich,Terry Riley colaborou como Dj/remisturador com o engenheiro de som Bob Blank gravando sob pseudonimo Dinossaur L e Indian Ocean uma serie de 12 polegadas.A maioria das obras de Russell eram dificel de encontrar,pagava-se enormes quantias no Ebay,ex:o album «in the lost of miracle» só uma editora com a qualidade da Soul Jazz teve a ousadia de nos fazer um favor a todos nós compilando alguns dos melhores momentos de Arthur Russell,incluindo o tal «miracle» da Rough Trade e Audika.
O album «let`s go swimming»publicado originalmente em 1986 pela Rough Trade só poderia ser o melhor de Russell em 5 minutos,define o que era a sua musica,ondas poliritmicas,funk cosmico,percussão,sintetizadoresem ondas que parecem golfinhos,impossivel não se dançar.O album worl of echo»1987 é o maior no sentido não dança acompanhado por efeitos tratados,percussão,cello, guitarras acusticas,a voz maravilhosa melodias folk «solid air» de John Martin e uma especie de terceira via lado a lado com Joni Mitchel,Rikie Lee Jones,Margaret O`Hara.Para os precursores pense-se nos alemães Can ou Weater Report.Para oscontemporaneos Holger Czukay de «movies»Sakamoto,B52,Thomas Leer na era «remain in light» dos Talking Heads.Nos sucessores pense-se em 808 State,Guy Caled Gerald,Bjork,na maioria do jazztronic,ritmos drum`bass dos exploradores 4 Hero.Em paralelo com a sua dança vanguardista fez o experimental-instrumental «tower of meaning»
Arthur Russell é realmente um visionario,infelizmente morreu em 1992 antes de cumprir qualquer destas potencialidades mas deixou aberto um caminho disperso em diamantes puros,gemas de génio.

15/03/2008

ENTREVISTA À MONDO BIZARRE-2006

A LENDA DE BABY DEE Por onde começar quando se fala de Baby Dee? Essa foi a primeira questão que me coloquei. A música que é apenas uma parte da fascinante vida de Baby Dee – e que vai ser apresentada dia 5 em Famalicão, na Casa das Artes, e dia 6 em Lisboa, na Zé dos Bois – foi que me levou a fazer esta entrevista.Quando pensei em entrevista-la só tinha como motivo a maravilhosa música que andava a ouvir desde que veio a Lisboa pela primeira vez. Ao investigar mais sobre si descobri que é muito mais do que música. Directora musical de uma igreja católica em Nova Iorque, membro do sideshow de Coney Island, performer (vestida de urso e com um triciclo enorme) nas ruas de Nova Iorque... a música é apenas uma parte da sua vida de artista? Além destas, que outras coisas já fez/faz? A música sempre foi importante para mim, mas em miúda não era capaz de me sentir à vontade em qualquer contexto musical. Nunca toquei em bandas ou em orquestras e nunca pensei ganhar a vida como música. Fui para Nova Iorque com uma bolsa artística para estudar pintura e foi o que fiz durante três ou quatro anos. Comecei então, gradualmente, a mudar para música. Mas eu era muito acanhada. Não possuía o senso comum que a maioria dos músicos têm para procurar os seus semelhantes e tocar. Não sabia como o fazer. Então candidatei-me ao conservatório e, temendo ser rejeitada (e fui), prometi a mim mesma que se não entrasse pegava no dinheiro que tinha juntado para me inscrever e ia até à Irlanda procurar uma bela harpa antiga. O que é muito estúpido porque é impossível encontrar uma bela harpa antiga na Irlanda. Mas eu encontrei. Encontrei um verdadeiro tesouro, trouxe-o para casa e tornei-me um urso que tocava no parque. Foi maravilhoso. Desde aí ganhei a vida essencialmente com a música. Até que há três ou quatro anos desisti e tornei-me trepadora de árvores a tempo inteiro. Decidi de modo muito firme não continuar a ser artista.Nasceu em Cleveland, não foi? Quando é que tudo começou no que à música diz respeito? Creio que é uma pianista e harpista com treino clássico... Sim, nasci em Cleveland. Gosto de pensar que a culpa não foi minha, mas já ouvi dizer que escolhemos os nossos pais e local de nascimento antes de nascermos, por isso talvez a culpa seja mesmo minha. A minha mãe cantava desde que me lembro mas foi o meu pai que fez ter vontade de cantar. Até essa altura contentava-me em ter pessoas a cantarem para mim. A minha avó tocava piano em salas de cinema mudo juntamente com o meu avô, que era violinista. Havia sempre música, especialmente lamentosas baladas e canções irlando-americanas como "Praise the Lord and Pass the Ammunition". Eu conto-te o que me levou para a harpa. Havia dois fulanos que viviam do outro lado da rua chamados Bobby Slot and Freddy Weiss (adoro esses nomes) que tinham um piano e não o queriam: arrastaram-no até ao seu jardim para os homens do lixo o levarem mas estes não levaram porque não cabia nos contentores. Então, Bobby e Fred começaram a destruí-lo com um martelo de forja e todos nós achámos isso fantástico. O quarteirão inteiro foi acometido de admiração por Bobby e Freddy e pela sua maravilhosa ideia de escaqueirar um piano, e os homens (o meu pai incluído) de toda a rua apareceram com machados, pés de cabra e martelos e aquilo tornou-se o momento épico da minha juventude. Chegados à parte da armação da harpa de ferro dentro do piano perdeu a piada. Começou a parecer-lhes trabalho e foram todos para casa. O Bobby e o Freddy enfiaram os pedaços do piano nos contentores do lixo, a harpa ficou lá durante boa parte do mês e apaixonei-me por ela.Quando ouvi a sua música pela primeira vez (num concerto em Lisboa, com Current 93, Simon Finn e Six Organs of Admittance) não sabia o que esperar. De repente, quando se sentou ao piano e começou a tocar aconteceu uma coisa extraordinária: era como se eu conhecesse aquelas canções há muito tempo, como se já fossem parte de mim. É uma música tão simples, e, no entanto, tão complexa e tocante. Como escreve e como lhe surgem as canções? É influenciada por alguma coisa em particular? Algumas das canções soam tão inocentes, mas também tão dramáticas... É um enorme elogio isso que disse sobre conhecer as canções há muito tempo. Talvez soem velhas. O que é mundo quando está for a do seu tempo – anacrónico? Gosto disso. Como escrevo as canções? Quem me dera saber pois escreveria mais. Durante toda a vida quis escrever música mas não podia. “Querer” nunca era suficiente. Não conseguia escrever as canções até “ter absolutamente de o fazer”. As canções nasceram da necessidade. Regra geral surgem primeiro as palavras e depois a música. Raramente a música aparece primeiro, mas mesmo quando assim é a música está a dizer-me algo muito especial que tem que ser transmitido mesmo que ainda não tenha palavras. Podia estar aqui o dia todo a falar de influências mas isso era um aborrecimento. Em vez disso vou contar a minha história favorita. Havia um homem chamado Caedmon. Isto foi há muito tempo, talvez há mais de mil anos [Caedmon é o mais antigo poeta inglês cujo nome é conhecido e viveu no século VII DC]. Na época de Caedmon era costume, depois das refeições, passar-se uma harpa à volta da mesa e cada um dos comensais cantar uma canção. Caedmon não sabia nenhumas canções e arranjava sempre uma desculpa para, quando chegava à sua vez, se levantar. Uma noite recolheu-se e foi dormir. Durante o sono teve um sonho em que lhe aparecia Deus a dizer: “Caedmon, canta-me uma canção”, ao que Caedmon respondeu “O que haverei de cantar?” e Deus respondeu-lhe “Canta-me a criação de todas as coisas”. No sonho Caedmon cantou uma curta e complicada canção sobre uma certa hierarquia dos céus e da terra. Quando acordou lembrava-se da canção e diz-se que desde esse dia foi capaz de escrever e cantar canções. O hino de Caedmon é o primeiro verso escrito conhecido da língua inglesa. Não é uma bela história?O seu primeiro álbum, “Little Window”, foi gravado para a Durtro, de David Tibet, depois de Antony lhe ter apresentado a sua música. Como e quando conheceu Antony? Antony já a descreveu como “A Musa que ajudou a compreender muita da música dos Johnsons”... Conheci o Antony quando eu dançava em topless no Pyramid. Isto foi vários anos depois de ele lá ter feito a Blacklps Perfomance. Conhecemo-nos, tornamo-nos amigos e ajudei-o um pouco no início, quando ele precisava de partes escritas para violinistas e tal. Isto foi mesmo no início dos Johnsons. Eu toquei harpa no primeiro álbum e em alguns dos concertos da altura. Creio que ele não disse mesmo isso. Somos bons amigos e o trabalho dele tem sido extremamente importante para mim, mas eu não sou Musa de ninguém. A palavra “Musa” dá a ideia de que fui uma inspiração importante para o Antony e nada podia estar mais longe da verdade pois fui útil a nível prático. Essas canções foram escritas muitos anos antes de nos conhecermos e a maioria das mais bonitas é sobre as verdadeiras musas e santas de Antony, como Divine. Ora aí está uma Musa! A ser alguma coisa é ao contrário. Quando o Antony me mostrou as demos em bruto das canções recostei-me na cama dele e chorei. E chorar é coisa que não me acontece frequentemente.”Little Window” tem sido descrito como uma obra-prima pela maioria das pessoas que o ouviram. Quando escreveu essas canções. Foram escritas para o álbum ou muito antes da gravação? “Little Window” foi a primeira canção a sério que escrevi. Todas as anteriores a essa eram tontices, canções de comédias, coisas para fazer um dólar num bar, na rua ou num bar de stand up comedy. Depois de ter estado na Bélgica regressei a Cleveland e comecei a “ter que escrever canções” e fui gravando cada canção à medida que as escrevia.Esse álbum começa com pássaros a cantar, que são é uma presença nos seus discos até Songs for Anne Marie”. Porquê? De certo modo, ao ouvir os seus discos, o seu modo de tocar piano e a sua voz única fazem-me pensar na Natureza, há neles uma estranha familiaridade. Há histórias antigas que dizem que todos os dias o cantos dos pássaros faz levantar o Sol. Na verdade “Little Window” começa com o vento e com pássaros e termina com o vento e com bebés a rir. Antes de regressar a Cleveland tive uma dessas – não há palavras boas para estas coisas –, experiências que nos mudam a vida, uma abertura, ou um fim. Não sei o que lhe chamar. Estava a trabalhar com o meu triciclo nas ruas de Amesterdão e queria fazer um espectáculo que fosse mais como o verdadeiro teatro e menos actuação de pedinte. Queria que tudo mudasse mas não sabia como o fazer. Em vez de fazer as pessoas rir e darem-me dinheiro queria que não soubessem se haviam de rir ou de chorar. Tinha uma ideia coerente do que queria o que em mim é coisa rara. Pensei que se o que queria era fazer algo diferente então tinha que ser uma coisa que nunca tinha feito. Nas minhas viagens nunca fazia as coisas que os turistas fazem e então fui à casa da Anne Frank. Isso fez-me querer ler o seu diário. Não sei explicar o que o livro me fez excepto dizer que me destruiu por completo e que agradeci essas destruição. Apreciei-a, até. E enquanto as minhas entranhas se desfaziam fui, durante algum tempo, capaz de ver e ouvir o que verdadeiramente belo há no mundo. E pareceu-me, como me continua a parecer, que os três sons mais bonitos do mundo eram o vento nas árvores (que é especialmente belo na Holanda), pássaros a cantar e os sons que as crianças fazem – rir, gritar, falar. Nessa época deixei de cantar. Deixei até de falar. Há uns chamarizes de pássaros feitos pela Audobon Society e descobri que se amarrasse um desses chamarizes à volta do meu peito com uma fita e o empurrasse contra o meu externo sentia-me como se o pássaro estivesse dentro de mim. Então isso tornou-se a minha fala e ao falar como um pássaro captava a fala das pessoas com as minhas orelhas. Podia-as fazer ouvir como é belo o chilrear dos pássaros verdadeiros e, a partir daí, podia tecer a minha harpa e a minha música de acordeão com a música do vento, os pássaros e as crianças. E então podia olha-las com um olhar que dizia, ”Estão a ver? Estão a ver como sois belos?”. E eles viam com os meus olhos. Era absolutamente extraordinário. Os pássaros sempre fizeram parte do meu espectáculo. Afinal eu era um gato e toda a gente sabe que os gatos gostam de passarinhos. E sim, eu acredito nisso de serem os pássaros que fazem o Sol erguer-se. Mas há uma coisa importante. Nem todos os pássaros o fazem. Só uma raça em particular é que faz o Sol nascer. A maioria está apenas grata pelo nascer do Sol. Na América do Norte são os tordos. Por isso é que digo sempre que a gravação mais importante que fiz foi a dos tordos no quintal da minha mãe. Queria que as pessoas ouvissem a criação de um dia. Os tordos sabem o que fazem.Por alturas do lançamento do livro/CD “Songs for Anne Marie”, veio a Lisboa. Creio que a maior parte das pessoas, tal como eu, desconhecia a sua música – foi uma experiência mágica – mas a reacção do público foi avassaladora. Lembro-me de lá estar com três amigos e de termos olhado uns para os outros absolutamente espantados. Acontece-lhe sempre isto? Dá a ideia de que o palco lhe é natural. Sente-se à vontade nos concertos? Deve ser difícil tocar/cantar canções tão pessoais… Essas canções foram tocadas pela segunda vez em público nesse concerto em Lisboa. Nos anos anteriores tinha andado a trabalhar no duro para me tornar uma “amadora” em vez de uma “profissional”. Tornei-me numa música amadora e numa trepadora de árvores profissional o que para mim fazia todo o sentido. Foi isso que tornou possível escrever essas canções. Foi como o reverso de entrar num convento. Ou seja, eu pertencia plenamente ao mundo mas mantive essas canções sagradas. Por isso, canta-las para um público foi um grande feito. São canções muito estranhas e enquanto as escrevia nunca as cantei. Durante um ano limitei-me a tocar piano, como a acompanhante de um cantor ausente. Nunca cantava. Só ouvia. Até que chegou uma altura em que me apercebi do absurdo de escrever canções e não as cantar ou de as cantar sem ninguém a ouvir, e aos poucos fui tendo de vontade de as cantar para terceiros. Gosto de cantar para as pessoas mas algumas das canções são-me dolorosas e, por vezes, evito as que detesto. Por vezes torna-se difícil mas a minha experiência da rua e dos freak shows ajuda-me. Posso parecer um pouco frágil em palco mas acredita que não sou. Teriam que começar a atirar garrafas de cerveja e só se uma me atingisse em cheio é que ficaria intimidada. A única coisa que actualmente me magoa é sentir-me desligada, sentir que não estão a perceber-me. Isso é duro.É curioso porque me lembro de sentir que as canções eram muito poderosas, mas, no entanto, parecia-me tão frágil e inocente (e a divertir-se como nunca). Consegue lembrar-se da melhor e da pior experiência que teve em palco? Toquei em Copenhaga e tive uma noite em cheio. Não me apetecia parar por isso não parei. Creio que toquei durante três horas. Os promotores locais foram muito simpáticos, fizeram um cartaz e bilhetes muito bonitos. A pior experiência... foi na altura em que era um gato com um triciclo em Manhattan. Recebi uma chamada de alguém que queria que eu tocasse numa festa de temática alemã. Perguntara-me se tinha uma roupa apropriada e eu disse “claro”. Pensei numa coisa St Pauli Girlesque mas com um tutu e asas, porque eu uso SEMPRE um tutu e asas. Pensei em algo do género ninfa bosque da Floresta Negra. É que eu tinha uma saia rodada lindíssima... Não me apercebi foi que aquelas pessoas não me conheciam. Não faço ideia como obtiveram o meu número de telefone, mas estavam era à procura de um velho e atarracado acordeonista alemão que andasse por ali a tocar canções alemãs numa espécie de Música no Coração. Quando eu apareci a pessoa responsável olhou para mim, deu um grito de horror e arrastou-me para a cozinha e obrigou-me a envergar umas lederhosen e um pindérico chapéu de felpo com uma pena. Eu tinha colocado bastante maquilhagem e quando fui à casa de banho e me olhei ao espelho foi a minha vez de gritar de horror. Eu era a coisa mais pavorosa que alguma vez vira. Depois soltaram-me no meio da miudagem da sociedade elegante alemã e andei por ali a tocar Kurt Weil, mas se chegasse a 3 metros de alguém começavam a enxotar-me. Então comecei a persegui-los, a gargalhar como uma lunática e a cantar “Springtime For Hitler”. Na verdade até me diverti nessa noite. Um dos meus espectáculos favoritos das ruas de Nova Iorque era o de um homem, um verdadeiro lunático, que ficava na esquina entre a Rua 57 e 7ª Avenida, junto ao Carnegie Hall, e que cantava árias de ópera numa voz muito alta. Mas não se limitava a ficar ali a cantar. Abordava as pessoas que passavam e cantar-lhes como se fosse o Dom Giovani e qualquer transeunte fosse a Donatella. Chegava-se muito perto, cortando-lhes o caminho e olhando-as nos olhos com o seu olhar de louco e cantando sem alma e com raiva. Era o pior cantor do mundo. A parte mais assustadora era ele ser careca e pintar cabelo preto na cabeça. Pregava sustos enormes às pessoas, era assustador. Foi assim que me senti dentro das lederhosen. Há pessoas capazes de fazer qualquer coisa por duzentos dólares.

BABY DEE




Baby Dee - Safe Inside the DayBaby Dee é um artista transgender (outrora um homem) de vida atribulada. Já foi organista de uma igreja católica, dançarina-stripper, trepadora de árvores, artista de circo e música de rua mascarada de urso (em Nova Iorque, mas também em Amesterdão) ou de gato, entre outras vestimentas ornamentadas por asinhas. Harpista de formação, foi incluída no circuito esotérico ao vivo dos Current 93, que incluiu Antony and the Johnsons com os quais já colaborou, e foi apadrinhada por cantores pop como Marc Almond. A sua dedicação à música tem sido condicionada por dilemas e pela actividade a tempo inteiro de trepadora de árvores, até que um azar se tornou na sua sorte. Quando uma das árvores na qual trabalhava se despenhou sobre uma casa, Baby Dee ficou traumatizada o suficiente para passar a fazer da música a sua profissão nº1. "Safe Inside the Day" é o quarto álbum da senhora, e o primeiro onde Baby Dee prefere os créditos de pianista aos de harpista. A obra é marcada pelo difícil regresso da cantora à terra-Natal, Cleveland, e pelo reencontro com o seu pai.Neste disco a segue os trilhos paralelos aos de divas de blues como Bessie Smith; ou como entertainer de vaudeville; ou como executante do trabalho de Kurt Weill na Berlim dos anos 30;Mas factos como os de ter tido para este disco a produção de Will Oldham e a colaboração de Matt Sweeney também não supreendem, ouvindo este disco com atenção.Noutros tempos, Baby Dee pedalava pelas ruas de Nova Iorque num triciclo gigante, envergando vestes de abelha e cantando músicas de Shirley Temple.O que se sabe é que este disco, "Safe Inside the Day", toca apenas num extremo: o do fascinante. É esta a sua excentricidade.
A Norte-Americana Baby Dee tocou no festival espanhol Sinsal,sábado dia 8 de Março em Santiago de Compostela

14/03/2008

SUPERGRUPO-FREE KITTEN

Com a edicão do terceiro album os FREE KITTEN são um supergrupo formado por Kim Gordom dos Sonic Youth a Pussy Galore's Julie Cafritz, Yoshimi P-We dos Boredoms e dos OOIOO ,incluindo o baixista dos Pavement Mark Ibold,ultimamente não tem tocado,visto que anda ocupado com a nova reunião dos Pavement .E se passar em Nova York, entre hoje e 9 de abril pare na KS Galeria de arte,para apreciar uma exposição de aguarelas de Kim Gordon.O show vai incluir também um trabalho criado por Kim Gordon em colaboração com Thurston Moore.

UNCUT-100 MELHORES ALBUMS DE SEMPRE.

100. The Arcade Fire - Funeral99. Suede - Suede98. Foo Fighters - Foo Fighters97. Vashti Bunyan - Just Another Diamond Day96. PJ Harvey - Dry95. The White Stripes - The White Stripes94. Mercury Rev - Yerself Is Steam93. The Birthday Party - Prayers On Fire92. Spiritualized - Lazer Guided Melodies91. Throwing Muses - Throwing Muses90. Franz Ferdinand - Franz Ferdinand89. Elastica - Elastica88. Tom Petty & The Heartbreakers - Tom Petty & The Heartbreakers87. Dr Feelgood - Down By The Jetty86. The Undertones - The Undertones85. Elvis Presley - Elvis Presley84. Tricky - Maxinquaye83. Little Feat - Little Feat82. The Pop Group - Y81. Pearl Jam - Ten80. Cheap Trick - Cheap Trick79. Jackson Brown - Jackson Brown78. The Libertines - Up The Bracket77. Eminem - The Slim Shady LP76. Guns N' Roses - Appetite For Destruction75. The LA's - The LA's74. Kate Bush - The Kick Inside73. Pavement - Slanted And Enchanted72. The Strokes - Is This It71. Scritti Politti - Songs To Remember70. Judee Sill - Judee Sill69. Echo & The Bunnymen - Crocodiles68. Buzzcocks - Another Music In A Different Kitchen67. Suicide - Suicide66. Beastie Boys - Licensed To Ill65. Dexys Midnight Runners - Searching For The Young Soul Rebels64. Neu! - Neu!63. Pere Ubu - The Modern Dance62. The Associates - The Affectionate Punch61. Leonard Coen - The Songs Of Leonard Coen60. Richard Hell & The Voidoids - Blank Generation59. U2 - Boy58. The Hardin - Tim Hardin 157. Pixies - Come On Pilgrim56. Bob Dylan - Bob Dylan55. Ian Dury - New Boots & Panties!!54. Randy Newman - Randy Newman53. De La Soul - 3 Feet High & Rising52. ABC - The Lexican Of Love51. Moby Grape - Moby Grape 50. The Jesus & Mary Chain - Psychocandy49. Talking Heads - 7748. The Pretenders - The Pretenders47. NWA - Straight Outta Compton46. The Slits - Cut45. Jeff Buckley - Grace44. Orange Juice - You Can't Hide Your Love Forever43. Siouxsie & The Banshees - The Scream42. The Modern Lovers - The Modern Lovers41. Public Enemy - Yo! Bum Rush The Show40. Wire - Pink Flag39. Bruce Springsteen - Greetings From Asbury Park, NJ38. Captain Beefheart - Safe As Milk37. Magazine - Real Life36. Arctic Monkeys - Whatever People Say I Am...35. Black Sabbath - Black Sabbath34. Steely Dan - Can't Buy A Thrill33. Gang Of 4 - Entertainment!32. MC5 - Kick Out The Jams31. Elvis Costello - My Aim Is True30. Oasis - Definitely Maybe29. Nick Drake - 5 Leaves Left28. The Doors - The Doors27. My Bloody Valentine - Isn't Anything26. Buffalo Springfield - Buffalo Springfield25. The Mothers Of Invention - Freak Out!24. Big Star - #1 Record23. The Flying Burrito Brothers - The Gilded Palace Of Sin22. R.E.M. - Murmur21. The Smiths - The Smiths20. The Specials - The Specials19. The Sex Pistols - Never Mind The Bollocks...18. Patti Smith - Horses17. The Beatles - Please Please Me16. New York Dolls - New York Dolls15. The Rolling Stones - The Rolling Stones14. Pink Floyd - The Piper At The Gates Of Dawn13. The Byrds - Mr Tambourine Man12. Ramones - Ramones11. The Who - My Generation10. The Stooges - The Stooges9. Roxy Music - Roxy Music8. Joy Division - Unknown Pleasures7. Led Zeppelin - Led Zeppelin6. The Clash - The Clash5. The Band - Music From Big Pink4. The Stone Roses - The Stone Roses3. The Jimi Hendrix Experience - Are You Experienced2. Televsion - Marquee Moon1. The Velvet Underground & Nico - The Velvet Underground & Nico. PODEM/DEVEM argumentar as vossas opiniões da lista pessoalmente retirava alguns nomes.

SPIRITUALIZED


Spiritualized no Optimus Alive! 08
Os Spiritualized vão actuar no Optimus Alive! 08. A banda regressa a Portugal para um concerto único.
A banda de Jason Pierce confirmou a sua presença no evento ao final da tarde de ontem, poucas horas depois da organização ter anunciado a contratação dos norte-americanos The National. Ambas as bandas actuam a 10 de Julho, no mesmo dia de Gogol Bordello, Rage Against The Machine e Cansei de Ser Sexy.
A banda de Jason Pierce vem a Portugal apresentar o novo disco «Songs in A & E» com edição marcada para o dia 26 de Maio. O álbum terá 18 faixas e é inspirado nos dias em que o músico esteve internado numa unidade de cuidados intensivos de um hospital londrino durante a Primavera de 2005.

13/03/2008

LIVROS- ROCK

Author / producer Irwin Chusid's book profiles dozens of outsider musicians, both prominent and obscure, including such figures as The Shaggs, Syd Barrett, Tiny Tim, Joe Meek, Jandek, Captain Beefheart, The Cherry Sisters, Wesley Willis, Daniel Johnston, the Legendary Stardust Cowboy, Wild Man Fischer, and Harry Partch. Apresenta as suas historias ,as formas estranhas de vidas, juntamente com fotos,entrevistas e discografias.














Um novo mercado nasceu do livro sobre o Rock`n Roll,depois de alguns anos de aprovisionamento das Librarias.Uma das referencias conhecidas pela qualidade,pelo numero de vendas«le dictionanaire du Rock» Michka Assayas ou «les memoires de l´enfer» de Marilyn Manson.Nos ultimos dez anos este mercado nem existia,os interessados e amadores da musica eram aos olhos dos editores uns analfabetos,então se não fosse anglo-saxonico,não tinha mais do que uma dezena de obras por ano.Hoje o mercado multiplica-se por dez.

A cultura da novidade,as maiores editoras desde a Flammrion ,Gallimard passando pela Grasset são das mais estruturadas.A Le Camion Blanc,Panama,Fetjaine e a Allia tambem se especializaram particularmente apos os anos 90,foram as que iniciaram o movimento via tradução de «Lipstick Tracers» do maoir especialista em musica rock Greil Marcus.

ANOS 1960-1970

O FUTURO È SEMPRE HOJE. Dedico este post aos anos de ouro 1960/1970,pelos gloriosos momentos/sensações que nos ofereceram um dos melhores periodos do rock`n`roll. Real-futuristas,retro-futuristas ou futuro-futuristas,tudo mudou »bringing tall back home»«higway 61 revisited»Bob Dylan «ruber soul»Beatles,sairam no mesmo ano,novos grupos,jovens ,songwriters libertaram-se artisticamente, inovaram e dispunham de quranta minutos (Lp) para se exprimirem.As coisas nunca mais foram como eram antes,o resto do mundo ficaram siderados pelos historicos discos lançados nesta epoca..As comparações devem fazer-se com algum cuidado,são objectivas ou subjectivas ,as quem é que não gosta do periodo 1966-1970(mesmo sem falar do Soul e do R`B da Stax e Motown)sairam albums determinantes de bandas historicas: Stooges-Velvet Underground-Led Zepplin-Kinks-Small Faces-Love-Dylan-Free-R. Stones-Beatles-Donovan-Nico-Janis Joplin-Joni Mitchel-The Band-Byrds-Jefferson Airplane-Traffic-Van Morrison-Tim Buckley-Doors-Elvis Presley-Neil Young-Cream-Margo Guryan-Jimi Hendrix-Crosby Still &Nash -Fred Neil-Flying Burrito Bros.-Soft Machine-Move-Nick Drake-Buffalo Springfield-Grateful Dead-Faiport Convention-Procol Harum-Moody Blues-The Zombies-Kevin Ayers-Pink Floyd-Humble Pie-Mothers of Inventention-Captain Beefheart-13th Floor Elevators-John Mayall-the Who-Jeff Beck-Tim Hardin-Harry Nilsson-Syd Barrett-MC5-Pretty Things.......ufff!!!e não estão todos,só quatro anos. Para melhor comprendermos escolho a comparação com o periodo 2004-2008. Bloc Party-Interpol-White Stripes-Franz Ferdinand-Rakes-Coco Rosie-Mars Volta-Radiohead-Sunn o)))-Burial-National-Arcade Fire-Xiu Xiu-Animal Collective-Killers-Built to Spill-Beirut-Artic Monkeys-Go-Team-Liars-Amy Winehouse-BabyShambles-Libertines-....... O periodo 1977-1984 aproximou-se (foram editados em singles) mas não consegue igualar.

FESTIVAIS

Caribou regressa a Portugal para concerto em Paredes de Coura. Depois do concerto de ontem à noite no Santiago Alquimista e pela primeira vez em Portugal e também o primeiro concerto que merecerá, certamente, figurar na lista dos melhores do ano Caribou tem nova data marcada para o festival de Paredes de Coura. Sex Pistols, Primal Scream, Thievery Corporation, Mando Diao, Wombats, Emir Kusturica e The Rakes são nomes já confirmados para o evento. O festival decorre entre 31 de Julho e 3 de Agosto. A cidade de Gaia é o fantasma que persegue Murphy.Peter Murphy e The Prodigy fazem parte do cartaz do festival Marés Vivas, que decorre em Gaia, de 17 a 19 de Julho. O evento tem um orçamento de um milhão de euros, ou seja, três vezes mais do que no ano passado.Os bilhetes são a 15 euros por dia.

YEASAYER

O espirito que reflecte a imagem dos Yeasayer e a sua musica é o universo que os rodeia.Dizem que existe um acesso a todo o tipo de musica vinda dos quatro cantos do mundo,nós incororamos todas essas influencias no nosso trabalho,traduzindo em generos que vão do rock,Bollywood anos 70,ambientes árabes absorvendo os Talking Heads,Arcade Fire e musica folk.Nada que anterirmente fizeram nos anos 60 os Kaleidoscope e David Byrne á 25 anosNeste disco «all hour cymbals» lembra-nos as harmonias vocais dos Animal Collective sons do saxofone remete-nos para Van Der Graft Generator,sons de banjo,sintetizadores com a colagem de tecnologias modernas.

«white light from the mouth of infity»é o album mais suave dos Swans.Transcendente som escultural. Anteriormente conhecido pelos seus ritmos tribais de destruição primária e gritos, Michael Gira e Jarboe encontram uma ainda melhor maneira de manifestar a sua fascinação mórbida por estes sons, neste disco usou guitarras e teclados num sentido mais musical,Jarboe's ligeiramente rouca mas num eficaz contraponto, incluindo o guitarrista Clinton Steele e o Golden Palominos baterista Anton Fier uns reforços reais.

RUFUS WAINWRIGTH

Vai voltar a Portugal 28,29 junho,Casa das Artes,Famalicão apos ter realizado no ano passado em Lisboa um grande concerto.Filho de uma familia de musicos,gay assumido,Rufus tem uma voz encantadora,canções intimistas de requinte classico, de um ambiente de cabaret.No ano passado esteve ocupado,produziu um espectaculo de Judy Garland de 1961.

THRILL JOCKEY

TORTOISE
BOBBY CONN

ELENVENTH DREAM DAY

SUE GARDNER


CALIFONE SEA AND CAKE


TRANS AM


THALIA ZEDEK

FIERY FURNACES ARBOURETUM

Happy 15th birthday Thrill Jockey,14 December 2007.
Quero deixar aqui o meu apreço pelo fantastico catalogo da editora de Chicago.Algumas imagens do aniversario

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